Portugal sem passaporte

02.02.12 09:43

A Vacas da Madre Superiora (ou a a hipotética loucura de Portugal vir a ser administrado de fora da fronteira…)

Por: Graciano Coutinho - Jornalista | Comentários: 1 Comentário

Contar piadas, anedotas, chistes, causos e casos, estórias do arco da velha!… e da nova literatura é uma arte. – Escrevê-las é um trabalho que exige criatividade. Exige concentração no meio em que se desenvolve a ação, o enredo é fundamental mas não se deve deixar enredar o tema numa descrição complexa da ação e/ou do desfecho final, como objectivo redundante.

O riso é algo natural que deve nascer de dentro da alma… rir à toa é doidice,… rir forçadamente é sacrifício ou simples conveniência. Rir com vontade é saudável… faz bem ao ego, aquece o espirito e predispõe a uma vida melhor a cada novo dia.  

Muitas vezes esse desfecho depende da inteligência interpretativa do leitor, do ouvinte, do espectador e não da essência da situação em si.  

Desde há muitos anos a esta parte nós escrevemos sob um esteriotipo assentado no caricato da situação por mais sério que o tema possa parecer, há sempre um acto falho porque ninguém é perfeito e, na língua Portuguesa, como também nas demais línguas que conhecemos, ainda que de leve, há sempre “pano para mangas”!… quais mangas? …e qual pano?

Na interpretação simples, podemos fazer daqui deste provérbio várias derivações… mangas são as partes da roupa que cobrem os braços e isto é associado ao pano.

Todavia temos mangas de camisa, mangas de casaco, mangas de eixo, mangas de capote! e… por falar em “mangas de capote” me vem à lembrança o prato mais comum servido nas refeições do exército no início do século vinte, quando o Governo da Répública Portuguesa mobilizou e deslocou vários contingentes militares para as Ilhas,  numa clara intenção de levar para lá o Governo de Lisboa, caso a invasão Alemã se concretizasse com o apoio e condescendência dos nossos sempre apoiantes “muy amigos hermanos Ibéricos”… (ai que saudades do meu Tio Mário que Deus já lá tem… quando ele me contava as “estórias” dele durante dois anos que ficou nos Açores a comer “mangas de capote”!… aquele macarrão largo estriado que se servia com pedaços de carne para suprir as calorias e proteínas pedidas pelo corpo em constante treinamento e desgaste físico!).

É famosa a frase do General Inglês ao analizar o estado físico das tropas Portuguesas durante a sua visita ao “front”… estes homens precisam de mais calorias!… ao que o nosso General respondeu de imediato!— Eles precisam é de muitas quilorias general; quilorias de batatas, de feijão, “irbanços”!…  muitas quilorias isso sim, é o que precisavam as tropas e o povo de hoje e sempre!

Naquela Europa dos anos 30 antecedentes à grande Guerra que mudou o Mundo pelas décadas seguintes, e precedente da nossa desastrosa ainda que honrosa participação da Primeira Grande Guerra Mundial (1914 – 1918) alguém teve a inteligência suficiente para continuar a governar Portugal de Lisboa e para todos os Portugueses, incluindo os Portugueses de Além-Mar.

- A ver vamos se neste momento cruciante da Grande Guerra Financeira que aí está!… haverá coragem para mobilizar Portugueses suficientes para travar o avanço da invasão estrangeira aos nossos recônditos fundos de colchão onde ainda restam alguns poucos… muito poucos, valores patrimoniais para resistir à crise!

É isso o que nos estão a fazer!… Só que o Conde Andeiro de hoje não vive em Lisboa e sim em “Bruxo Elas”…

O Povo de Portugal, na sua maioria produtiva não vive na “santa terrinha” mas sim na estranja… e isso são valores que os governantes não evitaram, antes pelo contrário incentivaram ao longo destes quase 38 anos de política e políticos desenfreados, feitos autênticos cavalos com o freio nos dentes, eles avançaram em “passo de corrida” na direção do mar sim!… mas não para navegar para as Ilhas e sim para afundar o Estado num mar de dívidas que ninguém quer e não tem como pagar!… mas, voltemos ao tema desta crônica: porque escrevemos o que escrevemos?!

Qualquer palavra ou verbete composto e mais ou menos seja aqui profundamente elaborado, nos serve de base para o cenário da hipotética construção de um momento de diversão em substituição ao conhecimento técnico-científico-filológico da obra em si mesma.

Tenho em compêndio (rascunho virtual) inúmeras situações descritas, umas mais elaboradamente descritas em várias páginas que se pretendem prender o leitor ou espectador ao efeito final, e outras na sua maioria são mais simples!

- Estas teem efeito imediato.   

 - Para amenizar este depoimento mais ou menos hilariante para a hipotética partida do poder em direção às Ilhas em busca de um Porto Santo (não corrompido nem infestado de novas mentalidades Pan Europeistas) em contraste com as águas turbulentas que nos chegam de lá do Mar do Norte Europeu momentaneamente desnorteadas e misturadas pelos detritos do “lixo” financeiro agora tão em moda global, nós  deixamos-vos hoje uma simples despedida da Velha Madre, que bem poderia ser uma Nova Maria da Fonte!

História da Madre Superiora…
 
A Madre Superiora, já velha, com cerca de 98 anos,… quase sem!… estava a morrer no seu leito do convento.
As irmãs do convento, todas chorosas em torno dela, ali se reuniram tentando confortá-la sua derradeira viagem que, como sabemos é inexorável ao ser humano por mais desumano que ele tenha sido em vida.
Tentaram dar-lhe leite morno, mas não quis!…

Uma irmã estava amornando um copo de leite (em banho Maria… até hoje não entendemos porque se chama Banho Maria se a Freira tinha um nome diferente, hein, hein!?…)  e lembrando-se ela de uma garrafa de wisky que lhes tinham dado como presente para o Natal, ela deitou um cheirinho generoso no leite.

(depois que conhecemos esta história nunca mais dispensamos um bom cafezinho com um “cheirinho” bem generoso!… pode ser ukisco pode ser um Ko nhac, pode até ser uma augardente do alambique do Ti Africano que havia lá na ‘nha terra, carago!).

A Freira voltou para junto da cama da sua Madre Superiora e ela levou o copo à boca.
A Superior tomou um gole,… depois outro, e mais outro.

-Antes das irmãs perceberem, a Madre Superiora já tinha
acabado de beber o leite até à última gota!…
 As irmãs imploraram:
- Madre Superiora!!!, dá-nos alguns conselhos, uma última palavra de sabedoria antes de morrer…
Com pouca força, a Madre Superiora sentou-se um pouco e disse:
- Não vendereis a vaca  NUNCA!!!…

- Silvino Potêncio/Emigrante Transmontano em Natal (Brasil)

formado em “rábulas” pela faculdade hilariante da diáspora transmontana.

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Silvino Potencio 02.02.12 | 11:04

De: Silvino Potencio

Na verdade esta crônica (como quase todas as outras que temos publicado) foi escrita com base na máxima que não aparece aqui neste texto adaptado pelo Amigo Graciano Coutinho.
Repassamos a referida maxima que leva o leitor ao cenário da pretensa critica aqui embutida.
“O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós “(Jean-Paul Sartre)
Abraço!
S.Potencio

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Graciano Coutinho - Jornalista

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