Fórum discute estratégias para a manutenção de empresas familiares no mercado

Realizado pelo Sistema Fecomércio-CE, em parceria com a empresa de consultoria Furtado Pragmácio Advogados, o evento acontece nesta quarta, 16, e está com inscrições abertas


Foto: Divulgação

Será nesta quarta, 16, a partir das 8 horas, o Fórum da Sucessão da Empresa Familiar, parceria entre o sistema Fercomércio-CE e a empresa de consultoria Furtado Pragmácio Advogados. O evento, a ser realizado na sede Fercomécio-CE, na Aldeota, tem como objetivo orientar empresários, sucessores de empresas familiares, executivos, advogados e consultores sobre questões administrativas, jurídicas e sociais que se relacionam direta e indiretamente a empresas familiares – núcleo de negócios em que o poder de controle está nas mãos de uma família e no qual não há um grande número de sócios. As inscrições podem ser feitas pelo https://goo.gl/forms/BfhZ3YknCSNWVvw52.

“A figura do sucessor e do herdeiro não necessariamente são as mesmas. Além disso, dados apontam que empresas que chegam à segunda geração e à terceira gerações têm suas permanências no mercado em estado de vulnerabilidade”, aponta João Rafael Furtado. Palestrante do Fórum, o jurista pondera que, de cada 100 empresas familiares, somente 30% sobrevivem a duas gerações e reforça que, para reverter essa estatística, é preciso investir em renovação de produtos, serviços e modelo de negócio e realizar um planejamento sucessório adequado, que envolve questões jurídicas, sociais e pessoais.”

Furtado, também doutor em Direito Comercial, fala que o evento espera reunir empresários e demais pessoas envolvidas com empresas familiares para realizar um momento proveitoso para o segmento, inclusive com a participação de consultores da área administrativa.

Desafios

Segundo Furtado, diversos problemas começam a surgir quando se pensa na sucessão de uma empresa e, com esse momento, é levantada uma série de questionamentos. Para ele, o grande desafio da manutenção de empresas familiares é identificar as vulnerabilidades da área, que envolvem, por exemplo, diz o jurista, falta de profissionalismo e de habilidade para lidar com o grau de emoção na gestão. “Concentrar atividades em algum herdeiro com que se tenha afinidade é uma das falhas que ocorrem. É preciso saber dividir tarefas entre os herdeiros.”

Furtado diz ainda que os perfis das gerações X e Z possuem características distintas das anteriores, como imediatismo no consumo da comunicação, que traz desvantagens para a gestão de empresas familiares. “É bastante comum que pessoas dessas gerações não tenham, por exemplo, paciência para conhecer a fundo e o processo de profissionalização para cuidar de uma empresa. E ele não é superficial. Então, a superficialidade do conhecimento e dos processos de comunicação acaba por prejudicar a administração de empresas familiares”, finaliza.

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