19.12.11 11:43
Reproduzido na íntegra do IJNET – Rede de Jornalistas Internacionais [14/12/2011]
“Jornalista diz que revolução digital é quase tão pertubadora a mídia tradicional como eletricidade para indústria de velas”
por Maite Fernandez
Se existe alguém que tem ideia sobre o que está acontecendo hoje com o jornalismo e a indústria de mídia, é o jornalista Ken Auletta.
Além de cobrir a mídia para o New Yorker desde 1992, Auletta já escreveu vários livros sobre o impacto da tecnologia no jornalismo, incluindo o bestseller “Googled: The end of the world as we know it.”
Nesta entrevista com a IJNet, Auletta pondera sobre a revolução digital, o jornal digital Huffington Post e por que ele não gasta tanto tempo quanto gostaria na mídia social. Continuar lendo
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28.10.11 12:54
Direitos humanos, democracia, mídia e Justiça, na pauta dos magistrados cearenses
Entre os dias 3 a 5 de novembro, será realizado o 3º Encontro da Magistratura Cearense. O evento é organizado pela Associação Cearense de Magistrados (ACM). As palestras abordarão três eixos temáticos:
Direitos Humanos, Democracia e Justiça,
comentados por Renato Janine Ribeiro, da Universidade de São Paulo (USP); Luiz Moreira Gomes Júnior, do Instituto Brasiliense de Direito Público e Jorge Hélio Chaves de Oliveira, conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Judiciário e mídia
Também haverá painel sobre o Judiciário e a mídia, abordando inclusive o impacto das novas tecnologias e redes sociais, com os seguintes debatedores: o juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Marcelo Semer, colunista do site Terra (ex-presidente da Associação Juízes para a Democracia), e o jornalista Plínio Bortolotti, diretor institucional do grupo de comunicação O POVO.
Abertura
A solenidade de abertura na noite da quinta-feira (3/11), com conferência do juiz maranhense Marlon Jacinto Reis, um dos idealizadores do projeto de lei da Ficha Limpa e que coordena o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). Ele falará sobre a magistratura e os movimentos sociais.
Conferência
O encerramento será no dia 5/11, com a conferência do juiz do TJSP, José Henrique Rodrigues, presidente da Associação de Juízes para a Democracia, com o tema “A magistratura e a defesa dos direitos humanos”.
Programação completa e inscrições, no portal da ACM.
O evento será no hotel Gran Marquise (Av. Beira Mar, 3980)
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16.10.11 17:56
Palestra na UFC aborda o direito à comunicação
Por um amanhã que cante: o direito à comunicação na América Latina será o tema em debate na sexta-feira (21/10/2011), às 16 horas, no auditório Rachel de Queiroz, no Centro de Humanidades 2, no campus Benfica da UFC.
Rádios comunitárias
Falarão no evento Néstor Busso, presidente da Federação Argentina de Rádios Comunitárias, e o jornalista Jonas Valente, mestre em Políticas de Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB) e integrante do Intervozes (Coletivo Brasil de Comunicação Social).
Comunicação
A palestra faz parte do “Direito à Comunicação – A sociedade quer discutir a sua mídia”, organizada pelo Intervozes e pela Universidade Federal do Ceará, por meio dos cursos de Jornalismo, de Publicidade e Propaganda, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e da Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC.
Experiência argentina
Segundo os organizadores, a proposta do ciclo “dialoga” com a experiência argentina de elaboração da chamada “Ley de Medios”, que regulamenta o setor de radiodifusão no país vizinho.
Ciclo
Dando continuidade às atividades do Ciclo, no sábado (22/10), haverá aula com Jonas Valente sobre os sistemas de comunicação de vários países, a exemplo dos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Alemanha e Japão. A aula será às 13h no auditório da Associação dos Docentes da UFC (Adufc), no Benfica.
A palestra é aberta ao público. Os que quiserem participar da aula no sábado, com limite de 50 pessoas, deverão se inscrever previamente.
Mais informações:
Iara Moura: (85) 8633 6220
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29.09.10 20:47
Simpósio aborda os 60 anos da televisão no Brasil
Os 60 anos da televisão no Brasil – 50 anos no Nordeste – serão debatidos no 2º Simpósio História da Mídia do Nordeste, de 13 a 15 de outubro, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza.
O evento terá várias conferências reunindo pesquisadores da história da televisão no país, entre eles Ana Paula Goulart, Maria Helena Capelato, Marcelo Canellas, Gilmar de Carvalho e Mirta Varela.
O Instituto de Referência da Imagem e do Som (Iris), em parceria com a Universidade Federal do Ceará, Banco do Nordeste do Brasil e Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) são os organizadores do evento.
Programação e inscrições (gratuitas) e podem ser feitas até o dia 10 de outubro, aqui: www.midianordeste.org.br.
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14.04.10 12:21
Criança e adolescente na mídia
O seminário “Criança e adolescente na mídia – Qualificando o discurso para transformar a realidade” será nesta quinta-feira [15/4/2010], às 18 horas, no auditório da Biblioteca do Centro de Humanidades da UFC [campus Benfica].
A promoção é da Agência Catavento e da Rede Andi [Agência de Notícias dos Direitos da Infância].
Participam do debate
Inês Vitorino – Doutora em Ciências Sociais, professora da UFC e coordenadora do Grim [Grupo de Pesquisa da Relação Infância e Mídia]
Lucynthia Gomes – Jornalista do O POVO
Paulo Luís Fonseca – Instituto da Juventude Contemporânea
Com emissão de certificados. Mais informações: (85) 3252 6990.
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08.03.10 10:08
Não foi somente o fato de ser um nordestino de Fortaleza e ter orgulho de sua terra que motivou o linguista Daniel do Nascimento e Silva a refutar em sua tese de doutorado a imagem do Nordeste retratada pejorativamente por segmentos da mídia impressa no Brasil. Sua pesquisa, apresentada no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Unicamp, teve como uma das principais conclusões a de que o Nordeste é apresentado na mídia como um território do passado, violento e da fome, no limiar entre a vida e a morte. E foi justamente este limiar que mais chamou a atenção de Silva, justamente porque, segundo o linguista, os nordestinos, estando nesta zona limítrofe, apresentam-se como possibilidade de crítica aos princípios desiguais da modernidade, pautada numa ideia de vida que triunfa sobre a morte.
A tese, orientada pelo professor do IEL Kanavillil Rajagopalan, alinhava o tema tomando como amostras dois jornais de São Paulo e um do Rio de Janeiro, além de uma revista de circulação nacional. Por vezes, o autor se amparou em outras mídias, como o Portal Centro de Mídia Independente, para obter dados subsidiários. Silva fez uma pesquisa documental. Trabalhou ainda com um corpus paralelo: o corpus literário, que se justifica, conforme o autor, para tentar compreender as condições históricas da inteligibilidade do Nordeste, uma memória que deve ser recuperada. Empregou ainda algumas renomadas obras literárias de autores que mostram o surgimento da figura do nordestino. São elas, dentre outras, Vidas Secas, de Graciliano Ramos, e A Fome, de Rodolfo Teófilo, as quais ajudaram a dar sustentação a um capítulo especial sobre a história do Nordeste.
[Os dois parágrafos acima são reprodução de texto de Isabel Gardenal, para o Jornal da Unicamp. A foto é do mesmo jornal, de Antonio Scarpinetti. Para ler o texto completo clique aqui.]
26.02.10 11:48
Vídeo mostra concetração da propriedade dos meios de comunicação no Brasil
Por indicação do leitor e comentador neste blog, Leonardo Ribeiro, cheguei ao filme “Levante sua voz”, produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social, em 2009.
O filme “faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existentes no Brasil” e, de quebra, dá uma aulinha de edição.
A narrativa do filme, abordando a temática do direito à comunicação, remete ao curta “Ilha dos flores”, de Jorge Furtado.
“Levante a sua voz” foi produzido, editado e dirigido por Pedro Ekman; tem 17 minutos e foi publicado originalmente aqui.
12.11.09 22:52
Empresas de mídia defendem limitação do capital para empresas jornalísticas na internet
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira dos Provedores de Acesso à Internet (Abranet) defenderam nesta quinta-feira (11/11) na Câmara dos Deputados a limitação do capital estrangeiro em 30% para empresas que produzem conteúdo jornalístico na internet.
Segundo as três entidades, a restrição ao capital externo, que está no artigo 222 da Constituição, aplica-se a qualquer negócio que explore conteúdos, independentemente do meio utilizado, seja TV, rádio, jornais ou a internet.
O assunto foi discutido em audiência pública promovida pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.
Conforme essa interpretação, o objetivo da norma seria preservar a cultura e a nacionalidade brasileiras, e por isso a limitação. Além de o capital ser 70% nacional, o controle da empresa e da produção de conteúdo deve ser exercido por brasileiro nato ou naturalizado há 10 anos, defendem.
“Ninguém quer controlar o livre fluxo de informações e idéias, mas queremos proteger a soberania e a cultura nacional, foi essa a intenção da lei, que inclusive existe em outros países”, disse Luís Roberto Barroso, constitucionalista e representante da Abert no debate.
Limitações geográficas
O diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), Demi Getschko, disse que talvez não seja possível elaborar e fazer cumprir leis desse gênero para a internet.
A preocupação de Getschko, que também é membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), é que se queira aplicar a lei por meio de restrições físicas e de acesso à rede.
Segundo ele, além de ferir os princípios que norteiam o desenvolvimento da web, as características técnicas da rede impedem que leis restritivas sejam aplicadas, uma vez que não é possível localizar um portal geograficamente.
Um portal com conteúdo pode ser gerido da mesma forma por jornalistas, por uma padaria, um açougue, uma loja qualquer, por pessoas físicas ou jurídicas, e pode ser coletivo sem sequer exigir cadastro. “No mundo real, é claro o que é uma empresa de jornalismo, mas é difícil definir o que é um portal jornalístico na internet. A analogia não é possível porque a rede segue outras lógicas”, explicou.
O consultor jurídico do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara, frisou que não estava sendo discutida a “regulamentação da internet”, tema que assusta os usuários. “O jogo é proibido no Brasil, mas todos os dias milhares de pessoas jogam em cassinos virtuais, e seria a mesma coisa tentar proibir “, exemplificou.
Mesmas regras
A posição das associações também é a de que a internet seja livre de restrições. Segundo elas, no entanto, a defesa é para que as empresas que exploram a notícia como negócio na web no Brasil sigam as mesmas regras das demais companhias de comunicação.
“Qualquer um pode colocar notícias na internet, mas não é disso que estamos falando. Estamos falando da empresa do lado real e não virtual, de um negócio que se organiza para produzir notícias e explorar isso empresarialmente”, disse o professor da Faculdade de Direito da USP, Tércio Ferraz, que representou a ANJ no debate.
Não é difícil imaginar que uma companhia se organize em outro país e fuja a essa regra, produzindo conteúdo em português para veiculação no Brasil. Mas Roberto Barroso afirma que não é porque uma regra é de difícil aplicação que ela deva ser ignorada. “Além disso, acho difícil que a produção de jornalismo sobre o Brasil se dê sem uma base de operação e profissionais no Brasil, o que obriga a empresa a ter uma sede aqui”, disse. [da Agência Câmara]
Opinião
Se a lei que limita a propriedade dos meios de comunicação noticiosos para os jornais, rádios e TVs, parece lógico que valha também para a internet. Mesmo porque, no passo que se vai, a rede vai ganhar cada vez para importância e influência.
Se há dificuldade para fazer cumprir a lei, a discussão é outra.
Agora, se a lei não vale para a internet, não faz sentido continuar valendo para as empresas “não-virtuais”.
04.11.09 15:55
Lula deve estar conversando com o professor Venício A. de Lima
Ato 1
O professor Venício A. de Lima é um dos mais importantes estudiosos da mídia na atualidade. Autor de vários livros, escreve frequentemente artigos que são divulgados em portais de crítica à mídia [como o Observatório da Imprensa] e também em alguns sites de “esquerda”, como o Carta Maior.
Concorde-se ou não com o professor reconheça-se a qualidade de seus trabalhos, todos alicerçados em sólida base teórica.
Ato 2
De alguns dias para cá o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem emitindo várias opiniões sobre a mídia. Disse que o trabalho da imprensa não era fiscalizar o governo, mas dar notícias; castigou os colunistas dizendo que eles vêm perdendo a capacidade de formar opinião; e exortou os jornalista a não “interpretarem” os fatos.
Ato 3
Em livro de 2006 “Mídia: crise política e pode no Brasil”, no capítulo “Revisitando as sete teses sobre mídia e política no Brasil”, o professor Venício escreve: “O que está realmente em jogo quando se trata das relações de mídia e política é o processo democrático”.
Pelo que se trata aqui, o mais interessante é a sua terceira tese, na qual ele anota que “a mídia está exercendo várias das funções tradicionais dos partidos políticos”, as seguintes:
? Construir uma agenda pública (agendamento)
? Gerar e transmitir informações políticas
? Fiscalizar ações do governo
? Exercer a crítica das políticas públicas
? Canalizar as demandas da população
E complementa afirmando que “mesmo no Brasil não havendo a tradição partidária consolidada, alguns analistas apontam a ocupação desse espaço pela mídia como uma das causas da crise generalizada dos partidos”.
Em artigo recente, o professor reafirma alguns desses pontos, traça um histórico do surgimento da mídia – que nasceu como imprensa partidária e de opinião – e pergunta se a mídia brasileira não estaria fazendo uma espécie de volta às origens partidárias.
Ato 5
A questão é a seguinte. A linha de raciocínio de Lula é muito parecida com essa para se supor que seja apenas coincidência. Ou Lula anda conversando com o professor Venício; ou está lendo seus livros ou alguém leu e soprou-lhe.
Existe também hipótese – Lula tem poder de análie e compreensão da realidade material e abstrata bem maior do que supõem seus detratores gratuitos ou não -, de o presidente ter chegado às mesmas conclusões pela sua própria experiência.
A minha aposta é que foi uma mistura das várias coisas. Lula conversa com muita gente – é o tipo de pessoa que parece pegar as coisas de ouvido.
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14.10.09 08:49
Obama e a mídia: os mesmos problemas de apaíses abaixo da linha do Equador
Mas não pensem que só os Kirchner, Hugo Chávez, Evo Morales e Rafael Correa estão enfrentado problemas com a mídia. Experimenta-os também quem está acima da linha do Equador, mais especificamente, o Grande Irmão do Norte e seu presidente Barack Obama.
O Blog de Notícias do Centro Knight anota o seguinte:
«”A Casa Branca trava uma batalha em três frentes: Iraque, Afeganistão e Fox News”, disse o jornalista especializado em mídia do Washington Post, Howard Kurtz. Como parte de uma nova estratégia de comunicação, o governo de Obama trata o canal de notícias a cabo Fox News como mais um adversário político, informam o New York Times e a AFP.
A diretora de Comunicações da Casa Branca, Anita Dunn, tem sido a principal voz nesta ofensiva, com questionamentos à imagem da Fox News como uma organizção de jornalística legítima. Em entrevistas recentes à CNN, o New York Times e a revista Time, Dunn qualificou a rede de TV de “jornalismo de opinião disfarçado de notícias” e de “órgão do Partido Republicano”. Por isso, disse, o governo tratará esse meio de comunicação como um opositor.»
O jornal Câmbio, da Colômbia, relata a situação:
«”É o pior dia da Presidência de Barack Obama”, disse o radialista Rush Limbaugh, quando soube que Chicago havia perdido a luta para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. O homem, que muitos descreveram como o autor da essurreição da freqüência AM nos Estados Unidos, se permitiu aplaudir [a derrota de Obama] depois de relatar o episódio.
O comentarista de televisão e rádio Glenn Beck anunciou a história para seus ouvintes: “Por favor, deixe-me dar esta notícia. É tãooooo doce.” As críticas e acusações que se tornaram comuns na direita americana, durante a era Clinton, deram lugar a um discurso de confronto e, por vezes abertamente hostil, que parece ter atingido o seu auge na tarde de sexta-feira, quando a campanha para trazer os Jogos Olímpicos de Chicago terminou sem sucesso.
O influente blog de direita Drudge Report deu manchete em letras maiúsculas: “O Ego has landed” ["O ego aterrissou"]. O título foi reforçado por outra afirmação categórica: “O mundo rejeita Obama O conservador blog Red State recorreu ao escárnio, titulando: “Não aos Jogos Olímpicos de Chicago.Hahahahaha”.
O analista Bill Bristol confessou estar se divertindo com a notícia e se permitiu sugerir que o desejo de Obama para trazer os Jogos Olímpicos de Chicago pode estar relacionado com o pagamento de favores para a Máfia.
Estas declarações levaram a um colunista do jornal The New York Times, Paul Krugman afirma que “o Partido Republicano, tornou-se um grupo liderado por pessoas ansiosas para ver o presidente falhar, mesmo quando se trata de algo positivo para o país”.
Muitos meios de comunicação americanos continuam fazendo as referências sobre a nacionalidade do presidente. Eles acusam Obama de mentir,quando diz que nasceu no Havaí [que é um estado americano]. Eles dizem que o país está nas maões um líder “manifestamente ilegítimo”.»
O New York Magazine inicia uma de suas matérias assim: “No fim de semana, a diretora de Comunicação da Casa Branca, Anita Dunn, anunciou oficialmente o início da guerra do governo de Obama com a Fox News”.
Mas a matéria do Times tem o título “Por que declarar guerr à Fox pode ser um erro para Obama”. O jornal critica o fato de o presidente americano estar procurando isolar a rede.
Diz que “reconhecer a Fox como um inimigo que vale a pena lutar é uma admissão de fraqueza para um presidente cuja campanha foi parcialmente baseada na promessa de unidade”.
O que dizer?
Não sei se isso é bom ou ruim, o fato é que os confrontos com a mídia são “democráticos”, ocorrem em quase todos os países, mesmo naquele cuja primeira emenda da Constituição diz o seguinte, com muita propriedade:
“O Congresso não deve fazer leis a respeito de se estabelecer uma religião, ou proibir o seu livre exercício; ou diminuir a liberdade de expressão, ou da imprensa; ou sobre o direito das pessoas de se reunirem pacificamente, e de fazerem pedidos ao governo para que sejam feitas reparações por ofensas”.
Questionar a mídia é saudável – eu sempre defendi, ao contrário de muitos jornalistas – que mesmo os chefes de Executivo têm o direito de criticar a imprensa. Não acho que a crítica seja sinônimo de intimidação, que tem de ser rejeitada de plano.
O que espero é que a progressãodo debate leve ao aperfeiçoamento, tanto das críticas, como da mídia.
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