Saída de 2016

Carlos Bezerra fala sobre 2016 e suas impressões no mercado do surf.
Carlos Bezerra fala sobre 2016 e suas impressões no mercado do surf.

Fala Galera,
Ontem, casualmente, vi uma postagem nas redes sociais dessas cômicas onde tinha uma ilustração do mestre dos magos, personagem do desenho animado Caverna do Dragão, onde dizia algo do tipo: “Venham comigo que levarei vocês até a saída de 2016”.


Sim, o ano de 2016 foi muito cheio de desafios e lutas. No cenário do surf tivemos as marcas se reinventando, poucos campeonatos e vimos a grande criatividade dos amantes desse estilo de vida recriando os eventos no formato de festivais.

 
Até o circuito mundial deste ano teve um fechamento “estranho” meio “engasgado”. Simplesmente Pipeline não funcionou como de costume e vimos nossos guerreiros caindo um por um nas baterias que avançavam.

 
Sem querer tirar o mérito do taitiano campeão, não gostei do desfecho deste ano. Faltou algo que não sei explicar…

 
Muitos temem períodos de crises mas acredito que é o momento melhor para surgir novidades e oportunidades.

 

 

Depois de uma vida toda vendo os altos e baixos do surf entendo que somos vitoriosos pois hoje vivemos um cenário positivo para nosso esporte. Nunca na história do nosso país o surf esteve tão popular como atualmente. E quando falo de surf estou abarcando todas as modalidades que precisam se entender ligadas umas as outras.

 

 

Com a explosão do SUP, Stand Up Paddle, temos hoje muitos praticantes mesmo em lagoas e mares flats se entendendo “surfistas” e isso é ótimo para todos nós. O bodysurf, surf de peito, quase havia desaparecido do cenário nordestino e hoje temos muitos praticantes e na sua maioria da nova geração. O kite surf, apesar de ser novo, vai de vento em popa devido nossas ventanias cearenses. O bodyboarding mesmo em época de poucos campeonatos e quase ausência de um circuito cearense para os profissionais continua sendo praticado de ponta a ponta do nosso estado. Todos os dias da semana encontramos bodyboarders na água e isso é bom para o surf. O surf praticado com surfboards não é preciso nem comentar pois com um circuito mundial forte, mesmo um pouco apático esse ano, está no coração de todos que praticam e se inspiram nos Medinas e Toledos que nosso país produz diariamente.

 
Precisamos sim celebrar mesmo em época de crise pois o nosso surf se mantém vivo e praticado por um número cada vez maior de pessoas. O cenário pode não estar como desejávamos e idealizávamos mas o surf continua mais vivo do que nunca e isso é motivo de celebração por todos que possuem água salgada correndo nas veias.

 

Celebre! Feliz 2017!

Boas Ondas

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