28.08.10 10:52
Curando as feridas da vergonha
O que acontece quando você briga feio com seu parceiro ou parceira? Ou quando você se desentende com seu sócio ou chefe e fica um clima muito ruim entre vocês? Quando você recebe uma critica negativa pesada de um superior, o que você sente?
Quando, por exemplo, passamos por essas situações acima, podemos tocar sentimentos de insegurança, inadequação ou vergonha.
Nossa reação automática é fugir das pessoas, nos esconder, chorar as nossas dores ou mesmo entrar imediatamente em uma compulsão ou vício – socialmente aceitável ou reprovável. Queremos esquecer que existimos.
As sensações que vêm junto podem ser de encolhimento ou peso, uma profunda insegurança ou um sentimento de vazio. Algo que não sabemos de onde vem, nos puxa para baixo.
Os pensamentos nos acompanham dizendo que “eu não vou conseguir”; “não sou bom o bastante”; “todos são melhores do que eu”; “não sou atraente”; “sou um covarde”; “ninguém nunca vai gostar de mim” ou uma grande gama de crenças negativas.
Esses são sintomas do que chamamos de “ferida da vergonha”.
Todos estes sentimentos que compõem a ferida da vergonha estão dentro de nós há muito tempo. Eles podem ter surgido através do maltrato dos nossos pais, reprovações, falta de apóio ou até mesmo através de violências e abusos por parte dos que nos educaram.
Nossa primeira reação quando vivemos esta ferida é tentar provar que somos exatamente o oposto disso. Nos esforçamos para sermos os melhores. Queremos provar para os nossos pais e sociedade que somos capazes e podemos fazer algo de bom da nossa vida. Queremos obter sucesso, respeitabilidade e atenção.
Quando não conseguimos o que almejamos nos sentimos deprimidos e fracassados. Neste momento submergimos na ferida da vergonha. Começamos, então, a acreditar que somos as piores pessoas do mundo. Apesar de tudo o que fizemos, nada deu certo. Tudo deu errado. Nos sentimos péssimos. Temos certeza que nunca seremos felizes e realizados.
Algumas pessoas quando caem na ferida da vergonha, desistem dos seus projetos de vida e submergem no poço da depressão. Acham-se impossibilitados de reagir e resignam.
Reconhecer e aceitar todos esses sentimentos são os primeiros passos para curar a ferida da vergonha.
A cura dessa ferida passa por reconhecer e acolher a criança emocional que existe dentro de cada um de nós.
Você se identifica com alguns dos sentimentos acima?
Então, aproveite este momento agora, feche os olhos, respire algumas vezes, relaxe e se transporte para sua infância. Traga todas as memórias de experiências, nas quais você se sentiu humilhado, criticado, colocado para baixo, não ouvido, não apoiado. Talvez você se sentisse um estranho na sua própria família.
É muito possível que essas experiências venham acompanhadas por sentimentos de medo, insegurança, raiva ou diversos outros sentimentos.
Neste momento respire no centro desses sentimentos. Diga “sim” para eles. Eles são as feridas da sua criança interior.
Para continuar esta meditação guiada, clique aqui.
Guilherme Ashara é ‘Counselor’ (Aconselhamento Psicoterapêutico), Terapeuta Sistêmico com formação em Constelação Familiar e Organizacional, Psicologia Transpessoal, Terapias Reichianas, dentre outras.
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