05.03.10 23:30
Tasso nega Ciro votando em Serra
Sobre assunto comentado aqui mais cedo (leia aqui), o senador Tasso Jereissati (PSDB) confirmou, nesta sexta-feira, que, em encontro da última quinta-feira com o deputado Ciro Gomes (PSB), na inauguração do novo centro administrativo do governo mineiro, que o amigo do PSB comentou sobre a especulação de o tucano ser vice do governador José Serra (PSDB) na corrida presidencial. Ciro disse: “Não é possível que você vá me obrigar a votar no Serra!”. Aos jornalistas, Tasso respondeu: “O Ciro tem brincadeira besta, mas ele não vota no Serra, não”.
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27.02.10 17:38
Dilma Rousseff (PT) cresceu cinco pontos percentuais na última pesquisa Datafolha, divulgada na edição da Folha de S. Paulo deste domingo, que já está à venda. Ela aparece com 28% das intenções de voto para a Presidência da República. Em dezembro, ela tinha 23%.
Já José Serra (PSDB) caiu os mesmos cinco pontos, de 37% para 32%.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Leia mais aqui.
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26.01.10 12:28
A senadora goiana Lúcia Vânia (PSDB) defende que, caso o governador Aécio Neves não aceite o posto, o senador Tasso Jereissati seja o candidato a vice na chapa de José Serra.
É o que informou a coluna Fio Direto, do jornal Diário da Manhã, de Goiás.
Serra e Tasso já disputaram para definir quem seria o candidato do PSDB, em 2002.
Deu Serra e Tasso, naquela eleição, apoiou o amigo Ciro Gomes.
Agora, os tucanos querem Tasso candidato ao Governo do Estado.
Ele não quer. Prefere a reeleição no Senado.
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19.01.10 16:37
Dilma diz que oposição quer acabar com o PAC
O presidente Lula, com Dilma Rousseff de carona, está hoje em Minas Gerais.
A visita é estratégica. A primeira desde a desistência do governador mineiro, Aécio Neves (PSDB), de entrar na campanha.
E, pela primeira vez desde que virou governador, Aécio não compareceu a uma visita de Lula ao Estado. Estranhíssimo. Seria para não desagradar o agora único pré-candidato tucano, José Serra.
Seja como for, a visita, pelo contexto, virou campanha em estado puro.
E Dilma, pelo que informa o portal G1, fez discurso de candidata.
“O próprio presidente do partido de oposição disse que acabaria com o PAC como uma das medidas que seriam tomadas, porque o PAC não existe. O que é muito grave, porque nós estamos aqui inaugurando uma obra concreta e essa é uma questão que nós não podemos deixar”, afirmou.
28.12.09 12:37
Laudo confirma erro de execução em obra do Rodoanel
Da Folha de S. Paulo (só para assinante Folha ou UOL) desta segunda-feira:
“Em laudo a ser divulgado hoje, o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) conclui que um erro de execução na obra tocada pelas empreiteiras OAS, Mendes Jr. e Carioca Engenharia provocou a queda de três vigas do trecho sul do Rodoanel, em Embu, no dia 13 de novembro. O acidente deixou três pessoas feridas, além de destruir dois carros e um caminhão. Segundo o IPT, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, não houve falha de projeto. O governo paulista decidiu contratar o IPT para participar de todas as provas de carga nas obras de arte (itens como pontes e viadutos, no jargão da construção civil) prontas no trecho sul do Rodoanel.”
27.11.09 20:38
Ainda durante a palestra no CIC, José Serra (PSDB) disse que sua única vinculação com a área de saúde antes de assumir o ministério no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) era “a fama, injusta, cultivada por gente como o Tasso (Jereissati), que espalha isso, de que eu era hipocondríaco”.
O senador cearense, ao lado dele na mesa, retrucou um pouco mais tarde. Lembrou viagem que fez aos Estados Unidos ao lado de Serra, anos atrás. E relatou que, ao contrário daqueles que entram nas lojas estadunidenses a procura de aparelhos tecnológicos, roupas ou afins, o governador paulista tinha outros interesses: “Serra entrava na farmácia e perguntava pelos últimos lançamentos”. E completou: “É injustiça que o ministro é hipocondríaco”.
O governador paulista, porém, justificou-se: disse que era premonição de que se tornaria, um dia, ministro da Saúde.
27.11.09 20:17
Serra estranha metrô que não anda
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), durante palestra em Fortaleza, no Centro Industrial do Ceará (CIC), lembrou da viagem que fez ao Japão, com Tasso Jereissati (PSDB), para tratar do financiamento para o Metrofor.
“Não sei em que pé está. Se já está circulando”.
Risos, muitos risos.
Serra prosseguiu: “Não fiz nenhuma ironia. Não está circulando?”
E completou, resignado: “Já faz 15 anos”.
Ao seu lado na mesa, Tasso Jereissati, Beni Veras (ambos do PSDB) e Lúcio Alcântara (PR), os três últimos governadores do Ceará.
Que administraram o Ceará durante 12 dos 15 anos aos quais Serra fez referência.
28.10.09 12:10
Cid Gomes: "Tasso é o maior político cearense vivo"
Trechos da entrevista do governador Cid Gomes (PSB) à revista Carta Capital.
“Essa disputa de poder entre o PT e o PSDB a partir de São Paulo tem feito muito mal ao Brasil. O PSDB de outros locais é bem menos radical nessa linha de polarizar com o PT e vice-versa. O PT na Bahia fez, por exemplo, uma aliança com o PSDB. Isso atrasa alguns avanços que o Brasil precisa alcançar”.
“Ele (Ciro Gomes) dará a certeza, a tranquilidade aos brasileiros, de que as conquistas do governo Lula serão mantidas e que avanços em outras áreas serão buscados. O Brasil ainda precisa avançar em alguns pontos, como na reforma previdenciária, um problema anunciado para o governo em todos os níveis. É uma bomba que vai explodir”.
“A grande mídia no País procura- imprimir no Ciro algo que não cola – talvez cole na elite, mas não no povão. A imagem de um cara radical, brigão. Basta ver o seu passado. O Ciro governou o Ceará com o apoio de 36 dos 46 deputados estaduais. Quando foi prefeito, também conseguiu uma boa relação com o Parlamento, tinha uma maioria sólida. O Ciro é forjado no diálogo. Por não fazer parte dessa estrutura bipolar (que, se o PSDB se elege, o PT é contra, e vice-versa), acho que poderia transitar em vários segmentos e conseguir avanços que hoje são muito difíceis de ser alcançados”.
“O fato de o eleitor aprovar uma administração não quer dizer que votará no candidato governista. Qual seria o porcentual de transferência? É difícil dizer. Mas uma certeza eu tenho: não é 100% e a rigor fica longe disso. A transferência não é instantânea. O Lula é uma grande liderança, a maior que o Brasil teve nos últimos 40 anos. Talvez vá superar JK, seguramente, é o maior nos últimos 50 anos, mas o poder de transferência é limitado”.
(Sobre Serra)
“O principal problema dele, e o que me deixa preocupado, é que ele não tem a visão do Brasil como um todo. Ele olha muito o Brasil a partir da ótica de São Paulo, e o Brasil é muito mais do que São Paulo. Em muitas questões, o interesse médio dos paulistas é conflitante com o interesse médio dos brasileiros. Temo que, na hora H, ele fique ao lado do interesse médio de São Paulo”.
“O estilo do Serra de fazer política é muito truculento, de destruir o adversário. Para ele, a disputa não é entre oponentes políticos com visões de mundo diferentes. É uma coisa de inimigo e seu o objetivo é matar, destruir. Acho que, na Presidência, ele trataria qualquer oposição como alguém que precisa ser aniquilado. Como brasileiro e como político, me preocupa a possibilidade de o Serra comandar o Brasil”.
(Sobre Aécio Neves)
“Um grande brasileiro, absolutamente diferente do Serra. É um homem de diálogo, que compreende o Brasil, tem sensibilidade com as regiões menos desenvolvidas e, no que me consta, não tem o estilo de matar, destruir. E tem um grande mérito: sabe escolher bons assessores”.
(Sobre Tasso Jereissati)
“Dos vivos, é o maior político cearense. Estamos em partidos diferentes e vamos ver como serão as coisas no futuro”.
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16.08.09 16:09
No Datafolha: Marina tira votos de Ciro e Serra, mas não de Dilma
Vocês viram a última pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial? (Leiam aqui). Uma curiosidade que parece frustrar as expectativas da oposição: Marina Silva (PT-AC) não tira votos de Dilma Rousseff (PT). Ela atinge, sim, eleitores de José Serra (PSDB-SP), Ciro Gomes (PSB-CE) e Aécio Neves (PSDB-MG).
Vejam só o que mostra a pesquisa:
Cenário com Serra e sem Marina
Serra (PSDB) – 37%
Dilma (PT) – 16%
Ciro (PSB) – 15%
Heloísa Helena (Psol) – 12%
Cenário com Serra e Marina
Serra (PSDB) – 36%
Dilma (PT) – 17%
Ciro (PSB) – 14%
Heloísa Helena (Psol) – 12%
Marina Silva (PT) – 3%
Observem que a entrada de Marina faz Serra e Ciro oscilarem negativamente um ponto, enquanto Dilma ganha um e Heloísa se mantém estável. Outros cenários:
Cenário com Aécio e sem Marina
Ciro (PSB) – 23%
Dilma (PT) – 19%
Heloísa Helena (Psol) – 17%
Aécio Neves (PSDB) – 16%
Cenário com Aécio e Marina
Ciro (PSB) – 21%
Dilma (PT) – 19%
Heloísa Helena (Psol) – 17%
Aécio Neves (PSDB) – 15%
Marina Silva (PT) – 3%
Aqui, Dilma e Heloísa se mantém estáveis independentemente da entrada de Marina. Ciro e Aécio oscilam negativamente.
Naturalmente, os números são muito preliminares. Não dão a real dimensão do que a entrada de Marina no cenário sucessório poderia ocasionar. Mas, que os primeiros números, mostram uma impressão diferente das primeiras expectativas, isso é fato.
10.08.09 12:55
Ciro diz que Serra é grande governador e avalia que governistas estão próximos da derrota em 2010
Confiram trechos da entrevista de Ciro Gomes (PSB) ao jornal Valor Econômico de hoje:
Presidência da República ou São Paulo?
“A Presidência. Claramente. Sem qualquer tipo de dubiedade e vacilação. Agora nós compreendemos que está em jogo o futuro do Brasil. E o futuro do Brasil exige que todas as pretensões pessoais e partidárias, legítimas que sejam, sejam postas em segundo plano. Nossa avaliação unânime no PSB é que, da forma como as coisas estão postas, hoje a tendência é que esse projeto que defendemos está ameaçado de perder as eleições.”
Derrota governista
“A se dar crédito à notícia média dominante de que o presidente Lula resolveu escolher a Dilma candidata, compor a chapa com o PMDB e convocar os correligionários, parceiros e aliados para um plebiscito contra o candidato do PSDB, que hoje seria o governador José Serra, achamos que o risco de perder a eleição hoje é muito maior do que a possibilidade de ganhar.”
Coalizão
“As contradições, que não são pequenas, desta coalizão PT-PMDB. Essa crise do Senado é só uma caricatura disso. Só quem suporta isso é o Lula, porque tem um capital político único. O risco de perder a eleição é real nessas bases, como de ingovernabilidade para qualquer um de nós, sem o capital político e a interação que o presidente Lula tem com a população.”
Transferência de voto
“Há um limite para essa coisa da transferência de voto. A eficiência da transferência dos 70% de apoio ao Lula a ela está pela metade. Então, ela pode ir a 35%. Tudo bem, é muita coisa. A Dilma tem grandes virtudes, vai agregar outros atributos além do apoio do Lula. Não tem nenhuma crítica a Dilma. Pelo contrário. Ela é uma pessoa maravilhosa, perfeitamente votável para qualquer tarefa. A questão é que o Brasil mudou. É uma questão delicada, porque somos parceiros. Mas queremos que o presidente nos ouça e pense no que vamos dizer para ele. Eu, especialmente, falarei com a maior clareza e franqueza, porque acho que é um momento crítico para o Brasil. Está marcada uma grave crise política em 2010.”
Marina Silva presidente
“Está na mão da Marina (Silva). Se ela aceitar a convocação do PV, ela implode a candidatura da Dilma. Implode. Então, tem muitas variáveis por acontecer. O Serra recua ou não recua? A Marina é candidata ou não?
Tendência à derrota
“Há um ano eu disse que a tendência era a gente perder a eleição. E essa tendência está se consolidando. Há um passo que está na mão do PSDB, que é o Serra resolver ser candidato à reeleição em São Paulo e apoiar o Aécio. Nesse caso, a eleição está perdida, na minha opinião. É simples entender. Não é profecia. O Serra apoiar o Aécio significa que recuou voluntariamente. Dá vitória para Aécio em São Paulo. O Aécio sai com 80% em Minas – que o Serra não tira nem com apoio do Aécio – e entra mais fácil no Rio de Janeiro, no Norte e no Nordeste. E no Sul os níveis de aprovação do governo Lula estão bem mais baixo.”
Vida ganha
“Eu estou com a vida ganha. Não preciso ser candidato a nada. Posso ser candidato a presidente ou cumprir uma tarefa como candidato a governador do Rio ou São Paulo – mas desde que seja dentro de uma estratégia que consulte o melhor interesse do povo brasileiro. Senão eu não topo. A prioridade do partido é a Presidência. Eu não sou candidato a governador de São Paulo. Nunca pretendi. Considero extremamente honroso a lembrança do meu nome, um desafio que não sei sequer se estou à altura, e cumpro tarefas.”
Sem mesquinharia
“Se engana redondamente quem imagina que eu, eventualmente aceitando o desafio de ser candidato a governador de São Paulo, vou cumprir uma tarefa mesquinha de atacar o Serra. Ao contrário: acho ele um grande governador. Já estou adiantando aqui: acho ele um grande governador. E acho que deveria continuar governador. Acho que seria um péssimo presidente da República, não porque tenho animosidade pessoal, mas porque foi ministro do Planejamento por quatro anos do governo FHC, data na qual o país quebrou, a divida pública quase dobrou, a carga tributária explodiu. Depois foi ministro da Saúde e não fez rigorosamente nenhuma transformação institucional, como, a rigor, nós também não fizemos.”
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