21.02.11 08:35
Atenção para os corredores abaixo: Idália Burlamaqui, Geraldo Carneiro, Thereza Brasil e Claudio Machado. Eles são alunos da Stark que irão correr em Paris, dia 06 de março. Carnaval nada mal, hein?
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02.02.11 15:09
Luis Pereira, 45, é marceneiro desde 1989. Passa mais de 8 horas na marcenaria. Ganha três salários mínimos com carteira assinada, mora no Henrique Jorge, está passando por uma separação dolorosa, corre três quilômetros por dia para manter o equilíbrio emocional, quer ser cabeleireiro nos Estados Unidos e é apaixonado por Rock and Roll (sobretudo Guns N’Roses).
Fala mansa (quando fala), não sabe “como alguém ouve forró”. Luis reconhece e admira trompete e diz que ter bom gosto musical é uma questão de oportunidade. Quando manifestei a vontade de fazer essa entrevista, por sugestão do Diretor Geral de Jornalismo do O POVO, Arlen Medina, Luis reagiu, “o teu chefe quer saber como um reles marceneiro gosta de música?”.
Expliquei que, em certas profissões, infelizmente, há uma característica presente: o baixo nível educacional e do consumo artístico que leva, normalmente, o indivíduo a consumir o que é feito para “massa” como o forró e o axé. Esses são produtos de consumo rápido e fácil confecção. Gostos mais elaborados deveriam, por isso, ser ressaltados.
Como estamos próximos de uma decisão histórica para o comportamento do Fortalezense, em função da votação na Câmara Municipal de um projeto do Vereador Guilherme Sampaio, proibindo o talvez maior veículo de propagação do forró pouco elaborado, o paredão de som, creio que a entrevista sirva de ponto de reflexão. O porquê de nosso péssimo consumo musical?
Bom, o que eu não sabia, era que, escondido na timidez, no silêncio, na pouca oportunidade, e no profissionalismo, havia um grande sujeito, íntegro, honesto, esforçado e ávido por aprender música – ensinamento renegado historicamente à população. Luís só não sabe mais, porque não sabe onde procurar.
Conheça um pouco de sua história:
OP – Você gosta da sua profissão?
Luis – Eu gosto muito do que eu faço. E serve de terapia. Poderia trabalhar em muitas outras coisas como taxista, mototaxista, entregador de pizza ou mecânico de moto… porque eu gosto de moto. Mas gosto do que faço. Marcenaria para mim é uma arte. E é uma das melhores. Pegar uma matéria prima e transformar em arte. Pegar um projeto, um desenho, e transformar em realidade é muito interessante. Mas sou de uma família de cabeleireiros. Tenho um irmão nos EUA, cabeleireiro, que hoje tá vendendo cosméticos e um sobrinho que está muito bem em um salão.
OP – Qual a maior dificuldade da profissão?
Luis – A maior dificuldade? Não conheço não. Tudo é desafio.
OP – E sua família?
Luis – Eu tenho uma filha 19 anos que ser historiadora, mas estou em processo de separação.
OP – É um problema sério…
Luis – É. O problema é a noite. Não tenho nada contra ela (a ex-esposa), mas o problema foi o trabalho que tomou conta da vida dela. O trabalho de todo mundo é importante, mas ela fez da do trabalho, a vida dela. Aí esqueceu da família. Passei três anos da minha vida tentando fazer com que o casamento desse certo como era antes. Mas não deu. Paciência.
OP – Se você preferir não coloco na entrevista.
Luis – Fica ao seu critério. Não tem nada pra esconder.
OP – Como é sua relação com o esporte?
Luis – Fiz karatê muito tempo. Mas toda noite eu corro 3 km. Não participo das corridas porque não tenho tempo. No fim de semana faço trabalho para os amigos, o chamado “bico”, mas pretendo participar da Corrida do Pão de Açúcar. Quando quero fazer flexão, coloco a música do Rock, o lutador (Eye of the Tiger – banda Survivor). A música pode ser adrenalina e calmante.
OP – Seu negócio é Rock and Roll?
Luis – Eu gosto de música. Eu já fui para o show do Air Supply. Parece que eles vêm novamente. Mas meu sonho é ir para U2 e também o Rock and Rio. Mas gosto de Nazareth, Queen, Led Zeppelim. E no rock nacional, gosto de Skank. Mas curto mesmo é música internacional.
OP – Mas você sabe inglês?
Luis – Não, não sei. Eu não sei inglês, mas tem algumas coisas que eu leio, consigo analisar e captar.
OP – Seu gosto musical é um diferencial? Na sua profissão tem alguém com gosto parecido?
Luis – Conheço, conheço (bem pensativo). Você sabe que as pessoas se afinam de acordo com seus gostos, não é? Gosto musical e gosto de arte. Aí tenho amigos que gostam de Guns N’Roses e Scorpions.
OP – Como você se descobriu gostando de Rock?
Luis – Foi em meados de 1984/85. O que me influenciou foi um programa chamado Super Special (TV Bandeirantes) que passava meio dia.
OP – E você não gosta de Forró? Ou sua filha?
Luis – Não sei como alguém ouve e gosta de forró. Também não bebo, não fumo, não tenho vício. Só música mesmo. Minha filha também não gosta. Ela tem 19 anos e herdou meu gosto musical. Ela quer ser historiadora.
OP – E o gosto musical dos seus pais?
Luis – Meus pais (ri timidamente) são antigos. Meu pai morreu em 85 e era cantador de viola. Cantador e agricultor. Mas música é questão de oportunidade. Tem aquela história do capiau que chegou na loja de disco e pediu a “oitava”. O vendedor trouxe e colocou pra tocar a Oitava Sinfonia de Bethoven (Ludwig van Beethoven – Épico do Humor). O capiau ficou lá ouvindo e se deliciando com aquele som. E o vendedor ficou admirado com o fato de um capiau gostar de música clássica. Aí quando terminou o vendedor perguntou se era aquela (música) mesmo que o capiau queria. O capiau então respondeu que não era bem aquela não, mas podia embrulhar que ele levaria o disco porque tinha gostado muito. Na verdade o capiau queria ‘Oitava na peneira, oitava peneirando’…(risos).
“Mas meu sonho é ir para U2 e também o Rock and Rio. Mas gosto de Nazareth,
Queen, Led Zeppelim. E no rock nacional, gosto de Skank.
Mas curto mesmo é música internacional.”
OP – Qual dos seus amigos e colegas tem gosto musical
Luis – Hilton tem um bom gosto musical. Tem até um filho que é um bom guitarrista e toca na banda ETION que é NOITE ao contrário. Eles fazem Metallica.
OP – Planos para o futuro?
Luis – Já pensei em… tentei tocar violão, fiz até uns calos nos dedos, mas preciso trabalhar. Quero aprender guitarra, inglês e ir para os EUA trabalhar. Meu irmão entrou no país de férias, se legalizou e hoje abriu uma empresa de cosméticos. Quero ir prá lá.
Obs1.: no momento das fotos, Luis esteve sempre muito trancado. Pedi que sorrisse para sair bem na foto, mas ele me saiu com essa: “Gosto de rir não. Tenho os caninos muito longos. Vampirismo é o nome. Aí não gosto de mostrar.”
Obs2.: Na íntegra sua fala: “Queria que você colocasse na matéria o nome de um amigo, o Arleudo Barbosa. Coloca o nome dele senão ele vai ficar chateado porque eu dei uma entrevista e não falei dele. Ele pratica air guitar”.
Obs3.: Luis teve um carro roubado em um dia, mas no seguinte,pontualmente, estava na casa do cliente para trabalhar. “O cliente não tem nada a ver com meu problema. Ele que o serviço pronto”. “Era uma parati muito conservada. As pessoas estranham que eu goste de coisas antigas”.
Obs.: Embora Luis tenha pontualidade britânica, o dono da marcenaria, não consegue cumprir um único prazo sem três ou quatro adiamentos. De qualquer forma, recomendo os serviços de ambos: Fábrica Brasil Móveis, 3294.8770 e 99948627. Proprietário: Célio
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31.01.11 11:00
*por Ricardo Ramalho
“Em 2007 participei da minha 1ª corrida de rua. Foram 11 km de pura superação, já que naquela época, corria como quase todos os iniciantes, sem nenhum objetivo, metas, acompanhamentos, treinadores, etc.
Mas terminei com a sensação que valia apena investir, já que conseguiria praticar um esporte saudável, sem restrições e a possibilidade de agregar a família e os amigos.
Criei essa meta e a promessa que iria pelo menos uma vez, participar de uma Maratona, um dos grandes objetivos de nós corredores armadores, que tem a superação pessoal como maior objetivo.
O tempo passou. Os objetivos e metas foram sendo alcançados. Consegui trazer as cunhadas, os cunhados, os amigos e principalmente minha esposa a compartilhar dessa alegria que é a prática desse esporte. Estão sendo muitas corridas, viagens, confraternizações e a cada dia tantos motivos para estarmos juntos. Criamos uma equipe e hoje além de correr, atuamos em ações assistenciais.
Entrei na Assessoria do Célio Gurgel e posteriormente na Cross Fit. Comecei a busca da minha meta: correr uma maratona.
Encontrei na possibilidade de disputar a Maratona na Disney, à união de estar com os filhos, neste mundo mágico e participar de um evento cheio de glamour.
E assim foi…
Chegamos a Orlando no dia 06 e no dia seguinte já estávamos recebendo o kit, participando da feira de esporte, conhecendo novos amigos corredores, principalmente brasileiros, que são muitos.
Participei com a Josiane da Meia Maratona no sábado dia 08 e no domingo dia 09 corri a Maratona. Piso duro, muito frio, declive em todas as imensas curvas… Mas com certeza o mais bonito, alegre, organizado e charmoso percurso de corridas de rua.
Tudo é diferente do que estamos acostumados aqui. O staff do evento é predominantemente de senhores e senhoras com mais de 50 anos. Nos postos de hidratação é servida muita bebida isotônica. A platéia participa de quase todo o percurso. Iniciando a participação já na largada, apesar de ser às 5h35min ainda bem escuro e muito frio. As Ong´s aproveitam os espaços para divulgarem suas causas. Existem espaços para música eletrônica, bandas de sopro, exposição de carros, etc. É uma festa!
Alcancei muito mais do que a meta traçada à quase quatro anos; corri 63 km em dois dias!
A bagagem veio cheia. Muitas fotos com os personagens e do percurso. Certificado de participação. Medalhas belíssimas. Camisas e souvenires do desafio. Imagens e lembranças que levarei para o resto da vida!
Agradeço muito a todos que apoiaram. Meus amigos de assessoria, os treinadores Célio, João, Mamão e Maurinho. Minhas cunhadas/irmãs Josimeire e Kassandra. Toda a equipe da Sinergia Total que torceram muito e nos deram uma calorosa recepção.
Talvez seja louco de ter corrido 63 km em dois dias. Posso ser Pateta. “Mas com certeza sou muito Feliz e é isso que mais vale”
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06.01.11 05:00
05.01.11 05:00
04.01.11 12:00
Esse é o inquieto Wagner Vital, 34. Saiu de Baturité para correr a São Silvestre 2010. Embora tenha como meta colocar medo nos Quenianos, Wagner fez o maior sucesso, inclusive com crianças.
04.01.11 05:00
Olá,
nessa primeira semana do ano vou mostrar para vocês, alguns corredores (inusitados ou não) que fizeram parte da 86ª Corrida Internacional de São Silvestre.
Primeiro, Roberto Araújo. “Pode chamar de O Homem de Ferro. Já corri 40 São Silvestres e já escrevi livro sobre minha vida”, diz o senhor de 60 anos nascido em Sorocaba.
03.01.11 18:12
29.10.10 05:00
26.10.10 12:00
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