Plínio Bortolotti

20.04.10 18:37

Aumenta em 7,5% o número de leitores por exemplar de jornal nos Estado Unidos

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 1 Comentário

O número de pessoas que leem o mesmo exemplar de jornal aumentou 7,5% nos últimos três anos, revela pesquisa com 0s 25 principais jornais dos Estados Unidos.

Em 2007, o número de leitores por exemplar era de 3,07 adultos por exemplar, número que subiu para 3,30 leitores por unidade no ano passado. O estudo é da Scarborough Research em parceria com a Newspaper National Network LP (NNN).

De acordo com a pesquisa, é o número de leitores – e não a circulação – é que melhor fornece informação qualitativa sobre adultos que leem jornal, como demografia, estilo de vida e hábitos de consumo.

Outro dado do estudo mostra  que o número de leitores cai a um ritmo mais lento do que a circulação. [Informações do jornal Folha de S. Paulo [edição de 20/4/2010]

Comentário

É verdadeiro que o número de leitores sempre é maior do que o número da tiragem de um jornal. É normal, em todo o mundo, que um exemplar seja lido por várias pessoas. O jornal é partilhado na família, entre amigos e no trabalho.

No entanto, os institutos verificadores de circulação sempre se apegaram ao número de exemplares vendidos. A pesquisa sobre quanitdade de leitores sempre fica sob a responsabilidade de cada jornal, que quer saber o real número de pessoas que o leem.

Com a redução do número de exemplares vendidos, situação que se verifica com mais intensidade nos Estados Unidos e Europa, talvez esteja se buscando uma nova fórmula de estabelecer a real circulação dos jornais – do qual depende o seu prestígio e o volume de publicidade que recebe.

Não seria errado, pelo contrário – aponta uma situação mais próxima da realidade – mas não foi o usual até hoje. Continuar lendo

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15.09.09 05:13

Americanos confiam cada vez menos na precisão das notícias

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

A avaliação dos americanos sobre a precisão das notícias está em seu nível mais baixo,  segundo pesquisa divulgada no fim de semana pelo Pew Research.

Somente 29% dos americanos acham quem os veículos noticiam os fatos de maneira correta, enquanto que 63% pensam que as notícias são frequentemente imprecisas.

Na primeira pesquisa do gênero, em 1985, os índices eram de 55% para os que viam as notícias apresentadas com precisão e de 34% para os que achavam os noticiários imprecisos. O estudo diz ainda que só 26% acreditam que os veículos estão preocupados em não ter viés político.

Também chegando ao patamar mais baixo de todos os tempos estão os índices dos que pensam que as empresas jornalísticas são independentes de pessoas e organizações poderosas (20%) e dos que acham que os jornais estão dispostos a admitir seus erros (21%).

No gráfico abaixo, a linha em azul escuro indica a avaliação da precisão das noticias e a linha em azul claro mostra a evolução da avaliação da imparcialidade. [Reproduzido do Blue Bus, em post de Elisa Araujo.]

Blue Bus - Gráfico

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15.06.09 07:03

Boston Globe: ex-dono quer recomprar jornal

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

A New York Times Co., proprietária do título, anunciou que havia contratado uma empresa para gerenciar a possível venda do Boston Globe.

Existem três interessados na compra do Boston Globe, segundo informou o próprio jornal. Entre eles está  está Stephen Taylor, executivo aposentado do próprio Globe e integrante da família que vendeu o jornal em 1993 à Times Co.

Os outros dois são Stephen Pagliuca, executivo e co-proprietário do time de basquete Boston Celtics e Jack Connors, co-fundador de uma empresa de publicidade e presidente da Partners HealthCare.

Resta saber se a atitude de Taylor se assemelha à do segundo casamento: a vitória da esperança sobre a experiência, ou se ele ainda vê perspectiva em imprimir um jornal quando as cassandras anunciam o apocalipse para o impresso.

Com informações do Comunique-se.

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13.06.09 07:01

Cidade sem jornal tem menos eleitores

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 1 Comentário

O blog do Knight Center four Journalism in the Americas publicou matéria mostrando que o fim de um jornal altera a vida política de uma cidade.

O post tem o título ”Jornais tem significativo impacto na vida pública, revela estudo” e está reproduzido abaixo, na íntegra.

«No artigo “Cidades sem jornais”, do American Journalism Review, Rachel Smolkin explora o impacto do desaparecimento dos jornais na vida dos cidadãos.

Smolkin cita o trabalho de dois economistas da Universidade de Princeton, Sam Schulhofer-Wohl e Miguel Garrido, que divulgaram um relatório onde examinam como a vida pública seria afetada numa cidade sem nenhum jornal. Eles usaram a cidade de Cincinnati, em Ohio, como exemplo, uma vez que o seu jornal Cincinnati Post fechou em dezembro de 2007.

“O que mais me surpreendeu foi eu ter, de fato, encontrado evidência de que os jornais têm importância”, disse Schulhofer-Wohl. Os economistas descobriram que até mesmo os menores jornais, como o Cincinnati Post, que tinha circulação de 27 mil cópias, podem ter um impacto considerável na vida pública.

Os pesquisadores concluíram que o fechamento do Cincinnati Post diminuiu o número de eleitores e o número de candidatos concorrendo a cargos na câmara municipal, comissão municipal e conselho escolar. Eles também descobriram que as chances dos então membros da câmera e da comissão municipal de permanecer nos seus cargos aumentou, escreve Smolkin.

Como muitos observadores previram o fim dos jornais, pequenas porém ambiciosas organizações online sem fins lucrativos apareceram em diversas cidades dos Estados Unidos para assumir o papel de cão de guarda, suplementar ou substituir as publicações tradicionais. Smolkin cita o site voiceofsandiego.org como exemplo.

O website tem apenas 11 funcionários, mas foi capaz de forçar a saída dos chefes de duas agências locais de redesenvolvimento. Um enfrenta acusações criminais, e o outro está sob investigação. O jornal online sobrevive principalmente através de doações e patrocínios corporativos, diz Smolkin.»

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10.06.09 08:01

Petrobras x imprensa: debate começa a tormar rumo

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 3 Comentários

O debate em torno da iniciativa da Petrobras em criar um blog – Fatos e Dados -, no qual vem antecipando as respostas que dá aos jornais e confrontando o material depois publicado, vem se aprumando.

Depois que a turma que acusa os jornais de “partido da imprensa golpista” se digladiar, com o costumeiro baixo nível, com aqueles que os chamam de “petralhas”, duas análises, que reproduzo nesta postagem,  põem as coisas em patamar mais elevado, isto é, do debate de ideias.

Em dois posts que publiquei sobre o assunto - nos quais exponho minha opinião sobre o caso – busquei fazer o mesmo.  Mas, reconheço, os dois colegas blogueiros, cujos textos reproduzo, fizeram melhor.

Pedro Doria, do Weblog,  diz que  ”não é ilegal e nem antiético” o que a Petrobras vem fazendo, mas considera “má assessoria de imprensa” o fato de a estatal divulgar antecipadamente a resposta que dá aos jornalistas.  Ao mesmo tempo diz que a imprensa brasileira vem perdendo a credibilidade aos olhos dos leitores, e que os jornais tem que tomar uma atitude urgente se quiserem mudar a situação.

Carlos Castilho, do Código Aberto, diz que a Petrobras está fazendo o que “já é rotina” em empresas e órgãos públicos nos Estados Unidos. Para ele, “a irritação dos jornais vem do fato de que o blog da Petrobras permite uma comparação entre o que a empresa forneceu aos jornalistas e o que foi publicado. Com isto é possível identificar erros de contexto, omissões e equívocos de transcrição”.

  Veja a íntegra dos textos de Pedro Doria e Carlos Castilho. Continuar lendo

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01.06.09 08:33

Jornais: circulação cresce e diminui

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

A circulação dos jornais impressos no mundo cresceu 1,3%, apesar da crise econômica, anunciou o presidente da Associção Mundial do Jornais [WAN - World Association Newspaper], Gavin O’Reilly.

O discurso foi feito na semana passada na conferência anual da entidade, este ano ocorrido em Barcelona [Espanha]. Executivos de jornais de 50 países participarem do evento. Os números sobre a circulação de jornais serão divulgados no relatório anual World Press Trends, que será publicado em julho.

O’Reilly destacou que são 540 milhões de pessoas, em todo o mundo, leem jornais pagos diariamente.

O aumento de circulação mundial dos jornais dever-se basicamente aos países africanos [6,9%], da América do Sul [1,8%] e da Ásia [2,9%]. Na América do Norte e na Europa, está havendo queda de circulação.

Brasil

Nos újltimos cinco anos o Brasil teve aumento de circulação de jornais. Mas o mês de abril deste ano registrou  a pior circulação média diária de jornais de 2009, segundo dados do IVC [Instituto Verificador de Circulação].

Em abril deste ano, foram vendidos 4.171.249 exemplares,  6,7% a menos do que o mesmo mês de 2008. Na média acumulada de 2009, a queda é de 3,8%.
 
Para a ANJ [Associação Nacional de Jornais] o resultado do primeiro quadrimestre é reflexo da crise que provocou abalos em toda a economia.  

Para Ricardo Pereira, diretor da ANJ, a situação difere do que ocorre nos Estados Unidos, que vem assistindo uma queda consistente na venda de jornais. Segundo ele, no Brasil, a queda seria passageira.

Em algumas publicações as quedas foram altas, como a Folha de S. Paulo, com circulação 10,84% menor e O Estado de S. Paulo, com queda foi de -16,93%). No Extra [Rio] a situação a redução foi foi de 25,69%.

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Plínio Bortolotti

Plínio Bortolotti

Jornalista. Diretor Institucional do Grupo de Comunicação O POVO, jornal, rádios […]

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