27.04.12 15:11
Tim Bernes-Lee: Diga ao Facebook e ao Google que você quer seus dados de volta
Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Tim Bernes-Lee, o criador da World Wide Web (www), critica empresas como o Facebook, Google e Linkedln por se apropriarem dos dados dos usuários, sem dar-lhes a liberdade de manejá-los de acordo com as suas necessidades como, por exemplo, transferi-los para outros sites.
Ilhas
Para ele, isso pode levar a internet a se tornar “ilhas fragmentadas”. Bernes-Lee afirma que, casos essas empresas liberassem os dados dos internautas haveria um “tremendo potencial para ajudar a humanidade”, propiciando maior amplitude de serviços.
Comércio
Ele diz que a comunidade online poderia chegar a um entendimento sobre a portabilidade dos dados, permitindo que se transferisse de um site em declínio, como o Digg, para outro à escolha do internauta. Mas ele tem ciência das dificuldades de isso vir a acontecer. Ele dá como exemplo o Facebook, que utiliza comercialmente as informações de seus usuários. E diz que permitir que os competidores tenham acesso a esses dados não é algo que essas empresas desejam fazer.
Comentário
É o que às vezes eu tento dizer, sem ser compreendido pelas seitas eletrônicas. A Internet é a “terra da liberdade”, mal comparando, como era o Malboro em relação aos fumantes: você pode se intoxicar se não tomar cuidado.
Veja a matéria completa (em inglês) no The Guardian.
Sugiro ainda: Steve Jobs criou uma nova seita [post de minha autoria]
[Agradeço a Nadja Furtado pela tradução do artigo]
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15.04.12 22:34
Steve Jobs criou uma nova seita: minha intervenção no Encontro de Tuiteiros Culturais

Uma foto de Drawlio Joca para: brinde para quem aqui chegou (http://www.flickr.com/photos/drawliojoca). Clique para ampliar
Participei como debatedor do 7º Encontro de Tuiteiros Culturais, ao lado de Glória Diógenes, José Luiz Goldfarb e de Fabrício Carpinejar.
O extrato abaixo foi o que falei ao concluir minha intervenção. Quem se dispuser a lê-la na íntegra, por favor, vá em frente.
Críticas e, principalmente elogios, serão bem recebidos pela casa.
«No mais, meus amigos, eu vejo a cultura – no seu sentido amplo e também no seu sentido estrito – como uma Ágora, uma feira livre de ideiais, nas quais essas ideias têm validade pelo argumento que as sustenta, e não pela qualificação de quem as emite. Assim como se faz agora neste Encontro de Tuiteiros Culturais. Não sendo assim, em vez de Ágora teremos um Coliseu Romano e, se for desse modo, o mal estará feito, seja ele de direita ou de esquerda.»
Veja também: Twitter, Facebook… não têm compromisso com a Internet.
Minha intervenção no encontro de tuiteiros.
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10.03.11 00:01
Twitter faz revolução ou é dinossauro o presidente da Google?
Meu artigo publicado na edição de 10/3/2011 do O POVO.
O presidente da Google é um dinossauro?
Plínio Bortolotti
Na edição de 17/2 escrevi o artigo Twitter não faz revolução, afirmando que “as mídias sociais são isso mesmo que dizem o seu nome: meios”, minimizando o poder que alguns analistas lhes atribuem nas revoltas árabes.
No próprio Twitter, um dos usuários classificou-me como “dino” (dinossauro) pela análise que fiz. Para os que pensam rasamente, basta que milhares de pessoas estejam conectadas para que revoluções surjam por geração espontânea. No blog, onde reproduzo os artigos, um leitor me acusou de ter copiado um texto do jornalista Paulo Henrique Amorim, a quem não leio.
Pois bem. Em entrevista à revista Veja (edição de 2/3), Eric Schmidt, presidente da Google – e um dos responsáveis pela empresa ser o que ela é hoje -, disse o seguinte: “Quem diz que Google e Facebook ou Twitter foram responsáveis pela revolução no Egito incide num erro e comete uma injustiça. Celulares redes sociais, sites se internet são apenas isto: ferramentas”.
Tudo bem que uma declaração de Schmit não é chancela da verdade (muito menos quando eu digo). Mas ele poderia ser chamado impunemente de algo como – “dino”?
Ou alguém o classificaria de plagiador por usar um argumento comum aos que se filiam a essa ideia? (Se bem que, por uma obra do acaso, ele tivesse lido o meu texto, aproveitando-o, eu não me queixaria). O que muita gente não percebe é que em torno de determinados fatos surgem correntes de opinião nas quais alguns argumentos podem se repetir.
Mais um coisa: na edição deste jornal de 4/3 Thomas Friedman relaciona várias questões que podem estar influenciando na revolta árabe, entre elas o Google Earth, por permitir aos árabes observar o fausto dos palácios em que vivem seus governantes, enquanto eles se apertam para sobreviver.
Mas será que alguém ainda duvida que o levante árabe aconteceria mesmo sem as redes sociais, ainda que pudesse demorar um ou dois anos mais?
Abaixo seguem a entrevista de Eric Schmidt à revista Veja e o artigo de Thomas Friedman, publicado no O POVO. Continuar lendo
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03.08.10 09:47
Google tem mapa interativo das eleições
O Google pôs no ar a página “Eleições Brasil 2010″, com informações e mapas interativos das eleições para governador e presidente da República.
Nela é possível ver:
a) mapa para acompanhar o roteiro de viagem dos candidatos a presidente;
b) histórico das eleições presidencias desde 1994 [mapa interativo]
c) histórico e notícias sobres os candidatos a presidente e a governador de cada estado;
d) dispositivo para o envio de perguntas [texto e vídeo] aos candidatos. As perguntas serão exibidas toda quarta-feira, à meia-noite, no programa Band Eleições, podendo ser respondidas por políticos e candidatos.
A página segue o estilo Google, é bem simplificada. Veja aqui.
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28.07.10 09:04
Google tem novas ferramentas para pesquisa jornalística
O Google está agora revolucionando ferramentas que podem ser usadas por jornalistas para simplificar e melhorar a reportagem. Para cada aplicativo gratuito, os usuários devem ter um cadastro Google.
Google Voice: permite que os usuários escolham um novo número de telefone que consolida quaisquer números telefônicos existentes, incluindo celular, linha regular e VOIP em um só numero. Os usuários podem selecionar o código de área desejado e incluir seu próprio nome ou palavra como “notícia” ou “dica” no número.
iGoogle: ferramenta Google relativamente padrão, ampliou o número de suas funções. Os usuários podem criar esta homepage e adicionar um número de novas ferramentas úteis como o Google Translate, um conversor de unidade e moedas e um buscador de pessoas para endereço e telefone. A página também agrega os feeds de RSS selecionados pelos usuários.
Google Alerts: pode ser utilizado para achar novas matérias, checar a popularidade de matérias atuais e seguir o desenvolvimento de notícias. O Google Alerts rastreia uma variedade de fontes na Internet, incluindo blogs, com uma variedade de opiniões e informação sobre um tópico. Para pesquisas mais exclusivas, o Advanced Google Alerts podem limitar pesquisas por domínio ou site específico.
Google Trends: separa os padrões de busca de todos os usuários do Google, colocando tópicos populares nas pontas dos dedos dos jornalistas.
Google também tornou mais fácil apurar matérias e facilitou a pesquisa necessária por tópicos. Pesquisas específicas são completadas mais rapidamente com Google Chrome, que inicia e carrega aplicativos da Web de maneira mais eficiente que outros navegadores e permite fazer pesquisas diretamente na barra de navegação.
Informações reproduzidas do portal da Rede de Jornalistas Internacionais – IJNet, onde se poderá ler a matéria na íntegra com os links para as ferramentas anunciadas.
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14.09.09 19:58
Google planeja criar sistema de micropagamentos
O Google pretende criar um sistema de micropagamentos, segundo documento enviado à Associação Americana de Jornais, em resposta a um pedido que a entidade enviou a várias empresas de tecnologia.
As informações são do blog Bits, do New York Times
A idéia é permitir que os pagamentos variem de um centavo até vários dólares, que poderão se somar a compras feitas no mesmo site.
Dez outras empresas responderam ao pedido da associação, incluindo Microsoft, IBM e Oracle. Mas a resposta do Google se torna interessante devido à relação entre os jornais e a empresa, segundo o blog. O meios de comunicação acusam o Google de utilizar-se de suas informações – com agregadores de notícias – sem pagar nada por elas.
Randy Bennett, executivo da Associação, disse que cabe a cada jornal decidir com qual proposta pretende trabalhar.
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26.06.09 07:59
Wall Street Journal: editor diz que Google é "vampiro digital"
A batalha entre os jornais e o Google está se intensificando. Em um discurso na conferência da Pricewaterhouse Coopers sobre Entretenimento and Media Outlook, Les Hinton, CEO do Grupo Dow Jones e publisher do Wall Street Journal, afirmou que a gigante da internet é um vampiro “sugando o sangue” dos jornais e prometeu que novos desenvolvimentos vão aumentar o nível de competição. [CEO: chief executive officer; diretor-geral ou diretor-executivo, em português, o cargo mais alto de uma organização.]
Segundo o Crains New York Business, Hilton disse que os jornais alimentaram o Google por este tipo de conteúdo. “Existe uma perspectiva caritativa da história do Google. Ele não nasceu em uma caverna como um vampiro digital. A notícia em si começou a alimentar seus negócios e ele começou a gostar deste tipo de sangue”.
Ao oferecer seu conteúdo gratuitamente na internet, a indústria de jornais “dá ao Google um ótimo lugar para morder”, prosseguiu. “Nunca saberemos o que poderia ter acontecido se os jornais tivessem uma abordagem diferente”.
Editores de jornais estão ao aumentando o tom quando falam que o Google está tirando proveito de um conteúdo que não produzem e que está procurando uma maneira para começar a cobrar por notícias que estão disponíveis gratuitamente na web.
O Wall Street Journal tem sido uma das poucas grandes organizações jornalísticas que obteve êxito quando começou a cobrar pelo acesso a seu site.
Hinton declatou que a divisão da News Corp. estava trabalhando em uma solução para ajudar outros editores a obter lucro com sua edições digitais.
Reproduzido do AdNews, que publicou com o título «Publisher [editor] do WSJ chama Google de “vampiro digital”»
01.06.09 09:01
O Google trabalha para tentar mudar a maneira como os internautas comunicam-se uns com os outros.
O novo produto de comunicação da empresa, o Wave, ainda sem data de lançamento, é um e-mail com novos elementos, como instant messenger, galerias de fotos, widgets [interface, como botões, páginas, etc.] e jogos.
No M&M, Dan Frommer, editor da Business Insider, analisa quais serão os maiores desafios do Wave. “Não será nada fácil” emplacar a ferramenta, diz ele.
08.05.09 18:27
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