05.03.10 23:30
Tasso nega Ciro votando em Serra
Sobre assunto comentado aqui mais cedo (leia aqui), o senador Tasso Jereissati (PSDB) confirmou, nesta sexta-feira, que, em encontro da última quinta-feira com o deputado Ciro Gomes (PSB), na inauguração do novo centro administrativo do governo mineiro, que o amigo do PSB comentou sobre a especulação de o tucano ser vice do governador José Serra (PSDB) na corrida presidencial. Ciro disse: “Não é possível que você vá me obrigar a votar no Serra!”. Aos jornalistas, Tasso respondeu: “O Ciro tem brincadeira besta, mas ele não vota no Serra, não”.
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25.02.10 16:14
Kotscho diz que Tasso quase foi vice de Lula, com a bênção de Ciro
A história é contada por Ricardo Kotscho. Jornalista com mais de 40 anos de carreira, o cara trabalhou em várias campanhas de Lula, foi secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência no primeiro mandato petista. E acompanhou de perto a história que conta em seu blog:
“(…) No final de 1993, durante um almoço na Cantina do Mário, no bairro do Ipiranga, perto do Instituto Cidadania, onde Lula começava a montar sua segunda campanha presidencial para o ano seguinte, foi praticamente selada uma aliança histórica entre o PT e o PSDB.
“Com as bençãos de Ciro Gomes, velho amigo e aliado de Tasso, e na presença também do jornalista Egídio Serpa, meu bom amigo e assessor dos dois políticos do Ceará, uma chapa foi montada antes que fosse servido o café: era Lula para presidente e Tasso para vice. Claro que era só uma idéia, que precisaria ser discutida pelos partidos, mas os três sairam do almoço convencidos de que aquele era o melhor caminho para o Brasil.
“Àquela altura, o PSDB ainda não tinha candidato. O caminho parecia livre para esta articulação. Nem se falava no nome de Fernando Henrique Cardoso, então ministro da Fazenda de Itamar Franco, que estava em dúvida se seria candidato à reeleição ao Senado ou disputava uma cadeira de deputado federal.
“Poucos meses depois, surgia no cenário o projeto do Plano Real, que acabaria com a inflação de um dia para outro, e transformaria o ministro da Fazenda não só no candidato do PSDB, como em candidato imbatível, como logo se veria.
(…)
Qual a surpresa que nos guardaria esta eleição de 2010, a menos de oito meses de irmos às urnas, ainda sem a definição do quadro de candidatos?”
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28.01.10 15:42
O que será que Lula ouviu de Eduardo Campos, presidente do PSB e governador de Pernambuco, quando discutiram a candidatura presidencial de Ciro Gomes (PSB)?
Sabe-se que a candidatura de Ciro está mantida, pelo menos até março.
E que, depois do encontro, Lula teve crise de hipertensão.
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21.01.10 15:07
De Lauro Jardim, no site da revista Veja:
“A propósito, hoje, segundo um petista mais do que próximo a Lula, há 50% de Ciro ser candidato ao governo de São Paulo e 50% de ele não ser candidato a nada em outubro.”
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28.10.09 12:10
Cid Gomes: "Tasso é o maior político cearense vivo"
Trechos da entrevista do governador Cid Gomes (PSB) à revista Carta Capital.
“Essa disputa de poder entre o PT e o PSDB a partir de São Paulo tem feito muito mal ao Brasil. O PSDB de outros locais é bem menos radical nessa linha de polarizar com o PT e vice-versa. O PT na Bahia fez, por exemplo, uma aliança com o PSDB. Isso atrasa alguns avanços que o Brasil precisa alcançar”.
“Ele (Ciro Gomes) dará a certeza, a tranquilidade aos brasileiros, de que as conquistas do governo Lula serão mantidas e que avanços em outras áreas serão buscados. O Brasil ainda precisa avançar em alguns pontos, como na reforma previdenciária, um problema anunciado para o governo em todos os níveis. É uma bomba que vai explodir”.
“A grande mídia no País procura- imprimir no Ciro algo que não cola – talvez cole na elite, mas não no povão. A imagem de um cara radical, brigão. Basta ver o seu passado. O Ciro governou o Ceará com o apoio de 36 dos 46 deputados estaduais. Quando foi prefeito, também conseguiu uma boa relação com o Parlamento, tinha uma maioria sólida. O Ciro é forjado no diálogo. Por não fazer parte dessa estrutura bipolar (que, se o PSDB se elege, o PT é contra, e vice-versa), acho que poderia transitar em vários segmentos e conseguir avanços que hoje são muito difíceis de ser alcançados”.
“O fato de o eleitor aprovar uma administração não quer dizer que votará no candidato governista. Qual seria o porcentual de transferência? É difícil dizer. Mas uma certeza eu tenho: não é 100% e a rigor fica longe disso. A transferência não é instantânea. O Lula é uma grande liderança, a maior que o Brasil teve nos últimos 40 anos. Talvez vá superar JK, seguramente, é o maior nos últimos 50 anos, mas o poder de transferência é limitado”.
(Sobre Serra)
“O principal problema dele, e o que me deixa preocupado, é que ele não tem a visão do Brasil como um todo. Ele olha muito o Brasil a partir da ótica de São Paulo, e o Brasil é muito mais do que São Paulo. Em muitas questões, o interesse médio dos paulistas é conflitante com o interesse médio dos brasileiros. Temo que, na hora H, ele fique ao lado do interesse médio de São Paulo”.
“O estilo do Serra de fazer política é muito truculento, de destruir o adversário. Para ele, a disputa não é entre oponentes políticos com visões de mundo diferentes. É uma coisa de inimigo e seu o objetivo é matar, destruir. Acho que, na Presidência, ele trataria qualquer oposição como alguém que precisa ser aniquilado. Como brasileiro e como político, me preocupa a possibilidade de o Serra comandar o Brasil”.
(Sobre Aécio Neves)
“Um grande brasileiro, absolutamente diferente do Serra. É um homem de diálogo, que compreende o Brasil, tem sensibilidade com as regiões menos desenvolvidas e, no que me consta, não tem o estilo de matar, destruir. E tem um grande mérito: sabe escolher bons assessores”.
(Sobre Tasso Jereissati)
“Dos vivos, é o maior político cearense. Estamos em partidos diferentes e vamos ver como serão as coisas no futuro”.
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17.10.09 18:54
Ciro diz que Lula o fez "morder a língua"
O blog do jornalista pernambucano Carlos Britto publica declaração do deputado federal Ciro Gomes (PSB), durante a passagem da comitiva de Lula pelo São Francisco, nos últimos dias, segundo a qual Ciro admite que temia o que Lula faria quando chegasse ao poder.
Apesar de ter sido ministro durante quase todo o primeiro governo de Lula, o próprio presidente disse, durante a visita desta sexta-feira ao Ceará, que Ciro resistiu, a princípio, ao convite para ir para o Ministério da Integração Nacional. Segundo Lula, Ciro estaria abatido pela derrota na eleição de 2002. Ou seria, na verdade, receio do que viria.
Confiram o que disse Ciro:
“Eu tinha muita insegurança, mas não porque Lula não fosse um cara maravilhoso que eu sempre soube que era. O problema é que a primeira experiência de Lula era a Presidência da República. Ele nunca tinha sido um prefeito, um governador, um ministro. E pegou o País no olho do furacão. Mas confesso, humildemente, que mordi a língua. Lula tem sido um dos melhores presidentes da história deste País”.
No Ceará, conforme mostra O POVO deste sábado, Lula também recebeu elogios rasgadíssimos dos irmãos Ferreira Gomes.
Em Mauriti, Ciro chamou Lula de “o maior brasileiro de todos os tempos”. Já Cid, repetindo o que o irmão dissera em Pernambuco, afirmou: “O céu não mudou, a terra não mudou, o mar não mudou, mas a política mudou com o presidente Lula”.
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16.10.09 13:18
Cid sobre Ciro e reeleição; Lula sobre Cid
No O POVO de hoje, em respostas ao repórter Ítalo Coriolano, enviado a Pernambuco:
Cid Gomes:
“A prioridade número um é o Brasil. Se, em nome do Brasil, for necessário qualquer sacrifício, eu farei. E ficarei feliz, porque é em nome de uma boa causa, que é o meu país”.
O POVO: O senhor falou há pouco que estaria disposto a qualquer sacrifício…
Cid: (Interrompe) ”Você quer saber se eu abriria mão da minha candidatura à reeleição? Numa escala de prioridade, é o País, é o Brasil, é o interesse do País que é maior. Então, em nome de um bem maior, de um projeto nacional, estaria até disposto a não me candidatar. Mas eu não sei nem se vou ser ou não candidato”.
Lula:
“Olha, você quer saber o que eu penso? (Risos) Eu penso que, primeiro, nós temos ainda pelo menos seis meses pela frente para que a gente tenha uma definição do quadro eleitoral de 2010. Quem vai ser candidato a presidente, quem vai ser candidato a governador. Eu só queria dizer uma coisa pra você. Aqui (Pernambuco) o Eduardo Campos, se a gente não se entender nacionalmente, que eu acho que se entende. Vocês não perceberam que o Ciro e a Dilma tão sempre juntos? A Dilma e o Ciro tão sempre juntinhos, olha aí ó. Se a gente não se entender, eu não me vejo vindo a Pernambuco sem tá no palanque desse moço aqui (Campos). Eu não me vejo indo ao Ceará sem tá no palanque desse moço aqui (Cid), até porque nós construímos essa relação. Então nós vamos trabalhar, nós temos ainda seis meses pra maturar. muita coisa vai acontecer. E aí nós vamos anunciar. Eu gostaria, sabe, que todos nós tivéssemos apenas um candidato, que tivéssemos uma eleição plebiscitária, nós contra eles. Pão pão, queijo queijo. Se isso não for possível, paciência”.
Leia mais aqui.
09.10.09 14:29
Confira a íntegra da entrevista da prefeita Luizianne Lins (PT), no O POVO Online:
O POVO – Prefeita, com a possibilidade de o deputado federal Ciro Gomes sair candidato à Presidente República, há possibilidade, aqui no Ceará, de o PT ter candidatura própria?
Luizianne Lins – Bom nós estamos trabalhando com dois cenários. O primeiro cenário é a possibilidade, é o nosso desejo de confirmar o apoio ao governador e candidato Cid Gomes. Desde que haja a garantia de que o próprio PSB vai ajudar a gente a constituir um palanque pra Dilma aqui no Ceará. Como isso pode acontecer? Bom, caiu a verticalização. Então não há a obrigatoriedade da coligação repetir a coligação lá de cima. Então nós vamos aqui buscar fechar um leque de partidos que mesmo que estejam apoiando o governador Cid Gomes em caráter local, eles vão estar, nós vamos buscar deles o apoio – isso que falo do PCdoB, do PMDB, e dos partidos que vão compor a coligação, a gente vai disputar o apoio desses partidos para a eleição da ministra Dilma. Então isso é uma coisa que é preciso deixar claro. Caso isso não ocorra, ou seja, caso fique muito difícil essa situação, nós não podemos descartar o cenário B. O cenário B seria o PT ter candidatura própria no próximo ano. Não seria a estratégia que nós estamos prioritariamente esperando, mas também não podemos descartar isso. Eu acredito que, eu particularmente não tenho nenhum interesse, não serei candidata à sucessão do governador Cid Gomes por uma série de questões, inclusive por uma questão de lealdade ao governador. Acho que ele tem demonstrado uma parceria muito interessante, muito a nós, ao nosso governo, e então assim, não me cabe, em nenhuma hipótese, disputar, eu pessoalmente, disputar contra ele uma eleição ao Governo do Estado. Mas, depois das eleições do PT, caso eu seja realmente eleita presidente a partir de novembro, nós vamos estar discutindo uma nova estratégia, porque de fato, o que nós queremos e o que nós achamos que seria melhor para o Brasil e para o Ceará seria o então candidato Ciro Gomes ser candidato realmente a governador de São Paulo. Porque aí ele enfrenta diretamente o PSDB em São Paulo, que é o PSDB mais forte. Ajudaria sim, porque já que São Paulo tem uma tendência de voto de uma forma mais conservadora, acho que seria a possibilidade de a gente quebrar essa hegemonia do PSDB em São Paulo e ao mesmo tempo não dividir o palanque do projeto popular que vai ser representado através da ministra Dilma, já que é o desejo do presidente Lula. Então, eu acredito que esse seria o melhor cenário, até porque eu não acredito que o então deputado federal Ciro Gomes esteja preparado para governar o Brasil.
OP – Quem a senhora acredita que tem potencial de se candidatar ao governo pelo PT aqui no Ceará?
Luizianne – Como isso daí não é a nossa estratégia prioritária, nós ainda não fizemos esse debate interno no partido. Então eu espero que as coisas se confirmem, porque todas estão ainda na fase de especulação, etc, mas uma coisa que eu acho é que realmente nós temos que ter a melhor candidatura a Presidência da República do campo popular. E na minha avaliação, repito, o deputado federal Ciro Gomes não está preparado para governar o Brasil.
OP – Prefeita, o governo Cid Gomes tem ciência dessa posição da senhora, de que se o Ciro sair presidente as coisas podem mudar?
Luizianne – Entenda, o Ciro sendo candidato pode ter o plano A e o plano B. O Ciro não sendo candidato, nós iremos somente para o plano A. Então não é automático o Ciro ser candidato e a gente sair com candidatura ao Governo do Estado. Isso vai depender da possibilidade de disputa no Ceará da candidatura da ministra Dilma. Nós não podemos colocar em risco a continuidade do projeto popular iniciado pelo presidente Lula e devido a isso nós vamos ver quais são as possibilidades que nós temos de montar esse palanque mesmo o Ciro sendo candidato a presidente. No entanto, nós vamos ponderar para saber se realmente nós vamos ter espaço pra disputa aqui no Ceará do palanque da ministra Dilma. O governador sabe, como eu tenho dito, mais do que aliado político, eu e o governador Cid Gomes somo amigos, a gente tem tido uma relação de amizade, uma relação muito franca, muito honesta, muito verdadeira. E eu já tive a oportunidade de comunicar a ele que existiam esses dois cenários, embora nós iríamos lutar para que, a nossa intenção prioritária seja apoiá-lo pra governador no próximo ano, já que foi uma aliança importante, tem sido uma aliança virtuosa. Então em nome de tudo isso eu acho que seria o melhor nome. Como eu acho que o Ciro não está preparado para governar o Brasil, eu também sou brasileira e quero o País administrado pela melhor, digamos, coalizão de forças populares, e eu acho que quem representa isso é a ministra Dilma.
OP – O governador Cid Gomes, por diversas vezes, já defendeu a candidatura do irmão, dando a entender que se Ciro for candidato a presidente ele vai junto, sem se importar com a candidatura do PT.
Luizianne – Certamente, por uma série de coisas, até porque é irmão. Eu acho que tem tudo isso, eu acho que é natural que vá, até porque o partido vai, e eles são do mesmo partido. O governador Cid Gomes é presidente estadual do PSB, e é uma decisão do partido caso o Ciro seja candidato. Então é natural que ele apóie. Isso aí eu não tenho a menor dúvida, e também isso aí pra mim é totalmente natural. O que nós estamos discutindo aqui é a postura do PT diante dessa conjuntura. Então eu acho que aí nós vamos ter, como tivemos maturidade pra entender o processo de disputa de 2008, que não foi fácil. Enquanto o governador Cid Gomes me apoiava, de forma muito corajosa, de forma muito coerente.
OP – E sofrendo todo tipo de pressão…
Luizianne – E sofrendo todo tipo de pressão, o deputado federal Ciro Gomes me atacava, inclusive com expressões de baixo calão, inclusive com uma posição desqualificada, completamente medíocre. Então do jeito que a gente teve maturidade pra trabalhar esse cenário, então eu acredito que nós teremos maturidade pra trabalhar o cenário do ano que vem, que também vão ter essas dificuldades de ordem pessoal, mas eu acredito que se nós fizermos boas alianças, inclusive alianças morais, mais do que alianças políticas, mas alianças de acordo, de moral, de cuidado um com o outro. Eu quero ter todo o cuidado do mundo com o governador Cid Gomes no trato político e acredito que a recíproca seja verdadeira. Acho que nós vamos sair bem no próximo ano, viabilizando a candidatura da ministra Dilma, pelo menos no que diz respeito ao Partido dos Trabalhadores.
OP – Só para ficar bem claro, na avaliação política da senhora, a continuidade do projeto petista na presidência está acima de qualquer aliança estadual, relação política local.
Luizianne – Isso, porque a gente achaque essa é a prioridade nacional. E outra coisa: a gente que tem tradição partidária, cultura partidária, me filiei ao PT em 1990, foi o único partido que eu estive até hoje, lutando internamente no partido, disputando posições muitas vezes controversas, às vezes indo até de encontro a posições que setores outros tinham dentro do partido. Então a gente entende que um projeto ele não se constitui de pessoas bem intencionadas ou de Dom Quixotes que se formem hoje, ou seja, individualmente as pessoas acham que consigam substituir os projetos coletivos. Então a gente acredita nisso. E a Dilma não é fruto dela mesma, ela é fruto de um processo. Se filiou ao PT entendo que o PT é um partido diferente da maioria, é um partido com projeto coletivo, com debate coletivo, e que além das pessoas estão colocados os projetos políticos em primeiro lugar. Eu acho que esse é o caminho.
OP – As senhora falou agora há pouco que o deputado Ciro Gomes não está preparado para governar o Brasil. Baseada em que a senhora afirma isso?
Luizianne – Baseada, enfim, acho que na forma que ele se comporta, baseada também nas… são projetos muito incipientes que ele teve. Era suplente de deputado e assumiu, aí logo em seguida foi prefeito de Fortaleza, ficou um ano e meio e já foi disputar o Governo do Estado. Ministro da época do Itamar, depois foi ministro de novo e não vejo nada de muito significativo que ele operou do Ministério da Integração. É deputado federal, um dos mais faltosos segundo o Congresso Nacional. Então eu acho que ele não teve começo, meio e fim em nada. Eu acho que falta consistência política. Eu acho que é um bom falador, acho que ele tem uma retórica muito legal, mas eu acho que a gente quer muito mais do que isso pra governador o País. É preciso de ações concretas, é preciso de projetos que tenham começo, meio e fim, porque afinal de contas não é brincadeira governador um País com o tamanho do Brasil e com as diferenças políticas e sociais que esse País tem. Tem que ter gente com muita sensibilidade, menos truculência, mais educação, e com mais permeabilidade, flexibilidade pra poder entender a movimentação de um País do tamanho como esse. Então eu acho que ele não tem essa sensibilidade necessária, certamente não tem o preparo suficiente ainda para ser Presidente da República.
Luizianne – A partir de agora eu só vou responder se eu quiser, viu?
OP – Certo. A senhora e Ciro nunca foram grandes aliados, mas tiveram uma certa relação de respeito. O motivo para o rompimento foram as eleições do ano passado?
Luizianne – Não, eu mantenho uma relação de respeito. Eu nunca desrespeitei, não. Me senti desrespeitada por ele, mas eu nunca desrespeitei ele, de forma alguma, até porque eu não faço política assim. Eu faço política com profundo respeito às pessoas. Sou dura na política, mas não perco tempo fazendo firula, nem atacando individualmente as pessoas. E eu acho que isso é natural. Eu costumo dizer o seguinte: a questão do Ciro não é porque ele apoiou a Patrícia. Eu acho que ele tinha a obrigação moral de apoiá-la, já que ela sempre o apoiou incondicionalmente. Então eu esperava que ele apoiasse sim. O problema foi a forma como ele tratou essa disputa. Foi a forma irresponsável, foi a forma indelicada. Em nenhum momento colocou no campo da política essa discussão, e de fato, principalmente essa aproximação se deu com o apoio à campanha do governador Cid Gomes, porque eu me dispus. Os principais cargos da minha equipe foram exonerados durante o período da campanha, foram pra campanha do governador Cid Gomes, o Catanho, o Antônio Carlos, eu mesma assumi a coordenação da campanha em Fortaleza. Então fiz com muita dedicação e fiz com muito amor. Então nesse momento talvez, em função das circunstâncias, eu talvez fosse alguém que o deputado federal Ciro Gomes respeitava. Passou a campanha do irmão, eu acho que eu passei a ser uma pessoa que ele não respeita do ponto de vista político. Não tenho aproximação, respeito eu continuo tendo, mas respeito às pessoas é natural que se tenha, afinal de contas eu sou militante dos direitos humanos, eu preciso respeitar, devo respeitar as pessoas. E eu acho que não é desqualificando ninguém que a gente sobe na política, e eu acho que, infelizmente, ele tem ainda muito a aprender.
OP – Teria um prazo para o PT definir se apóia ou não a reeleição de Cid Gomes?
Luizianne – Vamos deixar que as coisas fiquem mais claras, né? De qualquer maneira o Cid transferiu o título para São Paulo. Então isso é uma sinalização de que ele poderá ser o candidato que certamente o PT vai apoiar ele se ele for disputar o Governo de São Paulo. E eu espero que as coisas, daqui pra lá, elas fiquem mais claras. Deixa primeiro a gente passar por esse processo interno do PT. Eu não quero adiantar nada em relação a isso. Eu quero que esse processo interno do PT ele aconteça da melhor forma possível, os debates. O interior do Estado tá muito ávido por debater. Nós temos uma militância muito forte no Interior, muitos sindicatos dos trabalhadores rurais, muitos trabalhadores rurais, associações do interior do Estado. Eu estou querendo percorrer, tanto vou percorrer durante os debates, nós vamos ter cinco debates nas principais regiões do Estado, como também posteriormente como presidente deverei dedicar alguns finais de semana a percorrer, conversar com as lideranças no Interior. Depois disso é que eu vou me sentir preparada para conduzir os partido para as eleições de 2010.
OP – Prefeita, um eventual apoio do PSDB à reeleição do Cid, mesmo que informal, interfere no apoio do PT ao governador?
Luizianne – Sem dúvidas. Nós não vamos topar uma aliança formal com o PSDB aqui no Estado.
OP – E o apoio sendo informal, como em 2006?
Luizianne – Não, mas veja bem, não teve aliança informal em 2006. Tanto é que foram eleitos todos os candidatos da coligação popular. Nós elegemos o Inácio senador, o Cid o governador do Estado, uma bancada significativa de deputados federais e estaduais. O quê que a gente queria mais? Foi exatamente a estratégia. Eu acho que a aliança informal é difícil imaginar porque nós vamos ter chapas fechadas, fechada que eu digo assim, nós vamos ter dois candidatos ao Senado, nós vamos ter o nosso governador, caso o Cid, também, então não vai ter espaço para apoio informal ao PSDB. Eu acho que o PSDB tem que buscar o caminho dele, e o caminho dele não é o nosso caminho. Então isso está muito claro. E o governador Cid Gomes tem desenvolvido uma política econômica no Ceará e uma política de gestão radicalmente diferente, sob vários pontos de vistas que eu conheço, internamente, que diferenciam do projeto chamado desenvolvimentista, da modernidade, que teve o senador Tasso Jereissati como o grande empreendedor, implementador desse projeto. Então é bem diferente. Hoje você tem uma política mais sustentável, mais humanizada, que valoriza mais as diferenças no interior do Estado, uma política, acredito, mais com a cara do Ceará. Então eu acho que a ruptura o Cid já fez com o Tasso, e o que nós queremos é que essa ruptura prossiga. Então é nossa responsabilidade dizer que não tem possibilidade de o PT estar com uma aliança com o PSDB aqui no Ceará.
OP – Prefeita, a senhora apóia o Cid, não pensa em ser governadora agora, mas existe esse sonho de um dia chegar ao Governo do Estado?
Luizianne – Olha, eu já disse uma vez, me criticaram, mas eu vou dizer de novo: eu não projeto a minha vida pessoal por mais de seis meses. Então, assim, politicamente, não. Politicamente a minha responsabilidade agora, o que eu penso, dia e noite, noite e dia, é concluir esse governo, deixando essa cidade da melhor forma possível, dando uma qualidade de vida para o povo mais pobre que foi esquecido durante muitos anos nessa cidade. Então só isso que me mobiliza, é só com isso que eu sonho, esse é o grande sacrifício que hoje pra mim representa do ponto de vista pessoal, humano. Não é fácil, é muito ataque, é muita baixaria, sabe? É uma oposição desqualificada. Você luta com isso com questão pessoal, com ataque. Eu fui vítima de uma suposta pornografia na internet. São questões de ataque de ordem pessoal, de ordem moral, de mentiras, de não sei o que. Então isso é muito sacrifício pra gente se dedicar a um projeto. Como pra mim isso é uma missão, então só o que eu penso, Ítalo, agora é concluir e concluir muito bem e eleger o sucessor do nosso projeto aqui em Fortaleza.
26.08.09 18:32
No plano do Planalto para São Paulo, sai Ciro e entra Palocci
Enquanto Ciro Gomes (PSB) não diz que quer nem que não quer ser candidato ao Governo de São Paulo, o Palácio do Planalto analisa outros caminhos. O site do jornal Estado de S.Paulo informa que o presidente Lula avaliou hoje, em conversa com assessores, que a eventual absolvição do deputado federal e ex-ministro Antonio Palocci, nesta quinta-feira, no Supremo Tribunal Federal (STF), deixará livre o caminho para que Palocci concorra ao Governo paulista.
O ex-ministro é acusado de envolvimento na violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.
Lula reafirmou que vê com simpatia a ideia de candidatura de Ciro, mas que o próprio deputado pelo Ceará resiste. O Planalto avalia que Ciro será mesmo candidato a presidente.
16.08.09 16:09
No Datafolha: Marina tira votos de Ciro e Serra, mas não de Dilma
Vocês viram a última pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial? (Leiam aqui). Uma curiosidade que parece frustrar as expectativas da oposição: Marina Silva (PT-AC) não tira votos de Dilma Rousseff (PT). Ela atinge, sim, eleitores de José Serra (PSDB-SP), Ciro Gomes (PSB-CE) e Aécio Neves (PSDB-MG).
Vejam só o que mostra a pesquisa:
Cenário com Serra e sem Marina
Serra (PSDB) – 37%
Dilma (PT) – 16%
Ciro (PSB) – 15%
Heloísa Helena (Psol) – 12%
Cenário com Serra e Marina
Serra (PSDB) – 36%
Dilma (PT) – 17%
Ciro (PSB) – 14%
Heloísa Helena (Psol) – 12%
Marina Silva (PT) – 3%
Observem que a entrada de Marina faz Serra e Ciro oscilarem negativamente um ponto, enquanto Dilma ganha um e Heloísa se mantém estável. Outros cenários:
Cenário com Aécio e sem Marina
Ciro (PSB) – 23%
Dilma (PT) – 19%
Heloísa Helena (Psol) – 17%
Aécio Neves (PSDB) – 16%
Cenário com Aécio e Marina
Ciro (PSB) – 21%
Dilma (PT) – 19%
Heloísa Helena (Psol) – 17%
Aécio Neves (PSDB) – 15%
Marina Silva (PT) – 3%
Aqui, Dilma e Heloísa se mantém estáveis independentemente da entrada de Marina. Ciro e Aécio oscilam negativamente.
Naturalmente, os números são muito preliminares. Não dão a real dimensão do que a entrada de Marina no cenário sucessório poderia ocasionar. Mas, que os primeiros números, mostram uma impressão diferente das primeiras expectativas, isso é fato.
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