Vamos estatizar a JBS e a BRF?

Reprodução do artigo publicado na edição de 19/3/2017, seção “Farol”, do O POVO.

Vamos estatizar a JBS e a BRF?

É quase um clichê – expectorado por setores à direita no espectro político – a palavra “privatização”, quando ocorre algum problema nas empresas estatais.

No decorrer da Operação Lava Jato – quando se descobriu a Petrobras no centro de transações pouco republicanas – sobraram vozes preconizando a privatização da empresa. “Vamos deixar a iniciativa privada tomar conta do negócio; eles fazem melhor do que o Estado e sem corrupção”. Com pequenas variações era esse o trinado entoado pelos neoliberais.

Por desconhecimento histórico eles acham que a privatização é remédio para curar de bicho-de-pé a tumor na cabeça.

O fato é que a corrupção não surge por ser uma empresa estatal ou privada. A persistência dessa prática têm razões históricas, culturais e políticas, fincadas no “homem cordial”, de Sérgio Buarque de Holanda. E, ainda na falta de controle, transparência e punição para quem atravessar a linha da honestidade.

Na Lava Jato, a responsabilidade das empresas privadas ficou obscurecida, atribuindo-se o protagonismo da vilania aos políticos. Agora, no caso dessas duas gigantes privadas, não há como ver os políticos atores principais – ainda que tenham participação -, pois as empresas estão no centro indutor do malfeito.

Então, vamos estatizar a JBS e a RBF?

Plínio Bortolotti

Sobre Plínio Bortolotti

Jornalista. Diretor Institucional do Grupo de Comunicação O POVO, jornal, rádios e TV (Fortaleza, Ceará). No jornal O POVO foi repórter, editor e ombudsman por três mandatos (2005/2007). Integra o Conselho Editorial do jornal e coordenou o Conselho de Leitores (2008/2015). Também é responsável pelo projeto Novos Talentos para estudantes de Jornalismo. Escreve um artigo semanal para a editoria de Opinião e assina a coluna "Menu Político", no caderno People. Na rádio O POVO/CBN é âncora do programa diário "Debates do Povo" e faz comentário diariamente no programa de rádio Revista O POVO/CBN. Diretor da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), entre os anos de 2008/2011. Cidadão Cearense, por título concedido pela Assembleia Legislativa em dezembro de 2010.

3 thoughts on “Vamos estatizar a JBS e a BRF?

  1. Essa ideia é um retrocesso , nenhum Governo provou ser bom Administrador muito pelo contrario além de mau Administrador é Corrupto , estatizar só funciona em pais com PENA DE MORTE E CADEIA PERPÉTUA como a China e Estados Unidos . Nosso país é desprovido de HONESTIDADE e JUSTIÇA que possa CORRIGIR e COIBIR erros dos políticos , eles se protegem a todo custo por leis fraudulentas que eles pro pio fazem , por esse motivo os transforma em uma QUADRILHA de Políticos onde seus atos são Desonesto e Fraudulentos na calada da noite e do dia . A Maiorias dos países EUROPEUS os governantes só administra os impostos , mai nada e o menor lá da de dez no Brasil .

  2. Bom dia:
    Parabéns ao ilustre Jornalista pela sua abordagem inteligente, clara e de extrema coerência.

    Abraços …

  3. Lendo sobre a Teoria Geral do Estado (TGE), ve-se que o estado e seus entes politicos sao reflexo da sociedade de sua origem. E realmente a cada dia que passa vemos mais isso seja nas midias, ou nas redes sociais. Uma população hipocrita gera um governo hipocrita. Uma população ignorante gera Homens ricos ignorantes, uma população que so pensa no lucro, gera homens de poder que so pensam no lucro. Seria comico se nao fosse tragico.

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