18.08.11 05:00
Sobre correr descalço. Lia escreve
“Em 2009, quando fiz minha primeira maratona em Curitiba, por um momento me surpreendi com uma pessoa que corria descalça ao meu lado, sendo acompanhada por um ciclista que a filmava. Depois da prova, em fóruns de corrida no Orkut, soube que se tratava do mineiro Leonardo Liporati, que, assim como eu, estava estreando na distância dos 42km. Eu ainda não tinha lido nada a respeito da corrida descalça e, curiosa, cheguei a mandar alguns emails pro Leonardo, perguntando algumas coisas básicas. O Blog Tempo de Correr inclusive postou o filme feito por ocasião daquela maratona, com o Leonardo.
Naquele mesmo ano voltei a vê-lo na Pampulha (novamente descalço) e, em alguns momentos, nos fóruns de corrida pela internet.
Há pouco tempo tivemos aqui no blog alguns posts sobre a corrida descalça, com o corredor/médico Alexandre Holanda, o educador físico Diego Lopes e o fisioterapeuta Rafael Temóteo, cada um contando um pouco suas experiências e suas opiniões sobre o tema.
Como eu estava vindo de uma lesão no pé, interessei-me pelo assunto, conversei bastante com Alexandre, li o livro Nascido para Correr e vários sites na net e, não virei uma corredora descalça, mas incluí em meus treinos pequenas corridas na areia sem os calçados, assim como o uso de tênis mínimos. Coincidência ou não, fiquei boa da lesão e hoje já faço meus treinos normalmente.
Pois bem, Leonardo Liporati, um dos grandes divulgadores da corrida descalça no Brasil, estará à passeio com a família em Fortaleza nesse final de semana e, como corredor que é, irá aproveitar para correr a prova da Caixa nesse domingo.
Ele mesmo fala: “Comecei a correr há aproximadamente 8 anos e meio. Nos primeiros 2 anos e pouco usava tênis mas sempre sofria com uma canelite. Tentei trocar tênis, fazer alongamentos e fortalecimento. Não cortavam a causa do problema, só atenuavam os sintomas (a dor). Então há uns 6 anos e meio descobri o site do guru americano da corrida descalça: Ken Bob Saxton (http://therunningbarefoot.com). Lendo lá achei que fazia sentido e comecei a experimentar. Ao final dos treinos tirava os tênis e corria 500m descalço. A dor da canelite desaparecia. Depois de um tempo passei a correr apenas descalço. Foi um processo longo até eu conseguir correr descalço o mesmo volume e na mesma velocidade que eu corria calçado. É necessário paciência e determinação para se fazer a transição para esta modalidade. Mas valeu a pena, pois hoje consigo manter (sem dores) um volume e velocidade de treino maiores do que eu conseguia calçado (e com dores na canela).
O pessoal tem medo do impacto do asfalto e do concreto mas para os descalços este são os terrenos mais fáceis, pois são planos e previsíveis. Não sentimos muito diferença no impacto e correr neles ou na grama. A dificuldade de correr nestes pisos é apenas em horários muito quentes do dia (tipo das 10:30h as 16h em BH). Além disto, os locais perigosos são locais onde há pedras soltas, como estradas de terra cascalhadas, ou correr onde não se pode ver o chão, como um local desconhecido a noite.
As pessoas também temem os cacos de vidro e os pregos. Na prática vi que estes temores são exagerados. Primeiro porque é fácil enxergá-los no asfalto ou no cimento, segundo porque os pregos sempre ficam deitados no chão e os cacos nas ruas usualmente estão moídos pelos carros que passam sobre eles. Os cacos maiores são visíveis. Muitos recomendam os iniciantes a começarem descalços na grama. Esta sim, se estiver alta, pode esconder um caco de vidro, mas isto é raro.
Como eu acabei sendo um pioneiro, e passei a ser um divulgador da corrida descalça, é aqui em Belo Horizonte (BH) que há, no Brasil, um maior número de praticantes desta “variante” da corrida de rua. Não temos uma assessoria ou treinamos regularmente juntos. De fato, fizemos camisetas personalizadas e as vezes marcamos de encontrar em provas ou fazer “clínicas” de corrida descalça para divulgar a modalidade, orientar os iniciantes e trocar experiências.”
Leonardo conta que provas longas foram 3 maratonas: Curitiba em 2009, São Paulo e Porto Alegre em 2010. Informa ainda que, no Brasil, dos corredores descalços que conhece, o que detém o recorde de maior distância descalço de uma só vez ( 90km na Corrida da Fé de Fortaleza a Canindé: http://www.clubedascorridas.com.br/profiles/blogs/corrida-da-fe), é seu conterrâneo – Fernando Mineiro- , mas mora e treina em Fortaleza.
Para Leonardo, os tênis foram totalmente abolidos dos treinos. Usa no máximo os minimalistas (Vibram Five Fingers, sandálias, …) quando o terreno é considerado difícil (quando há pedras, muito calor), já que seus pés estão habituados, não criam mais bolhas e, somente em casos extremos, sente alguma ardência, como na última maratona de São Paulo, por causa do calor.
Domingo ele estará correndo os 10 km na prova da Caixa, juntamente com o Diego e o Leandro, professores da CTA Assessoria Esportiva, eles mesmos corredores descalços, que ainda encontram-se na fase de transição, que deve ser feita bem lentamente para evitar lesão.
Descalços ou calçados, nos vemos domingo na prova da Caixa!”
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22.06.10 05:00
Por Christina Biltoveni Hora da Corrida
Fonte: Revista Boa Forma, mês junho 2010
“Correr envelhece?
Um estudo que está sendo realizado pela Unifesp, pelo Instituto Dante Pazzanese e Instituto Paulista de Medicina Preventiva tenta acabar com essa polêmica. Os especialistas, nessa fase da pesquisa, avaliaram o desempenho de corredores e chegaram à conclusão de que, durante a malhação, a produção de radicais livres, substâncias que podem oxidar as células, é realmente maior do que em quem não pratica uma atividade física intensa. Mas, por outro lado, eles produzem mais substâncias antioxidantes em repouso. Portanto, há uma compensação.
A explicação é simples: parte do oxigêncio que inspiramos vira radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento. Durante um exercício intenso, respiramos mais e, consequentemente, a produção de radicais livres aumenta. Só que o organismo acaba equilibrando isso durante a recuperação”, explica Mauro Vaisberg, médico do Hospital Samaritano e especialista em medicina esportiva da Unifesp.
E tem mais: quando a gente corre, normalmente segue uma dieta balanceada, com frutas, verduras e legumes, alimentos ricos em antioxidantes o que ajuda ainda mais a reverter o prejuízo.”
A educadora física, Joseanne Brandão, da Phocus Assessoria Esportiva rebate:
“Nós (educadores físicos ou médicos desportistas) sabemos que parte da matéria é verídica, mas não 100%, porque pessoas que correm apenas para ter uma melhor qualidade de vida, mesmo que participando de pequenas competições, não têm problema algum com o excesso de produção de radicais livres como a matéria explica.
Já no esporte dealta performance (esporte competitivo profissional) a realidade é outra. Além das diversas lesões causadas pelos treinos intensivos, essa produção de radicais livres é acentuada, até porque a recuperação (repouso + alimentação) de um atleta profissional é diferente de uma pessoa que corre só para manter a forma e a saúde. Literalmente é só olhar para o rosto de algum atleta profissional. O envelhecimento precoce é notável. Claro que com as informações que as pessoas têm acesso hoje e a melhoria na alimentação, as chances de qualquer atividade física envelher alguém precocemente é bem menor.”
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08.04.10 05:00
Obrigado, Rubens! (Com correção)

Marília e Rubens
Obs.: Quem acessou mais cedo e não conseguiu visualizar, tente novamente. Houve um pequeno problema nos links.
Esses são Marília Pinheiro, 37, e Rubens Melo, 50. Rubens é analista de sistemas e manda essa louvável contribuição para todos os corredores que irão participar da Meia de Fortaleza.
“Amigos do TEMPO DE CORRER. Sei que muitos irão participar da Meia Maratona de Fortaleza, por isso, quem desejar ver o(s) percurso(s) com altimetria basta conferir os links abaixo.
1) Meia Maratona – 21K
http://www.webrun.com.br/ondepraticar/mapa/index/id/11073
2) Corrida Guararapes (em homenagem ao Exército brasileiro e que acontece dentro da meia-maratona) – 10K
http://www.webrun.com.br/ondepraticar/mapa/index/id/11014
3) Corrida Guararapes – 5K
http://www.webrun.com.br/ondepraticar/mapa/index/id/11066
Explicando melhor: altimetria é a medição de elevação de pontos da superfície. É muito útil para vermos o quanto iremos subir em uma prova, se esta subida é rigorosa ou não, a fim de que se possa fazer a dosagem corretas das forças.
Abraços”
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06.04.10 05:00

13.01.10 05:00
Da Revista Runner’s World:
Por Daniela Hirsch
Alongar é aumentar a distância entre dois pontos da mesma musculatura. Com o alongamento, os músculos ganham elasticidade e você, flexibilidade. Um atleta chega a dar cerca de 28.000 passadas em uma maratona. Quando ele alonga com frequência, consegue ampliar as passadas. E se, por exemplo, aumentar apenas 2 cm em cada passo, cruzará a linha de chegada 560 metros à frente, sem esforço extra. Essa diferença é resultado de uma flexibilidade adquirida com exercícios de alongamento.
“Se o corredor gasta quase duas horas em um treino longo, uma hora na musculação,por que não dedica 30 minutos para se alongar?”, diz Irineu Loturco, diretor técnico da assessoria esportiva S2, de São Paulo. Ele ressalta que a flexibilidade assegura também uma qualidade de vida melhor a médio e longo prazo. A fisioterapeuta Adriana Perez, especialista em RPG (reeducação postural global), vai além. “Alongamento bem feito melhora o equilíbrio da pessoa.”
Os benefícios desse tipo de exercíciosão universais. Mas alguns esportes, como a ginástica, exigem mais que outros. “A flexibilidade não é limitante para a corrida, mas pode ser para um ginasta. O corredor deve alongar para envelhecer com saúde”, diz Loturco.
Fonte: Leia o restante em http://runnersworld.abril.com.br/materias/alongar/
28.11.09 06:00

Por Gabriel Vieira
Treino de corrida com subidas, o bicho pega.
. Facilitando sua subida uma estratégia de sucesso.
Muito importante lembrar!!!
Treino de subida não é recomendado para iniciantes, pois há uma maior disponibilização de energia para os membros inferiores, que pode levar a fadiga muscular mais rápido. Antes de começar a fazer subidas, é necessário ter uma base mínima de treinamento e de força nas pernas. O processo natural seria um mínimo de três meses de rodagens, exercícios específicos de resistência, acompanhado de trabalhos diários de abdominais, alongamentos e a cada dois dias musculação. No quarto mês, começam os treinos de subidas, sempre continuando o trabalho de rodagem contínua. Vá aumentando a intensidade e a quantidade de subidas aos poucos até chegar ao máximo.
Prof. Gabriel Vieira
CREF: 005365
Contato: gabrieltrainer@hotmail.com

Christiano Milfont entre subidas e descidas
19.10.09 14:00
Muitos homens da Pré-História poderiam vencer o jamaicano Usain Bolt nas condições modernas. Alguns membros da tribo Tutsi, de Ruanda, superaram o atual recorde mundial de salto em altura (2,45 metros) durante cerimônias de iniciação, quando tiveram de saltar pelo menos o equivalente à sua própria altura para atingir a maturidade. Qualquer mulher de neandertal poderia ter derrotado o fisiculturista, hoje governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger.
Essas e outras afirmações instigantes estão no livro do antropólogo australiano Peter McAllister intitulado Manthropology, que tem um subtítulo provocativo – A ciência do homem moderno incapaz.
Salto e corrida
Investigando uma ampla variedade de fontes científicas, Peter McAllister encontrou provas de que o homem moderno é bem inferior a seus antecessores, entre outros aspectos, nas disciplinas atléticas olímpicas de salto e corrida.
Suas conclusões sobre a velocidade que os aborígines australianos alcançavam há 20 mil anos têm por base uma série de pegadas deixadas por seis homens que perseguiam uma presa e que se conservaram na capa de argila fossilizada do fundo de um lago.
As análises dos passos de um desses homens mostra que ele conseguia atingir uma velocidade de 37 km/h na superfície macia e enlameada às margens de um lago. Em comparação, Bolt alcançou uma velocidade máxima de 42 km/h quando bateu o recorde dos 100 metros rasos em 9,69, no ano passado.
McAllister disse que, com os treinamentos modernos, as sapatilhas adaptadas e pistas de borracha, os caçadores aborígines poderiam atingir a marca de 45 quilômetros por hora. “Podemos supor que corriam próximo da velocidade máxima quando perseguiam um animal. Mas se conseguiam fazer isso a uma velocidade de 37 km/h num terreno tão mole, suspeito que há uma grande possibilidade de que superariam Bolt se eles desfrutassem das vantagens que ele tem hoje”.
Quanto ao salto em altura, ele afirmou que fotografias feitas por um antropólogo alemão mostram jovens saltando alturas de até 2,52 metros, em princípios do século passado. “Era um ritual de iniciação, todo o mundo tinha de fazê-lo. O jovem tinha de saltar o equivalente à sua própria altura, como um processo iniciação para atingir a maturidade”, explicou.
Segundo McAllister, a mulher neandertal tinha pelo menos 10% mais de massa muscular do que o homem europeu moderno. Se tivesse treinado sua capacidade, teria atingido 90% da massa muscular de Schwarzenegger quando ele estava no auge da sua carreira, nos anos 70.
E por que ocorreu esse declínio? “Estamos muito inativos hoje em dia e na verdade desde que começou a revolução industrial. Aquelas pessoas eram muito mais robustas do que nós”, explicou.
“Não percebemos porque nas nossas análises só comparamos com o que sucedia há 30 anos apenas. Houve melhoras com o tempo e a técnica, e assim os tempos e as alturas melhoraram muito, mas se olharmos mais para trás, a situação muda.
Fonte: Jornal da Tarde
22.09.09 15:22
Falta apenas um mês para a 3º edição do Dunas Race Revezamento 12 Horas.
Este ano tem novidade: as categorias Solo, Dupla e Quartetto Misto para as 6 horas.
Foram mantidas as categorias Sexteto Nisto 6 horas e todas essas para as 12 horas.
Esta semana, segundo Adolfo Perdigão, haverá confirmação da 1º atleta feminina a correr na categoria Solo.
Se você corre 12 km confortavelmente, convide 5 amigos e se inscreve no Sexteto misto 6 horas. Vai ser uma experiencia única.
Organize sua equipe e se inscreva em um dos 3 pontos: Loja Doroteu (Shopping Via Sul), e nas Lojas VO2 do Shopping Jardins Open Mall e da Avenida Rua Julio Abreu.
14.09.09 15:48
Para melhorar o condicionamento
Neste domingo ensolarado, dia 13, a turma do Portal do Corredor, fez um treinamento de subida íngreme em serra.

Com a palavra, Félix Luis, do Portal:
“Um hábito que deveremos fazer com mais frenquência de agora em diante, principalmente após a última corrida de Guaramiranga, que pegou de surpresa alguns de nossos atletas que não eram acostumados a correrem em percurso com subidas.
Durante o treinamento, o esforço físico e o gasto calórico são bem maiores que um treino tradicional realizado ao nível do mar, mas ao final todos gostaram do esforço e principalmente do contato com a natureza.
Este tipo de preparação será bastante útil para que nossos atletas consigam superar as suas metas com segurança durante as próximas corridas, Iguatemi, Caixa, Correios, dentre outras, até o final do ano.
Deixo aqui a sugestão a todos: Guaramiranga e Maranguape, por exemplo.”
10.09.09 17:07

Não deixe que a região lombar atrapalhe seus treinos
Por Daniela Hirsch | Ilustrações Céllus
Pontos de atenção. Os principais problemas nas costas agravados com a corrida:
- Hérnia de disco lombar: o impacto piora, e muito, a dor no local.
- Espondilolistese (escorregamento de uma vértebra sobre a outra): o impacto das passadas também agrava o problema.
- Lordose lombar: sem um abdome fortalecido, para sustentar a coluna, o corredor deve sentir dores.
Dores lombares assombram a vida de muita gente. “Normalmente, uma queixa na região lombar está relacionada à questão postural e até ao nível de estresse em que o paciente se encontra”, diz o ortopedista Rogério Teixeira, doutor em ortopedia e medicina esportiva pela Unifesp. Com raio X, ressonância magnética e um exame clínico é possível diagnosticar o motivo da lombalgia. Para nós corredores, a questão que se coloca é: a corrida pode ser cúmplice disso? A resposta é sim. Às vezes, a pessoa tem um problema de postura que não causa incômodo na região. Mas, quando ela começa a correr, as costas reclamam. “A repetição de movimento e o impacto da corrida potencializam o desequilíbrio osteomioarticular [inclui ossos, músculos, tendões e articulações] que o indivíduo tem”, afirma o fisioterapeuta Alexandre Ferrari, especialista em fisiologia do exercício pela Unifesp. Portanto, a combinação da corrida com a má postura pode ser uma bomba-relógio para suas costas.
Conheça os perigos e a forma de evitá-los. Fortalecimento Mesmo que você não tenha (ou ache que não tenha) nenhum problema nas costas, não está livre de aparecer um a qualquer momento. Por isso, comece agora a fortalecer a região abdominal e os extensores da coluna, que são músculos pouco solicitados, porém fundamentais para estabilizar a lombar. Além dos abdominais tradicionais, faça também, três vezes por semana e em dias alternados, estes dois exercícios.

Fonte: Runner’s World
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