13.12.11 18:13
Prefeito de Porto Novo, Benim, visita O POVO e fala de convênio com Fortaleza

A jornalista Luciana Dummar, presidente do Grupo de Comunicação O POVO, recebe o prefeito de Porto Novo, Benim (África). Clique para ampliar
Moukaram Oceni, prefeito de Porto Novo, capital da República do Benim (África) visitou hoje O POVO.
Ele veio acompanhado de Geraldo Accioly, coordenador de Projetos Especiais e Relações Internacionais da Prefeitura de Fortaleza. Eles foram recebidos pela jornalista Luciana Dummar, presidente do Grupo de Comunicação O POVO.
Convênio
A Prefeitura de Fortaleza, a prefeitura de Lyon (França) e a prefeitura de Porto Novo fizeram um convênio para recuperar o casario colonial da capital africana. O convênio levará arquitetos brasileiros e franceses para orientar a recuperação do patrimônio histórico de Porto Novo. Uma escola para formar técnicos em recuperação do patrimônio também será implantada.
Influência brasileira
Oceni explica que a cidade de Porto Novo tem grande influência de ex-escravos que, alforriados no Brasil, voltaram para a terra de origem. Entre eles pedreiros, marceneiros e artesãos que construíram prédios e casas ao modo da arquitetura colonial portuguesa, que hoje está se deteriorando.
Para o prefeito, é importante recuperar essa parte da história de sua cidade e do país, que tem grande relação com o Brasil. Ele diz que esse tipo de construção é conhecida no Benim como “arquitetura afro-brasileira”.
Mais no O POVO
Na edição de amanhã (14/12/2011) do O POVO, em matéria da repórter Rebecca Fontes, na editoria de Economia, mais informações sobre o assunto.
Na fotografia. A partir da esquerda: Fábio Campos (de costas), Geraldo Accioly, Moukaram Oceni, Luciana Dummar, Arlen Medina, eu, Rebecca Fontes.
Veja matéria no O POVO: Fortaleza ajudará cidade africana (link postado em 14/12/2011)
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02.12.10 22:22
Manual de Jornalismo Investigativo
A Fundação Konrad Adenauer lançou um manual de jornalismo investigativo para profissionais africanos. O livro traz definições do jornalismo investigativo e orienta sobre formas de praticá-lo. Apesar de ser dirigido para jornalistas africanos, o livro traz informações importantes para quem é repórter em qualquer lugar do mundo.
Veja abaixo trecho do prefácio da obra:
“Em todo o mundo, mas especialmente em África, aqueles que denunciam os maus comportamentos e a corrupção são muitas vezes considerados mais perigosos do que os verdadeiros responsáveis por esses males. Trabalhar como jornalista investigativo num meio desses requer uma coragem extraordinária; o tipo de coragem sustentada por uma profunda preocupação pelo drama dos impotentes. O jornalismo de investigação em África exige pessoas que estejam preparadas para realizar um esforço suplementar em cada dia que passa, muitas vezes em meios que, pela sua natureza, parecem determinados a calar essas pessoas. Leis de imprensa repressivas, falta de recursos e uma cultura generalizada de secretismo entre as autoridades são apenas alguns dos desafios enfrentados por jornalistas que questionam a conduta dos que detêm dinheiro, conexões e poder.
Neste contexto, os jornalistas precisam não apenas de uma mentalidade particular, mas também de uma vasta gama de conhecimentos. O jornalismo investigativo não é algo só para génios. Em última análise, tem a ver com um conhecimento apropriado do ofício.”
Informações sobre os autores e link para baixar o livro gratuitamente.
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