13.12.10 11:48
Dilma Rousseff não estava lá muito disposta a manter Nelson Jobim na Defesa.
E ele também fez algum charme para ficar, o que irritou ainda mais a presidente eleita.
Como quem tem padrinho forte não morre pagão, Lula garantiu mais um nome seu na nova equipe.
Mas parece que Jobim ficará só para ser contrariado.
Para começar, perderá o filé mais apetitoso, embora sempre complicado, de sua pasta: a gestão do setor aéreo, que será incorporada à Secretaria dos Portos, que ganhará agora também os aeroportos.
E, além do mais, Dilma ainda está pensando em cancelar a compra dos caças, durante tanto tempo conduzida por Jobim.
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13.12.10 11:40
A Secretaria Especial dos Portos, que ganhará também aeroportos na gestão Dilma Rousseff, terá um dos maiores volumes de investimentos dos próximos quatro anos.
Os dois tipos de equipamentos serão os mais demandados na Copa do Mundo de 2014, e são também os que estão em situação mais precária.
A pasta foi oferecida a Ciro Gomes (PSB), em conversa telefônica entre ele e a presidente eleita, na última sexta-feira. Ciro poderá escolher entre ela e a Integração Nacional.
As duas áreas chegaram a ser comandadas por Ciro na era Lula. Diretamente, no caso da Integração, entre 2003 e 2006. E indiretamente, no caso dos Portos, com a indicação de Pedro Brito, homem de confiança de Ciro.
A opinião corrente no meio político é que a Integração é árvore muito mais frondosa, sobretudo para quem faz política no Nordeste.
Pode não ser bem assim. A pasta dos Portos não apenas irá engordar, como ficará na linha de frente dos preparativos para a Copa. Que, como se sabe, será por onde caminhará o dinheiro no Brasil até 2014.
Mas há quem aposte que o que Ciro fará mesmo é dizer não a Dilma.
O que, pelo que se conhece dele, não deverá deixar ninguém surpreso.
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31.03.10 11:40
No bota-fora de ministros que acontece hoje, o mais interessante talvez nem seja quem sai, mas quem entra. E haja memória para quem quiser decorar o nome de todos eles. Vejamos:
Agricultura (no lugar de Reinhold Stephanes) – Wagner Rossi
Casa Civil (no lugar de Dilma Rousseff) – Erenice Guerra
Comunicações (no lugar de Hélio Costa) – José Artur Filardi
Desigualdade Social e Combate à Fome (no lugar de Patrus Ananias) – Márcia Lopes
Igualdade Racial ( no lugar de Edson Santos) – Eloi Ferreira de Araújo
Integração Nacional (no lugar de Geddel Vieira Lima) - João Reis Santanna Filho
Meio Ambiente (no lugar de Carlos Minc) – Izabella Teixeira
Minas e Energia (no lugar de Edison Lobão) – Márcio Zimmermann
Previdência Social (no lugar de José Pimentel) – Carlos Eduardo Gabas
Transportes (no lugar de Alfredo Nascimento) – Paulo Sérgio Passos
Quase todos bem desconhecidos – à exceção de Erenice, a nova ministra-chefe da Casa Civil, que ficou ”famosa” ao ser relacionada a um suposto dossiê contra FHC, não se pode dizer que são inexperientes – todos já trabalhavam em suas respectivas pastas ou em algum cargo de confiança vinculado a elas. A diferença é que não são políticos de carreira. Como daqui para o final do governo Lula são nove meses, tempo suficiente para fazer ou deixar de fazer muita coisa, vamos ficar de olho do desempenho de cada um.
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