Mário Soares afirma que Cavaco Silva não está consciente da crise e “Por muito menos que isto foi morto o rei D. Carlos”

Mario Soares2Muita vaidade pessoal, mas sobretudo aparencia de dequilibrio mental, o ex presidente Mario Soares continua na midia e como sempre agitador. Tem feito tudo para aparecer… um verdadeiro absurdo, agora rangendo de ódio ao Governo de Passos Coelho, que retirou alguns milhões à “Fundação Mario Soares” e ao Presidente Cavaco Silva

São muitas dezenas de episódios recentes, com apelos a Otelo de Carvalho e a outros ex-capitães do 25 de abril e tentativas de agitação junto aos militares, provocações insipidas e constantes. Manifestos sem parar contra o Governo. Um verdadeiro terroristas em palavras. Felizmente ninguém o leva a sério ou lhe dá qualquer importancia. Para a imprensa portuguesa é uma colher cheia ou, como se diz no Brasil: melado para se lambusar…

Quem tem o habito de ler as babuzeiras de Soares observa que ele provoca e quer guerrilha. Já o demonstrou muitas vezes. Ele é o único inteligente, só ele sabe o que é politica. Todos os outros, de Portugal e dos outros países da Europa, não percebem nada. Diz isso assiduamente.

Mario Soares tartarugaHoje Soares está de novo nas páginas dos jornais portugueses, agora para dizer, como já foi feito por Socrates, de que Portugal não deve pagar a divida e deve ser caloteiro, envergonhando os portugueses.

 ”Quando não há dinheiro não se paga. – diz Soares - Foi o que se passou com a Argentina, entre outros países, e nem por isso o povo ficou pior. Ora as dívidas que temos são tantas (e os juros tão altos) que creio que não poderemos pagar. Mas, se soubermos dizer que não pagamos, é óbvio que os portugueses darão um suspiro de alívio. A pobreza começa a desaparecer bem como o desemprego. É preciso é não termos medo de o dizer, com coragem e altivez.

 Três meses depois de uma grave doença que o obrigou a um internamento hospitalar – “estive à morte”, afirma nesta entrevista -, Mário Soares volta à primeira linha da oposição ao governo. É profundamente crítico de Cavaco Silva, sobre quem afirma não ter consciência da crise que se vive no país: “O Presidente Cavaco Silva devia lembrar-se da história do século xx. Por muito menos foi morto D. Carlos.”

Depois da doença, Soares fez as pazes com Manuel Alegreque era seu arqui-inimigo e “pôs uma pedra sobre o passado”. Agora falam praticamente todos os dias ao telefone.

E discorda plenamente do seu proprio PS, que quer que Portugal honre os compromissos internacionais. “É verdade. A cumprir aquilo com que o PS, no tempo de Sócrates, se comprometeu, o que não tem nada a ver com a subserviência com que o actual governo se comportou desde que assumiu o poder. A troika hoje funciona como se fosse dona de Portugal e nos quisesse arruinar como estado-nação, o que é inadmissível para um estado que, como sabe, é o mais velho da Europa…”

Sobre a crise na Europa e no Mundo, Soares, mais uma vez,  diz que dirigentes são “incapazes” e que é necessário ”acabar com a austeridade e pôr os mercados usurários a obedecer aos estados, como sempre aconteceu antes da crise, é condição sine qua non para salvar o euro e a própria União Europeia. Penso que a Europa não pode autodestruir-se e que os seus dirigentes, apesar de incapazes, hão-de um dia ter bom senso e perceber o poço em que estão a cair.”

Perguntas e respostas

A Espanha está em crise, a Itália em crise económica e política, a Grécia à beira do caos. Não existem hoje, na prática, duas Europas – a dos pobres e a dos ricos?

“Não creio. Sempre vi a Europa como um conjunto de estados solidários entre si e em igualdade. A Grécia não está à beira do caos, pelo contrário: depois de receber o dinheiro indispensável para so-breviver, pediu uma indemnização à Alemanha, que lhe é devida desde a Segunda Guerra Mundial. Não há duas Europas, há só uma: a da zona euro. A pobreza e a riqueza variam constantemente. Exemplo: a Alemanha, como era previsível, começa a estar em maus lençóis. Os estados não se avaliam pelo dinheiro que têm, mas sim pela sua história e pela sua gente. Nesse sentido, Portugal não pode ser considerado um país pobre, bem pelo contrário.”

O senhor doutor defende há muito a demissão deste governo. Mas não defende eleições. No nosso sistema político, como é que isso se poderia resolver?

Claro que é um governo sem ideias nem convicções, que faz só o que a troika lhe manda. É um governo moribundo, que paralisa o país e ainda não compreendeu que está a morrer, é odiado pela esmagadora maioria dos portugueses – por isso os ministros são vaiados quando surgem em público, fogem sempre – e não tem vergonha nem um mínimo de dignidade. É verdade que não defendo eleições porque no estado actual só virão complicar e não resolverão nada. Tudo depende, como se diz, do Presidente da República, que fala o menos possível e parece que julga que não há crise. Mas mais cedo ou mais tarde tem de assumir as suas responsabilidades. Veremos como.

O Presidente da República devia chamar PSD, CDS e PS e pedir-lhes um acordo para apoiar um novo governo?

Agora é tarde. Devia ter pensado nisso quando o governo injuriou e tentou humilhar o PS, de todas as maneiras. Até que o líder do PS, António José Seguro, gritou: basta de humilhações! E disse – e bem, quanto a mim – que este governo está morto e tem de se ir embora antes de uma fatalidade. O Presidente Cavaco Silva devia lembrar-se da história do século xx. Por muito menos que isto foi morto D. Carlos, que aliás era um bon vivant e chamava ao seu país a “piolheira”… Quanto à posição do CDS – atenção! -, não pode continuar a dar uma no cravo e outra na ferradura. A continuar assim, o CDS tende a desaparecer.

E quem poderia ser o primeiro-ministro de um governo apoiado por este parlamento?

É uma pergunta a que não posso nem devo responder. Só o Presidente Cavaco Silva lhe poderá responder, se souber…

E quem poderia ser o primeiro-ministro de um governo apoiado por este parlamento?

É uma pergunta a que não posso nem devo responder. Só o Presidente Cavaco Silva lhe poderá responder, se souber…

Mas acredita que o Presidente da República alguma vez demitirá este governo? Ele praticamente já disse que nunca o fará.

Se diz, é natural que cumpra. A menos que os factos imperativos o obriguem a mudar de posição. Como disse Sócrates – e bem -, este governo tornou-se um governo de iniciativa presidencial, o que representa para o Presidente da República uma enorme responsabilidade.

Pensa que o governo cairá por ruptura da coligação ou demissão do primeiro-ministro?

Acho que chegará um momento em que qualquer das hipóteses da sua pergunta pode ocorrer…

O PS defende que existam eleições já.

Não creio, neste momento, que seja oportuno fazê-lo. Quanto a coragem, acho que não falta ao líder do PS, António José Seguro. Mas além do líder é importante ouvir o partido no seu conjunto.

Mas se ganhasse as eleições acredita que o PS teria coragem de romper com a troika nos moldes que o senhor defende?

Quanto a romper com a troika, além de Seguro ser um patriota, é evidente que terá de o fazer, mais cedo ou mais tarde… A troika é o maior inimigo de Portugal e quem manda na troika são os mercados usurários.

Foi crítico do regresso de Sócrates à ribalta política. Mas depois acabou por aplaudir. Sócrates não virá fazer sombra a Seguro?

É verdade o que diz. Mas quando o ouvi – com a clareza e a inteligência com que o fez – dei o braço a torcer. Aliás, escrevi um artigo sobre isso. Acho que, como se tem visto, não é essa a intenção de Sócrates. Aprendeu muito nos dois anos que passou em Paris. É hoje um outro homem, muito mais culto e ponderado do que era. Não é sua intenção fazer sombra a Seguro nem, como disse, ser primeiro-ministro ou Presidente. Quer continuar em Paris, com os filhos, porque sabe muito bem que atrás de tempo tempo vem…

Recentemente, o senhor doutor veio defender que tudo devia ser feito para preservar as boas relações entre Portugal e Angola. É indispensável Portugal virar-se hoje para os países africanos de expressão portuguesa?

É verdade. É o que penso. Angola é um país irmão, onde trabalham mais de 100 mil portugueses. A guerra civil passou. Os tempos mudaram. Sinto, como patriota português, que devemos trabalhar com o governo, na medida do possível, porque Angola é um dos mais importantes estados africanos, sem esquecer Moçambique. Quanto a Angola, a guerra civil passou e o governo está a evoluir. Precisamos de o ajudar, se o entenderem assim. Estive ligado, como se sabe, à descolonização de Angola, de Moçambique e de todos os países africanos de língua portuguesa. Lutei pela paz em Angola, não por Savimbi ou por Agostinho Neto ou por José Eduardo dos Santos. Mas nunca tomei partido por um lado ou por outro, ao contrário do que alguns colonialistas quiseram acreditar. Honro-me de ser anticolonialista desde muito antes do 25 de Abril e sempre depois de Abril. Mas em guerra civil não podia – nem devia – tomar partido por nenhuma das partes. A CPLP não é a Commonwealth portuguesa, é muito diferente da inglesa. Veja-se que o Brasil, com muita honra, faz parte da CPLP e Londres nunca quis a América na Commonwealth…

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Graciano Coutinho - Jornalista

Sobre Graciano Coutinho - Jornalista

A comunicação é a arma mais poderosa do nosso tempo, formando um triangulo ideal-mental, em cujo ápice se encontram os três veículos principais da informação, da mensagem e da mobilização de massas: o Jornal, a Rádio e a Televisão. Na base, o Livro, o Cinema e o Teatro, estes três últimos, porém, com muito menor raio de ação e com reflexos não instantâneos na massa amorfa das multidões, sobre cuja sensibilidade atua mais com o “imediato” da noticia e da informação, que o complexo elaborado dos outros instrumentos intelectuais de expressão e de comunicação. ................................................ Essas considerações, de caráter filosófico, aliás, primário, vêm a propósito de um português que se tem destacado na Colônia e nos meios luso-brasileiros por uma atividade constante no jornalismo, na radiofonia e com incidência também na televisão, sempre dando caráter construtivo à sua missão de critica não apaixonada, de informação correta, na ação não divisionária, pois seu objetivo profissional tem o duplo sentido de INFORMAR e de UNIR. Graciano Coutinho, tem sido, assim, um elemento de fraternização e integração, pela inteligência, pela sinceridade e, sobretudo, pela veracidade com que informa e serve aos interesses e ideais da Comunidade Portuguesa e da Família Luso-Brasileira. Muitos e bons têm sido os serviços que presta à Comunidade, sem empáfia e sem carisma de nenhuma espécie. Entra por tudo isso neste friso de pedreiros-intelectuais, dedicados à construção de nossa Comunidade de língua Portuguesa. Graciano Coutinho nasceu em Rocas do Vouga, Concelho de Sever do Vouga, Distrito de Aveiro, filho de Maria Antonia Coutinho. É Jornalista profissional. Desde que chegou ao Brasil, em 9 de maio de l959, teve sempre participação ativa no meio jornalistico, social e associativo.

Um comentário sobre “Mário Soares afirma que Cavaco Silva não está consciente da crise e “Por muito menos que isto foi morto o rei D. Carlos”

  1. Sr. Graciano Coutinho
    Ja’ que o senhor nao simpatiza com esse canalha, como nao simpatizo eu, por favor abstenha-se de publicar materias como essa. Os admiradores dessa odiosa figura podem ler noticias sobre a mesma nos jornais portugueses on line.
    Visto que este é um blog em principio destinado a portugueses e lusobrasileiros residentes no Ceara’ proponho que sejam abordados assuntos que envolvem mais diretamente a comunidade portuguesa residente neste estado.
    Cordiais saudaçoes
    Ricardo Martins Soares

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