Plínio Bortolotti

18.04.12 17:57

“Área Q”: Halder Gomes na Entrevista Aberta do O POVO

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

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O cineasta cearense e produtor executivo do filme “Área Q”, Halder Gomes, é o convidado desta quinta-feira (19/4), para a “Entrevista Aberta”, projeto realizado no Espaço O POVO de Cultura & Arte. “O cinema em foco no sertão cearense” será o tema do encontro, que começa às 19h30min.

Perguntas

Halder será entrevistado pelo jornalista Pedro Rocha e pelo historiador Sander Cruz Castelo, ficando a mediação a cargo do autor deste blog. O público poderá fazer perguntas ao convidado.

Cearense

Nascido em Senador Pompeu, Halder Gomes começou a sua carreira no cinema em 1991, como dublê em filmes de artes marciais em Los Angeles.

O astista contra o caba do mal

Além da produção de “Área Q”, Halder dirigiu o curta “Cine Holiúdy: o astista contra o caba do mal” (2004) e o longa “No calor da terra do sol” (Sunland Heat, 2005); co-dirigiu “As mães de Chico Xavier” (2007) e “The Morgue” (2007), entre outros, já somando participação em 60 festivais de cinema no mundo todo. Halder também dirigiu “Loucos por futebol“, documentário em que ele declara a sua paixão pelo time do Fortaleza.

Extraterrestres

O “Área Q” no título do filme refere-se à área, no sertão do Ceará, formado por Quixadá, Quixeramobim, Quixelô e Quixeré, famosa por relato de supostas aparições de discos voadores e seres extraterrestres.

Serviço
Entrevista com Halder Gomes – Aberta ao público (não é preciso fazer inscrição)
Quando: quinta, 19, às 19h30.
Onde: Espaço O POVO de Cultura & Arte (Av. Aguanambi, 282 – Joaquim Távora, sede do O POVO).
Informações: 3255 6044

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28.08.11 11:46

A consciência no “Planeta dos Macacos”

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Creio que foi um filósofo a ter dito que o homem nunca se banha duas vezes na mesma água do rio; e foi Walter Lippman quem escreveu: “Aquilo que você vê é uma combinação do que está lá com aquilo que você quer encontrar”.

Filmes

Pois bem, assim são os filmes – e os livros -, nunca se os vê com os mesmos olhos vistos originalmente. Nunca esqueço o impacto que senti ao ver, por volta dos 19 anos, Sem destino, saindo meio sem rumo do cinema, as cenas me martelando a cabeça. Depois – muito depois – vi de novo em vídeo, achei o filme ok, ainda muito bom, mas perdera-se o choque original. Mudou o filme ou mudei eu?

O planeta

Com 12 anos eu vi o Planeta dos Macacos (o original), também saí atordoado do cinema, mas sem entender bem  a cena final, quando o astronauta, interpretado por Charlton Heston, com a nova Eva na garupa do cavalo, exclama algo como: “Loucos, maníacos, destruíram tudo” – em frente à Estátua da Liberdade semidestruída, soterrada até à altura do peito. Creio que eu nem sabia que a famosa estátua era o símbolo dos Estados Unidos. Foi meu irmão mais velho que me explicou: eles voltaram a uma Terra do futuro.

Franquia

Vi todas as sequências da “franquia”, como se chama hoje (e é a única que acompanho, pois tenho rejeição a essas sequência e acabo não sabendo qual é qual). Uma delas, se não me trai a memória, também tenta explicar a “origem”, com os macacos, perdão, os símios, tendo sido escravizados pelos humanos para trabalharem nos mais diversos serviços – o que causa a revolta.

O Planeta dos macacos – A origem

Pois bem, fui ver o novo filme,  que conta a “origem” de movo diverso, e aproveitando-se agora dos mais novos recurso da tecnologia – para dar uma expressão “humana” aos macacos, substituindo-se as máscaras usadas antes. Não é um filme ruim, apesar de algumas cenas que soam risíveis, como aquele em que César – o chimpanzé que lidera a revolta –  ”conversa” com um orangotango por meio da linguagem de sinais.

Consciência

O que julguei mais interessante no filme foi a, digamos assim, “tomada de consciência” que assalta César quando, passeando em um parque com o seu dono, ele começa a questionar o que é: um animal de estimação? Não, responde o seu “pai” humano. “O que César é então?”, pergunta que fica sem resposta.

Humanidade

Creio que foi mais ou menos isso que se passou com a humanidade, que instante brilhante deve ter sido este – talvez o mais importante, pois fundador – quando os nossos antepassados, campeando nas planícies, começaram a perceber que eram seres individuais, que podiam pensar e transformar o mundo.

Bom, o que vem depois, e que não é tão bonito assim, todos conhecemos. (Incluindo outra lição do “Planeta”: os oprimidos de hoje são os opressores da amanhã, quando tomam o poder.)

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19.06.10 17:09

Filme mostra como se pode inventar um fato e fazê-lo virar notícia

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Trecho abaixo é de matéria do portal Comunique-se, onde o texto poderá ser lido na íntegra

«O jornalista Ricardo Kauffman estreia nesta sexta-feira (18/06) o documentário “O Abraço Corporativo”, no Cine Belas Artes, em São Paulo. A obra discute a mídia na era da notícia em tempo real e a divulgação de notícias irrelevantes. O vídeo ficou conhecido na 33ª Mostra Internacional de São Paulo.

O documentário apresenta a história de um consultor de RH fictício, chamado Ary Itnem, que divulga a Teoria do Abraço. O método pretendia afastar uma doença enfrentada pelas empresas chamada inércia do afastamento – um mal causado pelo uso excessivo das novas tecnologias. Ary saiu pelas ruas de São Paulo pedindo abraços aos pedestres e ganhou grande destaque na mídia.

“O objetivo é discutir a divulgação de notícias irrelevantes. Discutir assuntos que são ou não importantes, como o jornalismo deve fazer esse filtro”, explica Kauffman.

O documentário também mostra o personagem, vivido pelo ator Leonardo Camillo, com uma teoria inventada, em contato com emissoras de TV, rádio, jornais, revistas e portais da Internet. A produção do documentário foi feita sem orçamento, apenas com a colaboração de amigos e produtoras. O trabalho durou cinco anos.

Personagem fictício enganou os jornalistas e ganhou espaço em toda mídia

Além de contar a trajetória do consultor de RH fictício, “O Abraço Corporativo” traz depoimentos de Juca Kfouri, Eugênio Bucci, Contardo Calligaris, Bob Fernandes e o ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo, entre outros. As entrevistas tratam de como são produzidas as notícias nos dias de hoje.

“Uma vulnerabilidade é que os jornalistas muitas vezes publicam o que não têm certeza, e traz vulnerabilidade para a sociedade”. Para Kauffman, não há uma resposta certa para que o jornalismo resolva o problema de conciliar a velocidade com divulgação de notícias sem a devida confirmação, mas sugere que os veículos, ao terem a notícia de um acontecimento inesperado, sejam transparentes. “Eles poderiam informar que a notícia está sendo apurada, que ainda não está confirmada, esse veículo teria credibilidade para mim”.»

Imagem de Amostra do You Tube

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04.05.10 22:19

Fernando de Noronha: “O paraíso é isso!”?

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

O mergulhador Bodão, um dos personagens do filme

O filme “O paraíso é isso!” será lançado no sábado no Centro Cultural Banco do Nordeste. O documentário de 30 minutos, dirigido por Ana Paula Teixeira, revela o cotidiano  dos moradores da ilha de Fernando de Noronha (PE) , fazendo contraponto entre as paisagens únicas da ilha, que atraem turistas do mundo todo, com os  problemas vividos pelos moradores , em termos de infra-estrutura, burocracia e alto custo de vida, típicos da situação de isolamento.

“Desafios enfrentados diariamente por esses nordestinos versáteis, que conseguem sobreviver em diferentes situações, estando no sertão ou ilhado em pleno oceano atlântico”, segundo o relise de divulgação, seguido da pergunta “Será o preço a pagar para viver num paraíso?”

Curta muito

No mesmo dia do filme será lançado o blog Curta Muito dedicado aos projetos cinematográficos de Ana Paula Teixeira. A página mostra produções anteriores, como os vídeos “Terra de Gigantes”, que dá voz aos anões de Itabaianinha, município sergipano com mais casos de nanismo no mundo, e “As Noivas de Dom Gatão”, um vídeo-poema baseado na obra do artista plástico pernambucano Daniel Santiago.

Serviço

Lançamento do documentário “O Paraíso é isso!” (30 min)
Dias 8 e 22 de maio (sábados), às 10h30min
Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBN)
Rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – Fortaleza – Tel. (85) 3464 3108
Entrada gratuita

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14.02.10 20:49

Serpico reaparece aos 73 anos

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

SerpicoQuem tem mais de 40 anos deve ser lembrar do memorável “Serpico” [1973], filme com Al Pacino, no qual ele interpreta um policial de Nova York que não aceitou entrar no esquema de corrupção policial, denunciando-a publicamente.

O detetive Frank Serpico é um personagem real e o filme foi baseado em sua vida. O jornal New York Times reencontrou-o, com 73 anos, vivendo em uma cabana no condato de Columbia, a duas horas de Nova York.

Em 1971, Serpico testemunhou contra a corrupção na polícia de Nova York. Quase 40 anos depois, ele ainda tenta se recuperar das consequências dessa decisão. O ex-policial foi baleado e ficou com fragmentos de bala na cabeça, perdeu a audição do ouvido esquerdo e tem dificuldade motora na perna esquerda. [Informações do New York Times reproduzidas pelo G1.]

Veja aqui o texto completo e um vídeo com Serpico.

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31.01.10 23:29

"Fractais sertanejos" é premiado no festival de cinema de São Simão

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Janjão mostra suas esculturas durante a filmagem

Janjão mostra suas esculturas durante a filmagem

O cineasta Heraldo Cavalcanti, integrante do Conselho de Leitores do O POVO [2009] continua me mandando informações sobre o seu curta Fractais sertanejos. Agora o filme foi premiado como melhor documentário filmado em película, no Festival de São Simão [SP].Recebeu o troféu Marcelo Grassmann e, de quebra, foi escolhido como o melhor curta pelo público.

Fractais conta a história do pedreiro João Batista dos Santos, o Janjão – morador de Juazeiro do Norte, que depois de uma anestesia geral para fazer uma cirurgia acorda sentindo vontade de ser artista. Torna-se um escultor dos fractais e faz exposições por todo o Brasil. Vive hoje de sua arte.

Saiba mais sobre o filme no portal do festival e em matéria no portal Globo.com.

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01.12.09 15:03

Veja a Fortaleza noiada pelos olhos de Preto Zezé e Edmar Júnior

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 1 Comentário

Fortaleza noiadaImpulsionada pela ampla difusão do crack  e pelas consequentes implicações sociais que ele acarreta, a Central Única das Favelas do Ceará (Cufa-CE) lança nesta terça-feira [1º/12] o documentário “Selva de Pedra – A Fortaleza Noiada”, na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.

Dirigido por Edmar Júnior e Preto Zezé, também coordenador geral da Cufa-CE, o filme mostra o impacto da disseminação dessa droga que atinge indistintamente desde camadas mais pobres até as mais ricas da população.

O crack  vem se alastrando de forma crescente, deixando um grande rastro de destruição. [Adaptado do Vida & Arte do O POVO]

SELVA DE PEDRA – A FORTALEZA NOIADA – Documentário de Preto Zezé e Edmar Jr. Hoje [1º/12/2009], às 17h, no Plenário 13 de Maio da Assembleia Legislativa (av. Desembargador Moreira, 2807 – Dionísio Torres) . Entrada gratuita. Outras informações: (85) 3227 2839, 8812 5792 – contato@cufaceara.org.br.

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25.11.09 18:13

"Cidadão Boilesen": filme conta a história do empresário que ajudou a financiar a tortura

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Em agosto passado, completaram-se 30 anos da Lei de Anistia. No entanto, para o cineasta Chaim Litewski, muita coisa ainda precisa ser discutida. “Os torturadores estão sendo julgados em diversos países da América Latina, e não no Brasil.

É preciso levantar essa discussão. O que não se pode é fingir que o assunto não existe”.

Se a questão precisa ser discutida, um valioso argumento chega aos cinemas de São Paulo nesta sexta-feira, o documentário “Cidadão Boilesen”, assinado pelo próprio Litewski.

O filme, ganhador do festival de documentários É Tudo Verdade, em abril passado, é um retrato de um personagem controverso da história recente do país: Henning Albert Boilesen, um empresário dinamarquês que se radicou no Brasil e se envolveu com o governo militar e, quando presidente do Grupo Ultra, ajudou a financiar a Operação Bandeirantes (Oban) – que prendia e torturava suspeitos – e acabou assassinado pela guerrilha em São Paulo, em 1971.

“Ele é uma figura que a historiografia oficial tenta varrer para debaixo do tapete, mas é importante que essa ligação entre empresários e militares também não seja esquecida”, assinala o cineasta. [Do Uol Cinema, onde o matéria pode ser lida na íntegra.]

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25.11.09 16:12

A história do cinegrafista que filmou a própria morte

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

O cinegrafista argentino Leonardo Henrichsen foi assassinado no Chile por um militar quando cobria o motim conhecido como “Tanquetazo”, em 1973. sua história chega agora nas telas com um documentário de  Silvia Maturana e Pablo Espejo.

O filme se chama “Aunque me cueste la vida” ["Mesmo que me custe a vida", em livre tradução), inclui imagens inéditas das reportagens mais importantes de Henrichsen, que trazem uma amostra da violência política que caracterizou a cena latino-americana durante os anos 1960 e 1970, acrescenta o El Ciudadano.

O trabalho também revela a identidade do funcionário que matou Henrichsen há mais de três décadas.

O evento ocorreu quando o cinegrafista tentava registrar os fatos que ocorriam em Santiago do Chile para uma reportagem da televisão sueca. Sem saber, ele acabou registrando as cenas de sua própria morte.

O militar nunca foi julgado.

O filme foi apresentado no Festival Internacional de Cinema de Viña del Mar, no Chile.

A obra foi agraciada com o prêmio do público do Festival de Cinema Social e Documentários de Valparaíso (Chile) e com o prêmio de melhor documentário sobre direitos humanos do XI Festival de Rivadavia (Argentina). [Informações do Blog de Notícias, do Knight Center e da agência de notícias EFE.]

Veja o trailer.

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02.09.09 05:14

"Fractais Sertanejos": a incrível história do homem que se torna artista ao acordar de uma anestesia

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 2 Comentários

Janjão: acordou e virou artista

Janjão: acordou e virou artista

Heraldo Cavalcanti presta contas de sua ausência das reuniões do Conselho de Leitores do O POVO, mas traz uma boa notícia: seu filme Fractais sertanejos  ficou entre as dez melhores películas brasileiras no 20º Festival Internacional de Curta-Metragens de São Paulo – na escolha do público. 

No texto de Heraldo Cavalcanti:

«Sei que tomei um chá de sumiço das reuniões e da lista [de discussão entre os conselheiros]. Desculpem-me! Estava no Rio finalizando o meu filme “Fractais Sertanejos” e depois fui acompanhar a exibição no 20º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo.

O filme foi muito bem. Foi escolhido entre os 10 melhores filmes brasileiros pelo público e, apesar do festival não ser competitivo, recebeu um prêmio e um troféu dos apoiadores do festival.

Esses dois últimos meses foram de estresse puro, pois havia inscrito o filme e fui selecionado sem que ele tivesse sido finalizado. Para se ter uma idéia, a cópia chegou na véspera da exibição e tive a inusitada experiência de assistir ao filme pela primeira vez no cinema com o próprio público,o que acabou sendo bem legal. O filme foi exibido quatro vezes e percebi que estavam gostando pelas risadas no meio da projeção e pelos olhos vermelhos de alguns ao final.

O filme fala sobre João Batista dos Santos, o Janjão, escultor nascido em Aurora, sertão do Cariri [Ceará], pedreiro da construção civil, que ao receber anestesia geral tem uma experiência de regressão e acorda no hospital com o desejo de se tornar artista.

Ele mora hoje em Juazeiro do Norte [a terra do Padre Cícero] e esculpe obras abstratas que denomina “TudoeNada”, que descobriu depois se tratarem dos mesmos fractais que são estudados pela matemática do caos e que estão no título do filme.

Para aguçar a curiosidade das pessoas, tenho publicado no blog da produtora  trechos que não entraram no filme. Também é possível conhecer alguma coisa no site do festival

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Plínio Bortolotti

Plínio Bortolotti

Jornalista. Diretor Institucional do Grupo de Comunicação O POVO, jornal, rádios […]

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