19.01.12 10:12
Um momento histórico para o diálogo entre as religiões e para a democracia brasileira
Este fato, este uso do direito de resposta que está acontecendo aqui, abre um capítulo novo na história da defesa dos direitos humanos, da dignidade humana no Brasil. As leis brasileiras preveem o direito à liberdade religiosa, o direito de não sofrer discriminações, agressões por motivo de convicção religiosa, e nós estamos vendo que já existem os caminhos para garantia desse direito e para punição dos que não o respeitam. De maneira que, por tudo isso, eu estou convencido de que nós estamos começando, efetivamente, um capítulo novo na história da defesa dos direitos humanos no Brasil.
Dalmo Dallari
[Fala de Dalmo Dallari no programa Diálogo das religiões-Direito de resposta. Dalmo Dallari é um dos mais renomados juristas brasileiros. Em 1996, tornou-se professor catedrático da UNESCO na cadeira de Educação para a Paz, Direitos Humanos e Democracia e Tolerância, criada na Universidade de São Paulo.]
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14.11.11 06:15
Intolerância religiosa, até quando?
Uma característica atribuída ao povo brasileiro é a tolerância religiosa. O caldeirão de culturas que formou o País teria propiciado a convivência harmônica entre os diferentes credos, ao contrário de outras nações onde violentas disputas derramam sangue inocente. Na prática, porém, a realidade é outra. Seguidores das religiões afro-brasileiras sempre conviveram com a desconfiança alheia. Nos últimos tempos, há indícios de que a situação se agravou. Somente no Rio de Janeiro, são contabilizados, por ano, quase 100 casos de agressões morais ou físicas envolvendo intolerância religiosa em relação aos praticantes de umbanda e candomblé.
Juliana Dal Piva e Michel Alecrim
[Juliana Dal Piva e Michel Alecrim. O avanço da rivalidade religiosa, p. 75. Em: Revista Isto É, 9 NOV/2011, Ano 35, Nº 2191. São Paulo: Editora Três.]
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20.12.10 15:03
Faculdade Católica de Fortaleza: Réquiem para uma Teologia engajada e plural
Gente,
a demissão recente do professor Luís Eduardo Torres Bedoya (o “Lucho”), mestre em Bíblia, pela atual diretoria da Faculdade Católica de Fortaleza me chocou profundamente. Que empobrecimento para a exegese, para a hermenêutica, para uma compreensão libertária das sagradas Escrituras! Onde vai parar este expurgo???
Sinto que não posso me omitir. Eis no anexo o que me veio à mente…
Peço que divulguem ao máximo (só se concordarem com o conteúdo, é claro), pois quem cala, consente.
Com grande pesar e muita solidariedade com o companheiro Lucho e a sua família,
Carlo Tursi
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