Militão, autor da macabra morte de 6 portugueses, em Fortaleza, vai publicar livro

No dia 12 de Agosto de 2001 seis empresários portugueses desembarcaram em Fortaleza, Brasil, com a promessa de umas férias de sonho e de oportunidades de negócio. Mal sabiam que tinham sido atraídos pelo amigo de um deles, Luís Militão, para uma morte macabra. Os seus corpos foram descobertos enterrados num bar/boite da Praia do Futuro, alguns tinham sido enterrados vivos. Militão acabou detido doze dias depois. Cumpre 150 anos de prisão, dos quais cumpriu nove.
Luís Militão, que agiu com quatro cúmplices, que iam assassinando os seis portugueses à medida que o dinheiro era levantado das suas contas bancárias (num total de 30 mil euros, cerca de 80 mil reais) continua preso e vai publicar livro contando essa barbaridade.
Ele decidiu ganhar dinheiro à custa desses crimes horrosos contando a história num livro que se vai chamar ‘Morrer na Praia do Futuro – A Verdade de Luís Miguel Militão sobre o Caso de Fortaleza’. A publicação desse livro acaba por apanhar todos de surpresa.
A manifestação da Comunidade Portuguesa em Fortaleza é de horror e também surpresa. Ninguém quer voltar a ouvir nada desse terrivel e cruel  crime que abalou profundamente a todos os portugueses que aqui vivem.
Também em Portugal as manifestações são de lamento.
A revolta com este livro estende-se por Portugal inteiro, mas em especial na Região Centro e entre as famílias,dos covardemente assassinados. ‘Depois de os matar ainda quer ganhar dinheiro à conta deles? Era cortar-lhe o pescoço!’, reage Neves Silva, sogra de mais uma das vítimas de Militão, ao ser confrontada com a publicação do livro. Quase nove anos após o crime, na aldeia de Parcerias, Ourém, onde residia o empresário, todos reagem com muita emoção e revolta. ‘Ele devia era ser massacrado e abatido’.
A forma bárbara como os seis empresários foram atraídos para a morte, executados, enterrados ainda vivos e cobertos com uma lage em cimento – junto a um bar/boîte na Praia do Futuro – deixou Portugal chocado.
(Leia mais sobre o livro e os antecedentes na edição de hoje – 3 de março – do jornal O POVO impresso ou on line.)Militão 1

Graciano Coutinho - Jornalista

Sobre Graciano Coutinho - Jornalista

A comunicação é a arma mais poderosa do nosso tempo, formando um triangulo ideal-mental, em cujo ápice se encontram os três veículos principais da informação, da mensagem e da mobilização de massas: o Jornal, a Rádio e a Televisão. Na base, o Livro, o Cinema e o Teatro, estes três últimos, porém, com muito menor raio de ação e com reflexos não instantâneos na massa amorfa das multidões, sobre cuja sensibilidade atua mais com o “imediato” da noticia e da informação, que o complexo elaborado dos outros instrumentos intelectuais de expressão e de comunicação.
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Essas considerações, de caráter filosófico, aliás, primário, vêm a propósito de um português que se tem destacado na Colônia e nos meios luso-brasileiros por uma atividade constante no jornalismo, na radiofonia e com incidência também na televisão, sempre dando caráter construtivo à sua missão de critica não apaixonada, de informação correta, na ação não divisionária, pois seu objetivo profissional tem o duplo sentido de INFORMAR e de UNIR. Graciano Coutinho, tem sido, assim, um elemento de fraternização e integração, pela inteligência, pela sinceridade e, sobretudo, pela veracidade com que informa e serve aos interesses e ideais da Comunidade Portuguesa e da Família Luso-Brasileira. Muitos e bons têm sido os serviços que presta à Comunidade, sem empáfia e sem carisma de nenhuma espécie. Entra por tudo isso neste friso de pedreiros-intelectuais, dedicados à construção de nossa Comunidade de língua Portuguesa.
Graciano Coutinho nasceu em Rocas do Vouga, Concelho de Sever do Vouga, Distrito de Aveiro, filho de Maria Antonia Coutinho. É Jornalista profissional.
Desde que chegou ao Brasil, em 9 de maio de l959, teve sempre participação ativa no meio jornalistico, social e associativo.

8 thoughts on “Militão, autor da macabra morte de 6 portugueses, em Fortaleza, vai publicar livro

  1. REALMENTE NOS OS PORTUGUESES ESPERAMOS QUE A LEI SEJA FEITA AINDA PORTUGAL ESTA DE LUTO, JA FIZERA 10 ANOS QUE TUDO ISSO ACONTECEU PODE PASSAR MAIS DEZ ANOS QUE PORTUGAL NUNCA MAIS VAI ESQUECER DO MASACRE QUE OS BRASILEIRO FIZERAM. REALMENTE ESPERO QUE A LEI SEJA FEITO. OS ASSASINOS QUE CAUSAREM A MORTE DE 6 PORTUGUESES DEVERIAM DE SER MORTOS DA MESMA MANEIRA QUE OS PORTUGUESE FORAM MORTOS.
    NOEL MONIZ
    PS de Graciano Coutinho: “O leitor Noel Moniz está completamente equivocado. O assassino e mandante do barbaro crime é portugues e está detido no Brasil.”

  2. É , de fato o senhor Noel Moniz está equivocado, pois quem planejou foi o próprio patrício Militçao que ainda por cima, se não bastasse a barbaridade que cometeu, agora quer lucrar à custa de sua própria torpeza. Esse cara é nojento, abjeto, vil. Não é possível que as autoridades constituídas do Brasil e os diplomatas não tomem qualquer providência a fim de impedir essa publicação imoral.
    Antonio Carlos C. de Macedo.

  3. Eu odeio a policia desse pais se realmente quizece saber os assasino, faziao e tudo. Se eu foce policial eu saberia o que fazer pra ele entrga os compaça,eu ia cortando dedo por dedo ate que ele me entregace o resto, e fazia poir do que eles fizeram. E nao concordo do assasino escrever um livro do que fez. E o pior eu morro erto do um dos assasino e nao sabia fiquei sabendo hj e me revoltei, marquinho tijolada, ele foi um dos assasino. Se a justiça prestace nao teria tanto bandido solto, aqui derevia existe pena de morte fez tinha que pagar.

  4. Sr. Noel Moniz, O Sr esta equivocado, enganado e mal informado assim como TODOS os portugueses que estao em Portugal, aqui no Canada, la nos Estados Unidos e no resto do mundo. Estou farta de ouvir os portugueses gritarem no meu ouvido que o Brasileiro matou os 6 empresarios portugueses em Fortaleza. . . Sr Moniz; QUEM MATOU OS 6 EMPRESARIOS — FOI O PORTUGUES LUIS MILITAO — e agora vai publicar o livro: MORRER NA PRAIA DO FUTURO, ainda vai ganhar dinheiro em cima disso e os milhoes de portugueses espalhados no mundo irao sentir curiosidade E IRAO COMPRAR O LIVRO E SSIM ESTARAO CONTRIBUINDO $$$$$$$$ A ESTE ASSASSINO TAO CRUEL. Por favor, QUE HAJA PENA DE MORTE NO BRASIL. ESTE TAL LUIS MILITAO BARBARO ASSASSINO DEVERIA MORRER .

  5. morrer è pouco porque nada sofria era arrancar as unhas depois os dedos os dentes a rola e depois os olhos e tb a lingua e assim deixa-lo viver

  6. Concordo perfeitamente com o comentario do Fernando, ele tem toda a razão, e era o que deveria ser feito nessa altura, e ca nada de prisões.
    Mas que justiça de merda, ainda por cima deixaram-lhe publicar um livro. Mas o zé-povinho é culpado disso, ninguém deveria comprar esse livro!!

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