26.11.09 09:47
Comissão nacional de PT e PMDB vai ouvir Cid Gomes sobre Senado
O governador Cid Gomes (PSB) será ouvido pela comissão formada por PT e PMDB para resolver os problemas para a aliança nos estados. O objetivo da conversa é discutir a composição para o Senado.
Cid já declarou apoio ao deputado federal Eunício Oliveira (PMDB) para uma das vagas para o Senado. O PT reivindica a outra para o ministro da Previdência, José Pimentel – que Cid não estaria disposto a apoiar. Nos bastidores, o governador tem insistido que a vaga que cabe ao PT é a de vice-governador em sua chapa.
Além disso, há outro candidato de olho no apoio de Cid: o senador Tasso Jereissati (PSDB).
A comissão PT-PMDB quer ouvir Cid sobre a melhor composição possível para, só então, bater o martelo.
O problema é que o governador tem se recusado a falar sobre eleição. Com razão, tem dito que não conseguirá nenhum novo aliado ao se posicionar agora sobre 2010, mas poderá rachar a atual ampla base de apoio. Por isso, vai cozinhando o assunto.
Mas a prioridade da comissão PT-PMDB é mesmo o Pará. Eles conversarão com a governadora Ana Júlia (PT) e o deputado federal Jáder Barbalho (PMDB). O acordo é difícil. Sobre Rio de Janeiro e Minas Gerais, a conversa foi adiada. Na Bahia, a comissão já considera o assunto na casa do sem jeito mesmo e desistiu de tentar algum acordo.
As informações são do Valor Econômico, reproduzidas pelo portal O Globo Online.
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05.10.09 12:35
Os editores da área de Política do O POVO fizeram um exercício neste domingo: projetar como estará o dia 3 de outubro de 2010. Há, evidentemente, um toque de brincadeira na proposta. Voltaremos ao assunto daqui a um ano. Por enquanto, confiram as projeções e digam o que acharam da nossa “viagem”:
Do jeito que ele queria
Guálter George. Editor-executivo de Conjuntura
O cenário desenhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde o dia em que começou a pensar de maneira mais séria sua sucessão confirma-se neste 3 de outubro. Desde o início das articulações pareceu claro que a ele interessava um quadro de disputa que polarizasse o debate entre seu modelo e o dos tucanos, entre a era Lula e a era Fernando Henrique Cardoso. Deu-se o “Fla-Flu político” com o qual Lula tanto sonhou.
É bom também para a verdade histórica que assim seja. Ao eleitor entrega-se a delicada tarefa de dirimir as dúvidas sobre a responsabilidade objetiva pelo que aconteceu de bom e de ruim nos últimos 16 anos, período em que o País esteve entregue a dois modelos administrativos distintos, com prioridades nem sempre coincidentes, liderados por homens substancialmente diferentes, nos respectivos perfis políticos e histórias pessoais.
Acho interessante que tenha vingado a ideia de que a disputa deveria colocar de um lado a turma do Lula e do outro a do Fernando Henrique Cardoso. Muito mais do que o resultado de um mero esforço estratégico, era mesmo necessário colocar o brasileiro diante da necessidade de escolher entre experiências que, juntas e complementarmente, trouxeram o País à realidade favorável de hoje, de estabilidade política e econômica.
O mais fica por conta das escolhas de candidatos feitas por cada grupo político. O eleitor brasileiro, na sexta oportunidade consecutiva em que se encaminha às urnas para fazer a escolha de um presidente da República pelo voto direto, já se apresenta maduro para examinar o que está em jogo e cravar sua opção a partir de uma análise apurada dos prós e contras.
Um outro aspecto que pesa para que assim seja é a debilidade ideológica do cenário partidário brasileiro. Há dificuldade de perceber as diferenças de pensamento e de ideias, facilitando a prevalência do que alguns chamam de pragmatismo, inclusive na perspectiva do eleitor, que faz sua escolha observando simplesmente quem faz e quem deixa de fazer, quem age e quem deixa de agir. Independente de ser de esquerda, direita ou centro.
O resultado, inesperado que seja do ponto de vista eleitoral, certamente encaminhará para um novo governo que se preocupará, de início, em garantir que as conquistas dos últimos anos, as dos tucanos e as dos petistas, não sejam ameaçadas. Para a sociedade, este é o aspecto que realmente importa.
O Brasil diante da encruzilhada
Erivaldo Carvalho. Editor-adjunto de Conjuntura
A partir das 17 horas de hoje, quando começar a apuração dos números da disputa presidencial, virá à tona uma das mais importantes decisões do eleitorado brasileiro. Será um resultado histórico – um dos mais importantes desde a redemocratização, no final da década de 80 do século passado. Não só pela ausência, pela primeira vez, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os candidatos. Mas porque o País vai decidir se retoma o modelo político- administrativo que perdurou por oito anos – de 1995 a 2002 -, ou se segue liderado pelo projeto instalado em 2003.
Na prática, é esse o desfecho que os números oficiais da Justiça Eleitoral mostrarão. E será, também, a prova definitiva de quem conseguiu conquistar mais votos na reta final de uma campanha para lá de acirrada.
Pela última rodada de praticamente todos os institutos de pesquisa, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), com 41,8% dos votos válidos, tem motivos de sobra para começar a trabalhar aliados para o segundo turno. A principal estratégia a ser montada deverá ser a atração de governistas periféricos – que orbitam em torno das candidaturas de Dilma Rousseff (PT) e Ciro Gomes (PSB).
A tática dos serristas faz sentido. Afinal de contas, foi graças à dose cavalar de fogo amigo entre ciristas e dilmistas que o candidato tucano recuperou parte do terreno perdido.
Também está no horizonte de ação tucana e dos “demos” fazer pontes com setores do PMDB – principalmente o paulista, que não esconde a cara trancada ao lembrar que por pouco Michel Temer (SP) não é hoje o candidato a vice de Dilma, no lugar de Henrique Meirelles (GO).
Quem assistiu ao último debate na televisão deve ter ficado em dúvida sobre onde está o eixo da disputa: se entre tucanos e governistas ou se entre os próprios governistas. Provavelmente levados pela distância milimétrica que os separa – Dilma, 25,5%; Ciro 23,7% -, os dois representantes da base aliada preocuparam-se mais em dificultar a vida um do outro do que mirar no adversário de fato.
Não por coincidência, Serra recuperou quase três pontos percentuais nos últimos dias – na segunda quinzena de setembro desceu a 37%, sua pior marca -, justamente quando Dilma e Ciro mostraram seus piores traços: à petista sobraram frases feitas e faltou empatia – nesse ponto, nem Ben Self deu jeito. Já o deputado do PSB, um exímio palanqueiro, mais uma vez, e ironicamente, perdeu-se pela boca.
Resultado: Dilma, que já chegou a rondar a casa dos 30%, no final de agosto, afastando de Ciro, chega ao dia da eleição oscilando negativamente. Por outro lado, apesar da estrutura minguada e de liderar a coligação menos abrangente, o nome do PSB conseguiu um viés de alta.
A grande dúvida – e isso só o eleitor vai passar a limpo, ainda hoje – é se Ciro teve tempo hábil o suficiente para ultrapassar a petista, para disputar o segundo turno com Serra. Outra incógnita é saber para onde migrarão marinistas e heloisistas – cujas representantes, Marina Silva (PV), com 6%, e Heloísa Helena (Psol), com 4%, tiveram mais o mérito de marcar posição.
A vitória de Lula é uma certeza
Kamila Fernandes. Editora-adjunta de Conjuntura
Ausente pela primeira vez em 20 anos da disputa presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva é, ainda assim, o grande vitorioso da eleição de hoje. Essa vitória, porém, não significa o sucesso de sua candidata, Dilma Rousseff (PT), que chega à reta final do primeiro turno numa posição ainda pouco confortável. Lula sai vitorioso pois a campanha teve como efeito maior consolidar seu status de inatingível, firmando-o como “acima do bem e do mal”.
Esse status, porém, não garantiu ao presidente aquilo que ele tanto queria: que a eleição se transformasse num plebiscito, onde a pergunta a ser feita seria “você quer a continuidade do Governo Lula?”, com suas respectivas respostas óbvias: se sim, Dilma ganharia, se não, Serra seria o vitorioso. A polarização aconteceu, mas a questão posta foi outra: “Quem você acha que será o melhor pós-Lula?”
Apesar de ter consigo o melhor padrinho político que qualquer candidato poderia ter nessa disputa, Dilma carrega a incerteza de conseguir superar seu maior rival José Serra (PSDB) no segundo turno que deve se confirmar hoje, já que as simulações até aqui demonstram que, quando confrontados, o tucano fica em vantagem.
A esperança da candidata é conseguir melhorar seu desempenho no Nordeste, onde é mais bem aceita do que Serra, mas divide votos com Ciro Gomes (PSB) e Marina Silva (PV). A região, por sinal, deve virar o principal alvo dos dois rivais que chegam ao segundo turno, pela evidente dispersão das intenções de votos, explicada por uma espécie de orfandade da região, sem Lula.
A transferência de votos de Lula não foi tão instantânea quanto o esperado pela campanha de Dilma pela eficiência das campanhas dos demais, que enfatizaram, a todo instante, não serem contra o legado do presidente, pelo contrário.
Diante da estagnação de Dilma, Ciro bem que tentou esboçar uma arrancada, mas sua falta de estrutura e de palanques fortes nos Estados, além do pouco tempo na propaganda eleitoral, acabaram limitando sua tentativa. Seus votos, agora, serão valiosos e poderão até mesmo definir o resultado final da campanha.
Serra, por outro lado, também não tem a eleição garantida. Único candidato forte identificado com uma posição um pouco mais distante de Lula, ele sofre grande resistência na maioria dos Estados do Nordeste. Com uma estratégia eleitoral a la “Lulinha paz e amor”, porém, Serra conseguiu dissipar uma possível resistência que poderia sofrer por parte dos fieis eleitores de Lula, o que é reforçado favoravelmente por sua experiência administrativa, ante a inexperiência de Dilma.
Para além de qualquer projeção, certamente teremos uma eleição como “nunca antes na história do Brasil”.
Aposta na zebra
Érico Firmo. Editor-adjunto de Conjuntura
Três de outubro. Ano: 2010. Tudo indica que Marina Silva (PV) irá para o 2º turno. Desde o início da campanha na TV, a ex-senadora conseguiu abrir surpreendente vantagem. A cassação de seu mandato, em função de ter trocado o PT pelo PV, só contribuiu para o tom da campanha que beira a pieguice. E rende votos.
Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), tecnicamente empatados, brigam pela segunda vaga. Mas não está descartado o duelo PT X PSDB no 2º turno. Afinal, depois do crescimento de Marina ao longo do mês de setembro, ela caiu consideravelmente na última semana, enquanto o tucano e a petista cresceram, içados pela maior capilaridade e estrutura.
A força peemedebista no Interior do País rende votos a Aécio. Em São Paulo, o governador José Serra (PSDB), praticamente reeleito, faz corpo mole, mas o vice na chapa presidencial, Michel Temer, ao lado de Orestes Quércia, trabalha para tentar garantir a vantagem tucana.
Entre as forças aliadas, o trunfo é o presidente licenciado Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, na última sexta-feira, enquanto Dilma participava do debate na TV Globo, comandava o comício de encerramento da campanha, em São Bernardo do Campo.
No Nordeste, é o candidato a vice Ciro Gomes (PSB) quem conduz a ofensiva governista. Com o providencial apoio de José Sarney (PMDB-AP), presidente da República em exercício desde que Lula se licenciou para tentar eleger Dilma, José Alencar (PRB) se afastou para a campanha ao Senado e Temer, para concorrer a vice na chapa tucana. Como parte do acordo para sentar mais uma vez na cadeira de presidente, Sarney ignorou a orientação partidária e levou parte dos peemedebistas para o colo do Governo. Como sempre.
Francamente minoritário do Norte e Nordeste, Aécio se sustenta na vantagem avassaladora que as pesquisas lhe indicam em Minas Gerais, além da força demonstrada no Rio de Janeiro. No fim das contas, caberá ao Sul desequilibrar a disputa particular entre Dilma e Aécio. A ex-ministra-chefe da Casa Civil passou os últimos dias em campanha no Rio Grande do Sul. Pelos números mais recentes, a vantagem que o tucano apresentava no início não existe mais.
Quatro de outubro. Ano: 2009. Esse exercício de futurologia/ projeção/ análise/ brincadeira/ coisa séria levou em conta os mais improváveis dos cenários plausíveis. A despeito de tudo isso, a política não só é a arte do possível, como tem se mostrado pródiga em transformar em possibilidade o que impossível parece. Minhas fichas, portanto, estão colocadas nos azarões.
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16.08.09 16:09
No Datafolha: Marina tira votos de Ciro e Serra, mas não de Dilma
Vocês viram a última pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial? (Leiam aqui). Uma curiosidade que parece frustrar as expectativas da oposição: Marina Silva (PT-AC) não tira votos de Dilma Rousseff (PT). Ela atinge, sim, eleitores de José Serra (PSDB-SP), Ciro Gomes (PSB-CE) e Aécio Neves (PSDB-MG).
Vejam só o que mostra a pesquisa:
Cenário com Serra e sem Marina
Serra (PSDB) – 37%
Dilma (PT) – 16%
Ciro (PSB) – 15%
Heloísa Helena (Psol) – 12%
Cenário com Serra e Marina
Serra (PSDB) – 36%
Dilma (PT) – 17%
Ciro (PSB) – 14%
Heloísa Helena (Psol) – 12%
Marina Silva (PT) – 3%
Observem que a entrada de Marina faz Serra e Ciro oscilarem negativamente um ponto, enquanto Dilma ganha um e Heloísa se mantém estável. Outros cenários:
Cenário com Aécio e sem Marina
Ciro (PSB) – 23%
Dilma (PT) – 19%
Heloísa Helena (Psol) – 17%
Aécio Neves (PSDB) – 16%
Cenário com Aécio e Marina
Ciro (PSB) – 21%
Dilma (PT) – 19%
Heloísa Helena (Psol) – 17%
Aécio Neves (PSDB) – 15%
Marina Silva (PT) – 3%
Aqui, Dilma e Heloísa se mantém estáveis independentemente da entrada de Marina. Ciro e Aécio oscilam negativamente.
Naturalmente, os números são muito preliminares. Não dão a real dimensão do que a entrada de Marina no cenário sucessório poderia ocasionar. Mas, que os primeiros números, mostram uma impressão diferente das primeiras expectativas, isso é fato.
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28.07.09 16:14
Lula vai deixar novo PAC como herança para sucessor(a)
O presidente Lula reafirmou hoje o que havia anunciado há alguns meses: o Governo Federal está formulando um novo PAC, que ficará como herança para ser tocado pelo sucessor.
O fato de o primeiro PAC ainda estar longe de ficar pronto não parece ser problema.
De todo modo, o novo PAC nasce com cara de programa de governo para Dilma Rousseff.
O lançamento está previsto para fevereiro de 2010.
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