19.08.09 17:04
Reader’s Digest – Seleções: esclarecimento
A respeito da postagem anterior, recebo de Luiz Alberto Bettencourt, da assessoria de imprensa da Reader’s Digest - Revista Seleções, o seguinte esclarecimento:
«Sua simpática nota me inspira a informá-lo que a Reader’s Digest, que edita mundialmente a Revista Seleções, não foi à falência. Negociou uma concordata com os bancos credores apenas nos Estados Unidos, onde no entanto, continua também a operar normalmente e a publicar regularmente Seleções.
A história continua.
Em todos os outros países, suas operações e suas relações com leitores, clientes e fornecedores continuam também em condições absolutamente normais. Não houve, nas outras regiões, sequer pedido de concordata.
Qualquer dúvida, por favor, me procure.
Obrigado pela acolhida que der ao meu esclarecimento.»
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19.08.09 00:21
Reader´s Digest vai à falência nos Estados Unidos
Leio no Blog de Notícias do Centro Knight para Jornalismo nas Américas que uma das mais bem sucedidas editoras de revista do mundo foi à falência nos Estados Unidos.
Trata-se da Reader’s Digest Association. Fundada fevereiro de 1922, a empresa está com 87 anos. No Brasil, a publicação é conhecida como Revista Seleções, editada desde 1942, portanto, com 65 anos.
Segundo as informações, a falência deve atingir apenas os negócios da empresa nos Estados Unidos, teoricamente sem afetar as operações na América Latina, Canadá, Europa, África, Ásia e Oceania.
Em “Uma breve história das grandes revistas”, Thomaz Souto Corrêa, resume assim o nascimento da Reader’s Digest:
«Com cinco mil dólares emprestados dos pais e dos irmãos, DeWitt Wallace — que ninguém achava que faria algo importante na vida — e sua mulher Lila lançaram uma revista que republicava os melhores artigos que encontravam nas outras revistas e jornais.
“Eu simplesmente procuro coisas que me interessem; se me interessarem, eu publico”, confessou ele. Chamou a revista de Readers Digest, literalmente “uma compilação (de histórias) para os leitores”. Essa idéia só não foi copiada no mundo inteiro, porque DeWitt Wallace se encarregou ele mesmo de lançar a revista internacionalmente: são hoje 48 edições em 19 línguas.
Como o nome em inglês era de difícil tradução, ao logotipo de Readers Digest acrescentou-se em algumas línguas a palavra Seleções, até hoje uma das revistas mais vendidas no planeta. Em torno da revista, ou em torno da marca, criou-se um negócio de vender livros de todos os gêneros, guias de viagem, vídeos, coleções de CDs de música clássica e popular, sempre com um foco muito dedicado à família. Esse negócio é atualmente muito maior do que o negócio gerado pela revista.»
No portal da revista, a história do início é assim descrita:
«Tudo começou em Pleasantville – Nova York – 1918, quando De Witt Wallace, que estava recuperando-se dos ferimentos da 1ª Guerra Mundial, teve a idéia de lançar uma revista que reunisse os melhores e mais úteis artigos já publicados, usando uma linguagem condensada, mas sem interferir no conteúdo e no “sabor” do texto.
Como o projeto não foi aceito pelas grandes editoras da época, Wallace lançou por conta própria, em fevereiro de 1922, o primeiro número da revista Reader’s Digest , que, vinte anos depois, chegaria ao Brasil com o nome de Seleções.
Os números refletem a trajetória de sucesso da revista Seleções no país. A primeira edição em português esgotou rapidamente com 100 mil exemplares vendidos em várias cidades e, em menos de seis meses, a circulação chegou a 150 mil exemplares. No início dos anos 70, a tiragem de Seleções atingia a casa dos 500 mil. »
No vídeo abaixo a história narrada, em português, pelo próprio De Witt Wallace
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