Eunício teria recebido R$ 3,3 milhões de propina em 2014, segundo delator Nelson Mello

O senador cearense teve o segundo inquérito autorizado pelo STF. Moreira Mariz/Agência Senado

O vice-procurador-geral da República, José Bonifácio, encaminhou, no dia 17 de abril deste ano, ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de instauração de inquérito contra o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), por acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A Suprema Corte autorizou a abertura do inquérito em 18 de abril, mas o documento só se tornou público na última sexta-feira, 19.

A delação premiada do ex-diretor institucional da Hypermarcas, Nelson José de Mello, acusa o senador Eunício Oliveira (PMDB) de receber propina para abastecer a campanha eleitoral de governador, em 2014. De acordo com o delator, o “pagamento reiterado de vantagem indevida” era feito ao operador e lobista Lúcio Bolonha Funaro para repasse a senadores por meio do lobista Milton Lyra. Tudo através de contratos fictícios.

Os documentos, segundo Nelson Mello, foram celebrados entre pessoas jurídicas indicadas pelos lobistas e outras do grupo Hypermarcas, do qual o colaborador era diretor de relações institucionais.

Mello narra que em 2014 o sobrinho do presidente do Congresso Nacional, Ricardo Augusto, o procurou para o aporte à campanha do tio no Ceará. O repasse de R$ 3.350.000,00 pagos a uma empresa de Salvador, por meio de contrato fictício, ou seja, sem prestação de serviço, teria sido ideia de Ricardo.

Leia a íntegra do pedido de abertura de inquérito pela PGR.

O Blog Política procurou a assessoria do senador e aguarda retorno.

Inquérito

Esse é o segundo inquérito aberto em nome do peemedebista no STF. Também em abril, o ministro relator da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin, abriu inquérito contra Eunício com base nas delações da Odebrecht. O senador é acusado de receber R$ 2 milhões em troca de atuar no Congresso Nacional para converter em leis medidas provisórias que beneficiassem o grupo. Eunício nega as acusações.

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