21.03.12 10:54
O grande Sacrifício de valor infinito
No templo vivente da divindade – Maria -, Deus habitou não só por natureza, presença, essência, como no mundo; não só por graça, fé, esperança e caridade, como na Igreja; não só pela glória, pela visão e fruição do sumo Bem, como no Céu; mas também de modo corpóreo. Qual deve ser a capacidade do Templo que encerra em si aquele que os céus não podem conter! Nele foi oferecido o grande Sacrifício de valor infinito, como a majestade divina. Nele desce uma abundância de graça e de méritos, superiores ao infinito tesouro da Igreja militante e triunfante e do próprio paraíso. Na Igreja e no paraíso a glória e o mérito são finitos; em Maria, ao contrário, infinitos. Cristo nela encarnado é o Sol da justiça, do qual deriva toda a luz no céu e na terra; é o rio que brota da Fonte perene; Maria é o aqueduto que conduz a água.
São Lourenço de Brindisi
[São Lourenço de Brindisi. As grandezas de Maria. Citado em: Sgarbossa, Mario. Os santos e os beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente: com uma antologia de escritos espirituais. Tradução Armando Braio Ara. – São Paulo: Paulinas, 2003, p. 475.]
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12.03.12 23:30
Parte do homem tende para o Desconhecido: respeitemo-lo
Nada roubemos ao espírito humano; suprimir não é bom. É preciso reformar, transformar. Algumas faculdades do homem são dirigidas para o Desconhecido: o pensamento, o sonho, a oração. O Desconhecido é um oceano. Que é a consciência? É a bússola do Desconhecido. O pensamento, o sonho, a oração são os seus resplendores misteriosos. Respeitemo-los. Para onde se dirigem essas irradiações majestosas da alma? Para a sombra, isto é, para a luz.
Victor Hugo
[Hugo, Victor. Os miseráveis. 3ª. ed., 1ª reimpressão, 2011. - Tradução e notas: Frederico Ozanam Pessoa de Barros; apresentação Renato Janine Ribeiro. São Paulo: Cosac Naify, 2002, p. 468.]
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22.02.12 06:15

Meu Deus, estou tão persuadido de que velais pelos que em Vós confiam, e que nada pode faltar a quem de Vós tudo espera, que determinei viver para o futuro sem preocupação alguma, e descarregar em Vós o peso dos meus cuidados. Eu ao mesmo tempo dormirei em paz, porque Vós, Senhor, me constituístes na esperança. Podem os homens despojar-me dos bens e da honra, podem as doenças privar-me das forças e dos meios para Vos servir, posso até perder [...]
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18.11.11 09:09
Já que essas revelações eram extraordinárias, para eu não me encher de soberba, foi-me dado um aguilhão na carne – um anjo de Satanás para me espancar – a fim de que não me encha de soberba. A esse respeito três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Respondeu-me, porém: “Basta-te a minha graça, pois é na fraqueza que a força manifesta todo o seu poder”. Por conseguinte, com todo o ânimo prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que pouse sobre mim a força de Cristo. Por isto, me comprazo nas fraquezas, nos opróbrios, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por causa de Cristo. Pois quando sou fraco, então é que sou forte.
2 Cor 12,7-10
[Bíblia de Jerusalém. Gorgulho, Gilberto da Silva; Storniolo, Ivo; Anderson, Ana Flora (Coord.). Tradução do texto em língua portuguesa diretamente dos originais. 4ª reimpressão. São Paulo: Paulus, 2006, p. 2029.]
17.11.11 09:34
Ó servo de Deus, recebe o que te manda a divina clemência.
[Fontes Franciscanas e Clarianas. Apresentação Sergio M. Dal Moro; tradução Celso Márcio Teixeira... [et. al.]. 2ª. ed. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2008, p. 734.]
21.10.11 06:15
A oração capacita o homem para o impossível
Dai-me um homem de oração e ele será capaz de tudo.
São Vicente de Paulo (XI,83)
[Citado em: Renouard, Jean-Pierre. Orar 15 dias com São Vicente de Paulo. Tradução de Clóvis Bovo. – Aparecida, SP: Editora Santuário, 2004, p. 78. – (Coleção Orar 15 dias; 10)]
23.06.11 19:44
O Corpus Christi de Dom Helder

No primeiro ano de seu serviço pastoral, na Festa de Corpus Christi, o arcebispo chega pontualmente à catedral para iniciar a missa e depois a procissão na qual deve carregar pelas ruas o ostensório dourado com o Santíssimo Sacramento. Começa a missa. Na oração da coleta, não consegue ler o que está no missal. Com os olhos marejados de lágrimas e a voz tomada pela emoção, ora:
“Senhor, é mais fácil reconhecer a tua presença na hóstia consagrada do que nos milhares de irmãos e irmãs miseráveis que sofrem e penam pelas ruas e cortiços do mundo. Como poderemos passar pelas ruas, com o pão, sinal da tua presença para um mundo novo e de partilha, indiferentes aos adultos e crianças que jazem abandonados no chão?
Dá-nos a graça de adorar a tua presença no pão da Eucaristia, de modo que possamos te reconhecer e honrar em cada ser humano, especialmente nos irmãos e irmãs mais marginalizados”.
Dom Marcelo Barros
[Barros, Dom Marcelo. Dom Helder, profeta do macroecumenismo (Reflexão em estilo de testemunho). Em: Rocha, Zildo (organizador). Helder, o dom. – Petrópolis, RJ: Vozes, 1999, p. 179.]
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