O Povo Online – Yoga

Além da Mentalidade de Rebanho

Postado em 10 de setembro de 2010 às 12:44 por Guilherme Ashara

Osho falando sobre os corpos sutís de energia do ser humano explica:

“O terceiro corpo é maior que o segundo, mais sutil que o segundo, mais elevado que o segundo.”
“Os animais têm o segundo corpo, mas não têm o terceiro. Os animais são tão vitais. Observe um leão caminhando. Quanta beleza, quanta graça, quanta majestade. O homem sempre teve inveja. Observe um cervo correndo. Que leveza, quanta energia, que grande fenômeno de energia! O homem sempre teve inveja. Mas a energia do homem está movendo-se de forma mais elevada.”
“O terceiro corpo é manumaya kosha, o corpo mental. Ele é maior, mais espaçoso que o segundo. E se você não o cultiva, você permanecerá quase somente uma possibilidade de homem, mas não um homem real. É a mente que o torna homem. Mas, de alguma forma, você não a tem. O que você tem em seu lugar é somente um mecanismo condicionado. Você vive através da imitação; então você não tem uma mente. “
“Quando você começa a viver da sua própria maneira, espontâneo. Quando você começa a responder aos problemas da sua vida do seu modo, quando você torna-se responsável, você começa a crescer no Manumaya Kosha. Então o corpo mental cresce.”

“Torne-se cada vez mais vivo, autêntico, responsivo. Mesmo se houver uma possibilidade de se perder, perca-se, porque não há como crescer se você tem tanto medo de cometer erros. Erros são bons. Equívocas têm que ser cometidos. Nunca cometa o mesmo erro novamente, mas nunca tenha medo de cometer erros. As pessoas que se tornam tão receosas em cometer erros nunca crescem. Elas permanecem assentadas em seus lugares, com medo de se moverem. Elas não estão vivas”.
“A mente desenvolve-se quando você encara, enfrenta as situações do seu modo. Busca sua própria energia para resolvê-la. Não fique pedindo conselhos para sempre. Pegue as rédeas da sua vida em suas próprias mãos. É isso o que eu quero dizer quando digo: faça coisa do SEU jeito. Você terá problemas – é mais seguro seguir os outros. É conveniente seguir a sociedade, seguir a rotina, a tradição, a escritura. É muito fácil porque todo mundo as está seguindo. Você somente tem que se tornar uma parte morta do rebanho, você só tem que mover-se com a multidão para onde quer que ela esteja indo. Não é sua responsabilidade.”
“Mas seu corpo mental, seu manumaya Kosha, sofrerá tremendamente, terrivelmente, não crescerá. Você não terá sua própria mente e perderá algo muito, muito lindo e algo que funciona como uma ponte para um crescimento mais elevado”.
“Então lembre-se sempre: o que quer que eu lhe diga, você pode receber de duas formas. Você pode simplesmente relacionar isso com a minha autoridade: ‘Osho disse isso; isso deve ser verdade’. Então você sofrerá, então você não crescerá. O que quer que eu diga, escute, tente entender, implemente isso em sua vida, veja como funciona e então chegue à suas próprias conclusões. Elas podem ser as mesmas, podem não ser. Elas nunca podem ser exatamente as mesmas porque você tem uma personalidade diferente, um ser único. O que quer que eu esteja dizendo pertence a mim. Está limitado a estar, de formas profundas, enraizado em mim. Você pode chegar a conclusões semelhantes. Mas elas nunca podem ser exatamente as mesmas. Então minhas conclusões não devem moldar as suas. “
“Você deve tentar me entender, deve tentar aprender, mas não deve coletar conhecimento vindo de mim, não deve coletar conclusões vindas de mim. Então sua mente crescerá. “
“…Uma vez estando além do corpo mental, pela primeira vez você se torna consciente de que você não é a mente, mas a testemunha. Abaixo da mente você permanece identificado com ela. Uma vez que você sabe que pensamentos, imagens mentais e idéias são somente objetos, nuvens flutuantes na sua consciência, você fica separado deles… imediatamente. “
“Você estará além do corpo… alguém que não está mais confinado em qualquer corpo. Alguém que sabe que não é o corpo, seja ele denso ou sutil. Alguém que sabe que é infinito, sem nenhum limite. Mahavideha significa alguém que alcançou a percepção de que não tem limites. Todos os limites são confinamentos, aprisionamentos; e ele pode rompê-los, deixar que eles caiam e se tornar um com o céu infinito. “
Osho, Yoga: O Caminho da Libertação.

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Meio Ambiente

Postado em 10 de setembro de 2010 às 12:04 por anacelia

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Consciência

Postado em 8 de setembro de 2010 às 14:26 por anacelia

Meditação


“Podemos ainda praticar ciência mesmo que aceitemos a primazia da consciência e da matéria”
(Amit Goswami)


O DESENVOLVIMENTO DO HOMEM


“O homem é o único ser que, na sua perfeição, tem a cabeça em relação com o eixo do mundo”
(Aristóteles)


O homem tem se desenvolvido ao longo da história. Esta história começou há mais de 3.000 milhões de anos quando surgiram as primeiras formas de vida na Terra. Depois, a história de vida aqui na Terra tornou-se uma grande caminhada rumo ao desenvolvimento do homem. Há uma linha que liga a primeira célula até o homem. Nenhum ser na face da Terra desenvolveu-se sozinho, todos tem alguma ligação com a minhoca ou o escaravelho.


“…espécies diferentes apresentam variações semelhantes, de maneira tal que a variabilidade de uma espécie adquire geralmente um caráter próprio a uma espécie afim, ou readquire características de uma espécie ancestral distante.”
(CHARLES DARWIN)


Portanto, o homem e todos os seres vivos são resultados da evolução. A inteligência deu um poder incalculável ao homem, um poder que faz do homem um ser terrível para todos os animais e para si também. O homem é o único produto na evolução capaz de reger a evolução. Para alguns o surgimento do homem é um dado cósmico, o homem seria a expressão mais interessante e acabada da vida. Outros ainda acreditam que o homem é o resultado provisório do desenvolvimento desenfreado da evolução, no entanto, a maioria dos cientistas admitem que a evolução do homem se diferencia dos outros seres vivos por conta da evolução sociocultural.


O DESENVOLVIMENTO DO CÉREBRO


“O homem é feito por sua crença como ele acredita assim ele é.”
(Bhagavad- Gita)


Os cientistas afirmam que a maior diferença entre o homem, os mamíferos e os primatas é o desenvolvimento do cérebro na sua proporção e em relação ao peso do corpo. Em termos de organização cortical, em termos de comportamento o homem é o único ser que possui o cérebro com sentido de hierarquia e mais especializado dentro do mundo animal. O cérebro humano é dividido em três tipos filogeneticamente desenvolvidos, refletindo assim a evolução das espécies, dividido em partes hierarquizados:
• O repitiliano;
• O paliomamífero;
• O neomamífero.
O reptiliano possui estruturas responsáveis pelos comportamentos mais simples, como a regulação das funções biológicas vitais, as funções do sono, vigilância e alerta.
O paliomamífero vem como herança dos mamíferos inferiores, é responsável pela sensibilidade protopática e o sistema límbico, que regula os impulsos relacionados ao comportamento de sobrevivência e a reprodução, que visam a satisfação e as necessidades emocionais. O neomamífero, também conhecido por neocórtex, é a estrutura mais organizada, uma aquisição filogenética recente do homem e mamíferos superiores. O neocórtex é responsável pelo desenvolvimento motor voluntário da linguagem, pensamento lógico e quantitativo e os julgamentos sociais. O que levaria o comportamentosocial para um sentido humanizado.


CÓRTEX E ENCÉFALO


“As emoções alimentam-se de sangue e beijos”
(Lia Diskin)

O córtex recobre quase todo o cérebro na forma de uma coberta cinzenta de células nervosas correspondendo a aproximadamente metade do tamanho total do cérebro. O cérebro é composto de duas metades, chamadas hemisférios, divididas por um sulco profundo a fissura sagital um enorme feixe de nervos entre o hemisfério direito e o esquerdo. Os cientistas mostram o tempo todo pesquisas sobre o cérebro, eles nos dizem que o cérebro é divisível em unidades, mas o homem vivência o mundo e a si próprio como algo único, um todo repleto de emoções e sentimentos, um conjunto cheio de surpresas imprevisíveis e não como um simples mosaico cheio de partes diferentes. O encéfalo é dividido em dois hemisférios comuns a todos os seres vivos vertebrados e em alguns invertebrados, no homem o encéfalo é quem estrutura o nosso “ Eu “. As mentes que dominam nossos hemisférios funcionam com funções diferentes e em meio a essa duas estruturas encontramos o corpo caloso, e é a partir deste canal de ligação que um toma conhecimento do que se passa com o outro. O encéfalo esquerdo trabalha com a racionalidade e a comunicação bem comuns em nosso mundo ocidental, mundo que se pretende materialista e individualista o mundo cartesiano. Já o encéfalo direito é responsável por uma visão mais completa de mundo, trabalha com a percepção do todo envolvendo-se com o nosso lado poético, sensível voltado para a cultura oriental. Lembrei-me agora da figura do Iceberg que o Professor Cláudio Azevedo apresentou em sala ( durante o módulo entitulado: o yoga milenar e a ciência atual ), a maior parte do Iceberg estava submerso mostrando que na prática nem mesmo nós temos conhecimento da parte oculta de nossa personalidade. O que de fato somos as nossas sensações e emoções são produzidos pelo sistema límbico onde são gerados os humores e os sentimentos de prazer e realização, pensamentos racionais e conscientes, geradores do comportamento que carregamos durante toda nossa existência. O encéfalo é responsável pela aquisição de tudo que nos é natural como o prazer da segurança, o prazer do sexo, o prazer de se alimentar… somos motivados o tempo inteiro a procurar vivenciar todas as sensações prazerosas da vida, já que supostamente as sensações agradáveis motivam o homem a continuar sua caminhada para a evolução.

Sistema Nervoso Central

CONSCIÊNCIA E LINGUAGEM


“A linguagem é uma coisa de tal modo distinta que um homem privado do uso da fala conserva a língua, contanto que compreenda os signos vocais que ouve.”
(Suassure)


Já sabermos que o cérebro do homem não é o maior em valor absoluto e que também não é o único ser dotado de mãos preênsíveis, no entanto, o homem é o único primata com linguagem articulada, o que o tornou livre da utilização da mão como forma de locomoção e é o único que possui um cérebro dotado de consciência. A biologia entende a consciência como a parte plástica do cérebro por isso a propriedade de adaptar-se as condições de vida adversa, esta plasticidade confere a cada um de nós uma particularidade, uma individualidade. Cada ser humano é resultado dos estímulos que recebeu ao nascer, da genética e do convívio sociocultural durante a infância e a adolescência . O cérebro do homem resulta de uma lenta evolução que, nos últimos 200 milhões de anos, fez surgir elementos formadores da consciência. No início, os seres que precederam o homem diminuíram a importância dos gânglios nervosos que situam-se ao longo de todo o seu corpo e que asseguram seus reflexos automáticos e todos os seus instintos em detrimento de um gânglio mais essencial: o cérebro. Já ao nascermos mergulhamos no mundo da linguagem e da fala produzida em meio ao mundo social. Crescemos convivendo com os sinais os gesto a fala e através destas a palavra. O mundo começa então a ter um sentido um contexto cultural, o pensamento é a forma de entendermos o mundo e de construirmos a nossa consciência, acomodamo entãos o que é ouvido e compreendemos todo esse aprendizado como forma de interação com o mundo. Para Novelli:


“a língua são os primeiros traços de identificação da humanidade no homem. Ao se perceber como habitante da linguagem, o homem rompe com o estado inicial da natureza, a qual estão inseridos os animais e os próprios homens ao nascerem, e ingressa no estado de cultura resultante da organização social e do partilhamento da vida em comum.”


Entre os vários componentes da formação humana a linguagem nos leva rumo ao relacionamento com o mundo, colocando-nos como sujeitos sócio-culturais, a linguagem de fato viabiliza as relações humanas.


A CONSCIÊNCIA CÓSMICA


“É muito difícil elucidar este sentimento (cósmico-religioso) para qualquer pessoa que esteja inteiramente sem ele (…) os gênios religiosos de todas as épocas tem-se distinguido por esse tipo de sentimento religioso que não conhece nenhum dogma (…). Em minha opinião, a mais importante função da arte e da ciência é despertar este sentimento e mantê-lo vivo naqueles que lhe são receptivos.”
(Albert Einstein)

Os filósofos e religiosos estudaram a consciência durante muito tempo. Dentro deste universo filosófico e religioso encontramos indicativos de uma consciência maior, uma consciência cósmica que fala do sentido da vida e da ordenação do universo.

“Esse tema é, de certa forma, tão central no pensamento universal que a quantidade de termos utilizados para descrever este acontecimento é deveras extensa. O Professor Waldo Vieira explicita alguns de seus sinônimos, que reproduzimos no presente momento, com o intuito de esclarecer o leitor a respeito da similaridade de alguns pensamentos aparentemente díspares: auto-absorção; autotranscendência ascendente; batismo do espírito; big-bang consciencial; consciência expandida; consciência intercómica; consciência no plano mental; consciência objetiva; consciência samádica; consciência supercósmica; consciência superlúcida; consciência supramental; consciência transpessoal; euforia extrafísica máxima; experiência clímax; experiência culminante; experiência de imterporalidade; experiência de interporalidade; experiência plauteau; fana ou aniquilação (sufismo); hiperacuidade consciencial global; identificação cósmica; inconsciente transcendental; interfusão total; intimação da mortalidade; kenshu; maturidade extrafísica; mente cósmica; mente holofótica; mente universal; momento absoluto; nirvana ou extinção (budismo); projeção mental (Yoga); satori ou iluminação (zen-budismo); sentimento de transformação; sentimento oceânico; sono sem sono; supermente; supervigilância projetiva; Tao absoluto (taoísmo); toque do infinito; transconciência; união espiritual; unio mystica (misticismo ocidental); wu (chineses); estado êxtase.”

(DANUCALOVI; SIMÕES)


Podemos entender este fenômeno a partir de algumas evidências. Existe uma variação destas experiências de indivíduo para indivíduo mostrando que este tipo de consciência tem variações entre médio e intensos. Em meio as escolas místicas encontramos alusões a supostos estados de consciência absoluta, clara e envolvente durante o desenvolvimento da consciência, ou seja, o estado de consciência desejado por todas as autênticas escolas de yoga.


“Gautama Buda, Jesus de Nazaré, Emanuel Swedenborg, Mahatma Gandhi e Ramana Mahashi são alguns dos professores históricos que supostamente viveram suas existências manifestando o estado de consciência contínua. Neste ponto, talvez seja pertinente frisar que, pelo o que foi visto até aqui, é lícito hipotetizar que esse estado de consciência talvez possa ser atingido através de treinos constantes. Tudo indica que a hiperacuidade consciencial tenha uma morada encefálicas, e que a prática da meditação diária e do treinamento mental possa ser a chave para a aquisição do estado postulado. Sendo assim, o acontecimento não é uma dádiva divina. Muito provavelmente, devido ao fato de que algumas pessoas, que supostamente apresentaram característica de consciência contínua, sendo mais equilibradas emocionalmente, tenham sido identificadas como avatares, santos, salvadores, semideuses etc.Talvez, tais avatares tenham sido muito mais humanos do que nós mesmos.”

(DANUCALOV; SIMÕES)


Na cultura yogue quando a mente chega a um estado pacífico entra-se num estado de êxtase levando a uma realidade suprema. Segundo George Feurstein, esta seria o que ele chama de abordagem verticalista onde o detentor do nirvikalpa-samãdhi, um dos níveis de Samãdhi é outra forma de iluminação consciencial é denominado de Sahaja-samãdhi. Aqui o indivíduo transcende o ego e este reconhece que tudo se resume a experiências. Sabemos que os seres com consciência, no caso os seres humanos, vislumbram a experiência como alicerce desde contexto, contudo não sabemos de fato e verdadeiramente como funciona sua natureza aquela produzida pelos seres sencientes ou seja à consciência dos humanos’.

Professora:  Ana Célia Barros Barbosa.

BIBLIOGRAFIA
CLARKE, R. O Nascimento do Homem 5ª ed. São Paulo: Gradina, 1985. 227p.
DARWIN, C. A Origem das Espécies. São Paulo: Martin Claret, 2006. p. 221
DANUCALOV, M. A. D.; SIMÕES, J. S. Neurofisiologia da meditação: investigações científicas no yoga e nas experiências místico-religiosas: a união entre ciência e espiritualidade. São Paulo: Phote, 2006. 494p.
FEUERSTEIN, G. A Tradição do Yoga: História, Literatura, Filosofia e Prática. 4ª ed. São Paulo: Pensamento, 2005.
FONSECA, V. Psicomotricidade: filogênese, antogênese e retrogênese. Porto Alegre: Artmed editora, 1998. 394p.
HAWKING, S. O Universo numa Casca de Noz. 5ª ed. São Paulo: arx, 2002.
MAHÃBHÃRATA, B. O Bragavad-gitã como ele é. 4ª ed. São Paulo: The Bhaktivedanta book trust, 2006.gitã como ele é. 4ª ed. São Paulo: The Bhaktivedanta book trust, 2006

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“Hatha-Yoga Pradipika”, “Gheranda Samhita” e “Shiva Samhita”

Postado em 7 de setembro de 2010 às 17:50 por Nello Júnior


Existem várias tradições diferentes, no Yoga indiano, como Bhati-Yoga, Raja-Yoga, Jñana-Yoga, Karma-Yoga, etc. Cada uma delas segue um caminho diferente, procurando levar o praticante a um desenvolvimento espiritual. Uma das tradições indianas, que deu grande atenção às práticas físicas, é chamada de Hatha-Yoga.

No ocidente, o nome Hatha-Yoga foi popularizado para indicar um simples conjunto de práticas físicas (especialmente as posturas, ou asanas, e as técnicas de respiração, ou pranayama). Porém, originalmente, Hatha-Yoga era um sistema de transformação espiritual, dentro da linha tântrica. Seu objetivo não era o bem-estar físico, nem a obtenção de saúde, e sim preparar, através de um conjunto muito complexo de práticas, para a obtenção de uma transformação total física e psíquica, encaminhando a pessoa para o Raja-Yoga (ou “yoga real”), que levaria a pessoa a ultrapassar os limites humanos comuns.

Segundo o dicionário de Monier-Williams, a palavra sânscrita Hatha significa violência, força, persistência – aquilo que força ou leva inevitavelmente a um resultado. Vem do verbo “hath”, que significa tratar com violência ou oprimir. Há também interpretações simbólicas da palavras, como a que considera que Ha+Tha significa a união entre o Sol e a Lua, mas a interpretação literal da palavra indica muito bem aquilo que caracteriza essa tradição do Yoga: um enorme esforço – incluindo esforço físico – para obter uma transformação completa do praticante.

As três obras mais antigas e respeitadas da tradição Hatha-Yoga que foram conservadas até hoje são: “Hatha-Yoga Pradipika”, “Gheranda Samhita” e “Shiva Samhita”. Não são textos muito antigos – é difícil datá-los, mas supõe-se que foram escritos entre os séculos XIV e XVIII de nossa era. Acredita-se que esses três textos surgiram dentro de uma tradição que floresceu na Índia a partir do século XII. Dessas três obras, considera-se que o “Hatha-Yoga Pradipika” (a “pequena lâmpada do yoga”), atribuído ao yogi Svatmarama, é o mais completo, mas os outros dois são também de grande importância.

No sistema Hatha-Yoga, os principais tipos de práticas são: purificação física (shatkarma), posturas (asana), controle da respiração ou da energia vital – prana (pranayama), contrações musculares ou “amarras” (bandha), gestos (mudra), inversão dos sentidos (pratyahara), meditação (dhyana), união (samadhi). Ao contrário do sistema de Yoga de Patañjali, exposto nos “Yoga Sutras”, o Hatha-Yoga praticamente não dá importância à parte ética do Yoga (yama, niyama) e dá uma ênfase muito grande às práticas físicas. A teoria do Hatha-Yoga (e de toda a linha espiritual tântrica) descreve uma estrutura sutil do corpo humano, constituída por canais (nadi) e por centros de energia (chakras) que são percorridos pelos vários tipos de energia vital (prana). O desenvolvimento espiritual ocorre com o despertar da energia sagrada (shakti) que fica normalmente adormecida no chakra inferior – muladhara – parecendo com uma serpente enrolada (kundalini), que sobe pelas principais nadis atravessando os diversos chakras.

Ao contrário do que costuma ser ensinado nas academias ocidentais de Hatha-Yoga, algumas das técnicas apresentadas pelos textos tradicionais indianos são bastante perigosas, podendo desencadear dentro da pessoa certos processos físicos e espirituais sobre os quais conhecemos pouco. Na tradição indiana do Hatha-Yoga, esses exercícios eram feitos necessariamente sob a supervisão de um mestre ou guru, em condições especiais de vida (incluindo alimentação especial, um local especial de práticas, e o isolamento total da vida social). Tentar praticar alguns dos exercícios mais fortes do Hatha-Yoga antigo, sem uma preparação e um acompanhamento adequados, pode levar a muitos problemas. Assim, os textos sobre os quais estamos comentando aqui não devem ser utilizados como se fossem manuais de exercícios curiosos com os quais poderíamos brincar sem problemas.

Dos três textos “clássicos” acima referidos, existem atualmente traduções completas para o português de dois deles, e uma tradução incompleta do terceiro.

· Hatha Yoga Pradipika, por Pedro Kupfer

· Gheranda Samhita, por Gustavo Cunha

· Shiva Samhita, por Pedro Kupfer

Todas estão disponíveis na biblioteca de textos do site Shri Yoga Devi:

http://www.yogadevi.org/textos.html

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Além da Filosofia

Postado em 7 de setembro de 2010 às 11:29 por Guilherme Ashara

“Para aqueles que querem viver – não pensar sobre isso, mas amar; não pensar sobre isso, mas ser; não filosofar a respeito disso – não existe outra alternativa: então beba os sucos do momento presente. Esprema-o totalmente porque ele não voltará de novo. Uma vez ido, se foi para sempre. ”
 
Osho

Para saber mais sobre meditação: www.e-zen.com.br

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A Realização da Vacuidade

Postado em 3 de setembro de 2010 às 21:38 por Nello Júnior

[

Dromtönpa:] Qual é o ensinamento absoluto?
[Atisha:] De todos os ensinamentos, o absoluto é a vacuidade, da qual a compaixão é a própria essência. É como um remédio muito poderoso, uma panacéia que pode curar cada doença do mundo. E assim como esse poderoso remédio, a realização da verdade da vacuidade — a natureza da realidade — é o remédio para todas as diferentes emoções negativas.

[Dromtönpa:] Então por que tantas pessoas que afirmam ter realizado a vacuidade não têm menos apego e ódio?
[Atisha:] Porque a realização delas está apenas nas palavras. Se elas realmente tivessem entendido o verdadeiro significado da vacuidade, os seus pensamentos, palavras a ações seriam tão suaves quanto caminhar sobre um pano de algodão ou como a sopa de tsampa com manteiga. O mestre Aryadeva disse que até mesmo querer saber se todas as coisas são vazias por natureza ou não faria o samsara cair em pedaços. A verdadeira realização da vacuidade, portanto, é a panacéia última que inclui todos os elementos do caminho.

[Dromtönpa:] Como cada elemento do caminho pode estar incluído dentro da realização da vacuidade?
[Atisha:] Todos os elementos do caminho estão contidos nas seis perfeições transcendentes. Agora, se você verdadeiramente realizar a vacuidade, você se tornará livre do apego. Se você não sentir desejo ou apego por qualquer coisa de dentro ou de fora, você sempre terá a generosidade transcendente. Estando livre do desejo e do apego, você nunca será maculado pelas ações negativas e sempre terá a disciplina transcendente. Sem quaisquer conceitos de “eu” e “meu, você não terá raiva, então sempre terá a paciência transcendente. Com sua mente verdadeiramente feliz pela realização da vacuidade, você sempre terá a diligência transcendente. Sendo livre da distração, que vem do apego às coisas como sendo sólidas, você sempre terá a concentração transcendente. Com você não conceitualiza qualquer coisa em termos de sujeito, objeto e ação, você sempre terá a sabedoria transcendente.

[Dromtönpa:] Aqueles que realizam a verdade tornam-se buddhas simplesmente através da visão da vacuidade e da meditação?
[Atisha:] De tudo que percebemos como formas e sons, nada há que não surja da mente. Realizar que a mente é a consciência indivisível da vacuidade é a visão. Manter esta realização na mente em todos os momentos e nunca se distrair dela é a meditação. Praticar as duas acumulações como sendo uma ilusão mágica dentro deste estado é a ação. Se você fizer uma experiência viva desta prática, ela continuará em seus sonhos. Se ela vier no estado dos sonhos, ela virá no momento da morte. E se ela vier no momento da morte, ela virá no estado intermediário entre a morte e o renascimento. Se ela estiver presente no estado intermediário, você pode estar certo de que atingirá a realização suprema.

(Atisha, 980-1055, e Dromtönpa, 1005-1064. In: Patrul Rinpoche, The words of my perfect teacher.
Traduzido pelo Padmaka Translation Group. Massachusetts: Shambhala, 1998. Pág. 255-256.)



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A Lamentação

Postado em 1 de setembro de 2010 às 9:41 por Guilherme Ashara

Bert Hellinger

A lamentação se recorda de algo anterior e lastima por isso. Na lamentação – e ainda mais na acusação – desejamos que algo tivesse sido diferente, que poderia ter sido diferente do que foi. Através da lamentação e da acusação rejeitamos algo. Rejeitamos uma realidade.

O resultado é que essa realidade não pode atuar em nós da forma especial de que é capaz. Foi em vão. Na lamentação essa realidade é comparada a algo que poderia ter sido diferente, mas que na realidade não foi. Por isso este outro algo diferente comparado com a realidade que existiu não tem força. A lamentação limita e enfraquece, ao invés de levar à frente.

 É totalmente diferente quando concordamos com a realidade como foi. Quando concordamos com essa realidade, ela se torna significativa e grande. Essa concordância atua como uma bênção, fazendo com que a nossa realidade floresça. Através de nossa concordância, a realidade transforma-se numa força vital que carrega frutos no seu devido tempo e nos reconcilia com ela. Através de nossa concordância, a realidade torna-se preciosa e valiosa para nós.

Inversamente, a lamentação e especialmente a acusação atuam como uma maldição. Ela nos paralisa e deixa algo murchar dentro de nós – principalmente o amor. Na lamentação e na acusação algo morre antes que possa amadurecer. Dessa forma, a lamentação e a acusação comprovam ser inimigas da realidade. Também são inimigas de outros seres humanos, são inimigas da vida tal como ela é, e também são inimigas de Deus. A acusação e a lamentação separam onde o amor vincula. Na acusação e na lamentação o amor definha.

(…)

Quando concordamos com uma realidade sem reclamar e sem acusar ninguém, essa realidade pode mudar e nós teremos influência sobre ela porque concordamos com ela. Entretanto, a força para influenciá-la não vem de nós. Vem da realidade com a qual concordamos.

Também existem religiões que lamentam e acusam. Esperam pela redenção e salvação deste mundo e desta vida. Muitas preces e muitos sacrifícios que foram oferendados a Deus são igualmente lamentações e acusações conectadas ao desejo e à esperança de que deveria ter sido diferente e vai ser diferente do que foi e é. Essas religiões enfraquecem. E são inimigas da vida e da realidade.

Quem concorda com a sua vida e o mundo da forma que são, quem se submete a eles com confiança e alegria possui a vida e o mundo.

E também possui a Deus? Nós não sabemos. Quem concorda com a sua vida e o mundo como são, não precisa saber disso. Também está em sintonia com os ausentes.

Bert Hellinger é o criador das Constelações Sistêmicas Familiares e Organizacionais.

Clique e veja o artigo ‘A Acusação’ de Guilherme Ashara sobre este tema.

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Ser Feliz é uma Decisão Sua

Postado em 31 de agosto de 2010 às 10:43 por Guilherme Ashara

        Todo o amor do mundo pode ser dado a você, mas, se você decidir ser infeliz, permanecerá infeliz. E você pode ser feliz, imensamente feliz, por absolutamente nenhuma razãoporque a felicidade e a infelicidade são decisões suas.

        Leva muito tempo para perceber que a felicidade e a infelicidade dependem de você, porque é muito confortável para o ego achar que os outros estão fazendo você infeliz. O ego insiste em dar condições impossíveis, e ele diz que primeiro essas condições precisam ser satisfeitas e somente então você poderá ser feliz. Ele pergunta como você pode ser feliz em um mundo tão feio, com pessoas tão feias, em uma situação tão feia.

        Se você observar corretamente, rirá de si mesmo, É ridículo, simplesmente ridículo. O que você está fazendo é absurdo. Ninguém está nos forçando a fazer isso, mas insistimos em fazê-lo – e gritamos por socorro. E você pode simplesmente sair disso; trata-se de seu próprio jogo – ficar infeliz e depois pedir simpatia e amor.

        Se você estiver feliz, o amor fluirá em sua direção… não há necessidade de pedi-lo. Essa é uma das leis básicas. Exatamente como a água flui para baixo e o fogo flui para cima, o amor flui em direção à felicidade.

 Osho, Above All Don´t Wobble

Para ver mais textos do Osho clique aqui.

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Show de danças clássicas da India

Postado em 30 de agosto de 2010 às 11:00 por anacelia

Dança Clássica da India

Dança Clássica

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Meditação e Yoga nas Empresas

Postado em 28 de agosto de 2010 às 22:05 por Nello Júnior



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Uma dos maiores custos que as empresas têm hoje são com a saúde dos seus funcionários, que provocam absenteísmos, queda da produtividade, dificuldade nos relacionamentos. Os vilões maiores são: a síndrome do stress e às doenças a ela associada, o alcoolismo e os problemas de relacionamentos.

A Meditação e Yoga na Empresa visa elevar o potencial de concentração dos funcionários com conseqüente reflexo nas linhas de produção e vendas levando a uma melhor qualidade de vida dos mesmos no âmbito profissional, pessoal e familiar.

A desconcentração leva a perca da lucratividade e a não-otimização dos recursos disponíveis. Geralmente este modo de atuar é fruto de preocupações com os problemas do dia-a-dia não resolvidos.Se este comportamento se tornar rotineiro pode levar ao comprometimento da saúde das pessoas com conseqüente prejuízo ao trabalho e a proposição da empresa.

Nosso treinamento visa a levar o funcionário a “Viver o Momento Presente” cada vez mais deixando o binômio “passado e futuro” que se traduz em pensamentos de passado e futuro que podem levar a ansiedade e frustração para pensar mais efetivamente naquilo que esta fazendo em toda sua plenitude, ou seja, através de métodos milenares empregados pela humanidade podemos chegar cada vez mais a um nível de concentração melhor, “fazendo realmente aquilo que estamos fazendo” e não fazendo uma coisa e pensando em outra.

Devemos fazer um “Campeonato de Acertos” em nossas empresas, e não um “Campeonato de Erros” como mais frequentemente se faz.

Devemos inserir no contexto da empresa o sentido da humanização que se dá na consciência no “ato de servir o próximo”, ato eficazmente utilitário no sentido que “mesmo que o cliente não compre” ele merece ser servido com a mesma qualidade daquele que compra, pois nossa função é da ajuda esclarecedora e para isto o treinamento do funcionário que faz ou vende o produto “vivendo aquele momento presente” no ato de servir o próximo. A empresa não é nossa e nem para nós, mas sim para o outro.

Através de técnicas simples, mas eficazes levadas para a empresa podemos estabelecer metas de qualidade e de otimização.

Relatos individuais de funcionários e de responsáveis atestam isto no sentido de uma melhoria ampla no pessoal e no coletivo da empresa.

Empresas como “Mitsubishi”, “Sanyo” entre outras empregam Meditação como “hora trabalhada”. Empresas como “Claro” do Brasil em Recife-PE tem seu “cantinho da meditação” onde os funcionários podem meditar durante trinta minutos ou relaxarem, lerem ou fazer o que quiser em horário livre dentro do expediente. O SESC-Centro em Fortaleza no Ceará tem durante dois dias da semana a chamada “Sesta Produtiva” onde funcionário ou quaisquer pessoas podem relaxar ou meditar na hora do almoço em local adequado dentro da empresa para isto. Vários seriam os exemplos a serem citados nesta possibilidade.

Métodos simples como a “Respiração Consciente” podem ser empregados com visível progresso na redução dos níveis de stress e ansiedade nas empresas, o que consequentemente diminuirá os gastos com saúde e problemas de absenteísmo.

Meditar naquilo que se está fazendo, se preparar para um “dia criativo” com uma rápida sessão de Hatha Yoga,relaxamento meditação procurando imprimir o “positivo” ao seu dia na empresa, pode transformar vidas, pode promover um ambiente mais harmonioso e feliz na empresa. Isto pode ser avaliado pelo grau de organização dos funcionários, pelo pronto atendimento, pela forma atenciosa e solícita de relacionar-se com os clientes externos e colegas de trabalho.

Num nível da Saúde, a prática constante da meditação promove um fortalecimento do sistema imunológico, redução do stress, da ansiedade e síndrome do pânico, comuns na atual sociedade em que vivemos.

Sabemos hoje que, a maioria das doenças é de origem psicossomática, aprendendo a ver os problemas como oportunidades de crescimento, nós podemos através da meditação ganhar uma melhoria do nosso bem estar geral e termos clareza, intuição e discernimento para realizarmos melhor nossas tarefas e materializarmos os nossos sonhos.

Yoga e  Meditação nas Empresas

Casa da Felecidade Centro de Yoga

Av. Santos Dumont,2727,sala 505, Aldeota(esquina Rua Oswaldo Cruz)

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