Austrália Open: Serena, Federer, Djokovic e Soares na semifinal

Serena venceu o jogo por 2 sets a 0. Foto: Divulgação/AO
Serena venceu o jogo contra Maria por 2 sets a 0. Foto: Divulgação/AO

A rodada da última madrugada, 26, definiu os primeiros nomes das chaves masculina e feminina para a semifinal do Austrália Open. Sabe a freguesia do post do domingo? Pois é, nada mudou.

Na quadra principal, a rodada foi aberta com o duelo entre Agnieszka Radwanska e Carla Suárez Navarro. O jogo foi resolvido em dois sets com vitória da polonesa, com parciais de 6/1 e 6/3. Com o conhecido jogo de fundo de quadra, Radwanska foi mais eficiente nas trocas de bolas complicando a vida da espanhola que encerrou a partida com 45 erros não forçados.  Se levarmos em conta os últimos grandes torneios disputados por Navarro, ela conseguiu ir longe no AO.

Freguesia

A 21ª disputa entre Maria Sharapova e Serena Williams terminou nada diferente do que vem acontecendo há 18 jogos consecutivos: vitória da americana. O jogo parecia que teria um final diferente, pelo menos a observar o primeiro set. Com dificuldades para sacar, Serena logo foi quebrada no início do set. A russa, no entanto, acabou não aproveitando a oportunidade e foi quebrada na sequência. O jogo, entretanto, se manteve equilibrado com impressionantes devoluções de Maria mesmo com o potente saque da americana.

O duelo parecia que seria diferente. Só parecia. Apesar da dura disputa ao longo de toda a primeira parcial, e de uma Sharapova corajosa e agressiva na devolução das bolas, a número 1 do mundo foi melhor nos pequenos detalhes e conseguiu fechar em 6/4. Abalada com o resultado do primeiro set, Maria desconcentrou-se e acabou se deparando com o placar de 5 games a 0 na segunda metade da disputa. A russa tentou voltar para o jogo, mas já era tarde demais. Com 6/1, Williams chega à mais uma semifinal na Austrália e segue na busca do seu 22º título de Slam.

Na entrevista após o duelo, a russa tentou, mais uma vez, explicar a derrota. “Se você saca a 180km/h contra alguém – sem ser a Serena – é um ace. Contra Serena, como todos sabemos, sua devolução é uma de suas melhores forças. Ela é muito explosiva, fica perto da linha, corta o tempo da bola, não te dá ângulos. É por isso que não consigo ganhar muitos pontos de graça com ela”, afirmou. Sharapova disse ainda que sua algoz há 18 partidas lhe dá inspiração, pois lhe “obriga” a estudar e treinar cada vez mais.

Sobre os quase 12 anos que não perde para a russa, Serena Williams não soube explicar tamanha série de jogos sem derrota. “Não sei bem porque isso aconteceu (essa série), não importa contra quem estou jogando, só vou pra quadra e jogo o melhor que puder, ninguém em particular”. Serena enfrenta Radwanska na próxima rodada.

Chave masculina

Sem sustos, o líder do ranking mundial, o sérvio Novak Djokovic, derrotou o japonês Kei Nishikori por 3 sets a 0, com parciais de 6/3, 6/2 e 6/4, e agora enfrenta Roger Federer na semifinal. O suíço se classificou após derrotar Tomas Berdych também por 3 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/4), 6/2 e 6/4.

Duplas

Pela primeira vez na carreira, o brasileiro Bruno Soares chega a uma semifinal do Austrália Open. Ao lado da nova parceria, o britânico Jamie Murray, Soares derrotou os algozes dos irmãos Bryan – Raven Klaasen e Rajeev Ram – por 2 sets a 1, de virada.

Agora a dupla do brasileiro enfrenta Adrian Mannarino e Lucas Pouille que bateram na rodada anterior a melhor dupla de 2015 e cabeças de chave 1, Horia Tecau (Romênia) e Julian Rojer (Holanda).

Marcelo Melo líder do ranking

Após ser eliminado precocemente no Austrália Open, Melo corria o risco de perder  a liderança no ranking da ATP.  Com a eliminação dos cabeças de chave número 1, Tecau e Rojer, o brasileiro se mantém na liderança das duplas.

Veja momentos que marcaram a rodada:

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 Ponto de vista do redator:

Mesmo com tantas derrotas para a americana Serena Williams, a postura da russa Maria Sharapova dentro e fora de quadra é elogiável. Profissional, corajosa e batalhadora. Sempre acreditando no jogo, mesmo quando não há possibilidades técnica ou física de vencê-lo. Na entrevista, falou em inspiração, estudo e treino para acabar com o jejum de derrotas. Espírito esportivo, respeito ao adversário e vontade de vencer são marcas da russa.

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