08.10.09 00:10
Comunique-se atualiza Manual do Repórter de Polícia
O “Manual do Repórter de Polícia”, escrito em 2001 e atualizado recentemente, está disponível no portal Comunique-se. Clique aqui para ter acesso ao livro.
A modificação foi feita depois da publicação de lei 12.015, sancionada em agosto deste ano, que alterou alguns artigos do Código Penal. Com isso, os capítulos que tratam do estupro, assédio sexual e corrupção de menores, foram alterados.
O autor do manual é o jornalista Marco Antonio Zanfra. Ele diz que o dicionário funciona como “um compêndio com informações básicas aos colegas que cobrem a área”.
Zanfra tem vasta experiência como repórter de polícia. Ele começou na Folha de S. Paulo, e teve passagens pela Folha da Tarde, Diário Popular e revista Agora!, em São Paulo; e pelo O Estado e A Notícia, de Santa Catarina. [Informações do portal Comunique-se.]
Veja post com link para livros virtuais sobre jornalismo e comunicação.
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29.09.09 05:13
Texto de assessoria de imprensa tem dono?
Recentemente, o portal Comunique-se, em uma de suas matérias, abordou a possibilidade de que um texto, enviado aos veículos de comunicação como release, poderia ter a proteção de direitos autoriais. [Release, pronuncia-se "relíze", é um informe ou texto de qualquer espécie enviado por assessorias de imprensa aos veículos de comunicação, esperando que seja publicado ou sirva como pauta.]
Ou seja, outro jornalista não poderia assiná-lo, tendo-se de publicá-lo com a autoria original. O descumprimento desse regra deixaria o infrator sujeito a processo por danos morais. Ressalve-se que nem todo release chega assinado às redações.
A matéria do Comunique-se cita o caso da assessora Claudia Yoscimoto, que trabalhava para a Prefeitura de de Mogi das Cruzes (SP) – e acompanhou o prefeito a uma viagem ao Japão. Como parte de seu trabalho de assessoria ela produziu um texto sobre o assunto e enviou-o aos veículos de comunicação.
Um site reproduziu o texto na íntegra, retirando a assinatura dela e apondo de outro jornalista. O caso aconteceu em 2007, mas ela somente percebeu este ano, quando organizava um portfólio de suas atividades.
Nas redações
Todo mundo que já trabalhou em uma redação de jornal, rádio ou TV sabe que se dá os mais diferentes destinos para os releases. Alguns são usados como sugestão de pauta [o jornalista se interessa pelo assunto e vai, ele mesmo, levantar as informações]; outros são “refundidos” [reescritos para aparar-se os exageros, acrescentar alguma informação, ouvir o "outro lado", etc.]; há os usados para pequenas notas e, também, o que são reproduzidos na íntegra. Sem falar nos que são – a maioria – simplesmente jogados na lata de lixo ou na lixeira virtual.
A mais, eu desconheço caso – pelo menos nos jornais que leio – em que um release tenha sido publicado com a assinatura do assessor de imprensa que o produziu.
Ghost writer
A meu ver o trabalho de assessor de imprensa assemelha-se a de um “ghost writer” [escritor fantasma, em português], um sujeito que é pago para escrever algo que ele sabe que outro vai se apropriar. É o caso, por exemplo, daqueles que escrevem discursos [para políticos, empresários, etc.] ou de alguém que ouve o depoimento de uma pessoa, escreve-lhe uma biografia, que o dono [da vida] assina como se fosse uma autobiografia. [Se alguém quiser ler algo muito interessante sobre os "ghost writer" indico "Budapeste", de Chico Buarque.]
O que eu quero dizer é o seguinte: o assessor de imprensa não pode se queixar quando seu texto é assinado por outra pessoas. Mas, ressalve-se: o jornalista sério, a não ser que façam um trabalho de apuração – usando do release apenas as informações para complementar seu texto -, recusa-se a assinar releases reproduzidos como matéria. [Ainda mais um trabalho bem particular, como parece ser aquele que a assessora Claudia Yoscimoto produziu.]
Mas, os que assinam um texto de assessoria, depõem contra a sua própria credibilidade e cometem infração ética, mas não um crime.
Assessorias
Está na essência das assessorias de imprensa produzir para que outros [os meios de comunicação] utilizem o seu trabalho. Romper com essa lógica significa questionar o próprio papel das assessorias.
A recompensa do assessor de imprensa é ver sua sugestão de pauta aceita ou seu texto publicado. Pois esse é um dos objetivos da sua profissão e o interesse de quem paga o salário do assessor ou contrata uma empresa de assessoria.
Eu imagino que, caso venha a se difundir essa idéia de que um texto de assessoria esteja protegido por direito autoral, as empresas que prestam esse tipo de trabalho terão dificuldade cada vez maiores em ver seu material aproveitado nas redações.
Mesmo os release não-assinados, alguém o escreveu. E, em última análise, seria “propriedade intelectual” da empresa que o produziu.
Exceção
A exceção ao que disse acima são artigos assinados por “mestres”, “doutores”, “economistas”, “especialistas” em qualquer coisa, cujos artigos são enviados pelas assessorias à mancheias. Hoje, o mais modesto professor ou “ista” em alguma coisa tem uma “assessoria” que entope a caixa-postal de qualquer jornalista com artigos “brilhantes” de seus assessorados, que entendem de penico a bomba atômica. Esses, obviamente, não se vai tirar-lhes a assinatura e apor-se outra, pois não é a assessoria que assina o texto.
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28.06.09 07:01
Pesquisa: 84% dos jornalistas formados declaram-se contra o fim do diploma
Pesquisa feita pela Escola de Comunicação do Comunique-se mostra que 84% dos profissionais formados em Jornalismo discordam da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de acabar com a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.
Ainda na amostragem dos profissionais formados, 11% concordam com a decisão do STF e 5% declararam-se “neutros”
Foram ouvidas 682 pessoas da área de comunicação – estudantes e profissionais não-diplomados, inclusive. Considerando toda a mostra [incluindo os estudantes e profissionais sem diploma], o percentual dos que são contrários à decisão do STF é similar: 78%.
Segundo o Comunique-se, o estudo seguiu os procedimentos de metodologia científica.
A pesquisa abordou, ainda, o impacto que as pessoas acreditam que a decisão terá em suas vidas profissionais e no papel das faculdades de Jornalismo.
Veja outras conclusões do estudo
? Apenas 11% dos jornalistas formados e dos estudantes de Jornalismo concordam com a decisão do STF. Outros 5% são neutros e 84% são contra, como informou o início da reportagem.
? Entre profissionais sem formação em Jornalismo – e que já atuam em Comunicação – as opiniões se dividem: 45% aprovam e 42% reprovam o fim da obrigatoriedade do diploma.
? De cada 10 jornalistas formados, 5 acreditam que vão sofrer impacto negativo em suas carreiras e 4 entendem que não haverá impacto no mercado. Apenas 1 está otimista.
? Em linhas gerais, existe a seguinte relação: quem concorda com a decisão do STF acredita que o mercado não sofrerá nenhum impacto com ela. Quem discorda do STF entende que ou o impacto será negativo ou não haverá impacto.
? A maioria dos entrevistados (66%) pensa que o curso de Jornalismo vá perder importância com o fim da obrigatoriedade do diploma. 22% acreditam que nada vá mudar para as faculdades. 9% acreditam que as faculdades ganhem força. 3% não opinaram. Essa proporção é similar em todos os perfis de entrevistados
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28.05.09 08:29
O portal Comunique-se, especializado em comunicação, promete um “pacote de novidades” para o segundo semestre deste ano.
As mudanças irão além de um novo layout, tendo também o objetivo de “agregar áreas de relacionamento e serviços online ao conteúdo jornalístico”.
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