Sincronicidade

24.02.12 06:15

A suavidade da compaixão

Por: Vasco Arruda | Comentários: Comente

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Também a suavidade da compaixão brotara para o servo do Senhor com tanta profusão e plenitude da fonte da misericórdia que ele parecia ter vísceras maternas para aliviar a miséria das pessoas miseráveis, visto que tinha também uma clemência congênita que a compaixão de Cristo, infundida copiosamente sobre ele, duplicava . E assim seu espírito se liquefazia para com os enfermos e pobres, e aos que não podia oferecer a mão, oferecia o afeto: pelo fato de que referia a [...]

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23.02.12 06:15

Quaresma de São Miguel

Por: Vasco Arruda | Comentários: Comente

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Depois que o verdadeiro amor de Cristo transformou o amante na própria imagem (cf. 2Cor 3,18), tendo completado o número de quarenta dias, de acordo com o que decretara, sobrevindo também a solenidade do Arcanjo Miguel, Francisco, o homem angélico, desceu do monte, trazendo consigo a imagem do Crucificado, não esculpida em tábuas de pedra ou de madeira pela mão de um artífice, mas desenhada nos membros de carne pelo dedo do Deus (cf. Mt 17,9; Ex 31,18) vivo. E [...]

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28.12.11 06:15

Os encantadores ditos de Frei Egídio

Por: Vasco Arruda | Comentários: Comente

Sabedoria de um simples

Como imaginá-lo? Como um autêntico mestre espiritual, um guru, um bom velhinho, baixinho e atarracado, robusto e bonachão, aos pés do qual todos gostam de sentar para ouvir-lhe as palavras, desfazer as dúvidas e aprender a viver. Mas, como qualquer outra pessoa, nosso bom velhinho chegou ao fim de sua peregrinação terrestre. Foi na noite de 22 para 23 de abril que ele passou desta vida para a paz do Senhor: exatamente 53 anos depois de ter deixado os campos, os bois, o arado, para imitar São Francisco no seguimento de Jesus Cristo.
Frei Ary E. Pintarelli, OFM
[Introdução a: Pintarelli, Ary E. Sabedoria de um simples: Os ditos do Beato Frei Egídio de Assis. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997, p. 24]

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01.12.11 08:40

O alegre e sorridente São Francisco de Paul Sabatier

Por: Vasco Arruda | Comentários: Comente

Vida de São Francisco_Paul Sabatier

Os fariseus de todos os tempos desfiguram seu rosto para que ninguém possa ignorar suas devoções. Francisco não só não podia suportar tais fingimentos da falsa piedade, mas colocava a alegria e o júbilo entre os deveres religiosos. Como ser triste quando se tem no coração um tesouro inexaurível de vida e de verdade, que só tende a crescer na medida em que é alcançado? Como ser triste quando, apesar das quedas, não se cessa de crescer? Há para a alma piedosa que cresce e se desenvolve uma alegria semelhante à da criança, tão feliz por sentir seus pobres e pequenos membros fortificarem-se permitindo-lhe, a cada dia, um esforço a mais. Além disso, a palavra alegria é talvez aquela que mais se repete na pena dos autores franciscanos (1Cel 10;22;27;31;42;80; 2Cel 125-128; Ec 5;6; JJ 21). O Mestre fez dela um dos preceitos da Regra (RnB 7; cf. 2Cel 128). Era por demais um bom general para não saber que um exército alegre é sempre um exército vitorioso. Há na história das primeiras missões franciscanas explosões de riso que soam alto e claro (cf. EC 5;6; JJ 21).
Paul Sabatier
[Sabatier, Paul. Vida de São Francisco de Assis. Tradução de Frei Orlando A. Bernardi; apresentação à edição brasileira de Frei Vitório Mazzuco. – Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco: Instituto Franciscano de Antropologia, 2006, p. 237.]

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17.11.11 09:34

A divina clemência

Por: Vasco Arruda | Comentários: Comente

Ó servo de Deus, recebe o que te manda a divina clemência.
[Fontes Franciscanas e Clarianas. Apresentação Sergio M. Dal Moro; tradução Celso Márcio Teixeira... [et. al.]. 2ª. ed. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2008, p. 734.]

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04.10.11 06:15

São Francisco e o poder da oração

Por: Vasco Arruda | Comentários: Comente

SaoFrancisco_Cimabue

E ao permanecerem ele, Frei Masseu, Frei Elias e alguns outros num lugar deserto, e estando num certo dia São Francisco no bosque para rezar, seus companheiros, que o tinham em grande reverência, temiam impedir de algum modo a oração dele, por causa das maravilhas que Deus lhe fazia nas orações.
Atos do Bem-aventurado Francisco e de seus companheiros
[Atos do Bem-aventurado Francisco e de seus companheiros, p. 1124. Em: Fontes Franciscanas e Clarianas. Apresentação Sergio M. Dal Moro; tradução Celso Márcio Teixeira... [et. al.]. 2ª. ed. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.]

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30.07.11 12:00

Devoção de São Francisco a Nossa Senhora

Por: Vasco Arruda | Comentários: 1 Comentário

Abraçava a Mãe de Jesus com indizível amor, pelo fato que ela tornou irmão nosso o Senhor da Majestade (cf. Sl 28,3). Cantava-lhe louvores especiais, derramava preces, oferecia afetos tantos e tais que a língua humana não poderia exprimir. Mas o que mais nos alegra é que ele a constituiu advogada da Ordem e confiou à sua proteção os filhos que haveria de deixar para serem aquecidos e protegidos (cf. Sl 16,8) até o fim. – Ó advogada dos pobres! Cumpri para conosco o ofício de tutora até ao tempo predeterminado pelo Pai (cf. Gl 4,2)!
Frei Tomás de Celano
[Frei Tomás de Celano. Segunda vida de São Francisco. Em: Fontes Franciscanas e Clarianas. Apresentação Sergio M. Dal Moro; tradução Celso Márcio Teixeira... [et. al.]. 2ª. ed. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2008, p. 424.]

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04.10.10 17:57

São Francisco de Assis e a loucura da cruz

Por: Vasco Arruda | Comentários: Comente

São Francisco recebe os estigmas. Pintura de El Greco

Querendo, então, o Senhor mostrar o amor que tinha para com ele, imprimiu em seus membros e em seu lado os estigmas de seu diletíssimo Filho. E porque o servo de Deus, Francisco, desejava ir à sua “casa e ao lugar de habitação de sua glória” (Sl 25,8), o Senhor o chamou a si, e assim ele migrou gloriosamente ao Senhor. Depois disso, apareceram muitos sinais e milagres no meio do povo, pelos quais os corações de muitos homens, que eram duros em crer nas coisas que o Senhor se dignara mostrar em seu servo, se transformaram em brandura, dizendo: “Nós, insensatos, julgávamos a sua vida uma loucura e sem honra a sua morte. Eis que foi contado entre os filhos de Deus, e entre os santos está a sua sorte” (Sb 5,4-5). Anônimo Perusino

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14.01.10 04:21

São Francisco e o lobo de Gúbio

Por: Vasco Arruda | Comentários: Comente

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E São Francisco, esperando no Senhor Jesus Cristo que domina os espíritos de todo ser vivo, desprotegido de escudo ou capacete, mas munindo-se com o sinal da santa cruz, saiu pela porta com um companheiro, lançando toda a sua confiança no Senhor, que faz aquele que nele crê andar sem nenhuma lesão sobre a serpente e a víbora e calcar aos pés não só o lobo, mas até mesmo o leão e o dragão (cf. Sl 90,13). E assim Francisco, [...]

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25.09.09 09:21

Francisco, o encantado de Assis

Por: Vasco Arruda | Comentários: 2 Comentários

São Francisco diante do Crucifixo de São Damião. Pintura de Giotto

E enquanto “rezava com fervor”, do crucifixo pintado saiu uma voz que atraiu a atenção e assustou o jovem: “Francisco, não vês que a minha casa está em ruínas? Vai, pois, e restaura-a!” Trêmulo e atônito, o jovem respondeu: “Com muito prazer o farei, Senhor”. Entendeu que Cristo falava daquela igreja de São Damião que, por ser muito antiga, ameaçava ruir de um momento para outro. Estas palavras encheram-no de tanta alegria e tão iluminado ficou, que sentiu verdadeiramente em [...]

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Vasco Arruda

Vasco Arruda

Psicólogo e ex-professor de História das Religiões e Psicologia da Religião

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