01.07.09 07:40
Brasileiro quer fazer da TV computador
Pesquisa encomendada pela Intel revela que s consumidores brasileiros querem funcionalidades de computador na TV.
O estudo mostrou que, no Brasil, as pessoas querem acesso a músicas, fotos, filmes, chats e correio eletrônico. As respostas também o interesse do consumidor por interatividade a partir deste conteúdo.
As pessoas querem passar os conteúdos de seus computadores e celulares para a TV para poder compartilhar nas redes sociais, incluindo o interesse pela possibilidade de videoconferência para falar com parentes e amigos distantes.
Com os resultados, a Intel notou que o mercado brasileiro é bastante diferente do norte-americano. Segundo a empresa, nos EUA o consumidor possui “idéias formadas a respeito do funcionamento de determinadas tecnologias e equipamentos” [No caso, os norte-americanos parecer querer apenas melhor imagem e som da TV digital]. Os brasileiros seriam diferentes na medida em que estão abertos a novas experiências.
De acordo com o estudo da Intel, existe uma grande parcela da população disposta a pagar por serviços de TV interativas, apesar do brasileiro se guiar, atualmente, mais em função do preço dos serviços oferecidos. [Com informações da WNews]
TV Digital
Em um país em que 97% dos lares tem televisão [IBGE] – e no qual muitas famílias não podem comprar um computador -, a TV digital interativa pode provocar uma verdadeira revolução nas comunicações.
Para isso, ela precisa transformar-se em um verdadeiro computador, deixando de ser apenas uma caixa de imagens, à qual se assiste passivamente.
Mauro Oliveira, professor do Cefet e fundador do Pirambu Digital, é um dos maiores entusiastas da TV interativa.
Recentemente, ele falou a este blog, sobre a importância da TV digital para o país, e também sobre a venda do set-top box [aparelho que permite a transformação da TV analógica em digital]
O equipamento [cerca de R$ 300] está sendo vendido sem o Ginga, programa que vai permitir a interatividade.
Mauro também listou cinco utilidades da TV digital interativa, às quais se podem somar as outras listadas nesta postagem, como downloads [baixar músicas e filmes] e a videoconferência.
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12.06.09 16:04
TV analógica acaba nos Estados Unidos
Segundo a agência espanhola de notícias Efe, as emissoras de TV dos Estados Unidos começarão na madrugada deste sábado, portanto daqui a poucas horas, a transmitir exclusivamente em sinal digital.
A partir da zero hora de sábado os canais transmitirão apenas o sinal digital, após anos de campanhas destinadas a preparar a população para a mudança, que mesmo assim insistiu na velha TV.
A medida deixará fora do ar aparelhos de três milhões de residências americanas que ainda dependem do apalherlho analógico, segundo o jornal The Washington Post.
Segundo informa o Washington post, a maioria dos que ficarão sem o sinal de TV são habitantes de áreas rurais mais pobres. Os conversores digitais nos Estados Unidos custam entre US$ 50 e US$ 80.
Deixarão de funcionar todos os aparelhos com uma antena de teto ou daquelas fixadas na própria TV, a menos que seus proprietários tenham comprado um conversor digital, um televisor já adaptado à nova tecnologia ou sejam assinantes de um serviço por cabo ou satélite.
O Washington Post acrescentou que um programa federal, que deveria subsidiar a compra dos conversores, ficou sem dinheiro, pois não quantificou adequadamente os valores para a compra de equipamentos para receber a TV digital.
Recentemente o professor Mauro Oliveira, do Instituto Federal de Educação Tecnológica, falou para este blog sobre os problemas que a TV digital enfrente no Brasil.
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09.06.09 20:09
TV digital: grandes redes podem atrasar interatividade
Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, criador do Pirambu Digital, uma das mais bem sucedidas experiências no Brasil em cooperativismo para a tecnologia de informação, ex-secretário de Ciência e Tecnologia do Ceará e ex-secretário do Ministério das Comunicações.
É Mauro Oliveira. E ele tem duas ou três coisas para falar a respeito do set-top box [conversor para a TV digital], do Ginga, invenção brasileira, que vai permitir a interatividade na TV digital e sobre a própria. O Ginga é um Middleware [espécie de software] sobre os quais rodam outros programas. No caso, ele permitirá o funcionamento de programas que permitirão diversos modos de interatividade.
Para começar, Mauro diz que quem está comprando hoje o set-top box [também chamado de "zapper"] para transformar a TV analógica em digital, obterá apenas melhores som e imagem, pois os aparelhos vendidos [cerca de R$ 300] não vêm com o Ginga.
“Quem comprar agora terá de comprar outro quando a interatividade chegar”, alerta Mauro.
Mauro diz que com o Ginga, a interatividade vai transformar a televisãos em um computador, integrado à internet. Por isso, diz, as grandes redes de televisão desprezam as possibilidades da interatividade, pois isso pode “quebrar o modelo de negócios” da televisão aberta.
“Quem vai assistir a um programa chato se pode passar imediatamente ao YouTube com um clique no controle remoto?”, pergunta Mauro, mostrando uma das possibilidade da TV do futuro.
Mauro Oliveira diz que o desinteresse das grandes redes pode atrasar a interatividade, mas que a chegada do novo é inevitável.
Entre as possibilidade da interatividade, Mauro Oliveira cita algumas:
1. A possibilidade de se fazer compra via TV, como hoje se faz pela internet;
2. Verificar o resultado da classificação de um campeonato esportiva ou de uma corrida, enquanto a disputa transcorre;
3. Votações e plebiscitos ou “decidir se alguém vai para o trono” em programas de variedades;
4. A possibilidade de passar e-mails via TV;
5. Abrem-se amplas possibilidades para diversos modos de ensino à distância.
Pela importância que vê na televisão interativa, Mauro diz que isso deveria ser encarado como política pública, com subsídios para a compra de set-top box com o Ginga, e com o início da produção de programas interativos pelas TVs públicas.
Para Mauro, esse seria um modo de levar a que as TVs comerciais investissem na interatividade.
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