06.07.09 07:45
Diploma: o fim do AI-5 dos jornalistas
Lúcio Flávio Pinto escreveu artigo sobre a queda da exigência do diploma especÃfico para o exercÃcio da profissão de jornalista.
Jornalista desde 1966, o paraense Lúcio Fávio Pinto foi repórter das principais publicações brasileiras. Em 1988 deixou a grande imprensa e passou a imprimir o Jornal Pessoal, em Belém. É o jornal de um homem só, mas vale por 300.
Lúcio Flávio Pinto será um dos homenageados no congresso da Abraji [Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo], que se realizará em São Paulo, entre quinta-feira e sábado.
Veja o trecho do artigo “Brasil – O fim do AI-5 dos jornalistas”
«O fim do AI-5 dos jornalistas não significa que o dia seguinte está ajustado aos novos tempos. Há dúvidas, perplexidades e desafios a enfrentar – e a vencer. Mas não da maneira proposta pelas entidades sindicais ou corporativas. O Supremo Tribunal Federal decidiu pela inconstitucionalidade do DL-972 dois meses depois de ter colocado abaixo a lei de imprensa, também criada pelos militares, em 1967. Depois de uma extensa e intensa celeuma, a decisão não podia ser considerada uma surpresa. Muito menos uma violência, ainda que os argumentos dos sete ministros que acompanharam o relator (contra uma única divergência no colegiado) possam ser contraditados, muitos deles pueris. A ordem jurÃdica foi seguida e consumada. Resta agora, aos inconformados, a instância legislativa para recompor a situação anterior, modificando-a. Por exemplo: não mais exigindo apenas o diploma de comunicação social, mas de qualquer curso superior. A hipótese intermediária foi sugerida para conciliar as várias posições, mas rejeitada com soberba pela Federação Nacional dos Jornalistas, o órgão máximo da burocracia sindical. A tese agora defendida pela Fenaj, de volta ao status quo anterior, através de emenda constitucional, além de viabilidade problemática, é de uma teimosia malsã diante do entendimento amplamente majoritário do STF. Não tem futuro.»
Veja a Ãntegra do artigo. É longo, mas vale cada palavra.
Comentário:
As entidades corporativas dos jornalistas insistem no erro de insistir na exigência do diploma especÃfico para o exercÃcio da profissão. Como diz o ditado, “errar é humano, mas insistir no erro é…” O que deveriam estar fazendo – aliás, o que deveriam ter feito – em vez de insistir na exigência do “diploma”, seria procurar uma regualmentação mais inteligente.
Posts Relacionados
Espaço dos leitores
Comentários | Comente
Importante
Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade de seus autores e as consequências derivadas deles podem ser passíveis de sanções legais. O usuário que incluir em suas mensagens algum comentário que viole o regulamento será eliminado e inabilitado para voltar a comentar.
Participe | Comente esta notÍcia
Subscreva o feed RSS 2.0 para comentários.
Comente, ou utilize o link abaixo para fazer o trackback no seu site.
http://blog.opovo.com.br/pliniobortolotti/deiploma-o-fim-do-ai-5-dos-jornalistas/trackback
Posts Recentes
Categorias
Arquivos
Blogs O POVO