Plínio Bortolotti

24.01.12 13:51

Férias no Ceará & estorvo acústico

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

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Do artista plástico Hélio Rôla, que refugiou-se na Lagoa Redonda em busca de sossego, mas encontrou barulho nos céus e terras, recebi o texto abaixo e o mapa acima.

«Férias no Ceará… Por conta de som excessivo oriundo do Recreio Clube de Campo (Av Recreio, 1090 – Lagoa Redonda, Fortaleza – Ceará) certas áreas da Lagoa sofrem, ultimamente, com o som abusivo “dos forrós do domingo” que somente terminam na madrugada de segunda-feira em meio à uma barulheira infernal bradando aos céus e uma gritaria sem fim, chegando mesmo a incomodar, pela sua duração de horas, mais do que os aviões da madrugada. Que coisa, não é?…

Enfim, pela distância entre a casa de show … e onde resido, 1,5 km, como pode ser visto no mapa Google, fica claro que o clube comete abuso socioambiental de expressiva abrangência… É muito provável que, fora a falta de alvarás e outras exigências, o estabelecimento não disponha de instalações adequadas para esse tipo de show, isto é, com tanto som à solta e, por isso, não obedeça as Leis Municipais quanto a conveniência do silêncio urbano no viver humano…

As casas de show de Fortaleza quase sempre deixam que seu “negócio cultural” se torne, como é de praxe, um estorvo para a vizinhança inocente que não tem nada a ver com os esses negócios… É uma história antiga, e por se tratar de um franco desrespeito aos direitos da humanidade dei ciência do fato à Semam em uma denúncia de Poluição sonora. Hoje, dia 24 de janeiro de 2012.

“O silêncio é um bem comum, o barulho, não”…

Poluição Sonora – Semam 3452.6923/6927»

*O título do post também é de autoria de Hélio Rôla.

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23.01.12 11:41

Site de Flávio Paiva terá conteúdo aberto

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 3 Comentários

Jornalista, escritor e compositor, Flávio Paiva vai lançar um novo site com a publicação de sua obra, que ficará disponível para o uso sem fins lucrativos.

Convite do lançamento

A Cooperativa Pirambu Digital e o jornalista Flávio Paiva convidam para o lançamento do novo site www.flaviopaiva.com.br, com mais de 450 Artigos, 10 Ensaios, cerca de 80 Partituras, referências de publicações, fotos e vídeos. Tudo dentro de um conceito de “Cultura Livre Brasileira”, que valoriza o uso social dos conteúdos, com restrições apenas às finalidades comerciais, políticas e religiosas.

A nova versão do site somente estará disponível após o lançamento.

Data: 30 de janeiro de 2012 (segunda-feira)
Hora: das 08:30 às 10:00 horas
Local: Pirambu Digital – (85) 3236 0541
Rua Nossa Senhora das Graças, 1097 – bairro Cristo Redentor

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21.01.12 18:36

Pessoas acreditam em coisas estranhas pois vivem em um mundo assombrado pelos demônios

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 6 Comentários

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Depois de ler Por que as pessoas acreditam em coisas estranhas, de Michael Shermer, fui reler O mundo assombrado pelos demônios, de Carl Sagan. O livro de Shermer (ed. 2002) tem como subtítulo “Pseudo ciência, superstições e outras confusões dos nossos tempos”. A obra de Sagan (1ª ed. 1995) tem como subtítulo “A ciência vista como uma vela no escuro”.

Divulgação científica

Ambas as obras são títulos de divulgação científica, ou seja, tem o objetivo de explicar a Ciência para um público leigo. Mais do que isso, são defesas apaixonadas da Ciência e de seu método de estudo do mundo natural.

São livro de fácil compreensão, mesmo para quem tenha apenas a noção de Ciência aprendida até o ensino médio. O livro de Sagan, principalmente, pode-se lê-lo como se lê um bom romance. O fio da argumentação é tão bem conduzido que sempre nos induz a querer ver o “próximo capítulo”. Continuar lendo

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20.01.12 01:28

Canoa Quebrada: helicóptero nas falésias

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Do jornalista Túlio Muniz recebi as duas fotos acima, que lhe foram enviadas por conhecidos dele em Canoa Quebrada. Túlio exclama: “Se barracas e bugues são insuportáveis para as falésias, o que dirá Helicópteros”.

A força da grana

Pois é, parece o caso de muita grana e zero de consciência ecológica. Afinal, o cara com um helicóptero particular pode tudo, inclusive destruir impunemente o que a natureza levou milhões de anos para construir.

Interessante é que há poucos dias comentei neste blog o mal que pode causar esse tipo de turismo predatório.

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20.01.12 01:09

Meruoca, a serra

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Caminho de Meruoca (clique nas fotos para ampliar)

Palestina, distrito de Meruoca: não consegui descobrir a origem do nome

Bastam 13 km, de Sobral à serra da Meruoca, para sair-se de uma temperatura próxima dos 40 graus centígrados e chegar-se a um clima de 16 graus. O local é para descanso, contemplar a paisagem, ouvir pássaros, fazer caminhadas – e outras coisas interessantes para um clima que pede aconchego. Há poucas pousadas e poucos restaurantes, mas vale a visita, principalmente se você vem de um roteiro de muito sol e muita praia.

Areia e água

Como me disse um “super sincero”, quando perguntei, em Jijoca de Jericoacora, o que tinha para ser visto por ali, ele respondeu: “Areia e água”. O que não deixa de ser verdade, mas uma boa combinação das duas coisas pode resultar em belas paisagens. Em Meruoca a combinação é “mato e água”, além da temperatura amena – e o canto dos pássaros.

Engenho

Não tive tempo nem mesmo de ir ao mirante e perdi um passeio a um velho engenho de cachaça da região, para o qual fui convidado, pois o tempo de folga estava se esgotando.

Então é isso, moçada, agora, o batente.

Veja também Icaraí de Amontada, Almofala, Jijoca, Jericoacora, Sobral.

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20.01.12 00:45

Sobral e a teoria da relatividade geral de Albert Einsten

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Museu do Eclipse em Sobral

Em Sobral é muito interessante conhecer a sua história, ver o seu casario antigo e visitar seus museus. O museu Dom José (o quinto do país em arte sacra e decorativa) e o museu do Eclipse. O museu Madi está fechado desde 2009, quando a sua sede foi alagada pelas chuvas – e o seu acervo (que não pode ser visto) está recolhido na Casa da Cultura.

Dom José

O museu Dom José foi fundado pelo primeiro bispo de Sobral, dom José Tupinambá da Frota (1882-1959) até hoje a personalidade mais importante da cidade. No museu podem ser vista a arte sacra e peças usadas nas residências de famílias importantes de Sobral, nos seus mais de 300 anos, como louças, móveis e mobiliário.

Eclipse

O Museu do Eclipse (aberto das 17h às 21h), foi inaugurado em 1999 para lembrar um dos momentos mais importantes ocorridos na cidade. Em 1919, por ocasião de um eclipse total, uma equipe de astrônomos ingleses e brasileiros esteve na cidade para, por meio de fotos, por à prova a teoria da relatividade geral, formulada por Albert Einsten, que foi confirmada pela observação dos cientistas. Depois da visita guiada, pode-se voltar às 22h para observar o céu por meio de um telescópio (o que não me foi possível devido ao tempo nublado).

Veja mais aqui.

Veja mais fotos (clique nas imagens para ampliar) Continuar lendo

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14.01.12 16:09

Jericoacoara

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Vista no fim da tarde da rua Principal de Jericoacora, com mar ao fundo (clique para ampliar)

Pela primeira vez em Jericoacoara. Não conheci a praia quando era apenas uma vila de pescadores, refúgio de bicho-grilos, hippies tardios e outros representantes dessa fauna, que está sempre à procura de um lugar onde ainda habita o bom selvagem.

Antigas

Mas imagino que, nas antigas, Jeri devia ser como era Canoa Quebrada, que conheci no primeiro ano de década de 80 do século passado: principiava a abertura de algumas pousadas bem simplezinhas e ainda dormia-se na casa de pescadores ou em algum “puxadinho” que eles faziam no quintal, alugando por módica quantia. Se bem me lembro havia apenas uma barraca na praia. Hoje, a rua principal de Canoa se chama “Broadway”, daí você tira o que virou a terra de Francisco José do Nascimento, o Chico da Matilde, também conhecido como Dragão do Mar.

Beleza

Obviamente não vou ser besta de negar a beleza de Jericoacora. O trajeto surpreendente de carro, de Jijoca a Jeri, passando por dunas, mangues, paisagens de puro deslumbre; seu pôr do sol, suas lagoas – e ainda o jeito simpático como locais e aqueles que se fixaram por aqui recebem os visitante – em uma conversa informal, nos bares, restaurantes e pousadas. Mas agora o que manda aqui é o “business”, em várias línguas e sotaques. Continuar lendo

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14.01.12 08:58

Jijoca

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 2 Comentários

Lagoa Paraíso, em Jijoca (clique para ampliar)

De Almofala, seguindo-se em direção a Oeste chega-se a Jijoca, porta de entrada de Jericoacoara. Na entrada da cidade, os carros são instados a parar em um quiosque da associação dos guias de turismo.

Turismo

Uma funcionária da Prefeitura informa os três modos de chegar a Jericoacora: deixando o seu carro em um dos estacionamentos da cidade (R$ 5,00 por dia) e seguindo em uma camionete (exclusiva) pelas Dunas (R$ 140,00* ida e volta); deixando o carro em um dos estacionamentos e optando pelo “lotação” (R$ 10,00 por pessoa); ou indo no seu próprio carro acompanhado de um guia (R$ 80,00 – ida e volta e mais R$ 10,00 por dia em um estacionamento na periferia de Jeri, onde é proibido circular de carro pelas ruas). [Um pouco antes, na rodovia, algumas pessoas na estrada fazem sinal para o carro parar. São guias que levam o veículo pela via da praia do Preá. Eu preferi seguir até Jeri e parar em um posto de turismo da Prefeitura.]

Com emoção

Optei por ir em meu veículo, e aconselho que ninguém tente fazer o trajeto sem o acompanhento do guia: eles são peritos em fazer carros de passeio transitar por areiais, mangues, pontes estreita e até atravessar pequenos córregos. Se você não tiver um 4 x 4 – e mesmo tendo-o, se não for habilidoso, vai ficar pelo caminho.

Paraíso

Em Jijoca vale a pena uma visita à lagoa Paraíso. A suas águas (doces) são transparentes e limpas (é proibido circular até veículos náutico motorizados) e o fundo é constituído de areia de praia. No seu entorno (fora da cidade) há algumas pousadas: diárias em torno de R$ 150,00.

[*Corrigido às 21h57min de 20/2/2012, conforme alerta de comentário abaixo, antes, havia anota erroneamente R$ 160,00]

Veja também Icaraí de Amontada, Almofala.

Veja foto: a caminho de Jeri.

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14.01.12 08:22

Almofala e a igreja que desaparece

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Igreja de Nossa Senhora da Conceição, engolida pelas dunas no século XIX, redescoberta nos anos 1940

Almofala, terra dos índios tremembés, fica a cerca de 230 quilômetros de Fortaleza. A estrutura de hospedagem é modesta, com duas pequenas pousadas, um tanto quanto precárias.

No vilarejo, vale a pena dar uma olhada na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, construída em 1712. Exemplo da arquitetura colonial. No fim do século XIX, início do século XX a igreja é soterrada por uma duna móvel. Na década de 1940, o templo reaparece. Está reformado, pintado de um branco imaculado.

Tartarugas marinhas

A cerca de três quilômetros do vilarejo, por uma estrada carroçável (em boas condições), pode-se visitar o projeto Tamar (tartarugas marinhas). Almofala é uma área em que se acumulam muitas algas, um dos alimentos preferidos de várias espécies de tartarugas marinhas.

Por sua vez, com a abundância do animal, os pescadores também tinham o hábito de caçá-los para comê-las.

Hoje, segundo o simpático Djavan – um menino de 14 anos que nos guia pelos tanques explicando como eles cuidam das tartarugas – o hábito de usá-las como alimento está extinto e os pescadores colaboram na preservação da espécie.

Veja também Icaraí de Amontada

Veja mais fotos (clique nas imagens para ampliar). Continuar lendo

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12.01.12 20:02

Silêncios pouco inocentes

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Meu artigo publicado na edição de hoje (12/1/2012) do O POVO.

Silêncios pouco inocentes
Plínio Bortolotti

Há consenso – exclusive a avaliação dos aliados – que o Governo do Estado cometeu falhas graves na crise que gerou a greve-motim dos policiais militares, de proporções desastrosas. Porém, o Executivo recusa-se à autocrítica, considerando-se as palavras de Ivo Gomes, chefe de gabinete, e irmão do governador Cid Gomes, ambos do PSB (edição de 6/1/2012).

Ivo foi o primeiro representante do Executivo estadual a se dignar a dar alguma explicação à sociedade a respeito dos acontecimentos.

O chefe de gabinete diz que o Palácio da Abolição foi “surpreendido” com a intensidade do movimento. E, ao mesmo tempo, afirma que o “secretário da Segurança e o comandante da Polícia Militar gozam da confiança (do governo)”. Ora, como confiar em funcionários incapazes de ouvir o tropel que se aproximava? Ou houve temor em dar más notícias ao chefe? Ou suas informações foram desprezadas pelos superiores?

Ivo tenta rebater a crítica a respeito do silêncio do governador durante a crise. Cândida explicação, o secretário diz que mal conseguiram dormir no período. Mas o que uma coisa tem a ver com a outra?

Sumiram o governador e todas as autoridades que poderiam dar uma palavra tranquilizadora à população. Surgiu, inclusive, boato persistente de que Cid estaria em Paris, quando, na realidade, ele se manteve o tempo todo em Fortaleza (sem aparecer em público).

A omissão atingiu também o Legislativo: a exemplo do governador, calou-se Roberto Cláudio (presidente da Assembleia), correligionário de Cid; silenciou o petista Antônio Carlos (líder do governador na Casa).

A presidência dispensou a Assembleia da responsabilidade (e de sua independência), talvez por orientação do Palácio. Quanto ao líder do governo, apesar de ampla experiência do seu partido em lidar com movimentos sociais, parece não ter sido ao menos convidado para debater com seu líder o problema de maior envergadura que o governo enfrentou até hoje.

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Plínio Bortolotti

Plínio Bortolotti

Jornalista. Diretor Institucional do Grupo de Comunicação O POVO, jornal, rádios […]

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