23.08.10 18:30

Rua Padre Anchieta (entre as avenidas Bezerra de Menezes e Sargento Hermínio): lugar de carro é na calçada; do pedestre, na rua. Foto de Geórgia Santiago

Av. Antônio Sales: pedestres, ocupantes dos veículos e o próprio trabalhador correm risco, com a oficina funcionando na calçada. E daí?, quando falta lei, cada um faz o que quer. Em toda e extensão desta avenida pode-se ver a mesma bagunça Foto de Jorge Alves
O POVO publicou na edição de hoje (23/8/2010) matéria mostrando a situação inaceitável que vive Fortaleza, com a ocupação irregular e desmedida do espaço público. Na cidade, cada um faz o que quer, sob a vista grossa da “autoridade”.
Calçadas transformam-se em estacionamento, oficinas, borracharias e todo tipo de comércio.
Com as calçadas atravancadas, irregulares, esburacadas, ocupadas e imundas, o pedestre é obrigado ir para a rua disputar lugar com os

Av. Senador Virgílio Távora: cone privatiza estacionamento que já parece irregular, pois o espaço para o trânsito de pedestre é diminuto. A kombi não se dá por satisfeita e ocupa toda a calçada. Foto de Jorge Alves
carros. E, todos sabem, o trânsito em Fortaleza não prima pela delicadeza e nem pelo respeito ao próximo.
A cidade transforma-se em um vale-tudo, em que quem pode mais chora menos. E normalmente os carros – quando maiores mais folgados – é quem se assenhoram das ruas e calçadas.
O próprio coordenador de Fiscalização da Semam (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano, Alan Arrais, admite que é um caso de “calamidade pública”. E pior é que não se vê
nenhuma ação para dar jeito na bagunça.
Depois, quando eu digo que se vive em um caos urbano, na Fortaleza, terra de ninguém, tem gente que acha exagero.
Estão aí as fotos para comprovar. A matéria, assinada por Larissa Lima, pode ser vista aqui. E terá continuidade na edição de amanhã (24/8).
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28.12.09 18:38
Fortaleza e Campinas e a terra de ninguém
No meu post Av. Antônio Sales: a farra nas calçadas [3/10/2009] encontro hoje este comentário do professor Edson Dalattre:
«Essa bandalheira nas calçadas está ocorrendo no Brasil inteirinho, de norte a sul, de leste a oeste. NAS BARBAS DAS OTORIDADES INERTES, CONIVENTES, OMISSAS, COMPLACENTES, CONDESCENDENTES, LENIENTES, DESINTERESSADAS, PUSILÂNIMES ETC ETC ETC. Aqui em Campinas é bem assim mesmo, com o beneplácito da prefeitura e da Endec [empresa municipal de gerência do trânsito]. Em Londrina, mesma coisa.
Vivemos no reino da bandalha, onde cada um faz o que quer, onde quer e la nave vá. Elaborei um folhetinho, que coloco no pára-brisa do veículo do infrator. Basta me enviar e-mail, que receberá o folheto. Acesse http://www.queimadasurbanas.bmd.br.»
Queimadas urbanas
Visitei o site e pude saber alguma coisa sobre o autor do comentário, Edson Dalattre, professor do Instituto de Biologia Universidade de Campinas [Unicamp].
Há 12 anos ele iniciou uma luta contra uma das pragas que atacam as cidades – que, reconheço, não sabia que era tão sério assim: as queimadas urbanas.
Você também pode conhecer mais sobre o assunto visitando o site mantido por ele e ver a repercussão que o seu trabalho voluntário já obteve.
Folheto
Este blog não se dedica exclusivamente aos problemas urbanos. Mas não posso negar que uma seção que comecei despretensiosamente, o “Fortaleza, terra de ninguém”, anotando algumas questões que me incomodavam, acabou por ser uma das mais comentadas do blog.
Portanto, vou escrever ao professor pedindo o folheto que ele usa para alertar aqueles que usam as calçadas como extensão de seus estacionamentos privados – e ver se criamos uma corrente para dar um pouco de ordem ao caos que toma conta de Fortaleza.
Afinal, pedestre também é gente.
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17.11.09 00:01
A calçada é do carro; correr risco é com o pedestre
Avenida Antônio Sales esquina com a rua Joaquim Nabuco. Carro para folgadamente em cima da calçada. Observem a pedestre, atrás do carro preto, tendo de caminhar no leito da perigosa avenida: na Fortaleza, terra de ninguém.

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17.11.09 00:01
Manobra para descarregar mercadoria pára o trânsito
Rua José Lourenço, esquina com a avenida Antônio Sales. Em plena 8 horas, de um dia da semana, caminhão faz manobra para descarregar mercadoria em um supermercado.
O trânsito pára.
O serviço de carga e descarga, como acontece em muitas cidades, deveria ter hora para ocorrer, normalmente as de menos movimento.
Em Fortaleza, terra de ninguém, não tem hora nem dia. Qualquer momento é a hora de se deparar com algum transtorno na rotina da cidade.
15.10.09 19:45
Parece que as proximidades do número 1.400 na avenida Antônio Sales é ponto fixo de parada de caminhões no meio da rua. Na quinta-feira, por volta das 12h30min, lá estava outro caminhão parado. Do mesmo moto que anotei no post abaixo, “Os donos da rua”.
É a Fortaleza, terra de ninguém.
14.10.09 20:17
E o pedestre que se lasque, com o beneplácido das “autoridades constituídas”.
Eu tenho o hábito de usar a faixa da direita, pois ando em velocidade abaixo do máximo permitido na via [60 km/h], ainda que alguns motoristas truculentos, que nunca leram um manual de trânsito, insistam em quase encostar no meu parachoque, buzinando com violência ao mesmo tempo que acionam a luz alta.
Esses ignorantes nunca leram um manual de trânsito [não sei se sabem] para entender que uma via tem a velocidade máxima e mínima, a metade da maior velocidade permitida.
Mas como a Antônio Sales é uma “via principal”, eu nunca ando a menos de 40 km/h – e, obviamente, vou pela faixa da direita, para não atrapalhar quem quer andar mais rapidamente, pois podem me ultrapassar.
Mas vejam vocês, em um trajeto de 10 quadras os obstáculos que encontrei. Só vi os obstáculos, os guarda da AMC – Autarquia Municipal de Trânsito e “Cidadania” - não vi nenhum.

Em frente ao número 276 da avenida Antônio Sales caminhão para em frente a um estacionamento que já é irregular, pedestres caminham pelo meio da rua, eu sou obrigado a parar...

... continuando, em frente ao número 990 outro caminhão, atrás um táxi, que também estava "estacionado", paro novamente...

... em frente ao número 1.428, outro caminhão parado; tenho de esperar mais uma vez. E a cada vez que paro, tenho de me desviar para a pista da esquerda, correndo risco e atrapalhando o trânsito.
E assim a coisa vai na Fortaleza, terra de ninguém.
[Obs. Fiz todas as fotos com o veículo que estava dirigindo parado.]
03.10.09 22:27
Av. Antônio Sales: a farra nas calçadas

Carros, os senhores das ruas e das calçadas
Se Fortaleza virou a TERRA DE NINGÉM, a avenida Antônio Sales é um dos exemplos da esculhambação urbana que toma conta da cidade sem que nenhuma autoridade se disponha a nem ao menos tentar resolver o problema. [Quem sabe o prefeito "Copa do Mundo de 2014" dê uma ajudinha].
Veja a foto acima. É o retrato de toda a extensão da via: os carros sobre a calçada e outros folgadamente ocupando parte dar rua – e o pedestre que se lasque.
Tudo acontece sob a vista grossa da AMC [Autarquia Municipal de Trânsito e "Cidadania"], que gosta de multar, mas não se dispõe da dar um jeito na trânsito caótico da cidade.
Em Fortaleza é assim: quem está montando em um carro é gente; se for um “4 X 4″, é mais gente ainda. O pedestre e o ciclista não são nada. Uns inconvenientes que deveriam ser banidos para que os carros exercecem seus direitos de modo amplo, total e irrestritro.
26.09.09 05:01
Muita energia para desrespeitar o direito dos outros

Energy e seus frequentadores dando banana para os pedestres com a conivência das "autoridades"
A academia de ginástica Energy, que fica na avenida Antônio Sales, entre as ruas Silva Paulet e José Vilar, faz da calçada a extensão de seu ambiente privado.
Os “malhadores” folgados deixam seus carros no lugar que deveria ser dos pedestres.
Vive-se uma situação em que se pode tudo, o desrespeito às regras da boa convivência e uma grande banana para as leis. Falta autoridade, sobra ignorância e arrogância, afinal estamos na FORTALEZA, TERRA DE NINGUÉM
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28.07.09 05:31

A calçada é pública, mas tem dono

Empresa que vende carros privatiza os dois lados da via
Na foto maior, a avenida Antônio Sales; na menor a esquina com a rua Monsenhor Bruno.
E assim, de pedaço em pedaço, Fortaleza vai sendo privatizada.
22.07.09 05:50

Na rua João Brígido, pedestres e carros se espremem: a rua é dos caminhões
Na frente, Cometa, atrás, tudo atravancado
Na rua João Brígido, esquina com a Ildefonso Albano [Joaquim Távora] o depósito do supermercado Cometa [que tem a frente na av. Antônio Sales] ocupa os dois lados da rua, o dia inteiro, com caminhões descarregando mercadoria.
A rua tem duas mãos. Os carros que precisam transitar por ali, passam um por vez, como se fosse cancela de fazenda. Para os pedestres a situação é pior, pois ficam sem rua e sem calçada, usada para descarregamento. Em Fortaleza impera a lei do mais forte.
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