Plínio Bortolotti

20.01.12 01:09

Meruoca, a serra

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Caminho de Meruoca (clique nas fotos para ampliar)

Palestina, distrito de Meruoca: não consegui descobrir a origem do nome

Bastam 13 km, de Sobral à serra da Meruoca, para sair-se de uma temperatura próxima dos 40 graus centígrados e chegar-se a um clima de 16 graus. O local é para descanso, contemplar a paisagem, ouvir pássaros, fazer caminhadas – e outras coisas interessantes para um clima que pede aconchego. Há poucas pousadas e poucos restaurantes, mas vale a visita, principalmente se você vem de um roteiro de muito sol e muita praia.

Areia e água

Como me disse um “super sincero”, quando perguntei, em Jijoca de Jericoacora, o que tinha para ser visto por ali, ele respondeu: “Areia e água”. O que não deixa de ser verdade, mas uma boa combinação das duas coisas pode resultar em belas paisagens. Em Meruoca a combinação é “mato e água”, além da temperatura amena – e o canto dos pássaros.

Engenho

Não tive tempo nem mesmo de ir ao mirante e perdi um passeio a um velho engenho de cachaça da região, para o qual fui convidado, pois o tempo de folga estava se esgotando.

Então é isso, moçada, agora, o batente.

Veja também Icaraí de Amontada, Almofala, Jijoca, Jericoacora, Sobral.

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20.01.12 00:45

Sobral e a teoria da relatividade geral de Albert Einsten

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Museu do Eclipse em Sobral

Em Sobral é muito interessante conhecer a sua história, ver o seu casario antigo e visitar seus museus. O museu Dom José (o quinto do país em arte sacra e decorativa) e o museu do Eclipse. O museu Madi está fechado desde 2009, quando a sua sede foi alagada pelas chuvas – e o seu acervo (que não pode ser visto) está recolhido na Casa da Cultura.

Dom José

O museu Dom José foi fundado pelo primeiro bispo de Sobral, dom José Tupinambá da Frota (1882-1959) até hoje a personalidade mais importante da cidade. No museu podem ser vista a arte sacra e peças usadas nas residências de famílias importantes de Sobral, nos seus mais de 300 anos, como louças, móveis e mobiliário.

Eclipse

O Museu do Eclipse (aberto das 17h às 21h), foi inaugurado em 1999 para lembrar um dos momentos mais importantes ocorridos na cidade. Em 1919, por ocasião de um eclipse total, uma equipe de astrônomos ingleses e brasileiros esteve na cidade para, por meio de fotos, por à prova a teoria da relatividade geral, formulada por Albert Einsten, que foi confirmada pela observação dos cientistas. Depois da visita guiada, pode-se voltar às 22h para observar o céu por meio de um telescópio (o que não me foi possível devido ao tempo nublado).

Veja mais aqui.

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14.01.12 16:09

Jericoacoara

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Vista no fim da tarde da rua Principal de Jericoacora, com mar ao fundo (clique para ampliar)

Pela primeira vez em Jericoacoara. Não conheci a praia quando era apenas uma vila de pescadores, refúgio de bicho-grilos, hippies tardios e outros representantes dessa fauna, que está sempre à procura de um lugar onde ainda habita o bom selvagem.

Antigas

Mas imagino que, nas antigas, Jeri devia ser como era Canoa Quebrada, que conheci no primeiro ano de década de 80 do século passado: principiava a abertura de algumas pousadas bem simplezinhas e ainda dormia-se na casa de pescadores ou em algum “puxadinho” que eles faziam no quintal, alugando por módica quantia. Se bem me lembro havia apenas uma barraca na praia. Hoje, a rua principal de Canoa se chama “Broadway”, daí você tira o que virou a terra de Francisco José do Nascimento, o Chico da Matilde, também conhecido como Dragão do Mar.

Beleza

Obviamente não vou ser besta de negar a beleza de Jericoacora. O trajeto surpreendente de carro, de Jijoca a Jeri, passando por dunas, mangues, paisagens de puro deslumbre; seu pôr do sol, suas lagoas – e ainda o jeito simpático como locais e aqueles que se fixaram por aqui recebem os visitante – em uma conversa informal, nos bares, restaurantes e pousadas. Mas agora o que manda aqui é o “business”, em várias línguas e sotaques. Continuar lendo

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14.01.12 08:58

Jijoca

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 2 Comentários

Lagoa Paraíso, em Jijoca (clique para ampliar)

De Almofala, seguindo-se em direção a Oeste chega-se a Jijoca, porta de entrada de Jericoacoara. Na entrada da cidade, os carros são instados a parar em um quiosque da associação dos guias de turismo.

Turismo

Uma funcionária da Prefeitura informa os três modos de chegar a Jericoacora: deixando o seu carro em um dos estacionamentos da cidade (R$ 5,00 por dia) e seguindo em uma camionete (exclusiva) pelas Dunas (R$ 140,00* ida e volta); deixando o carro em um dos estacionamentos e optando pelo “lotação” (R$ 10,00 por pessoa); ou indo no seu próprio carro acompanhado de um guia (R$ 80,00 – ida e volta e mais R$ 10,00 por dia em um estacionamento na periferia de Jeri, onde é proibido circular de carro pelas ruas). [Um pouco antes, na rodovia, algumas pessoas na estrada fazem sinal para o carro parar. São guias que levam o veículo pela via da praia do Preá. Eu preferi seguir até Jeri e parar em um posto de turismo da Prefeitura.]

Com emoção

Optei por ir em meu veículo, e aconselho que ninguém tente fazer o trajeto sem o acompanhento do guia: eles são peritos em fazer carros de passeio transitar por areiais, mangues, pontes estreita e até atravessar pequenos córregos. Se você não tiver um 4 x 4 – e mesmo tendo-o, se não for habilidoso, vai ficar pelo caminho.

Paraíso

Em Jijoca vale a pena uma visita à lagoa Paraíso. A suas águas (doces) são transparentes e limpas (é proibido circular até veículos náutico motorizados) e o fundo é constituído de areia de praia. No seu entorno (fora da cidade) há algumas pousadas: diárias em torno de R$ 150,00.

[*Corrigido às 21h57min de 20/2/2012, conforme alerta de comentário abaixo, antes, havia anota erroneamente R$ 160,00]

Veja também Icaraí de Amontada, Almofala.

Veja foto: a caminho de Jeri.

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14.01.12 08:22

Almofala e a igreja que desaparece

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Igreja de Nossa Senhora da Conceição, engolida pelas dunas no século XIX, redescoberta nos anos 1940

Almofala, terra dos índios tremembés, fica a cerca de 230 quilômetros de Fortaleza. A estrutura de hospedagem é modesta, com duas pequenas pousadas, um tanto quanto precárias.

No vilarejo, vale a pena dar uma olhada na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, construída em 1712. Exemplo da arquitetura colonial. No fim do século XIX, início do século XX a igreja é soterrada por uma duna móvel. Na década de 1940, o templo reaparece. Está reformado, pintado de um branco imaculado.

Tartarugas marinhas

A cerca de três quilômetros do vilarejo, por uma estrada carroçável (em boas condições), pode-se visitar o projeto Tamar (tartarugas marinhas). Almofala é uma área em que se acumulam muitas algas, um dos alimentos preferidos de várias espécies de tartarugas marinhas.

Por sua vez, com a abundância do animal, os pescadores também tinham o hábito de caçá-los para comê-las.

Hoje, segundo o simpático Djavan – um menino de 14 anos que nos guia pelos tanques explicando como eles cuidam das tartarugas – o hábito de usá-las como alimento está extinto e os pescadores colaboram na preservação da espécie.

Veja também Icaraí de Amontada

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10.01.12 15:39

Icaraí de Amontada

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 3 Comentários

Praça de Icaraí de Amontada e igreja de Nossa Senhora dos Navegantes

Icaraí de Amontada – também conhecida como Icaraizinho de Amontada – é uma praia no litoral Oeste, a cerca de 190 quilômetros de Fortaleza, pela rodovia Estruturante (CE 085).

Asfalto

Até há alguns meses, os cerca de 30 quilômetros entre a CE 085 e a praia era uma estrada carroçável. Com a passagem do asfalto é bem possível que a tranquilidade do local seja um pouco afetada. Portanto, caso alguém queira conhecer o lugar com as feições atuais, este é o momento.

Pousadas

Em Icaraí de Amontada há várias pousadas, desde uma bastante sofisticada, até lugares mais simples.  Como estou de férias, não entrei para perguntar preço e nem verificar as condições, mas, pelo menos algumas delas parecem bastante boas e bem arrumadas. Se estiver interessado, uma busca na Internet deve resolver.

Diferentemente de outras vilas – creio que a maioria do Ceará – os pescadores não usam jangadas, mas barcos a vela em seu trabalho.

Dá para visitar praias próximas, como Moitas e Caetanos.

Eólica

Em Icaraizinho funciona uma usina eólica – e não me parece que ofenda a paisagem.

[A propósito, não acredite em tudo o que ler na internet, principalmente alguns deslumbres de revistas dedicadas ao turismo. De fato, o lugar é simpático, belo e tranquilo, mas não se deixe levar pelas as toneladas de adjetivos próprio dos profissionais de turismo.]

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30.01.10 23:04

Sugestões no roteiro de férias

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Euroville: o inusitado na Chapada do Araripe

Euroville: o inusitado na Chapada do Araripe

? Muitas cidades não estão preparadas a receber “turistas”, portanto, nem sempre aquilo que você programa ver está aberto no momento em que se quer. E será injusto reclamar de quem o atende, pois a responsabilidade não é dele, mas dos administradores da cidade.

? Não imite sotaques, não critique o ritmo das pessoas; respeite os costumes e o linguajar das pessoas do lugar onde você se encontra.

? Não fale mal da cidade que você visita para os moradores. Normalmente as pessoas sabem das deficiências do local onde moram. Em Icó, por exemplo, não existem hotéis ou pousadas em boas condições. Esperei que o Afonso, que me mostrou a cidade, tocasse no assunto para lhe dizer que Icó merecia um lugar melhor para atender os visitantes.

? Obviamente, se você é jornalista ou edita um blog, você pode e deve descrever a realidade como ela é.

? Não saia ao sol do sertão sem usar protetor solar, com FPS [fator de proteção solar] alto, 50, por exemplo.

? Em alguns locais existem muriçocas [pernilongos] à noite. Esses aparelhos que se compra em farmácia ou supermercados para ligar na tomada ou uma loção repelente resolvem o problema. [Também se pode improvisar com qualquer creme ou mesmo com o protetor solar, que espanta os bichos.]

? Se você não está acostumado com moscas, em alguns lugares do interior [restaurantes, por exemplo] você pode encontrá-las. Isso não é, necessariamente, sinal de falta de higiene. Em algumas épocas do ano é comum aumentar a quantidade de insetos.

? Leve uma rede. Se você não gostar [ou desconfiar da limpeza] da cama do hotel ou da pousada, você tem uma ótima opção para dormir.

? De carro, prefira viajar de dia e, mesmo assim, mantenha o farol ligado [em luz baixa], pois aumenta a visibilidade do veículo.

? Respeita a fiscalização, mesmo precária, ela existe – e ajuda, principalmente quando pede a redução de velocidade [normalmente perto de lugares habitados] ou indicando curvas.

? Não ande em velocidade excessiva e seja prudente. Você não pode controlar o que os outros motoristas fazem [e há muitos imprudentes], mas, em velocidade compatível, tomando os cuidados necessários, você terá mais condições de sair de uma situação difícil.

? Se não conhecer o lugar por onde viaja, mantenha sempre o caso abastecido. Você não saberá quando encontrar outro posto de combustível.

………..

Com este post concluo o meu “Roteiro de férias”. Espero ter mostrado um pouco da riqueza cultural, material e imaterial, de algumas cidades que visitei – e que isso incentive  e a disposição para o conhecimento da realidade cearense. Agradeço aos que o leram as postagem e, principalmente, aos que fizeram comentário, deram sugestões e corrigiram alguns equívocos, amigos virtuais ou que conheço pessoalmente: Danúzio Carneiro, Daniel Fonseca, Leonardo Ribeiro, Vanderlúcio Souza, Rejane Cardoso, Joana Dias, Rogério Ferraz Alencar, Cabral, Voltaire Farias Xavier, Ubiratan Lemos, Eunivaldo Pereira, Otoniel Ajala Dourado, Nelson Castelo Branco Eulálio Filho, Irapuan Diniz de Aguiar, Rita Célia Faheina e Luiz Carlos. Agradecimentos especiais a Altino Afonso [que me conduziu em Icó], Tarso Araújo e Romão França [em Juazeiro do Norte, Nova Olinda e Santana do Cariri], Zé Pereira [Euroville e Santana do Cariri]; Manoel Severo e Danielle Esmeraldo [Crato e Caldeirão].

A partir de agora, volto às postagens “normais”.

[Para ler todos os posts sobre o assunto clique abaixo em “Roteiro de férias”.]

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30.01.10 23:03

Roteiro de férias: observações gerais

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Arte sacra no Centro Mestre Noza, em Juazeiro do Norte

Arte sacra no Centro Mestre Noza, em Juazeiro

? Dizem que o mundo será dominado pelas mulheres. Se for o mundo das motocicletas, motonetas e bicicletas, já está tudo dominado, pelo menos no interior do Ceará, onde elas reinam absolutas sobre as duas rodas, tantos as jovens como senhoras.

? O uso de capacetes por motociclistas é objeto raro e o negócio varia assim: em Quixadá, não vi ninguém sem o equipamento; em Icó ninguém usa a proteção.

? As motocicletas e motonetas transformaram-se em um dos principais meios de transporte no interior. Vi famílias inteiras em motos: normalmente o pai na direção, um filho em cima do tanque, outro ensanduichado [às vezes dois vão desse jeito] e a mãe com  outro, o menorzinho, escanchado no quadril.

? As jovens, a passeio – com roupa de “ver Deus” –, costumam carregar pelo menos outras duas amigas na garupa.

? Vi de tudo sendo transportado em motos. Os mais inusitados: uma antena parabólica, sustentada acima da cabeça pelo garupeiro; um carrinho de mão [desses usados em construção civil] transportado entre o piloto e o garupeiro; um motociclista que amarrou alguns vergalhões de ferro deixando um “rabo” de cerca de cinco metros na moto, que ele ia arrastando pelo asfalto, levantando faíscas. Muitos usam engates pra ampliar a capacidade de transporte das motos.

? O trânsito na maioria cidades interioranas é algo que se pode chamar, sem nenhum medo de errar de caótico, em todos os sentidos. Tire a sua conclusão: é bem pior do que em Fortaleza. Vai da falta de sinalização e planejamento ao modo como os motoristas e motociclistas conduzem seus veículos.

? Como em Fortaleza, carros de som de publicidades, grandes e pequenos, infernizam a vida das cidades interioranas.

? Pude ver na prática como funciona a “inteligência coletiva” na internet. Em alguns posts que fiz, vários leitores fizeram comentários dando sugestões do que poderia fazer em determinada cidade ou corrigindo informações.

? Passei por dezenas cidades que deveriam ter coisas interessantes por descobrir, mas como tinha tempo limitado, parei nas seguintes, pela ordem: Quixadá, Quixeramobim, Icó, Orós, Juazeiro do Norte, Nova Olinda, Santana do Cariri e Crato. Rodei 1.658 quilômetros.

? Viajei, o maior trecho, pela CE 060 – conhecida como Rodovia ou Estrada do Algodão, em boas condições. As demais CEs pelas quais trafeguei também estavam transitáveis, sem problemas maiores, a não ser a existência de animais na pista, principalmente entre Icó e Juazeiro do Norte.

? A sinalização, tanto nas rodovias como dentro das cidades é bastante precária. É preciso atenção e disposição para perguntar. A grande vantagem no Ceará é que ninguém lhe nega informação e nem demonstra má vontade para lhe dar indicações.

? Usei um mapa do Guia 4 Rodas. É bem detalhado e dá muito boas indicações, mas não resolve todos os problemas. Evite fazer seu trajeto somente pelo Google Maps, as informações ainda são muito precárias para você confiar somente nesse dispositivo. O Google Maps sempre mostra o caminho “mais curto” e você pode entrar em uma enrascada sem tamanho em estradas carroçáveis, intransitáveis ou perigosas.

? Quanto ao Guia 4 Rodas das cidades, é um produto de qualidade, mas pouco ajuda quando se trata do interior do Ceará. Como o Guia tem de se ocupar de todas as cidades do Brasil, ele se detém nas mais “importantes” ou mais “turísticas”. As informações sobre Quixadá, Crato ou mesmo Juazeiro, por exemplo, não chegam nem perto de mostrar a importância dessas cidades.

[Para ler todos os posts sobre o assunto clique abaixo em "Roteiro de férias".]

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29.01.10 00:05

Barbalha, o Pau da Bandeira e o cartaz

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

O Pau da Bandeira, homenagem a Santo Antônio

O Pau da Bandeira, homenagem a Santo Antônio

A Festa do Pau da Bandeira é um dos principais eventos na cidade de Barbalha. Realizado anualmente no mês de junho é uma homenagem a Santo Antônio, padroeiro da cidade.

Nos dias que precedem uma árvore de grande porte é cortada na Chapada do Araripe e é transportada nos ombros de uma multidão de devotos.

No centro da cidade, o pau é fincado com uma bandeira de Santo Antônio na parte mais alta, e lá fica até o ano seguinte, quando é substituído. Milhares de pessoas acompanham a procissão.

Como em quase todas as festas religiosas, o Pau da Bandeira reúne o sagrado e o profano, acompanhado de forrós e muita diversão.

Cartaz

Por isso, não creio que seja desrespeito pôr no mesmo post o cartaz que vi em um bar de Barbalha, ao lado.

Bar em Barbalha oferece seus produtos

Bar em Barbalha oferece seus produtos

Suponho que se deva seguir a ordem: o cara dá uma ajeitada no “banheiro Vip”, pede uma água de coco e um gelo para se hidratar, começa a esquentar com um Red Bull e um Night Power, a camisinha vem em seguida para concluir a noitada. E 0 cartão telefônico? Suponho que seja para o sujeito ligar para casa e dar uma desculpa qualquer.  : )

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28.01.10 00:03

Lampião passa por Barbalha, chega a Juazeiro e ganha patente militar

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Rua principal de Barbalha, pode onde Lampião e seu bando passaram em 1926, em direção a Juazeiro, onde ele receberia a patente de capitão

Rua principal de Barbalha, pode onde Lampião e seu bando passaram em 1926, em direção a Juazeiro, onde ele receberia a patente de capitão

Foi pela rua principal de Barbalha, na foto acima, que Lampião passou em direção a Juazeiro do Norte, convocado a participar do “Batalhão Patriótico”, milícia criada por Floro Bartolomeu para combater a Coluna Prestes. Há divergência entre os historiados se Padre Cícero sabia do convite a Lampião.

O bandoleiro foi atraído a Juazeiro, em 1926, onde chegou com cerca de 50 homens, com a promessa de receber a patente de capitão e ter anistia para seus crimes, em troca do enfrentamento à coluna dos tenentes.

No entanto, na cidade não havia ninguém que pudesse dar a patente a Lampião. A única autoridade federal na cidade era um engenheiro agrônomo, inspetor agrícola federal, e foi ele que escreveu o documento da patente, assinando-o.

Segundo Leonardo Mota, foi o próprio agrônomo Pedro Albuquerque Uchoa, o homem que assinou a patente de Lampião, quem lhe contou a história. Segundo Uchoa, foi o Padre Cícero quem o chamou à sua presença – pois Lampião queria a patente que lhe fora prometida de qualquer modo - orientou-o como escrever o texto, mandando-o assinar, com o argumento que o agrônomo era a “única autoridade federal” em Juazeiro.

Lampião ganhou a sua “patente” por quem não tinha autoridade para concedê-la, nunca enfrentou a Coluna Presntes, mas passou a ser chamado de “capitão”.

[Para ler todos os posts sobre o assunto clique abaixo em "Roteiro de férias".]

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Plínio Bortolotti

Plínio Bortolotti

Jornalista. Diretor Institucional do Grupo de Comunicação O POVO, jornal, rádios […]

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