05.10.11 12:09
Em sua conferência anual, a Sociedade dos Jornalistas Profissionais dos Estados Unidos (SPJ, na sigla em inglês) aprovou resolução recomendando que as expressões “imigrante ilegal” e “estrangeiro ilegal” deixem de ser usadas pelos meios de comunicação americanos.
Resolução
A resolução aprovada diz que “somente a Justiça, não os repórteres ou os editores, pode decidir se uma pessoa cometeu um ato ilegal”. A SPJ, organização com 7,8 mil integrantes, diz que “somente a Justiça, não os repórteres ou os editores, pode decidir se uma pessoa cometeu um ato ilegal”.
Informações reproduzidas do Blog Jornalismo nas Américas, do Knight Center, onde o texto pode ser lido na íntegra.
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21.07.11 17:28
Introdução à Infografia e Visualização para Jornalistas: curso online
O jornalista Alberto Cairo será o instrutor do curso Introdução à Infografia e Visualização para Jornalistas”. O treinamento será realizado entre 15 de agosto e 18 de setembro de 2011, por meio da plataforma de educação à distância do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas. O curso será oferecido em português.
Época
Cairo, jornalista espanhol, que dirige o departamento de Infografia da revista Época, espera ensinar aos jornalistas — e não somente aqueles que tenham inclinações artísticas — a trabalhar com as ferramentas da infografia. O curso será inteiramente online.
Infográfico para todos
“Parte do problema é que jornalistas ‘de texto’ acreditam que infografia é trabalho só de designers e artistas e designers e artistas acreditam que um jornalista tradicional nunca vai ser capaz de fazer um bom gráfico”, afirma Cairo. “Ambos os grupos estão errados. A infografia não é arte, mas comunicação visual, e suas regras podem ser aprendidas com relativa facilidade”, acrescenta.
Inscrições
As inscrições já estão abertas e podem ser feitas por profissionais da América Latina e do Caribe, até o dia 3 de agosto. Os participantes pagarão uma taxa administrativa de 50 dólares, que cobrirá parte dos custos de operação do curso. [Informações do blog do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas.]
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09.05.11 10:40
Ação de tribunais deixa Brasil em má situação no ranking da censura
Reproduzida na íntegra do Blog Jornalismo nas Américas, do Centro Knight para Jornalismo das Américas. No texto original, pode-se obter links para temas relacionados.
Tribunais viraram instrumento de censura no Brasil, diz Deutsche Welle
Em estudo lançado na última segunda-feira, 2 de maio, a Freedom House considerou o Brasil “parcialmente livre” e o posicionou em 90º no ranking mundial de liberdade de imprensa. O país ocupou um modesto 22º lugar em um total de 35 nações das Américas. O mau desempenho pode ser explicado por uma prática cada vez mais comum: o assédio judicial a jornalistas.
Uma análise do site alemão Deutsche Welle (DW) sobre a situação da liberdade de imprensa brasileira constatou que os interessados em impedir que uma informação venha a público encontram na justiça um instrumento de fazê-lo.
O site cita os casos do jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto e do jornal Estado de S. Paulo. As inúmeras denúncias de corrupção, desmatamento ilegal e tráfico de madeira renderam a Pinto, único editor do Jornal Pessoal, mais de 33 processos, lembrou DW. Já o Estado está há quase dois anos sob censura prévia, proibido judicialmente de publicar matérias relacionadas à operação Boi Barrica.
Para o sociólogo Benoît Hervieu, chefe da organização Repórteres Sem Fronteiras para as Américas, é com dificuldades que muitos profissionais brasileiros expressam sua opinião. “A questão da insegurança é mais grave no Norte e no Nordeste. Os jornalistas têm confrontos com as autoridades e também com o crime organizado e com traficantes de maneira muito violenta”, avalia Hervieu, entrevistado pela DW.
Apesar das avaliações negativas de organismos internacionais e dos recentes casos de atentados contra jornalistas no Brasil, a ministra da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas, afirmou à publicação alemã que o país possui plena liberdade de imprensa e todos publicam o que querem.
Chagas atribuiu a perseguição nos tribunais às falhas do sistema judiciário. “Não é um problema da liberdade da imprensa. É um problema de segurança, de Justiça, um outro tipo de mazela da nossa sociedade”, disse a ministra.
A tradicional concentração dos veículos de imprensa brasileiros, mantidos, muitas vezes, por poucas famílias ou por políticos, também foi apontada como um entrave à liberdade de imprensa. “Deveria ser um objetivo do poder federal garantir mais pluralismo na imprensa”, acrescentou Hervieu. [Natalia Mazotte]
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21.01.11 12:39
Estudo mostra que cobrar por conteúdo não reduz significativamente a quantidade de leitores
Reproduzido na íntegra do Blog Jornalismo nas Américas, no qual há links para temas correlatos.
Jornais americanos que cobram por conteúdo online
não perdem muitos leitores nem anunciantes, revela estudo
Enquanto cada vez mais jornais americanos cobram pelo acesso a seus sites e o New York Times planeja fazer o mesmo em 2011, novos dados do serviço Journalism Online mostram que, em geral, o faturamento com publicidade e o tráfego dos sites de 12 jornais não diminuiu significativamente com a cobrança pelo acesso, informou o New York Times.
Segundo o estudo, as visitas únicas mensais a esses sites caíram 0 e 7% e as pages views, entre 0 e 20%. Nenhum dos jornais registrou queda no faturamento com publicidade.
No entanto, o levantamento não especifica quantos novos leitores online os jornais ganharam ou quanto foi gerado em novas receitas após a mudança para o sistema de acesso pago, informou a revista Columbia Journalism Review.
Além disso, os jornais analisados pelo estudo usam um modelo especial de cobrança, pelo qual apenas certos conteúdos custam dinheiroo – só os usuários que acessam uma certa quantidade de matérias mensalmente precisam pagar. “É um incentivo para a audiência que os editores estejam tendo algum sucesso em cobrar apenas dos usuários que usam mais os sites de seus jornais, [já que] bloquear o acesso a tudo certamente faria com que os leitores, a não ser os mais fiéis, buscassem notícias em outro lugar”, diz o site The Next Web.
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11.01.11 11:38
Lei promulgada por Barack Obama amplia o número de rádios comunitárias nos EUA
A Lei de Rádios Comunitárias, promulgada pelo presidente Barack Obama na semana passada, depois de uma década de campanha dos defensores das emissoras locais, permitirá que centenas e, talvez, milhares de comunidades em todo o território americano – especialmente nas zonas rurais – consigam as permissões necessárias para operar emissoras de baixa potência de frequência modulada (LPFM, na sigla em inglês) atingindo comunidades inteiras.
O avanço abre novas possibilidades para o jornalismo local.
Estações
Cerca de 800 estações LPFM já estão no ar nos Estados Unidos e, em muitos casos, servem como única fonte de notícias e informações locais às comunidades onde se encontram.
A WQRZ-LP, “Katrina Radio”, ajudou os moradores do condado de Hancock, no Mississipi, antes, durante e depois do furacão Katrina na costa do Golfo do México em 2005. Em Bend, em Oregon, assim como em Sarasota, na Flórida, e em outras comunidades do país, os departamentos locais de notícias transmitem conteúdo das estações LPFM. [Do Blog Jornalismo nas Américas, do Knight Center, onde o texto poderá ser lido na íntegra]
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15.10.10 10:08
Texto reproduzido na íntegra do Blog Jornalismo das Américas, do Centro Knight para Jornalismo nas América, no qual se pode obter link para jornais americanos que comentam o assunto.
Suprema Corte americana considera limites à liberdade de expressão
Por Summer Harlow/MM
Num caso emblemático envolvendo o uso da Primeira Emenda, a Suprema Corte dos Estados Unidos está considerando como balancear o direito à liberdade de expressão e o direito à privacidade, informou o Washington Post.
A decisão será tomada num processo conhecido como Snyder versus Phelps, envolvendo a Igreja Batista de Topeka, no Kansas, que vem organizando protestos contra homossexuais nos enterros de soldados mortos no Iraque e no Afeganistão. Os integrantes da igreja defendem que as mortes na guerra são um efeito da vingança de Deus pela aceitação da homossexualidade nos Estados Unidos, explica o Washington Post.
A questão em debate na Suprema Corte é o que deve prevalecer: o direito das famílias à privacidade durante o enterro, ou o direito de discurso dos integrantes da igreja, ainda que se trate de um discurso de ódio. Por trás das discussões está o alcance da Primeira Emenda, artigo da Constituição americana que protege a liberdade de expressão.
O Los Angeles Times afirma que, ao que tudo indica, a decisão da Suprema Corte deve ser contrária aos manifestantes religiosos – com isso, a corte estabeleceria limites à liberdade de expressão e abriria espaço para processos civis quando “cidadãos comuns sejam afetados” por algum discurso.
Para Stephen G. Breyer, que geralmente defende o uso amplo da Primeira Emenda, embora o julgamento trate do discurso em enterros, ele terá um efeito na internet, “porque o que está em jogo é se ataques pessoais pesados – feitos muitas vezes por blogueiros – podem virar processos judiciais.”
Jornalistas e defensores da liberdade de expressão em todo o país estão pedindo à Suprema Corte que decida favoravelmente aos religiosos, seja qual for o seu discurso.
“A garantia da liberdade de expressão feita pela Primeira Emenda não teria nenhum sentido se ela não protegesse as expressões mais ofensivas e menos populares”, escreveu o jornal Baltimore Sun.
Comentário
Observe que o processo trata de uma questão específica, sobre liberdade de expressão – e não propriamente de liberdade de imprensa, ou seja de publicação.
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13.09.10 17:16
Centro Knight abre inscrições para curso “Jornalismo 2.0 para professores”
O Centro Knight para o Jornalismo nas Américas abriu inscrições para a segunda edição de curso online “Jornalismo 2.0 para professores”. O objetivo, segundo os organizadores é “suprir a carência de instrutores qualificados para o ensino dejornalismo digital no Brasil”
O treinamento será conduzido inteiramente online, de 11 de outubro a 7 de novembro, pelo jornalista e professor brasileiro Carlos Castilho.
Inscrições para o processo seletivo até 26 de setembro, às 22h (horário de Brasília). Clique aqui para ter mais informações e link para a ficha de inscrição.
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07.04.10 19:12
Jornalista entrevista chefe do tráfico no México – e recebe crítica e apoio de colegas
Informações reproduzidas do Blog de Notícias do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas.
A publicação de uma entrevista com um dos principais integrantes do cartel do tráfico de drogas em Sinaloa [México], pelo semanário Proceso, gerou discussões acirradas sobre o papel da mídia na cobertura do tráfico de drogas.
O criador da revista, Julio Scherer García, aceitou um convite para entrevistar Ismael “el Mayo” Zambada García, que trabalha com o principal líder do cartel de Sinaloa, Joaquín “El Chapo” Guzmán. A Proceso publicou a entrevista no sábado e colocou trechos dela em seu site, com uma foto de Zambada ao lado do jornalista.
A mídia estrangeira comentou a matéria, enfatizando as afirmações de Zambada de que a guerra contra o narcotráfico está perdida e de que ele vive com medo de ser capturado.
“A entrevista não revelou informações novas ou surpreendentes, mas foi memorável simplesmente por ter acontecido”, diz Tracy Wilkinson, do jornal Los Angeles Times.
Na imprensa mexicana, o jornalista Marco Levario, da revista Etcetera, opina que Scherer e a Proceso fizeram “o que tinha que ser feito”. Já Héctor Aguilar Camín, da Milenio, lembrou os recentes ataques e assassinatos de jornalistas, e perguntou: “Quantos jornalistas foram mortos por Zambada e Guzmán? Quantos foram condenados, ameaçados ou perseguidos? Quantos foram silenciados ou comprados?”
……………..
A matéria
O início da matéria no semanário Processo é este [grifei]:
« MÉXICO, D.F., 3 de abril (Proceso) – Una expresión de Julio Scherer García ha quedado grabada con hierro candente, entre muchas otras, en quienes colaboramos con él. “Si el Diablo me ofrece una entrevista, voy a los infiernos…”. En el mayor de los sigilos, bajo la exigencia de reserva absoluta que él respetó y respeta, el fundador de Proceso fue convocado a encontrarse con Ismael El Mayo Zambada. “Tenía interés en conocerlo”, le dijo el capo del cártel de Sinaloa, colega y compadre de El Chapo Guzmán. En el encuentro, que terminó en puntos suspensivos, El Mayo Zambada dejó un reto: “Me pueden agarrar en cualquier momento… o nunca”.
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15.03.10 23:10
Reportagem com Auxílio do Computador: curso online, gratuito, em português
O Centro Knight para o Jornalismo nas Américas vai oferecer mais uma vez o curso online Introdução à Reportagem com Auxílio do Computador [RAC]. Para o Knight Center os jornalistas precisam considerar o computador o seu melhor amigo - e é para facilitar essa aproximação que o curso foi projetado.
O computador é a “ferramenta fundamental para obter informações, analisá-las, armazená-las de modo a poder recuperar essas informações de modo eficiente e fazer conexões entre elas”, afirma José Roberto de Toledo, gerente da Abraji [Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo] e instrutor do curso. Há mais de dez anos ele vem treinando colegas brasileiros em técnicas de RAC.
O curso on-line em português, começa dia 12 de abril e vai até 9 maio de 2010. Destina-se a jornalistas que querem aprender como melhor utilizar o computador para fazer investigações. O número de vagas é limitado. As inscrições para o processo de seleção serão aceitas até o dia 28 de março de 2010, às 22 horas, hora de Brasília. [Informações do Knight Center.]
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02.10.09 05:12
Centro Knight ofrece primeiro curso para professores de jornalismo
O Centro Knight para o Jornalismo oferecerá mais uma vez seu curso online em espanhol para jornalistas da América Latina e Caribe sobre “Ferramentas digitais para o jornalismo investigativo”. Desta vez o curso será exclusivamente dirigido a professores de jornalismo.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 18 de outubro. As aulas são gratuitas, mas as vagas limitadas.
O curso, orientado pela instrutora argentina Sandra Crucianelli, dura cinco semanas, a partir do dia 2 de novembro de 2009. Será dada preferência para professores que lecionem disciplinas práticas de jornalismo para o nível de graduação ou pós-graduação, que tenham experiência em meios de comunicação impressos ou eletrônicos e que possuam oportunidades limitadas para receber treinamentos profissionais.
Objetivos do curso
1. Aprender técnicas avançadas de investigação de documentos online
Familiarização de bancos de dados oficiais nacionais.
2. Aprender a utilizar novas ferramentas digitais da Web 2.0.
3. Aquisição de novas técnicas para o acesso de internet e software especializado.
4. Aprender a usar websites governamentais como fontes, especialmente documentos relacionados a orçamentos públicos.
Implementar as habilidades e técnicas acima no ensino de jornalismo.
Pré-requisitos
1. Ser professor de jornalismo de uma universidade pública ou privada
Não ter participado nas edições anteriores deste mesmo curso.
2. Conhecimento básico de softwares comuns: Office, WinZip, Adobe Acrobat, e Explorer ou outro navegador de internet.
3. Acesso fácil à internet.
4. Habilidade de leitura em Inglês (nível médio).
5. Compromisso de dedicar ao curso entre 10 e15 horas por semana.
6. Ter uma conta de email no Gmail e/ou Yahoo.
• Informações reproduzidas do portal Knight Center, onde se poderá ler a matéria completa ou
• Acesse diretamente a ficha de inscrição.
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