21.05.13 05:34
Em alta: Fetriece. A Federação de Triathlon apresentou crescimento impressionante de inscritos na primeira etapa do cearense.
Em baixa: Obesidade infantil. Esse mal moderno pode ser evitado de forma muito agradável por meio do esporte.
Sobre organização do triathlon e recorde de inscrição
A Federação de Triathlon do Estado do Ceará (Fetriece) publica regularmente regulamento para cada etapa de suas provas, além de fazer um congresso técnico – qu e é cultura do triathlon. Bem que a Federação de Atletismo, que abriga a corrida de rua (pelo menos, por enquanto) poderia pensar em algo similar. Por falar em Triathlon, ontem foi realizada I Etapa do Campeonato Cearense de Aquathlon e Duathlon Aquático. Aconteceu no aterro do Ideal Clube e contou com a participação de 218 atletas. A mesma etapa em 2012 recebeu 145 participantes. Um crescimento vigoroso. Mesmo para quem não compete, vale a pena assistir às próximas etapas.
Corrida da Unifor
Nesse domingo a Corrida da Unifor larga às 7 horas. A premiação é em dinheiro. Masculino e feminino: R$ 2.500,00 (1º lugar geral), R$ 2.000,00 (2º lugar geral) e R$ 1.500,00 (3º lugar geral). Até o fechamento dessa edição o número de inscritos era de 2.800.
Maraturismo internacional
A Kamel Turismo disponibiliza pacote para Meia Maratona de Londres – um dos sonhos de consumo dos corredores do mundo, a ser realizada em 6 de outubro. Largada e chegada no Hyde Park. Horário de largada: 09hrs30min. Tempo limite para realização da prova: 3hrs30min. Número de participantes: 15 mil. Temperatura média: sonhados 11 graus. Informações: www.kamelturismo.com.br
Maraturismo nacional
A 4ª Edição da Meia Maratona Iguatemi Farol a Farol acontecerá no dia 13 de outubro em Salvador. Percurso toda na orla, com largada às 7hrs em Itapoã e chegada no Farol da Barra. A prova também abriga competição de 5 e 10 km. Informações: meiamaratonafarolafarol.com.br.
Cuidar das crianças
Hoje, uma em cada três crianças está acima do peso e dois em cada dez adolescentes estão acima do peso, segundo dados do Ministério da Saúde. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade infantil é um dos problemas de saúde mais graves do século XXI. Esse é um alerta da Studio Master Fitness http://studiomasterfitness.com.br que oferta natação, karatê, muai thay e musculação.
Pão de Açúcar para iniciantes
Como funciona o revezamento da 12ª Maratona Pão de Açúcar? O grupo deve percorrer um total de 42.195 metros em oito voltas completas, divididas de acordo com o número de integrantes da equipe – que pode ser de dois, quatro ou oito participantes. A premiação aos primeiros colocados será feita com vales-compra, em um total de R$ 14.700, a ser utilizado nas lojas Pão de Açúcar e Extra.
Serviço
12ª Maratona Pão de Açúcar de Revezamento de Fortaleza
Data: 30/06/2013 (domingo)
Horário da largada: 6h30
Local: Aterro da Praia de Iracema
Preços: até 02/06 – R$ 40 por atleta. A partir de 03/06 – R$ 50 por atleta
Agende-se
19/05/2013 – Corrida da Unifor
09/06/2013 – Circuito das Estações Adidas (Inverno)
28/07/2013 – Pé na Carreira
11/08/2013 – Circuito das Estações Adidas (Primavera)
11/08/2013 – Mini Maratona de Sobral
15/09/2013 – Circuito Pague Menos
13/10/2013 – Circuito das Estações Adidas (Verão)
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20.05.13 08:31
*por Diniz Gurgel
“Depois de não ser realizada em 2012, a Corrida Unifor teve cara nova em 2013: O percurso, completamete diferente do anterior, é mais pesado. A largada foi no local de sempre, na av. Dr. Valmir Pontes, do lado da Unifor, porém a largada foi de costas pra W. Soares, e seguimos pela comunidade do Dendê, entrando numa rua muito estreita onde tivemos que nos espremer, depois pegando boas subidas na av. C, e depois na W. Soares. Contornamos o Centro de Eventos (tive a idéia de que poderíamos até ter passado por um dos túneis, era só adaptar um pouquinho o percurso, acho que ficaria bem interessante para 2014), entramos na Unifor com 7.700m e lá, pelo km 9, três subidas curtas, porém íngremes, eram a prova de fogo. Final na pista de atletismo, como manda o figurino. No gps, 10.100m. A gente se sente um maratonista nas Olimpíadas na hora da chegada.
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07.05.13 10:27
“Olá leitores do Blog Tempo de Correr.
O relato está um pouco atrasado, mas eu não poderia deixar de transmitir a experiência que tive ao correr a 2a. Edição da “Media Maraton Del Glaciar”, no dia 6 de abril, na cidade de El Calafate, na Patagônia Argentina.
A viagem desde Fortaleza é bastante longa. São 3 voos e várias horas de espera em aeroportos, mas sem dúvida vale cada minuto.
A corrida teve poucos inscritos, por volta de 300 atletas entre as provas de 21 e 10km e quase metade deles foi de brasileiros.
Toda a prova é dentro do Parque Nacional Los Glaciares, que concentra mais de 300 glaciares, entre eles o mais famoso, o Perito Moreno que é justamente a estrela principal da corrida.
O clima é frio (7ºC), principalmente pelos ventos, mas com uma boa roupa, não dá para sofrer.
O percurso também não é fácil. São muitas subidas e descidas pela estrada asfaltada dentro do parque.
Mas sinceramente eu não sofri com nenhum desses obstáculos porque o percurso é tão lindo que o único sentimento que se pode experimentar durante o trajeto é de êxtase.
A toda hora nos deparamos com o Lago Argentino, ou o Glaciar Perito Moreno ou com as montanhas que o cercam.
A organização da prova é boa. Na véspera, na entrega do kit eles dão uma explicação sobre a prova e o parque e, no dia da prova à noite, tem a premiação com coquetel com salgadinhos, doces e vinhos.
Quem gosta de unir corrida com viagem, essa é uma excelente oportunidade de conhecer um dos lugares mais lindos do mundo.
Tão lindo que foi meu pior tempo em uma prova de 21km e fui uma das últimas a chegar. Não sem razão, pois aproveitei cada metro para apreciar o percurso e tirar muitas, muuuuitas fotos.
Aos interessados, segue o site da meia maratona, www.maratondelglaciar.com/ e meu blog com dicas da viagem www.liaccampos.blogspot.com.br/2013/04/2a-media-maraton-del-glaciar-642013.html “
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23.04.13 09:30
Inscrições abertas para o CicloSesc até o dia 30
Há 18 anos, o Sesc oferece aos comerciários e familiares um jeito diferente de aproveitar o Dia do Trabalho: em Fortaleza, Crato, Juazeiro do Norte, Sobral, Iguatu, será realizado, no dia 1º de Maio, o CicloSesc, passeio ciclístico de cerca de 20 km pelas principais ruas das cidades, que reúne mais de 27 mil pessoas. Os interessados em participar podem se inscrever até o dia 30 de abril nas unidades do Sesc de cada cidade.
O objetivo é estimular a prática da atividade física e fazer com que o trabalhador possa comemorar esse dia com a família. Além disso, esse ano o passeio tem uma novidade. Com o tema “Viver mais a cidade”, o CicloSesc vai focar no conhecimento, valorização e preservação do patrimônio histórico, cultural e ambiental do município. Durante o percurso, os participantes receberão informações sobre alguns pontos importantes da cidade, como o Liceu do Ceará, o Forte, o Mercado São Sebastião, o Dragão do Mar e a Praça Coração de Jesus.
Em todo o trajeto há o acompanhamento da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, com apoio da Escolinha de Ciclismo do Ceará. Também são oferecidos serviços médicos e carros de apoio, para garantir a segurança e a tranquilidade dos ciclistas. Segundo estimativas da organização do evento, ao todo cerca de 27 mil pessoas devem participar do passeio, sendo cinco mil somente em Fortaleza.
Quixeramobim, Crateús, Ibiapina, São Gonçalo e Aracati, cidades sedes do SESC Ler, e as cidades parceiras Meruoca, Cariré, Acopiara, Icó, Orós, Groaíras, Brejo Santo, Jardim, Solonópole, Campos Sales, Milagres, Quixelô, Nova Olinda, Araripe, Altaneira, Antonina do Nortre, Jucás, Caiús, Barbalha, Assaré e Itapajé também participam do passeio. O percurso percorrido em cada uma destas cidades será em torno de 10km.
Em Fortaleza, o passeio sairá às 8 horas da Unidade Fortaleza do Sesc, na Rua Clarindo de Queiroz, no Centro da Cidade. De lá, os participantes irão percorrer as principais ruas e avenidas da cidade como Humberto Castelo Branco, Historiador Raimundo Girão, Beira Mar, Abolição, Rui Barbosa, Tenente Benévolo, Dom Manuel e Duque de Caxias. Serão distribuídos camisas e bonés para todos os participantes e, após a chegada, haverá sorteio de bicicletas.
SERVIÇO
CicloSesc – Dia 1º de Maio, a partir das 8 horas, em Fortaleza, Crato, Juazeiro do Norte, Sobral e Iguatu.
Inscrições: Até 30 de abril. Preço: R$ 5,00 + 1kg de alimento não perecível (Fortaleza) e 1 kg de alimento não perecível (Interior). A inscrição dá direito à camiseta e boné do evento e participação em sorteios de brindes.
Informações: (85) 34529098 /3452 9350
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22.04.13 13:44
O Tempo de Correr conversou com o Secretário Municipal de Esportes e Lazer, Márcio Lopes, durante a 11ª Meia de Fortaleza. Confira:
TdeC – Qual a probabilidade da Avenida Beira-Mar ter alguma interdição para a prática esportiva a exemplo de outras avenidas litorâneas como Copacabana (RJ)?
ML – Estamos apenas com 100 dias de governo, mas já foi ventilada essa ideia, da qual sou defensor árduo. A gente está estudando um formato. A Beira-Mar tem moradia e precisamos pensar no acesso de quem mora lá, mas seria pelo menos um trecho aos domingos no período da manhã.
TdeC – Em relação à colocação de cones para garantir espaço para pedestrianistas; regularmente há ameaças de que vai acabar.
ML – Aquela é uma iniciativa da Prefeitura com apoio da iniciativa privada e não vai acabar. Está consolidada. Quando há problema não é por intenção do poder público. Fica à cargo da iniciativa privada, que explora a publicidade dos cones, retirar e colocá-los, aí houve uma interrupção da continuidade para a troca do contrato, mas estamos estudando um contrato maior para ter mais regularidade.
TdeC – E quanto à Maratona do Ceará?
ML – Estamos conversando. A nossa maior dificuldade é o clima. Teria que ser noturna ou no fim de tarde. Poderia ser no estilo Corrida das Pontes: da Barra do Ceará à Sabiaguada, ida e volta, mas 2013 é o ano de planejar para acontecer em 2014.
Meia de Fortaleza
Bem organizada, a 11ª Meia de Fortaleza cumpriu o objetivo de manter o nível técnico, com boa estrutura de hidratação, staff, isolamento de percurso, Centro da Cidade e o ponto alto: o início de uma grande feira de produtos esportivos na entrega do kit. A medalha entra para o hall das melhores, empatada com a da Maratona do Pôr do Sol. A melhorar: qualidade do tecido da blusa. Ressalte-se a importância da visibilidade da prova ir além das fronteiras nacionais. No masculino venceu Giomar Pereira (Cruzeiro) e no feminino, a queniana, Consolata Cherotich.
Ordenamento da Beira-Mar
Eduardo Parente (Limiar) fala sobre a reunião para ordenamento dos espaços da Beira-Mar. “ Estavam presentes representantes da Regional, Secretaria de Urbanismo, CREF, Sup. do Patrimônio da União, e Educadores Físicos. Até o mês de Julho os atores deverão entrar em acordo com as propostas oferecidas. Profissionais devem enviar críticas construtivas e ideias interessantes pelas redes sociais. Queremos uma atitude da Prefeitura por uma cultura de saúde em toda Fortaleza, não somente na Beira-Mar, e somos a favor de uma organização dos espaços, mas com fiscalização semanal”.
Agende-se
19/05/2013 – Corrida da Unifor
09/06/2013 – Circuito das Estações Adidas (Inverno)
11/08/2013 – Circuito das Estações Adidas (Primavera)
28/07/2013 – Pé na Carreira
11/08/2013 – Mini Maratona de Sobral
13/10/2013 – Circuito das Estações Adidas (Verão)
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18.04.13 05:00
*por Rita de Cássia
Reza a lenda que “quem faz Meia de Fortaleza, corre em qualquer lugar.” Perdi as contas de quantas vezes eu ouvi essa frase de corredores mais experientes e sempre me perguntei se seria isso tudo mesmo. O grande ‘culpado’ disso tudo seria o sol. Ué, mas nós não estamos acostumados a ele? Ele não nos acompanha em treinos e longões? Qual o problema então?!
Fui lá pagar pra ver.
Confesso que não me preocupei com esta prova até a véspera dela. Não, eu não estou mega metida me achando A corredora. Não é isso. Treinos e pensamentos estão voltados para a maratona do RJ, então eu estava encarando a prova com um treino de luxo, já que teria toda uma estrutura a disposição.
Mas aquela ansiedade que eu deveria ter sentido, veio de uma vez faltando menos de 24 horas da largada. Cantei mantras para tentar manter a calma.
Tudo pronto para a prova.
Dia da prova.
Primeira coisa que faço: ver o céu. Ainda era noite e ele estava limpo, sem nenhuma nuvem e com estrelas brilhando.
É,Rita. O sol não vai brincar de se esconder.
Café da manhã? Ok! Mel? Ok!
Antes da largada, já sentíamos os raios de sol queimando. Não seria fácil…
Alonguei e fui ouvir as últimas instruções do coach. Eu não queria inventar nada, a estratégia de prova estava definida e meu pensamento era só o de conseguir fazer tudo certinho. Me posicionei na largada junto com a parceira e triatleta Ruth e a ansiedade pelo tiro tava láááá em cima.
Hino Nacional e BUM!
Os primeiros metros da prova são um teste de equilíbrio para não machucar os pés, pois o chão é todo de paralelepípedo.
Durante os primeiros 4km, fui sentindo a prova e o sol e encaixando o ritmo que eu manteria durante a maior parte do percurso. Fui segurando o ritmo sem perder a Ruth de vista, mas por volta do km8 “deixei” a Ruth ir embora. Eu não queria forçar por causa do sol e estava com receio de quebrar.
Pior parte da prova foi encarar a Praia de Iracema e início da Av. Beira Mar. Nenhuma sombra! Creio que nessa hora, eu carregava o sol nos ombros.
A hidratação da prova estava ótima. Bebi e “tomei” banho em todos os postos. E como manda o figurino, a cada 30 minutos ingeri um gel de carboidrato e a cada uma hora, cápsulas de sal.
Km12. Diminuí o ritmo. O psicológico bateu forte. Vi muita gente caminhando. Corredores, com muitos kms nas costas, andando tortos… Me segurei para que o medo não aumentasse.
Conversando comigo e sentindo meu corpo, percebi o quanto eu estava bem. Ânimo renovado e apertei o ritmo de novo.
A cada km batido, eu me surpreendia com o quanto eu estava bem.
Km17. Entramos no Centro de Fortaleza e os prédios nos dariam um pouco de sombra para aliviar o calor africano. Olhei para o relógio e tomei um baita susto… Não podia ser verdade… Não estava acreditando… O GPS estava maluco…
“VOU BATER MEU RECORDE NA MEIA DE FORTALEZA!!!”
Eu explodia de felicidade!
Confiante ao extremo, arrumei a postura e mantive meu ritmo. A vontade era de forçar ao máximo, mas eu sabia que 4km não eram 4 metros.
Último km. Aqui provei o que é a falta de espírito esportivo de alguns corredores. Na rua que daria acesso ao viaduto da av.Leste Oeste, me deparei com 3 corredores de uma outra assessoria, 2 mulheres e um homem. O cara vinha sentindo câimbras e gritava de dores. As meninas seguravam o ritmo para apoiá-lo.
Ultrapassei os três normalmente. Eu aproveitaria a descida do viaduto para soltar as pernas e dar o sprint final.
Ouvi um grito: “Bota pra cima!” Pra quem não sabe, usamos isso para você botar força e ultrapassar alguém. Normal,não?!
Eu poderia ser ultrapassada de boa,até porque eu não iria tentar buscar de novo. Meu intuito não era esse. Pra que,né?!
Para minha surpresa o grito e a ultrapassagem vieram acompanhados de uma bela COTOVELADA intencional. Sim,vocês não leram errado. Tomei uma porrada ao ser ultrapassada.
Fiquei incrédula.
Minha vontade era botar pra cima e revidar. Não fiz. Não sou assim. Apenas disse: “não é assim que a gente bota pra cima!”
Corri. Respiração forte e na entrada do Marina Park,faltando uns 300 metros para o pórtico, encontrei a Telma saindo e ela teve a nobre atitude de me acompanhar. Ela percebeu que eu estava inteira e me fez botar força. Ultrapassei a “lady da cotovelada”. Vi o pórtico e desmontei em sensações. Alegria. Nervosismo. Ansiedade. Respiração ofegante.
E a Telma “cantando” nos meus ouvidos:
- Tá inteira! Tá chegando!
- Não geme!
- Sorri pra foto!
- Ajeita a cara senão a mente sente!
Foram palavras que serviram de combustível e esqueci o mundo. Nunca esquecerei.
Cruzei a linha de chegada.
RP batido em 8 minutos.
RP batido na Meia de Fortaleza!
Sorri.
Chorei.
Consegui!
Mais uma prova para ficar na história. Na minha história. Na minha, ainda curta, vida de corredora.
Considerações sobre a prova.
O evento é considerado pela Confederação Brasileira de Atletismo,como a maior prova do norte e nordeste. Legal,né?!
Mas para algo tão grandioso,ela peca por pequenos detalhes.
1- Camisa de péssima qualidade. Tecido é 100% poliéster! Pesado para provas ou treinos. Detalhe: Na prova, fiquei sabendo que as blusas acabaram e eles mandaram fazer outra as pressas. Resultado? Fizeram uma melhor! Tecido leve, que adere ao corpo. Dá pra entender?
2- A prova cresceu e manter a largada no bosque do Marina é muito complicado. 7.500 corredores para um espaço apertado. Resultado? Organizador mandando o povo acelerar porque senão os atletas do 5km voltariam e ainda estaríamos largando. Por que não colocar na avenida? Por que não largar em ondas?
3- Um dos organizadores da prova nas suas entrevistas ressaltava: “7.500 corredores divididos em 33 categorias!” Massa,né?! Pra que alardear isso se eles tiraram as premiações por faixa etária??? Uma prova tão grande fazendo miséria com troféus? Gizuiz!
4- Uma meia maratona e NENHUM posto de isotônico?! Nem Freud explica…
5- Balisamento no Centro. Passar pela Feira da Sé foi ruim. Os feirantes atravessavam o tempo todo e ninguém do staff ajudava. Esbarrei em várias sacoleiras.
6- Resultado falho. Muita gente reclamando de seus tempos, o meu por exemplo está errado. Meus tempos bruto e líquido são os mesmos. Difícil,né?! Até porque passei pelo pórtico com quase 4 minutos. Também sei de gente que ainda não teve o tempo registrado.
7- Pós-prova. Muitas reclamações foram feitas na fanpage da prova. O que eles fizeram? Responderam? Errou! APAGARAM tudo!!! Que feio,viu?!
Mas nem tudo foi ruim…
1- Água gelada. Só peguei ela quente no último ponto.
2- Medalha bonita.
3- Ótimo kit pós-prova: 1 banana, 1 laranja, 1 rapadura, 2 cappucinos gelados, 1 citrus e 1 powerade.
4- Entrega de medalha e do lanche sem fila.
5- Entrega do kit muito organizada.
6- Mais de 7 toneladas de alimentos arrecadados.
Sobre o sol e seus cuidados.
Muita gente sentiu o ‘peso’ do sol. Chamo atenção para a chegada. Creio que muitos corredores guardaram os últimos resquícios de força para cruzar a linha de chegada,porque bastava isso acontecer para eles desabarem. Muitos desmaios, falta de ar etc. E na hora em que eu cruzei, não havia nenhum médico próximo ao pórtico. Estavam posicionados em outro lugar? A demanda de atendimentos era alta? Pode ser…
Quando recebi minha medalha e passei pelo gramado, me assustei com a quantidade de atletas estendidos no chão e recebendo atendimento.
É preciso ter muito cuidado! Não brinque com o calor!
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17.04.13 05:00
*por Fernando Elpídio, da Nova Letra
“Participar de uma corrida de rua oficial é antes de tudo uma experiência, uma comemoração, uma congregação com amigos,
parentes, filhos e colegas das pistas. Ao participar das provas de rua, os atletas profissionais e amadores buscam um serviço de qualidade, buscam satisfazer uma necessidade específica, correr, se divertir, ser bem atendido em todos os setores do evento e principalmente levar para casa boas lembranças.
Fortaleza, anualmente, recebe em média 37 corridas de rua. Parece muito, para uma cidade que descobriu há pouco tempo a grande potencialidade promocional e comercial desse evento esportivo. Porém, se analisarmos a demanda de corredores, veremos que ainda é pouco, frente ao grande potencial de atletas amadores que ainda não participaram oficialmente dessas provas.
Tenho uma visão técnica de todas as atividades culturais, esportivas e sociais que participo, sejam em Fortaleza, dentro ou fora do estado. A minha experiência profissional fez avaliar os quatro principais pontos de experiência do atleta com a Meia Maratona de Fortaleza 2013; Inscrição, entrega de kit, arena da prova e percurso.Considero esses pontos os fundamentais para a qualidade positiva do serviço e principalmente para a satisfação do maior cliente, o atleta.
Então, vamos lá:
Inscrição – Online, prática, simples e segura. Isso ajuda bastante o atleta que tem pouco tempo para fazer a sua inscrição, evitando deslocamentos desnecessários. Porém, senti falta de informações complementares como a composição do kit do atleta, principalmente camisa e opção para recebimento de confirmação pelo celular. Daria uma nota 8.
Entrega de Kit – Local adequado, confortável, bem sinalizado, com espaço de convivência entre os atletas. Mas, quando chegamos ao balcão de entrega do kit, a decepção… Pelo valor pago na inscrição, o atleta merecia um kit mais funcional, com itens que realmente servissem para o uso. A camisa, com todo o respeito para quem a produziu, é uma verdadeira lona de caminhão, uma agressão à pele de qualquer pessoa que vá correr sob o sol de Fortaleza. Os tamanhos de camisa prometidos também não foram cumpridos para todos os atletas. Como organizador de corridas de rua, sei bem o valor global que o kit da Meia Maratona de Fortaleza ofereceu, e está muito além do valor da inscrição. Também sei que os custos de uma prova como a Meia de Fortaleza vão muito além de um kit, mas, pelos patrocinadores, é totalmente viável oferecer um kit de mais qualidade para os atletas. Nota 4
Arena de largada e chegada - Espaço bonito, pódio de premiação bacana com muita sombra, com vários atrativos e um visual maravilhoso do mar de Fortaleza. Porém, um caos na hora da largada. Numa prova com mais de 8 mil atletas não tem a menor condição de se oferecer uma baia de 6 metros de largura, com um portal de 5 metros de vão. O fluxo de corredores é intenso, tornando-se muito longo o tempo de largada e a passagem de cada atleta pelo tapete. Por pouco os atletas de elite dos 5 km não chegavam antes de toda a massa de corredores largar. Vale lembrar também que é as pessoas ficam apertadas, espremidas, tornando o processo perigoso para acidentes. Poucas lixeiras, gramado sujo, muito plástico no chão, isso numa área de apelo natural tão forte. Nota 5.
Percurso – Bem sinalizado, staffs bem distribuídos, ruas bem pavimentadas, não é um percurso monótono, fez conhecer um pouco mais o Centro de Fortaleza. Porém, pelo horário de largada da prova, com o sol já na sua quase plenitude, muitas ladeiras, água quente nos primeiros postos, e PRINCIPALMENTE, mal distribuída. Presenciei uma cena lamentável, centenas de atletas tendo que ir buscar dentro dos latões de gelo a água, se esbarrando, parecia que não tinha dado tempo armar os pranchões para colocar as águas. Várias pessoas ficaram xingando os staffs, que acredito não serem os verdadeiros culpados. No ponto de água do centro, mais água quente.
Bom, como profissional de eventos, estou sujeito a todas essas críticas que escrevi. Porém, tenho estudado alguns eventos em Fortaleza, principalmente as corridas de rua, e vejo que não existe uma preocupação, que considero essencial para a qualidade positiva da prova, a produção, organização e planejamento de forma humanizada, focada no bem estar do atleta, do ser humano, seja do staff, seja do fiscal de prova. Quando colocamos a satisfação plena do atleta como meta principal, muitos problemas podem ser evitados, e a corrida de rua se torna uma experiência positiva, agradável, capaz de se multiplicar depoimentos espontâneos, conquistando cada vez mais participantes. A Meia Maratona de Fortaleza está na sua 11ª edição, tempo suficiente para ter revisado e corrigido todos os seus pontos fracos.”
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16.04.13 05:58
*por Elano Ribeiro (foto)
“Tenho uma relação especial com a Meia Maratona de Fortaleza. Desde que iniciei no mundo das corridas, ela tem sido uma espécie de termômetro indicador de minha evolução como corredor amador. E foi nela, na edição de 2011, que consegui minha melhor marca em meia maratona. E seria nela que, neste ano de 2013, pretendia alcança novamente esta marca.
Não é novidade para ninguém que se trata de uma prova muito quente. Afinal, é realizada no mês de abril, mês do aniversário de Fortaleza, e, mês que registra as maiores temperaturas no estado do Ceará. Mas não é por isto que deixaríamos de prestigiar uma das maiores – senão a maior – prova de corrida de nosso estado.
E foi com este espírito que fui para a corrida.
A largada foi pontual, talvez um ou dois minutos de atraso (não lembro ao certo, pois estava “na pilha” em meio ao amontoado de atletas esperando o tiro após o hino nacional). Iniciada a corrida, vem a preocupação do ritmo inicial. Não se pode subestimar uma longa distância. Apertar demais no começo pode ser um “tiro no pé”.
O aglomerado de pessoas no início atrapalha um pouco, mas é normal. Vencidos estes primeiros momentos de tensão, agravados pelo calçamento na saída do Maria Park (local de largada e chegada da prova), nos vemos na Av. Leste Oeste com espaço para correr, e com a vista do mar à direita.
Não tive problemas com os pontos de hidratação. A água era abundante e gelada. Porém, problemas com a água são mais sentidos pelo pessoal que corre um pouco mais lento. Mas confesso que não ouvi relatos de problemas com falta de água.
O maior problema mesmo foi o forte calor. Céu aberto com claridade de doer nos olhos. Apenas no trecho da corrida que passa pelo centro é que temos um “refresco” trazido pelas sombras dos prédios. E por falar no centro, lá percebi o único problema quanto à organização. Trata-se da sinalização do percurso. Estava confuso, sem uma quantidade suficiente de “staffs” que pudesse deixar clara a direção que o corredor deveria tomar. Vale salientar que, neste momento da prova, o corredor já está bem debilitado, e sua percepção está aquém do normal.
Outro ponto que merece ser mencionado é o do Mercado Central e entorno da Catedral. Uma feira livre com grande número de pessoas acontecia, ocupando grande parte da avenida e dificultando a passagem dos corredores. Não sei se a organização estava sabendo que aquela feira aconteceria naquele domingo. O fato é que chegou sim a atrapalhar.
No entanto, estes pequenos percalços nada são comparados à emoção da chegada. A passagem no pórtico é algo mágico. E o clima das pessoas após a corrida é fantástico. A alegria impera.
Quanto a mim, não consegui alcançar meu melhor tempo. Fazer o quê? Talvez o forte calor tenha influenciado mais do que imaginava. Talvez a preparação para o Ironman que farei em maio próximo também não tenha propiciado a adequada preparação para uma corrida de rua. Talvez, SIMPLESMENTE, aquele não fosse o meu dia. Nunca se sabe! O que vale mesmo é estar lá… correndo e vivendo.”
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