19.07.10 09:15
O que pensar dos resultados da pesquisa Datafolha publicada hoje pelo jornal O POVO? Para Cid Gomes (PSB), liderar com 47% das intenções de voto é bom? Mas e Lúcio Alcântara (PR), com 26%, e Marcos Cals (PSDB), com 7%? O que pensar?
Creio que a dianteira fácil de Cid nessa largada era esperada por todos, afinal, até poucos dias atrás, era o único pré-candidato ao Governo lançado, o que significa que não havia ninguém fazendo qualquer tipo de oposição por onde quer que se andasse – Lúcio, de certa forma, já fazia críticas, mas sem grande repercussão.
Os números saem no exato momento em que os primeiros atos da campanha se iniciam. Mas a definição acontece mesmo com o programa eleitoral gratuito. É na mistura do que se mostra na TV com a empolgação das ruas que se chega a uma vitória.
De certo modo, o conforto de Cid é limitado. Afinal, há sempre o temor daqueles que largam na dianteira, ainda mais com uma imensa folga, de já terem chegado ao teto. Risco que se justifica pela experiência – se não me engano, Lúcio Alcântara tinha margem semelhante em 2006, antes da propaganda eleitoral começar.
Por outro lado, esse pode ser o temor do próprio Lúcio, cujo resultado agora coincide em boa parte com a rejeição a Cid. Até aqui, parece ser Lúcio quem absorve o descontentamento com o governo.
Por outro lado, Cals, mesmo não sendo novidade na política, como insiste o PSDB, é um desconhecido. E tem chances reais de ver seu desempenho melhorar à medida que for apresentado como o candidato de Tasso Jereissati (PSDB), porém, com limites também, já que Tasso ou é amado, ou odiado – rejeição sentida sobretudo em Fortaleza.
Agora, nos resta esperar para ver qual será a estratégia da oposição. A campanha de Cid deve seguir o script esperado: positiva, mostrando realizações e reforçando a ideia de que só mesmo ele poderá continuar o que falta fazer. Fórmula batida, mas que geralmente funciona. Na oposição, resta mostrar problemas da atual gestão e soluções para mudar o que está aí. A dúvida recai sobre a forma como isso se dará: bater demais não só não tira votos de quem está apanhando, como derruba quem bate. As alternativas propostas também não podem ser surreais demais: deve-se ter ao menos um certo grau de executabilidade e coerência para ser crível.
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27.02.10 17:38
Dilma Rousseff (PT) cresceu cinco pontos percentuais na última pesquisa Datafolha, divulgada na edição da Folha de S. Paulo deste domingo, que já está à venda. Ela aparece com 28% das intenções de voto para a Presidência da República. Em dezembro, ela tinha 23%.
Já José Serra (PSDB) caiu os mesmos cinco pontos, de 37% para 32%.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Leia mais aqui.
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30.12.09 12:40
A prefeita Luizianne Lins (PT) comentou a piora de sua avaliação na pesquisa Datafolha. Observando os dados, em sua maioria negativos, ela encontrou motivos para comemorar: entre os prefeitos do Nordeste pesquisados, ela obteve o maior índice de ótimo e bom: 33%, à frente dos prefeitos de Recife (PE) e Salvador (BA).
Explica-se: o Datafolha trabalha com informações diversas. Uma é a nota dos prefeitos, usada para o ranking. Foi pedido à população que atribuisse uma nota ao prefeito de sua cidade. Da nota dada pelos ouvidos na pesquisa, extraiu-se a média. No caso de Luizianne, 5,1. Essa nota e a dos demais prefeitos foi usada para montar o ranking, no qual Luizianne aparece em sétimo, entre nove prefeitos.
Mas a pesquisa tem mais. A prefeita aparece ainda com 33% de ótimo e bom, o que, nesse quesito, a deixa na sexta posição entre os nove prefeitos. O problema é que ela tem 36% de ruim e péssimo.
Desses números, o Datafolha extrai o índice de popularidade, subtraindo e índice de ruim e péssimo do de ótimo e bom, e adcionando 100. A prefeita de Fortaleza alcança, nesse caso, índice de popularidade de 97, o que a deixa na oitava e penúltima posição. Somente ela e o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PMDB), têm mais reprovação que aprovação.
A prefeita, porém, optou pelo dado que lhe é mais favorável. E ela mesma reconheceu que analisou a pesquisa como analisa a vida: de forma positiva. E ela tem razão quando diz que, no Nordeste, ela obteve maior percentual de ótimo e bom.
Mas, para a análise ser realista, precisa levar em conta outras coisas: primeiro, que apenas três dos nove estados nordestinos foram pesquisados.
Segundo, a preocupante ter maior reprovação que aprovação.
Terceiro e mais importante: deve preocupar Luizianne a queda contínua que vem apresentando na popularidade desde o ano passado.
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27.12.09 15:30
Entre nove prefeitos de capitais, Luizianne fica em sétimo
A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), aparece na sétima colocação no ranking de prefeitos do instituto Datafolha, divulgado na edição deste domingo do jornal Folha de S. Paulo. O Datafolha avaliou o desempenho dos prefeitos de nove capitais.
Desde que foi reeleita, a avaliação de Luizianne só caiu. Às vésperas de ser reeleita, ela era a quarta no ranking. No último mês de março, caiu para a sexta colocação. Agora, perde mais uma posição. Confira o ranking:
1º – Beto Richa/Curitiba (PSDB)
2º – Márcio Lacerda/Belo Horizonte (PSB)
3º – José Fogaça/Porto Alegre (PMDB)
4º – João da Costa / Recife (PT)
5º – Gilberto Kassab /São Paulo (DEM)
6º – Dário Berger/Florianópolis (PSDB)
7º – Luizianne Lins/Fortaleza (PT)
8º – Eduardo Paes/Rio de Janeiro (PMDB)
9º João Henrique Carneiro/Salvador (PMDB)
16.08.09 16:09
No Datafolha: Marina tira votos de Ciro e Serra, mas não de Dilma
Vocês viram a última pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial? (Leiam aqui). Uma curiosidade que parece frustrar as expectativas da oposição: Marina Silva (PT-AC) não tira votos de Dilma Rousseff (PT). Ela atinge, sim, eleitores de José Serra (PSDB-SP), Ciro Gomes (PSB-CE) e Aécio Neves (PSDB-MG).
Vejam só o que mostra a pesquisa:
Cenário com Serra e sem Marina
Serra (PSDB) – 37%
Dilma (PT) – 16%
Ciro (PSB) – 15%
Heloísa Helena (Psol) – 12%
Cenário com Serra e Marina
Serra (PSDB) – 36%
Dilma (PT) – 17%
Ciro (PSB) – 14%
Heloísa Helena (Psol) – 12%
Marina Silva (PT) – 3%
Observem que a entrada de Marina faz Serra e Ciro oscilarem negativamente um ponto, enquanto Dilma ganha um e Heloísa se mantém estável. Outros cenários:
Cenário com Aécio e sem Marina
Ciro (PSB) – 23%
Dilma (PT) – 19%
Heloísa Helena (Psol) – 17%
Aécio Neves (PSDB) – 16%
Cenário com Aécio e Marina
Ciro (PSB) – 21%
Dilma (PT) – 19%
Heloísa Helena (Psol) – 17%
Aécio Neves (PSDB) – 15%
Marina Silva (PT) – 3%
Aqui, Dilma e Heloísa se mantém estáveis independentemente da entrada de Marina. Ciro e Aécio oscilam negativamente.
Naturalmente, os números são muito preliminares. Não dão a real dimensão do que a entrada de Marina no cenário sucessório poderia ocasionar. Mas, que os primeiros números, mostram uma impressão diferente das primeiras expectativas, isso é fato.
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