25.02.10 16:14
Kotscho diz que Tasso quase foi vice de Lula, com a bênção de Ciro
A história é contada por Ricardo Kotscho. Jornalista com mais de 40 anos de carreira, o cara trabalhou em várias campanhas de Lula, foi secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência no primeiro mandato petista. E acompanhou de perto a história que conta em seu blog:
“(…) No final de 1993, durante um almoço na Cantina do Mário, no bairro do Ipiranga, perto do Instituto Cidadania, onde Lula começava a montar sua segunda campanha presidencial para o ano seguinte, foi praticamente selada uma aliança histórica entre o PT e o PSDB.
“Com as bençãos de Ciro Gomes, velho amigo e aliado de Tasso, e na presença também do jornalista Egídio Serpa, meu bom amigo e assessor dos dois políticos do Ceará, uma chapa foi montada antes que fosse servido o café: era Lula para presidente e Tasso para vice. Claro que era só uma idéia, que precisaria ser discutida pelos partidos, mas os três sairam do almoço convencidos de que aquele era o melhor caminho para o Brasil.
“Àquela altura, o PSDB ainda não tinha candidato. O caminho parecia livre para esta articulação. Nem se falava no nome de Fernando Henrique Cardoso, então ministro da Fazenda de Itamar Franco, que estava em dúvida se seria candidato à reeleição ao Senado ou disputava uma cadeira de deputado federal.
“Poucos meses depois, surgia no cenário o projeto do Plano Real, que acabaria com a inflação de um dia para outro, e transformaria o ministro da Fazenda não só no candidato do PSDB, como em candidato imbatível, como logo se veria.
(…)
Qual a surpresa que nos guardaria esta eleição de 2010, a menos de oito meses de irmos às urnas, ainda sem a definição do quadro de candidatos?”
Posts Relacionados
24.02.10 11:24
Deu na coluna do jornalista Ilimar Franco, do O Globo, segundo reproduz o Blog do Noblat:
“Sem conseguir convencer o presidente Lula de que seria melhor ter dois candidatos da base aliada, a cúpula do PSB quer implodir a candidatura de Ciro Gomes. O argumento é que, sem romper o isolamento em que se encontra, Ciro sairia da disputa menor do que entrou. Para os socialistas, a única forma de viabilizar alianças com outros partidos seria com o aval de Lula.”
Posts Relacionados
28.01.10 15:42
O que será que Lula ouviu de Eduardo Campos, presidente do PSB e governador de Pernambuco, quando discutiram a candidatura presidencial de Ciro Gomes (PSB)?
Sabe-se que a candidatura de Ciro está mantida, pelo menos até março.
E que, depois do encontro, Lula teve crise de hipertensão.
Posts Relacionados
22.01.10 13:52
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa
O debate entre PT e PSDB nesta semana está subterrâneo.
Mas é forçar a barra incluir no balaio a frase de Lula, que teria chamado Sérgio Guerra, presidente do PSDB, de “babaca”.
Se Lula disse isso, foi a portas fechadas. O conteúdo vazou para a imprensa, mas não era intenção do presidente.
Ok, não é lá coisa que se diga no sacrossanto espaço de uma reunião ministerial.
Mas é bem diferente dos “mentirosas”, “dissimuladas” e “jagunços” que proliferaram pelos discursos e notas oficiais, intencionalmente tornados públicos.
11.01.10 12:05
Lula busca argumentos para manter Battisti no Brasil
O presidente Lula não quer a extradição de Cesare Battisti para a Itália, e destacou juristas para buscarem a fundamentação para isso. É o que informa a Folha de S. Paulo desta segunda-feira:
“A equipe dedicada a estudar a tese jurídica que deverá fundamentar a manutenção do terrorista Cesare Battisti no Brasil, como deseja o presidente Lula, começa o ano com o entendimento de que o argumento mais aplicável ao caso está no temor de perseguição política. É o mesmo usado para o pedido de refúgio rechaçado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e que fatalmente reabriria uma crise diplomática com a Itália.
“O pacote de medidas prevê ações para amenizar tais efeitos: um forte trabalho da diplomacia, que nem começou; e entrevistas nas quais Lula atribuiria a manutenção de Battisti no Brasil a ‘razões humanitárias’. (…)”
29.12.09 10:52
Ainda sobre o "filho do Brasil"
Numa coisa eu concordo com o ator Rui Ricardo Diaz, na entrevista abaixo sobre o filme Lula, o filho do Brasil. O presidente não precisa de filme para ser mais popular. Os potenciais efeitos eleitorais, ainda mais terceirizados para a Dilma, são mais que superestimados. Vejo uma ponta de paranoia e muito de aproveitamento político nas críticas.
29.12.09 10:48
Lula do cinema no O POVO de hoje
O Vida&Arte entrevistou Rui Ricardo Diaz, ator que vive Lula no fime que estreia em 1º de janeiro. Confira trechos da entrevista:
“Eu tinha 11 anos em 1989 e pouca lembrança desse tempo. Esse Lula presidente da República não é o Lula que eu faço, então não foram as lembranças que me ajudaram. Eu tive de construir um Lula da relação com a família, que tive de conhecer conversando com os amigos. O Lula que inicia no sindicalismo, foi com documentários e com o livro da Denise (Paraná, cujo livro baseia o filme). As referências que eu já tinha ajudaram pelo caráter dele”.
“A caricatura é muito forte, porque ele é um camarada muito imitado. Mas o Fábio (Barreto) propôs que fosse um trabalho sincero, que eu não ficasse fazendo voz, que eu procurasse na minha inteligência física características que lembrassem o Lula. Tive um preparador de elenco e fui vivendo o personagem com sinceridade”.
“Acho que o filme humaniza, mostra que ele não é só esse homem que a gente conhece, mas é um homem comum, com fragilidades, mas que tem uma capacidade de transformação que é absurda”.
“Primeiro, que o Lula não é candidato a nada. Segundo, ele não precisa de um filme para absolutamente nada. Ele tem quase 80% de aprovação. Se esse filme fosse feito há dois anos, seria polêmico. Se fosse feito dois anos para frente, também. Causa polêmica, mas é uma história linda, importante e necessária, que merece ser contada. Para que esperar o cara morrer?”
Leia mais aqui.
12.12.09 18:34
Não foi o discurso mais eloquente e engrandecedor partindo de um chefe de Estado. É legítimo que se espere mais de alguém que pousa de estadista. Mas passa um pouco da medida a polêmica e a repercussão da frase de Lula sobre o povo estar na merda. Oh, desculpem os mais sensíveis, estar na m…
Claro que concordo que não fica bem na boca de um governante, Lula exagerou em seu estilo informal, brincalhão despojado.
Mas vamos combinar que não é uma palavra que causaria qualquer comoção se pronunciada em um convento.
Claro, há lugares, situações, ritos que devem ser minimamente preservados.
Mas o Brasil tem mais com o que se escandalizar.
17.10.09 18:54
Ciro diz que Lula o fez "morder a língua"
O blog do jornalista pernambucano Carlos Britto publica declaração do deputado federal Ciro Gomes (PSB), durante a passagem da comitiva de Lula pelo São Francisco, nos últimos dias, segundo a qual Ciro admite que temia o que Lula faria quando chegasse ao poder.
Apesar de ter sido ministro durante quase todo o primeiro governo de Lula, o próprio presidente disse, durante a visita desta sexta-feira ao Ceará, que Ciro resistiu, a princípio, ao convite para ir para o Ministério da Integração Nacional. Segundo Lula, Ciro estaria abatido pela derrota na eleição de 2002. Ou seria, na verdade, receio do que viria.
Confiram o que disse Ciro:
“Eu tinha muita insegurança, mas não porque Lula não fosse um cara maravilhoso que eu sempre soube que era. O problema é que a primeira experiência de Lula era a Presidência da República. Ele nunca tinha sido um prefeito, um governador, um ministro. E pegou o País no olho do furacão. Mas confesso, humildemente, que mordi a língua. Lula tem sido um dos melhores presidentes da história deste País”.
No Ceará, conforme mostra O POVO deste sábado, Lula também recebeu elogios rasgadíssimos dos irmãos Ferreira Gomes.
Em Mauriti, Ciro chamou Lula de “o maior brasileiro de todos os tempos”. Já Cid, repetindo o que o irmão dissera em Pernambuco, afirmou: “O céu não mudou, a terra não mudou, o mar não mudou, mas a política mudou com o presidente Lula”.
Posts Relacionados
16.10.09 13:18
Cid sobre Ciro e reeleição; Lula sobre Cid
No O POVO de hoje, em respostas ao repórter Ítalo Coriolano, enviado a Pernambuco:
Cid Gomes:
“A prioridade número um é o Brasil. Se, em nome do Brasil, for necessário qualquer sacrifício, eu farei. E ficarei feliz, porque é em nome de uma boa causa, que é o meu país”.
O POVO: O senhor falou há pouco que estaria disposto a qualquer sacrifício…
Cid: (Interrompe) ”Você quer saber se eu abriria mão da minha candidatura à reeleição? Numa escala de prioridade, é o País, é o Brasil, é o interesse do País que é maior. Então, em nome de um bem maior, de um projeto nacional, estaria até disposto a não me candidatar. Mas eu não sei nem se vou ser ou não candidato”.
Lula:
“Olha, você quer saber o que eu penso? (Risos) Eu penso que, primeiro, nós temos ainda pelo menos seis meses pela frente para que a gente tenha uma definição do quadro eleitoral de 2010. Quem vai ser candidato a presidente, quem vai ser candidato a governador. Eu só queria dizer uma coisa pra você. Aqui (Pernambuco) o Eduardo Campos, se a gente não se entender nacionalmente, que eu acho que se entende. Vocês não perceberam que o Ciro e a Dilma tão sempre juntos? A Dilma e o Ciro tão sempre juntinhos, olha aí ó. Se a gente não se entender, eu não me vejo vindo a Pernambuco sem tá no palanque desse moço aqui (Campos). Eu não me vejo indo ao Ceará sem tá no palanque desse moço aqui (Cid), até porque nós construímos essa relação. Então nós vamos trabalhar, nós temos ainda seis meses pra maturar. muita coisa vai acontecer. E aí nós vamos anunciar. Eu gostaria, sabe, que todos nós tivéssemos apenas um candidato, que tivéssemos uma eleição plebiscitária, nós contra eles. Pão pão, queijo queijo. Se isso não for possível, paciência”.
Leia mais aqui.
Posts Recentes
Categorias
Arquivos
Blogs O POVO