09.02.11 15:33
Dengue: o risco que vem pelo alto

Prédio na esquina das ruas Castro e Silva e Major Facundo, Centro de Fortaleza (clique para ampliar)
Do alto do prédio do Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) um leitor fotografou o teto de um prédio vizinho, onde se pode ver uma caixa d´água aberta, um convite para focos de dengue. O prédio, que parece abandonado, fica na esquina das ruas Castro e Silva e Major Facundo, ao lado do prédio do Crea.
Seria interessante que os agentes de saúde fizessem uma visita ao local, de modo a convencer o proprietário a vedar ou cobrir o depósito de água.
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18.01.11 18:39
A importância que (não) se dá à organização do espaço público de Fortaleza
Estive ontem na manifestação que solidarizou-se com Luiza Perdigão, titular da Secretaria Executiva Regional do Centro, que está sendo ameaçada de morte por uma gangue armada, que presta serviço para os “produtores” de vídeos piratas.
Ameaças
A primeira coisa que quero destacar é a seguinte: não se transige e não se contemporiza com ameaças de morte. Por isso a secretária merece toda a solidariedade possível – para não falar na obrigação legal e moral que têm as autoridades da segurança de protegê-la. Ainda mais que a suspeita das ameças recai sobre um tenente da Polícia Militar que seria o chefe do bando armado.
Dito isso, é preciso registrar
A gravidade da situação parece não ter sido captada nem mesmo pelos aliados da secretária. No ato anotei a presença apenas dos vereadores Guilherme Sampaio (PT) e de Eliana Gomes (PCdoB) [o presidente da Câmara, Acrísio Sena justificou a ausência] - e de dois deputados estaduais do partido: Artur Bruno e Francisco Pinheiro (licenciado como secretário da Cultura do governo do Estado). Compareceram também quatro ou cinco secretários municipais e o procurador-geral do Município, Martônio Mont´Alverne.
Não esteve presente, por exemplo, nem mesmo o presidente municipal do PT. A prefeita Luizianne Lins também não apareceu – e não ouvi nenhuma justificativa pela sua ausência.
Discursos
Em seu discurso, tanto Mont´Alverne quanto Luiza Perdigão destacaram que seria preciso retomar o espaço público ocupado irregularmente – e também se combater o comércio ilegal que toma conta das ruas e calçadas.
Confesso que me pareceu que não eram integrantes da administração pública municipal que estavam falando – sendo eles os responsáveis por fazer o que diziam que precisa ser feito -, mas a oposição ou cidadãos queixosos do caos que se apoderou da cidade.
Para efeito de argumentação, vamos aceitar que as coisas no Centro não andaram devido à ação dessa gangue criminosa. E o resto da cidade? E as ruas e calçadas ocupadas por particulares, em todos os bairros, da periferia ou “nobres”? E as avenidas (Bezerra de Menezes e Dominngos Olímpio, por exemplo), onde obras do Metrofor alinharam calçadas, recupararam asfalto, etc. – e rapidamente o caos voltou a se instalar – com comércio e carros ocupando o lugar dos pedestres?
Pergunta
E mais uma pergunta. Se a questão era tão importante; se uma secretária do primeiro escalão da Prefeitura está sendo ameaçada de morte, por que tão poucas autoridades municipais no ato? Por que o próprio PT, que dirige o Município, deu tão pouca importância à manifestação, pois não mandou nenhum de seus dirigentes?
A primeira que deveria estar lá, para prestar solidariedade com a secretária – e demonstrar que é preciso botar ordem na cidade – deveria ser a prefeita, Luizianne Lins.
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15.01.11 21:50
Ato defende Luiza Perdigão, da Executiva Regional Centro, de ameaças de morte

Luíza Perdigão conversa com ambulantes no centro de Fortaleza. Da página Fortaleza no Centro (www.fortalezanocentro.com.br), de Gustavo Vieira (clique para ampliar)
Para esta segunda-feira (17/1/2011) está sendo organizado um ato “pelo reordenamento do comércio ambulante do Centro, contra as milícias, a pirataria e todo tipo de violência na cidade”.
O ato também é em defesa de Luiza Perdigão, titular Secretaria Executiva Regional do Centro, que vem sendo ameaçada de morte por uma gangue armada, que seria chefiada por um tenente da Polícia Militar.
A secretária divulgou uma carta aberta (abaixo) na qual expressa o temor que sente ao ver-se e à sua família ameaçadas: “Não obstante o caráter destemido que marca minha personalidade e o fato de ser identificada como uma mulher guerreira no trato da coisa pública, confesso que temo por minha vida e pela integridade da minha família.”
A manifestação será às 18 horas, em frente ao Theatro José de Alencar, com apresentações artísticas.
As ameaças de morte contra a secretária foram objeto de uma série de matérias no O POVO.
Artur Bruno cobra investigação e punição para milícia que age no Centro
CDs e DVDs piratas e ameaça de morte
Oficial nega acusações na delegacia
Secretária diz que Centro vive guerra civil
Comentário
Se eu dei nome a uma seção deste blog de “Fortaleza, terra de ninguém”, devido ao descaso que eu vejo na Prefeitura em relação à administração da cidade, posso dizer que estamos entregues ao cão, quando se trata de segurança pública.
Os civis, os cidadãos em geral, correm risco de morte com uma “segurança pública”, cuja polícia tem uma facção criminosa que ninguém tem coragem de enfrentar.
Corporativismo, um governo que reluta a confrontar as gangues formadas por policiais, Judiciário insensível, demorado e com outros problemas que levam magistrados às barras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – formam o caldo de cultura no qual o cidadão – e até autoridades – são acuadas, ameaçadas e impedidas de fazer o seu trabalho.
O guarda da esquina
E, vejam, isso acontece com uma secretária de um governo municipal do PT, aliado do PSB, que governa o Estado. É de se supor que Luíza Perdigão tenha recorrido a todas as instâncias e a todos os seus aliados políticos e — nada.
As “autoridades” policiais e civis somente começaram a se mexer quando o caso ganhou publicidade. Se acontecesse algo pior, esse pessoal ia colocar na conta da “fatalidade”.
Imaginem o que pode, ou melhor, o que não pode, o cidadão comum – principalmente se for pobre -, mesmo contra o guardinha da esquina.
Raio
O “Raio”, a “tropa de elite” da Polícia Militar do Ceará vem fazendo incursões por bairros pobres da periferia, apontando armas pra moradores e fazendo o famoso “bacurejo” (revista de armas: mãos na cabeça-encoste na parede-abra as pernas). Isso tudo sob a vista de uma câmera de televisão para depois o secretário da Segurança “mostrar serviço” nos programas “policiais” de TV.
Tenho uma sugestão para o secretário da Segurança, coronel PM Franscisco Bezerra: tenha igual procedimento nos lugares onde se reúnem os “playboys”, bebendo, dirigindo perigosamente e pondo a vida das pessoas em risco.
Um desses “points” – há outros – é uma padaria que fica logo após os trilhos, da av. Santos Dumont (em direção à Praia do Futuro). Mas só vale se for pela televisão e mostrando a cara dos “elementos”, como é feito nos bairros da periferia
Leia a carta aberta de secretária da Executiva Regional Centro. Continuar lendo
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29.08.10 23:12
“Aqui é o caos”, diz estudante sobre a desordem no centro de Fortaleza
“Além de lixo, carros estacionados em locais irregulares, bocas de lobo abertas e um grande número de ambulantes estão entre os principais problemas encontrados, principalmente no trecho entre a avenida Duque de Caxias e rua Pedro Pereira. Ao lado do Parque da Liberdade, mais conhecido como Cidade da Criança, a desordem se instala. Estreita para tanto movimento, a rua sofre com a constante disputa pelo espaço entre pedestres, motoristas e ambulantes. “Aqui é um caos”, reclama a estudante Ana Sara Marques, 20, que faz um “malabarismo” para caminhar pelo trecho.”
Assim começa a matéria assinada por Gabriela Meneses, publicada na edição de hoje (29/8/2010) no O POVO. A reportagem faz parte de uma série sobre o Centro de Fortaleza, que continua no próximo domingo.
Sugiro a leitura da matéria, lá vocês encontrarão a desculpa de sempre das autoridades: daqui a pouco tudo vai ficar uma beleza. E lá se vão seis anos, somente da autal administração, sem contar as anteriores, que também prometeram a famosa “revitalização” do centro da sofrida Fortaleza, terra de ninguém.
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15.12.09 11:02

Foto de Talita Rocha
Matéria publicada hoje no O POVO [15/12/2009], assinada pela repórter Roberta Felix, é mais uma mostra a situação a que chegou a Fortaleza, terra de ninguém.
Um prédio abandonado na rua General Bezerril, no Centro de Fortaleza foi invadido há cerca de oito meses por 30 famílias. Na descrição da matéria:
«Sem instalações adequadas de esgoto no prédio, as águas servidas eram despejadas na rua por buracos na fachada, deixando a calçada alagada e mau cheiro em todo o quarteirão. A situação permaneceu até novembro, segundo trabalhadores da área. Quem passava por ali mudava de calçada e apressava o passo, o que deu pelo menos quatro meses de prejuízos aos comerciantes. “Teve muitos dias em que eu saí daqui sem vender uma peça”, conta uma das vendedoras que trabalha no local há mais de 10 anos.»
Para resolver a situação mais dramática, os próprios vizinhas providenciaram a ligação do esgoto a uma caixa coletora de um imóvel vizinho. O problema, é que o fornecimento de água está cortado. Portanto, o problema da sujeira e do mau cheiro permanecem.
E quem cometeu o desatino de deixar um prédio abandonado, sem nenhum tipo de cuidado? A própria Prefeitura de Fortaleza, como anota o texto:
«O imóvel do número 275 na rua General Bezerril pertence ao Governo Federal e foi cedido à Prefeitura de Fortaleza para a instalação da sede da Habitafor.
Os moradores [do prédio abandonado] sobrevivem de bicos e empregos informais. Alguns pedem esmolas. Dentro do prédio, as ligações de energia são clandestinas e a água chega em baldes, conseguida com vizinhos.»
Talvez a Prefeitura e a secretaria responsável pelo Centro da cidade estejam esperando acontecer uma tragédia maior para resolver agir.
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13.12.09 20:31
População é mal informada sobre mudança de itinerário de linhas de ônibus
Já ouvi de algumas pessoas ligadas à Prefeitura que as questões que levanto neste blogue, na seção “Fortaleza, terra de ninguém”são aquelas que afetam a “classe média”. Tirante o fato de que, mesmo se fosse assim, a Prefeitura teria de olhar para esses problemas, respondo que a maioria dos posts na seção refere-se ao caos urbano que impera em Fortaleza. Isso afeta a todos, principalmente os mais pobres.
Estacionamento de carros sobre calçadas, em fila dupla, etc., por exemplo, é motivo de frequentes postagens. Além da falta de fiscalização, a Prefeitura contribui com a desordem criando “zona azul” nos lugares mais inusitados, onde o estacionamento deveria ser simplesmente proibido.
A quem isso afeta? Aos donos de carro [a "classe média"] ou a quem anda a pé?
Vou dar um exemplo. Experimente andar pelas ruas da Aldeota, Praia de Iracema e Dionísio Torres, bem de manhãzinha. Vocês verão a turma da “classe média” malhando nas academias, com seus carros estacionados sobre as calçadas ou em fila dupla. Os folgados não podem parar um pouquinho mais à frente e caminhar um tantinho. Por isso param em frente à academia, de qualquer jeito, fica aquele amontoado de carros sobre a calças e alguns no meio fio. Já fiz dois ou três posts mostrando isso.
E lá vêm os trabalhadores [as] caminhando para pegar o seu ônibus ou descendo dele, talvez para labutar na cada de um dos que estão na malhação. E o que eles precisam fazer?: descem das calçadas [que já são por si só intransitáveis] e vão disputar espaço com os carros na rua.
No entanto, se se quer alguma coisa que atinge mais diretamente o trabalhador, aqui vai: na edição deste domingo do O POVO [13/12/2009] o jornal mostra como a população foi mal informada sobre a mudança do itinerário de linhas de ônibus no Centro da cidade.
Veja os parágrafos iniciais da matéria:
«A mudança no itinerário de dez linhas de ônibus que circulam pelo Centro pegou os passageiros de surpresa, neste sábado. “Era pra ter avisado antes. É uma falta de respeito com a gente; um absurdo”, reclama a dona-de-casa Rosineide de Sousa, 46, que estava em uma das paradas de ônibus da avenida Duque de Caxias esperando a linha Praia do Futuro/Caça e Pesca. “Disseram que o ônibus está passando agora na (rua) Castro e Silva. É longe daqui. Vou ter que andar muito”, diz.
Na parada, havia uma auxiliar de trânsito do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Ceará (Sindiônibus) informando sobre as mudanças. “Deviam ter avisado antes; podiam ter anunciado nos programas de TV de maior audiência, dentro dos ônibus, nas paradas”,comenta a também dona-de-casa, Lúcia Miranda.»
Cometi imprecisão
Alertado pela leitora Theresa [veja comentário abaixo] reli a matéria indicada acima.
De fato, houve aviso sobre a mudança no itinerário das linhas de ônibus, mas insuficiente, como reconhece o presidente da Etufor [Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza], Ademar Gondim. Segundo ele, como anota a matéria, foram postos cartazes no ônibus e distribuídos folhetos explicativos sobre a mudança nos trajetos: “Mesmo com esses avisos, algumas pessoas não tomaram conhecimento e é natural que elas reclamem. E com razão. É nossa obrigação informar”, disse o presidente da Etufor.
Portanto, também mudei o título anterior “Itinerário de linhas de ônibus muda sem prévio aviso à população” para “População é mal informada sobre mudança de itinerário de linhas de ônibus”. Também mudei este trecho do texto: “que mudou-se o itinerário de dez linhas de ônibus do Centro da cidade sem aviso prévio” para “como a população foi mal informada sobre a mudança do itinerário de linhas de ônibus no Centro da Cidade” [às 21h52min de 13/12/2009].
No mais, mantenho as opiniões emitidas no texto.
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