Thiago Monteiro quer evoluir na quadra rápida

Monteiro bateu bola após entrevista coletiva na Marreco Tênis. Foto: Wagner Mendes
Monteiro bateu bola após entrevista na Marreco Tênis. Foto: Wagner Mendes

Após entrar recentemente para o seleto grupo dos 100 melhores tenistas do mundo, o cearense Thiago Monteiro quer mais. Aos 22 anos, o segundo melhor brasileiro da temporada colocou mais uma meta na carreira: evoluir o nível de jogo na quadra rápida.

Thiago, que conversou com o Blog Slice em passagem pelo Ceará para rever — no último final de semana — família e amigos, avaliou seu desempenho em torneios recentes disputados nos Estados Unidos e no México na quadra dura. “A evolução foi muito boa, apesar dos resultados não terem sido ótimos”. Ele venceu dois jogos de qualifying, um no ATP 250 de Atlanta e outro no Masters 1.000 de Cincinnati.

O cearense concluiu que precisa melhorar em praticamente todos os fundamentos no piso duro para crescer o nível do jogo e ser ainda mais competitivo em grandes torneios internacionais. “Tenho que melhorar tudo ainda. Mas acho que a maior ênfase é na questão da devolução. Na quadra rápida o jogo tem que ser mais agressivo, você tem que chegar mais à rede, tem que definir os pontos de uma maneira mais rápida”.

“A meta em 2016 foi o aprendizado, a experiência foi bem maior. Esse ano eu priorizei a evolução, adaptação”

Thiago Monteiro já retorna nesta terça-feira, 30, para o Rio de Janeiro, onde treina na Academia Tennis Route, e deve definir nos próximos dias, com o treinador Duda Matos, o calendário para o restante da temporada. A expectativa é jogar alguns torneios da série Challenger, no saibro, na América do Sul até o final deste ano.

Os torneios na hard só devem retornar no ano que vem. A opção pelo saibro sulamericano deu-se mais pela logística. “Na quadra dura, os próximos torneios eram todos na Ásia, e um muito longe do outro. É muito desgaste”, disse. Na posição 98 do mundo, Monteiro quer garantir nos Challengers pontuação para entrar direto na chave do Austrália Open.

TOP 100

“Estou muito feliz, foi um longo processo para superar essa barreira do top 100, passei por algumas lesões, mas consegui me superar. Com o treino adequado da Route, comecei a acreditar mais no meu jogo, mudei muito a minha mentalidade, venci jogos de top 10, top 30… Parecia muito distante, mas estava mais perto do que eu imaginava. Isso me motivou mais, me deu mais confiança. Agora que entrei entre os 100, é treinar cada vez mais para me manter nesse nível, era um sonho estar entre os melhores”.

PSICOLÓGICO

“Não é só o talento que ganha jogo, mas a maior característica que o jogador de tênis tem que ter é a competitividade, mental forte, a capacidade de se perdoar após errar uma bola boba, de perder uma chance… Tem que estar com a cabeça positiva, de querer buscar o jogo. São dois ou três pontos que fazem a diferença no final do jogo e você tem que ter essa capacidade de seguir competitivo o tempo inteiro, se perdoar. Porque no jogo todos erram, e a diferença para os melhores é sempre estar muito atento, não importa o que aconteça, é sempre mais um ponto, 15/0, um game… É esse o objetivo”.

COPA DAVIS

“A convocação deve sair nos próximos dias, ainda tem uma possibilidade, mas no Brasil tem jogadores experientes. Bellucci e a dupla já estão garantidos, sobra uma vaga, é esperar. Mas Davis é uma sensação fantástica, é uma honra se puder jogar lá. Se não for esse ano, quem sabe no próximo. Tenho que trabalhar, dar o melhor, seguir nessa evolução”.

 

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