Tempo de Correr

18.08.09 07:25

Um guru diferente

Por: laurisanutting | Comentários: Comente

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O australiano Nick Vujicic  superou a rara condição genética de nascença que o deixou sem braços ou pernas e surfa, joga golfe e dá palestras sobre superação em todo o mundo.

Cristão fervoroso, Vujicic, que sofre de focomelia, criou a fundação Life Without Limbs (Vida sem Membros, em tradução literal) e já visitou cerca de 20 países em palestras de motivação e religiosas para empresários, estudantes, presidiários, crianças e deficientes físicos.

Desde cedo, os pais de Vujicic tentaram fazer com que o menino tivesse uma vida próxima da normalidade. Por isso, insistiram que, mesmo sabendo que ele seria alvo inevitável de provocações e brincadeiras, ele estudasse em uma escola comum.

Fotos: Nick Vujicic

Fotos: Nick Vujicic

Ele conta que teve uma infância difícil, ao perceber que, embora se sentisse normal, não era visto assim. Segundo Vujicic, ainda criança ele cogitou o suicídio, mas encontrou conforto na religião.

Além disso, aos poucos, conversando com outras crianças, ele afirma ter feito com que os colegas percebessem que, apesar da aparência, ele era igual a eles.

Vida independente

Aos 26 anos, com apenas um metro de altura, Nick Vujicic afirma levar uma vida independente. É capaz de se vestir, se pentear, aliviar as suas necessidades e até se barbear sem o auxílio de terceiros.

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Em casa, ele costuma pular para se locomover e usa uma cadeira de rodas quando sai às ruas.

O mais surpreendente talvez sejam os hobbies de Vujicic: nadar, surfar e jogar golfe. Para nadar, ele bóia e utiliza o único pé atrofiado para se projetar.

Nas ondas, ele utiliza um equipamento que o prende à prancha. Para jogar golfe, “segura” o taco, com a cabeça.

Fonte: BBC

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09.07.09 09:05

Jogos indígenas

Por: laurisanutting | Comentários: 1 Comentário

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Tem início hoje e vai até o dia 12  a sexta edição dos Jogos dos Povos Indígenas do Ceará, em Pacatuba.

A estimativa da Secretaria de Esportes do Estado, realizadora do evento, é que mais de 600 índios participem da competição. As modalidades esportivas são: futebol, arco e flexa, queda de braço,  arremesso de lança, triatlon, canoagem e corrida de tora.

A classificação é por etnia. No ano passado, os Tapebas, de Caucaia, foram os vencedores do 5º Jogos  dos Povos Indígenas, que foi realizado em Monsenhor Tabosa. Eles levaram 4 ouro, 3 prata e 3 bronze, seguidos bem perto pelos Pitaguary, de Pacatuba, que conquistaram 4 ouro, 2 prata e 3 bronze.

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09.07.09 07:33

Esporte combate emigração juvenil

Por: laurisanutting | Comentários: Comente

Divulgação

Divulgação

Governador Valadares (MG) é muito conhecida pelo grande número cidadãos que emigram – a cidade, com 260 mil habitantes, tem 30 mil cidadãos no exterior.. O fenômeno traz um problema preocupante: a falta de mão-de-obra jovem para trabalhar no local.

Um projeto de capacitação da Univale (Universidade Vale do Rio Doce) visa oferecer alternativas econômicas a jovens para que eles queiram ficar nas cidades. Nestes locais, “a emigração é um problema social”, define Maria Terezinha Bretas Vilarino, professora da universidade e coordenadora do projeto.

O Projeto de Agroecologia e Ecoesporte (PROAGE) começou em 2006 a capacitar pessoas para trabalhar nessas duas áreas e contou com apoio do Programa de Inclusão Produtiva de Jovens do Ministério do Desenvolvimento Social e do PNUD. O grupo inicial era de 45 jovens, entre 16 e 25 anos. Hoje, com o final do convênio com o programa, ficaram 15 pessoas. A evasão, segundo Maria Terezinha é esperada, uma vez que em muitos casos o projeto disputa com a necessidade de trabalhar dos jovens.

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14.06.09 08:04

Beldades do bem

Por: laurisanutting | Comentários: Comente

Foto: Runners
Foto: Runners

As americanas Lara Vogel e Claire A. Williams, ambas hoje com 26 anos, se formaram pela Stanford University. Lara é graduada em Biologia Humana e em Saúde Pública Internacional e Claire, em História e Antropologia Cultural.

Depois de formadas, elas resolveram colocar a mochila nas costas e dar um giro pelo mundo. Nenhuma das duas era de correr. Ao chegaram em Madri, em abril de 2006, resolveram participar da maratona da capital espanhola, que acontecia naquele período.

Depois desta corrida, a vida das meninas mudou.

Foram para o Quênia e lá seus destinos mudaram ainda mais. Assim como a vida de várias crianças cujos pais morreram de Aids.

Felizes e orgulhosas com suas novas habilidades de corredoras, a intenção das belas era subir o Monte Quênia. Nunca o fizeram.

Quando chegaram no país africano, iam ficar só uma noite no Tumaini´s Childrens Home – tumaini em swahilli (língua oficial do Quênia) significa esperança -, que abriga os órfãos da Aids.

Lara e Claire passaram a correr, quatro dias por semana, com as crianças e os adolescentes do Tumaini. Fez tanto bem a elas e aos pequenos corredores que fundaram a Hope Runs.

Os pequenos corredores, por sua vez, lançaram seu blog, o Tumaini´s kids, onde compartilham suas experiências.

Uma das matérias da edição de junho de 2006 da Runners foi sobre este belo trabalho das meninas.

Não deixe de visitar o site Hope Runs e veja que realmente a esperança corre nos pés e nas veias.

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06.06.09 08:02

Para mudar o jogo

Por: laurisanutting | Comentários: Comente

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O projeto Game Changers, da Nike e da Ashoka – que trabalha com empreendedores sociais -, contempla boas idéias que utilizem o esporte para melhorar a vida das mulheres no mundo. Valem iniciativas que tenham como objetivo dar mais visibilidade às modalidades femininas, ou que tentem romper com barreiras culturais, ou que tragam renda para mulheres por meio do esporte.

O projeto é de âmbito mundial e as três melhores iniciativas ganharam apoio e suporte da Nike e da Ashoka e um prêmio de US$ 5.000,00. Mas a seleção no Brasil teve um diferencial este ano: uma premiação extra de R$ 5.000,00 para o projeto que incluía especialmente a corrida.

Quem ganhou foi o projeto “Equipe de Corredoras do Parque Santo Dias”, localizado no Capão Redondo, uma das áreas mais carentes de São Paulo.

O grupo promove treinamento gratuito todas as manhãs, num parque público, para mais de 100 pessoas, sendo 80 meninas e mulheres. A equipe também mobiliza a população para ações sociais, incluindo doação de sangue e voluntariado, além de ter construído uma biblioteca comunitária dentro do parque.

Agora o desafio é estabelecer uma parceria com o poder público para a construção de um Clube da Comunidade na região, com mais atividades esportivas e programas para a juventude local.

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Hamilton Nogueira

Hamilton Nogueira

Jornalista.

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