Sincronicidade

25.02.12 06:15

Maria, a cheia de graça

Por: Vasco Arruda | Comentários: Comente

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No seio da filha de Sião, lugar do templo e da casa de David, realiza-se em plenitude a presença de Deus com o seu povo; no seio da nova filha de Sião o Senhor estabelece o seu templo perfeito para entrar em comunhão com a humanidade. Esta presença é evocada também mediante um verbo que é aplicado a Maria, é o famoso kecharitoménê, habitualmente traduzido por “cheia de graça”, mas de valor mais complexo (entre outras coisas, o termo remete [...]

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24.02.12 06:15

A suavidade da compaixão

Por: Vasco Arruda | Comentários: Comente

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Também a suavidade da compaixão brotara para o servo do Senhor com tanta profusão e plenitude da fonte da misericórdia que ele parecia ter vísceras maternas para aliviar a miséria das pessoas miseráveis, visto que tinha também uma clemência congênita que a compaixão de Cristo, infundida copiosamente sobre ele, duplicava . E assim seu espírito se liquefazia para com os enfermos e pobres, e aos que não podia oferecer a mão, oferecia o afeto: pelo fato de que referia a [...]

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23.02.12 06:15

Quaresma de São Miguel

Por: Vasco Arruda | Comentários: Comente

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Depois que o verdadeiro amor de Cristo transformou o amante na própria imagem (cf. 2Cor 3,18), tendo completado o número de quarenta dias, de acordo com o que decretara, sobrevindo também a solenidade do Arcanjo Miguel, Francisco, o homem angélico, desceu do monte, trazendo consigo a imagem do Crucificado, não esculpida em tábuas de pedra ou de madeira pela mão de um artífice, mas desenhada nos membros de carne pelo dedo do Deus (cf. Mt 17,9; Ex 31,18) vivo. E [...]

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22.02.12 06:15

Ato de confiança em Deus

Por: Vasco Arruda | Comentários: Comente

São Cláudio de la Colombière

Meu Deus, estou tão persuadido de que velais pelos que em Vós confiam, e que nada pode faltar a quem de Vós tudo espera, que determinei viver para o futuro sem preocupação alguma, e descarregar em Vós o peso dos meus cuidados. Eu ao mesmo tempo dormirei em paz, porque Vós, Senhor, me constituístes na esperança. Podem os homens despojar-me dos bens e da honra, podem as doenças privar-me das forças e dos meios para Vos servir, posso até perder [...]

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05.02.12 07:54

Então lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mt 16,15)

Por: Vasco Arruda | Comentários: Comente

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Há um aspecto da meditação que a experiência nos torna muito familiar. É um aspecto que se acha profundamente inserido na tradição cristã. O cristão sabe que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. E, como ele mesmo nos disse, veio para dar-nos a sua paz e deixar-nos a paz. São Lucas começa seu evangelho dizendo que Cristo veio para “guiar nossos passos no caminho da paz” (Lc 1,79). A paz cristã é algo único e só podemos encontrá-la em Cristo.
É como São Paulo diz na Epístola aos Romanos: “Estamos em paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5,1). A meditação é o nosso caminho para a paz de Cristo porque ele habita em nosso coração e, na meditação, procuramo-lo em nosso coração porque “ele é a nossa paz” (Ef 2,14). Em sua epístola aos efésios Paulo fala que Cristo eliminou todas as barreiras, simbolizadas pela parede divisória no Templo, que separava o pátio exterior do interior, a realidade exterior da interior. Em Cristo a realidade volta a ser una.
A meditação faz exatamente isto em nossas vidas. Ela derruba todas as barreiras erguidas dentro de nós, entre nossa vida exterior e interior, e põe em harmonia tudo o que há em nós. A paz de Cristo, que supera todo entendimento, toda análise, surge desta unidade. A opção proposta por Paulo, o desafio em Paulo, reside em viver de acordo com o Espírito, que cria esta unidade. Em outras palavras, somos convidados a viver desta plenitude de poder que existe no coração de cada um de nós; mas isto só acontecerá se nos voltarmos para ele e nos abrirmos a ele.
John Main
[Main, John. O momento de Cristo: a trilha da meditação. 3ª. ed., 2004. Tradução I.F.L. Ferreira. – São Paulo: Paulus, 1992, p. 43. – (Coleção meditações).]

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04.02.12 18:00

Mistérios de uma devoção

Por: Vasco Arruda | Comentários: Comente

Virgem Maria

Oh! Meu Deus! Quão insignificante é aquilo que fazemos! Coloquemo-lo, pois, nas mãos de Maria através dessa devoção. Quando nos tivermos oferecido a Ela, em verdade, até o ponto em que seja possível entregar-se-lhe, despojando-nos de tudo para Lhe agradar, Ela tornar-se-á depois infinitamente mais generosa para conosco: por um ovo dar-nos-á uma galinha.
São Luís Maria Grignion de Montfort
[São Luís Maria Grignion de Montfort. O Segredo de Maria. 1ª. ed. – Lorena: Cléofas, 20101, p. 53.]

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01.02.12 06:15

O Sagrado se manifesta conforme é reverenciado

Por: Vasco Arruda | Comentários: Comente

Às vezes, o retardamento em atender às preces é uma prova a que Deus nos submete. Mas Ele afinal se apresenta, assumindo a forma adorada pelo devoto persistente. Um cristão devoto contempla Jesus; um hindu vê Krishna ou a deusa Káli; ou então, uma Luz que se expande, se a adoração assume forma impessoal.
Paramahansa Yogananda
[Yogananda, Paramahansa. Autobiografia de um Iogue. Tradução de Adelaide Petters Lessa. – São Paulo: Summus, 1981, p. 204.]

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Vasco Arruda

Vasco Arruda

Psicólogo e ex-professor de História das Religiões e Psicologia da Religião

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