Plínio Bortolotti

27.04.12 15:11

Tim Bernes-Lee: Diga ao Facebook e ao Google que você quer seus dados de volta

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 1 Comentário

Matéria no The Guardian, 18 abril 2012 (clique para ampliar)

Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Tim Bernes-Lee, o criador da World Wide Web (www), critica empresas como o Facebook, Google e Linkedln por se apropriarem dos dados dos usuários, sem dar-lhes a liberdade de manejá-los de acordo com as suas necessidades como, por exemplo, transferi-los para outros sites.

Ilhas

Para ele, isso pode levar a internet a se tornar “ilhas fragmentadas”. Bernes-Lee afirma que, casos essas empresas liberassem os dados dos internautas haveria um “tremendo potencial para ajudar a humanidade”, propiciando maior amplitude de serviços.

Comércio

Ele diz que a comunidade online poderia chegar a um entendimento sobre a portabilidade dos dados, permitindo que se transferisse de um site em declínio, como o Digg, para outro à escolha do internauta. Mas ele tem ciência das dificuldades de isso vir a acontecer. Ele dá como exemplo o Facebook, que utiliza comercialmente as informações de seus usuários. E diz que permitir que os competidores tenham acesso a esses dados não é algo que essas empresas desejam fazer.

Comentário

É o que às vezes eu tento dizer, sem ser compreendido pelas seitas eletrônicas. A Internet é a “terra da liberdade”, mal comparando, como era o Malboro em relação aos fumantes: você pode se intoxicar se não tomar cuidado.

Veja a matéria completa (em inglês) no The Guardian.
Sugiro ainda: Steve Jobs criou uma nova seita [post de minha autoria]

[Agradeço a Nadja Furtado pela tradução do artigo]

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23.12.11 14:44

Uso inadequado de redes sociais prejudica empresa e empregados

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

«Casos de “fogo amigo” como esse, em que o funcionário não tem a intenção, mas acaba prejudicando a empresa em que trabalha, tornaram-se bem mais comuns com o advento das redes sociais. Segundo a consultora Andrea Huggard-Caine, essas novas ferramentas de comunicação se difundiram com muita velocidade e as pessoas da geração anterior não tiveram tempo para se adaptar gradualmente. As mais jovens, por sua vez, não têm a referência de como as coisas funcionavam antes e acham tudo isso normal. “Muitas estão aprendendo da forma mais dura que ser transparente não significa escrever tudo o que vem à cabeça.”»

Trecho da matéria Uso inadequado das redes sociais aumenta casos de “fogo amigo”, no jornal Valor Econômico, onde a matéria poderá ser lida na íntegra;

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19.12.11 11:43

“A revolução digital é quase tão perturbadora para a mídia tradicional como a eletricidade foi para a indústria das velas”

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 1 Comentário

Reproduzido na íntegra do IJNET – Rede de Jornalistas Internacionais [14/12/2011]

“Jornalista diz que revolução digital é quase tão pertubadora a mídia tradicional como eletricidade para indústria de velas”

por Maite Fernandez

Se existe alguém que tem ideia sobre o que está acontecendo hoje com o jornalismo e a indústria de mídia, é o jornalista Ken Auletta.

Além de cobrir a mídia para o New Yorker desde 1992, Auletta já escreveu vários livros sobre o impacto da tecnologia no jornalismo, incluindo o bestseller “Googled: The end of the world as we know it.”

Nesta entrevista com a IJNet, Auletta pondera sobre a revolução digital, o jornal digital Huffington Post e por que ele não gasta tanto tempo quanto gostaria na mídia social. Continuar lendo

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17.05.11 10:25

“El País” fortalece área digital; diretor diz que impressos têm somente mais dez anos

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

O texto abaixo (trechos) foi reproduzido do jornal “Valor Econômico”, edição de 19/5/2011

Dona do “El País Busca expansão fora da Espanha

«As diferenças entre as edições nacional e global no site do “El País” são apenas a parte mais visível dos esforços que o principal jornal da Espanha tem feito para crescer além de seu mercado doméstico.

A Prisa, companhia que edita o diário espanhol, estabeleceu uma equipe em Miami e colocou a América Latina no foco dos projetos do grupo para as mídias digitais. A região é vital para a companhia cumprir o objetivo de dobrar, em um prazo de três a cinco anos, a audiência que tem em seus serviços on-line.

Atualmente, a empresa contabiliza 70 milhões de visitantes únicos em um conjunto de sites como os do “El País”, do jornal esportivo “AS” e da rádio Cadena Ser. Eram 46 milhões no fim do primeiro trimestre do ano passado.

As razões para a aposta no mercado latino-americano são naturais. “Há cerca de 700 milhões de pessoas que falam espanhol ou português ao redor do mundo. Queremos alcançar um número muito maior de leitores que possam ter interesse em notícias e conteúdo educativo em espanhol”, afirma Kamal Bherwani, diretor-geral da área digital da Prisa. “Não há dúvidas de que vamos aumentar os investimentos na América Latina.”
[...]

A travessia tem custado à Prisa [empresa proprietária do “El País”] – como a qualquer empresa de mídia ao redor do mundo – alguns ajustes desafiadores. O maior deles é interno: convencer os jornalistas veteranos a mudar o método de trabalho que usaram a vida inteira, o de apurar uma história, ir para a redação e escrever um texto que só será publicado no dia seguinte.
[...]

Porém, [Kamal] Bherwani [diretor-geral da área digital da Prisa] não vislumbra muita longevidade para os jornais impressos. ” Se você me perguntar quando vai acabar o jornal em papel, eu não sei. Mas não acho que vá sobreviver por mais dez anos”, afirma.»

Veja a matéria completa, assinada por Talita Moreira.

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26.03.11 09:45

Huffington Post vai dispensar blogueiros e contratar apenas jornalistas

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Recentemente blogueiros que ajudaram o blog Hunffington Post a ganhar fama e fazer fortuna, passaram a reivindicar pagamento pelas suas colaborações ao site de Arianna Huffington. Veja abaixo texto publicado no Portal Imprensa.

Huffington Post vai dispensar blogueiros e contratar apenas jornalistas colaboradores

De acordo com a revista Bussiner Insider, o site de Arianna Huffington absorveu parte da equipe de sites de notícias da AOL, que comprou o portal por US$ 315 milhões. Indicativo de que o conteúdo produzido até então pelos colaboradores será produzido por equipe própria. [Mesmo depois da venda para o AOL, Arianna continuou dirigindo a publicação.]

Na avaliação do site TechCrunch, a intenção do Huffington é clara: contratar apenas os colaboradores que são jornalistas profissionais e dispensar os milhares de blogueiros que ajudaram a tornar o site um dos mais prestigiados do mundo.

“Não podemos substituir o jornalismo profissional por um esquema de blogs [...]. Não queremos confundir jornalistas profissionais com blogueiros”, disse Peter Goodman, editor de negócios e tecnologia do Huffington Post, citado pelo TechCrunch.

Veja o texto completo no Portal Imprensa.

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21.01.11 12:39

Estudo mostra que cobrar por conteúdo não reduz significativamente a quantidade de leitores

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Reproduzido na íntegra do Blog Jornalismo nas Américas, no qual há links para temas correlatos.

Jornais americanos que cobram por conteúdo online
não perdem muitos leitores nem anunciantes, revela estudo

Enquanto cada vez mais jornais americanos cobram pelo acesso a seus sites e o New York Times planeja fazer o mesmo em 2011, novos dados do serviço Journalism Online mostram que, em geral, o faturamento com publicidade e o tráfego dos sites de 12 jornais não diminuiu significativamente com a cobrança pelo acesso, informou o New York Times.

Segundo o estudo, as visitas únicas mensais a esses sites caíram 0 e 7% e as pages views, entre 0 e 20%. Nenhum dos jornais registrou queda no faturamento com publicidade.

No entanto, o levantamento não especifica quantos novos leitores online os jornais ganharam ou quanto foi gerado em novas receitas após a mudança para o sistema de acesso pago, informou a revista Columbia Journalism Review.

Além disso, os jornais analisados pelo estudo usam um modelo especial de cobrança, pelo qual apenas certos conteúdos custam dinheiroo – só os usuários que acessam uma certa quantidade de matérias mensalmente precisam pagar. “É um incentivo para a audiência que os editores estejam tendo algum sucesso em cobrar apenas dos usuários que usam mais os sites de seus jornais, [já que] bloquear o acesso a tudo certamente faria com que os leitores, a não ser os mais fiéis, buscassem notícias em outro lugar”, diz o site The Next Web.

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13.07.10 19:51

A era da internet gratuita chegou ao fim?

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Na edição de 11/7/2010 o jornal O Estado de S. Paulo publicou interessante matéria mostrando que cada vez mais empresas – incluindo as noticiosas – vêm cobrando pelo conteúdo na internet.

Nos debates sobre o assunto, eu sempre tenho defendido que os jornais devem cobrar pelo contéudo, disponibilizando apenas uma parte gratuitamente.

A matéria é um pouco longa, mas vale a pena a leitura para quem se interessam pelo assunto.

O texto é assinado pelo editor de Suplementos Semanais do jornal, Gregory M. Lamb e tem como título.

O fim da era da internet gratuita
Gregory M. Lamb – O Estado de S.Paulo (11/7/2010)

[Grifei]

“A informação quer ser gratuita” é o refrão da internet há muito tempo. Quando um vídeo, uma música ou um artigo estão na rede, são mais difíceis de ser controlados do que uma sala cheia de gente curiosa.

Oferecer conteúdo gratuito para começar é um elemento básico para uma empresa. Mas como estratégia a longo prazo, “gratuito” não faz muito sentido: como criadores de conteúdo poderão continuar produzindo se não forem pagos? A publicidade é uma das maneiras de pagar as contas. Mas as companhias da internet ainda lutam para entender e avaliar o impacto dos anúncios online. Ao mesmo tempo, muitos anunciantes continuam céticos e questionam até que ponto poderão depender dele.

Tanto o setor de comunicação quanto o de entretenimento voltaram a experimentar planos de pagamento para conteúdo online. Algum dia, 2010 poderá ser lembrado como o ano em que as companhias acabaram com a ideia da internet “gratuita”.

Atualmente, o Google tenta aplicar o YouTube Rental. O novo serviço permite que as companhias cobrem dos usuários para assistir a determinados vídeos, como programas de TV ou filmes. Os geradores de conteúdo também poderão tentar diferentes planos de pagamento para testar de que modo afetam as vendas.

O jornal britânico The Times, de propriedade da Rupert Murdoch’s News Corp, pretende estabelecer um preço que seria pago para a leitura de artigos – cerca de US$ 3 por semana, ou US$ 1,50 por dia. Para desestimular os que carregam o material gratuitamente, motores de busca como o Google serão impedidos de acessar o conteúdo.

O New York Times anunciou que planeja proteger a maior parte de seu conteúdo por um sistema de pagamento até certo ponto fácil de evitar. O jornal solicitará o pagamento depois que um leitor voltar ao site certo número de vezes por mês. Para atrair novos leitores, o jornal diz que os visitantes que chegam por intermédio de um motor de buscas ou de outro recurso sempre obterão acesso livre.

A revista The New Yorker pretende cobrar um pagamento único no fim do ano, segundo a revista Advertising Age. Mediante o pagamento de uma tarifa, os assinantes poderão ler a revista em todas suas formas – impressa, no iPad da Apple, no Amazon Kindle, e possivelmente em outros aparelhos de leitura eletrônicos – por um preço único, em lugar de ter de comprar o acesso a cada texto separadamente.

A Wired Magazine cobra US$ 4,99, o mesmo do preço da banca, para a leitura de uma edição no tablet do iPad. A versão inclui recursos interativos não disponíveis na edição impressa.

Parte dessa mudança tem a ver como trecho há muito esquecido da famosa citação “a informação quer ser gratuita”. “A informação quer ser cara, por ser valiosa”, disse o escritor Stewart Brand na Conferência dos Hackers, em 1984. “A informação certa no lugar certo pode mudar sua vida. Por outro lado, a informação quer ser gratuita, porque seu custo está baixando cada vez mais. Por isso elas brigam entre si”.

De certo modo, somente a segunda parte pegou.

“A distribuição gratuita de conteúdo de qualidade para uma empresa equivale a jogar valor fora até falir”, diz um recente relatório da Group M, agência de compra de veículos de informação da WPP, a gigante internacional da mídia e da publicidade. O relatório define as pessoas que usam os motores de busca para encontrar notícias ou informações de “turistas inúteis” que não pagam e não têm valor, mesmo para os anunciantes. Continuar lendo

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23.03.10 22:19

Por que empresas como a Nike e a Nokia investem nesses caras?

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Com o título acima, será realizada palestra, seguida de debate, nesta quarta-feira [24/3/2010], às 19 horas, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura [auditório em frente ao Planetário]. Os tais “caras”, o que vão falar e também ouvir, são Gilberto Soares [Eu Blogo] e Régis Freitas [Sedentário].

O relise enviado pelos organizadores, com o título

Mídias sociais além do verniz, é o seguinte:

«Todo mundo fala sobre o poder das Mídias Sociais. Não há hoje nenhuma empresa de comunicação do planeta que não esteja investindo, ou interessada em compreender melhor este cenário de múltiplos produtores e distribuidores de conteúdo. Na tentativa de estender o debate em Fortaleza além das próprias redes sociais da internet, Gabriel Ramalho e Hélcio Brasileiro estão promovendo no auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura a série de encontros Papos em Rede.

A cada mês dois convidados discorrerão sobre algum aspecto específico do que acontece na web, abrindo sempre para debate com a plateia presente ou online. O primeiro encontro será no dia 24 de março, quarta-feira, às 19h, com a presença de Gilberto “Knuttz” Soares e Régis Freitas. Os dois são conhecidos nacionalmente pela atuação em meio digital.

O título “Por que empresas como a Nike e a Nokia investem nesses caras?” já é em si uma provocação. Empresas nacionais e multinacionais consideram Gilberto e Régis relevantes. Não é à toa que estão em seus planos de mídia. O que faz estes dois empreendedores, que trabalham em casa sem nenhum custo adicional além do computador, da energia e da conexão, estarem na área de interesse destas corporações? Você vai se surpreender.»

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19.02.10 14:58

Jornal francês Le Figaro passa a cobrar por conteúdo na internet

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 3 Comentários

O Le Figaro passou a cobrar por parte de seu conteúdo na internet, como vêm fazendo vários outros jornais.  O diário francês lançou na terça-feira (16/2) três pacotes de acesso ao seu acervo jornalístico pela web.

Um gratuito oferecendo as principais informações  para o leitor. Outro intermediário, custando oito euros por mês [cerca de R$ 28] com acesso a conteúdo como reportagens. O pacote mais caro chamado de “Business” custa 15 euros por mês [cerca de R$ 37] contendo serviços destinados a facilitar a vida profissional.

Os assinantes ganharão uma página pessoal com capacidade de guardar artigos que tenham gostado e poderá comentar e compartilhar opinião com outros internautas.

O jornal oferecerá ainda acesso aos seus arquivos e uma seleção de artigos escritos pelo New York Times francês.

Informações do IDGNow!

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04.09.09 05:14

Washington Post põe o leitor no centro de tudo

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

O jornalista Carlos Castilho, em seu blog Código Aberto, escreve um interessante artigo sobre como The Washington Post “resolveu apostar a sua sobrevivência, como empresa, na valorização dos leitores”.

Castilho informa que o jornal americando “decidiu transformar a participação do público no seu objetivo estratégico na guerra por audiência no disputadíssimo mercado de oferta de informações na internet”.

Seu novo modelo de publicação de comentários de leitores na página Web  “é inédito na internet, custou vários milhares de dólares e cria um padrão novo em matéria de relacionamento entre jornalistas e o público”.

Os comentários passarão a ser agrupados por importância, de acordo com referência a ele, e não mais por ordem cronológica. Uma das consequencia é que um bom texto do leitor pode ganhar mais destaque do que o texto original, produzido pelo jornalista.

Vale a leitura na íntegra do artigo de Castilho, onde também se poderá ver como ficará o novo modelo de página da web do Washington Post.

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Plínio Bortolotti

Plínio Bortolotti

Jornalista. Diretor Institucional do Grupo de Comunicação O POVO, jornal, rádios […]

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