Sincronicidade

03.01.12 08:40

Uma biblioteca espírita

Por: Vasco Arruda | Comentários: 1 Comentário

Catálogo Racional

Proibir um livro é sinal de que se o teme.
Allan Kardec
[Kardec, Allan. Catálogo racional: obras para se fundar uma biblioteca espírita. Tradução de Julia Vidili. – Ed. fac-similar bilíngue histórica. – São Paulo: Madras: USE, 2004, p. 85.]

Continue lendo

Compartilhar

13.10.11 06:15

Um programa a serviço da doutrina espírita

Por: Vasco Arruda | Comentários: 1 Comentário

Allan Kardec

Europa, Espanha, Barcelona, 09/10/1861, 10h da manhã. Local, data e horário onde a inquisição, dita santa durante a Idade Média, promoveria o seu último ato. Ali 300 obras espíritas foram expostas e queimadas, naquele pátio onde os criminosos promoviam o seu suspiro de vida, condenados à execução sumária. A época já não permitia que pessoas
fossem queimadas, como tantas o foram simplesmente por se oporem ao pensamento religioso vigente e considerado universal. O principal réu do processo, Allan Kardec, poupado pela evolução da civilização sobre a barbárie, denominou aquele fato de Auto de Fé de Barcelona e exortou aos espíritas de todo o mundo que doravante festejassem esse dia como
uma data de alegria e vitória da liberdade do pensamento. Na edição da Revista Espírita de novembro/1861 assevera em meio ao artigo: “Podem-se queimar os livros, mas não se queimam as ideias; as chamas das fogueiras as superexcitam em lugar de abafá-las. As ideias,
aliás, estão no ar, e não há Pirineus bastante altos para detê-las; e quando uma ideia é grande e generosa, ela encontra milhares de peitos prontos para aspirá-la”.
Terminada a sessão de labaredas das obras espíritas, o público ali presente, centenas de pessoas, mergulharam nas cinzas dos livros, enquanto a turba do clero se retirava sob os apupos de “abaixo a inquisição”, e retiravam restos das obras apenas parcialmente queimadas.
Kardec recebeu parte de O Livro dos Espíritos que sobrevivera ao fogo e guardou como peça de museu, uma representação ao poder da verdade ante o fogo covarde da ignorância.
Curiosamente, mas não por acaso, aquela obra que resistira em parte ao fogo, desponta nas salas do cinema nacional como a grande homenageada, 150 anos depois, com o título O Filme dos Espíritos. Sob a frase “essa obra mudou a minha vida”, O Livro dos Espíritos é o personagem principal de uma trama humana comum, igual a tantas tramas que sabemos ocorrerem mundo afora. Alguém que perdeu entes queridos levados pela morte, perdeu a direção da vida por se desviar pelo vício do álcool, sofreu demissão do emprego, sentiu-se fragilizado o suficiente para encarar a vida e pensou em matar-se. O Livro dos Espíritos apareceu em sua vida e o salvou do caos. Como se não bastasse o enredo em si mesmo, que poderia ser testemunhado por milhares de pessoas em torno do mundo, em todos os rincões nos quais as obras espíritas simplesmente salvam pessoas da loucura e do suicídio, parte da renda das exibições vão ser aplicadas à Fundação André Luiz, responsável por milhares de portadores de doenças psiquiátricas.
O Livro dos Espíritos, sobrevivente ao Auto de Fé de Barcelona, mentor intelectual e espiritual de Allan Kardec, Léon Denis, Camille Flamarion, William Crookes, Ernesto Bozzano, Chico Xavier, Divaldo Pereira Franco, Herculano Pires, Leopoldo Machado, Vianna de Carvalho, Bezerra de Menezes, entre tantos outros, é uma história de vitória do mundo espiritual que se contrapôs à cegueira.
O dia 09 de outubro é dia de comemorar. Em plena esplanada da cidade de Barcelona a insensatez foi derrotada, foi a última vez na historia da humanidade em que a inquisição intentou contra a vida e liberdade de expressão… E dessa vez perdeu. A verdade prevaleceu.
Editorial do dia 09/10/2011 do programa ANTENA ESPÍRITA

Continue lendo

Compartilhar

16.11.10 08:08

A controvertida doutrina espírita

Por: Vasco Arruda | Comentários: 1 Comentário

O que é espiritismo

Segundo o professor J. Herculano Pires, a doutrina espírita é uma realidade histórica, um corpo doutrinário existente em livros. Então, em primeiro lugar, diremos ao leitor que o espiritismo é a doutrina codificada por Allan Kardec. Além de afirmar, porém, que o espiritismo é uma realidade histórica, uma doutrina existente em livros, Herculano assegurou que ela precisa ser estudada. Em segundo lugar, portanto, afirmaremos ao leitor que o espiritismo é doutrina filosófica de bases científicas e consequências morais religiosas.
Sergio Aleixo
[Aleixo, Sergio. O que é Espiritismo. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2003, p. 23.]

Continue lendo

Compartilhar
Vasco Arruda

Vasco Arruda

Psicólogo e ex-professor de História das Religiões e Psicologia da Religião

Receba as postagens
do blog Sincronicidade

Powered by Feedburner/Google

Categorias