01.12.09 11:51
Plantas embelezam, mas também podem ferir e causar estragos
Depois do caso da “cerca israelense”, fiquei sabendo, por matéria publicada no O POVO, que também é proibido o uso de plantas espinhosas nas calçadas.
Segundo disse Mércia Albuquerque, chefe do distrito de Meio Ambiente da Secretaria Executiva Regional [SER
II], qualquer equipamento que cause riscos às pessoas não pode ser colocado em espaços públicos, incluindo as tais plantas.
“A calçada, mesmo sendo de passeio publico, é de responsabilidade do proprietário. Se ocorrer algum acidente no local, quem responde é o proprietário”.
No entanto, a responsabilidade pela fiscalização é da Prefeitura, portanto, para contribuir com o poder público, aqui vão dois exemplos: a primeira foto uma casa, a segunda um prédio. Essa planta que se vê, em formato de espada, termina em um espinho duro e pontiagudo, capaz de causar um grande estrago no corpo de quem esbarrar com ele.
A casa e o prédio ficam entre os números 2000 e 2400 da rua Professor Dias da Rocha [Aldeota ou adjacências].
São apenas dois exemplos das dezenas que podem ser vistas somente nesta rua. Centenas e centenas de cercas perigososas nas calçadas, que existem em toda a cidade, pondo em risco a segurança dos pedestres. Que tal os fiscais de Prefeitura, de vez em quando, darem uma voltinha pela cidade?
É a Fortaleza, terra de ninguém.
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29.11.09 21:52
Condomínio retira "cerca israelense"
O condomínio na Aldeota [rua Ana Bilhar esquina com a rua Joaquim Nabuco] retirou a ”cerca israelense” que instalara na calçada, em toda a extensão do muro do prédio.
A retirada foi feita na sexta-feira, depois deste blog ter levantado o assunto, o que gerou matéria no O POVO.
A cerca espiralada, cujo nome comercial é “concertina”, tem pontas perfuro-cortantes e punha em risco os pedestres que transitavam pela calçada.
A retirada ocorreu depois que a Secretaria Executiva Regional II notificou o prédio. A cerca já tinha seis meses no local e a SER II somente agiu depois que o assunto tornou-se público.
Na matéria publicada no sábado, o síndico do condomínio reconhece que a cerca era um risco para os pedestres, e disse que a instalou para livrar o prédio de “vândalos” e de “usuários de crack” que, segundo ele, usavam os cantos do muro para se drogarem.
Por sua vez, o administrado do condomínio, Geldery Ferreira, reclamou que “muitas pessoas saem para passear com os cachorros e não recolhem dos dejetos do animal”.
O fato de o condomínio ter arranjado uma solução equivocada e perigosa para tentar resolver alguns problemas não quer dizer que esteja errado em tudo.
Primeiro, vive-se, de fato, problemas graves de segurança em Fortaleza. E, segundo, é verdade que os donos fazem cachorradas ao levarem os cães para “passear”.
Funcionário retira cerca irregular [acima]. Foto de Deivyson Teixeira

Prédio sem a cerca [atualizado em 30/11/2009]
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27.11.09 12:00
Prédio foi notificado para retirar "cerca israelense" da calçada
O POVO publica hoje a matéria Cerca espiral na calçada de prédio é risco para pedestre. A “concertina” [nome comercial da cerca] fica em um condomínio no bairro Aldeota [rua Ana Bilhar esquina com a rua Joaquim Nabuco].
Na matéria, a Secretaria Executiva Regional [SER II] informa que o condomínio foi notificado e tem prazo até hoje para a retirada da cerca. Segundo o próprio administrador do prédio residencial, Gelderi Oliveira, a cerca foi instalada há cerca de seis meses.
O assunto foi levantando neste blog na terça-feira, o que gerou a pauta para o jornal. A “concertina” ocupa os dois lados do prédio e põe em grave risco de ferimentos a todos os que precisam transitar pela calçada.
Agora, vejam vocês: a cerca foi instalada há seis meses – mas a Prefeitura só se resolveu agir depois que o problema foi levantado neste blog.
É a Fortaleza, terra de ninguém.
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24.11.09 00:02
Cerca pontiaguda instalada na calçada pode ferir pedestres
Já ouvi reclamações de assessores da Prefeitura por nomear de Fortaleza, terra de ninguém, a seção neste blog em que exponho as nossas demasiadas mazelas urbanas.
Mas observem como cada um faz o que quer, das ruas e calçadas, sem que nenhum órgão público imponha limites.
A cerca que vocês veem na foto acima, normalmente posta no alto dos muros, o condomínio que fica na esquina das ruas Ana Bilhar e Joaquim Nabuco, resolveu fixá-la no chão, em ambas as frentes do prédio.
Já ouvi chamarem este equipamento de “cerca israelense”, mas na internet descobri que seu nome comercial é “concertina”.
A cerca é prefuro-cortante, com pontas afiadíssimas, e pode ferir grevemente uma pessoa. Nem ao menos um aviso os responsáveis pelo prédio tomaram o cuidado de pôr para alertar distraídos passantes.
E se algum pedestre se machucar; se uma criança cair sobre a cerca?
De quem é a responsabilidade?
Do condomínio?
Da Prefeitura [pela Executiva Regional II ou pela Semam - Secretaria do Meio Ambiente e do Controle Urbano]?
Do Ministério Público?
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