A exemplo de Teliana, e com SETE derrotas consecutivas, Bellucci vive má fase na temporada

Bellucci sofreu seu sétimo revés consecutivo. Foto: Divulgação
Bellucci sofreu seu sétimo revés consecutivo. Foto: Divulgação

A exemplo de Teliana Pereira, a brasileira melhor ranqueada no circuito internacional de tênis, o paulista Thomaz Bellucci segue em uma curva decrescente quando se fala em número de vitórias em 2016 em comparação com a temporada 2015.

Número 1 no Brasil, o atual 35 do mundo mantém um jejum de vitórias há SETE confrontos consecutivos. O último resultado positivo foi na semifinal do torneio de Quito, apenas em fevereiro. Depois disso, o brasileiro perdeu a decisão da competição equatoriana e caiu nas estreias no Rio Open, Brasil Open, Masters 1000 de Indian Wells, Miami e Montecarlo.

Na manhã desta quarta-feira, 20, ele foi superado pelo jovem alemão Alexander Zverev, por 2 sets a 1, com parciais de 6/3, 6/7 (3/7) e 7/5, em 2 horas e 27 minutos. Os péssimos resultados de Bellucci, muitos deles inacreditáveis, ainda são incapazes de serem justificados pelo próprio jogador e pela comissão técnica.

No mês passado, à imprensa, o treinador do brasileiro, João Zwetsch, revelou que Thomaz sente tonturas e perde um pouco da visão durante os jogos, o que o faz perder a intensidade, levando viradas inacreditáveis, como na estreia do Aberto de São Paulo, por exemplo.

“A gente nem sabe definir muito ainda como chamar, o que é. Essa questão que ele sente nos jogos, que de repente dá uma desligada legal, algumas dificuldades físicas, ele sente tontura, perde um pouco a visão, umas coisas complicadas que a gente está correndo atrás há um bom tempo já. (…) Isso não é de agora, é algo que vem de muito tempo. O problema é que tem acontecido de forma mais assídua, contínua. Ele sentiu isso na Austrália, contra o Steve Johnson, sentiu no Rio no meio do jogo para o final, de uma maneira muito forte em São Paulo… A dificuldade é não ter achado de fato a raiz do que é. Estamos fazendo todos os exames, fomos no cardiologista, endocrinologista, e estamos fazendo uma análise, uma pesquisa com um bioquímico, que é um cientista, que vai o mais profundo do que se pode fazer. Mas nada de muito importante foi achado até agora”, revelou ao G1.

Os resultados, que não estão aparecendo, preocupam mais pelo fato de ainda não ter sido descoberto o motivo das vertigens do brasileiro dentro de quadra. As sucessivas derrotas de Teliana abalou seu bom ranking, e agora segue desmoronando e chegando ao limite do top 100. Thomaz, caso não se recupere a tempo, pode ter o mesmo caminho.

Freguesia

A derrota do brasileiro 35 do mundo para o alemão Alexander Zverev (51 do mundo), em Barcelona, é a terceira em três confrontos. A promessa (ou realidade?) alemã, de apenas 19 anos, venceu Thomaz também em Nottingham e Bastad, em 2015, ambas em três sets.

De 1,98 de altura, Zverev ainda é visto no circuito como uma joia bruta, necessitando ser lapidada. Apesar da ainda necessidade de muita evolução para o futuro próximo, Alexander já conquistou grandes resultados na breve carreira no tênis profissional. O alemão é tido como uma das grandes promessas do tênis mundial da nova geração.

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