Plínio Bortolotti

24.11.09 00:02

Cerca pontiaguda instalada na calçada pode ferir pedestres

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 22 Comentários

Cerca israelenseJá ouvi reclamações de assessores da Prefeitura por nomear de Fortaleza, terra de ninguém, a seção neste blog em que exponho as nossas demasiadas mazelas urbanas.

Mas observem como cada um faz o que quer, das ruas e calçadas, sem que nenhum órgão público imponha limites.

A cerca que vocês veem na foto acima, normalmente posta no alto dos muros, o condomínio que fica na esquina das ruas Ana Bilhar e Joaquim Nabuco, resolveu fixá-la no chão, em ambas as frentes do prédio.

Já ouvi chamarem este equipamento de “cerca israelense”, mas na internet descobri que seu nome comercial é “concertina”.

A cerca é prefuro-cortante, com pontas afiadíssimas, e pode ferir grevemente uma pessoa. Nem ao menos um aviso os responsáveis pelo prédio tomaram o cuidado de pôr para alertar distraídos passantes.

E se algum pedestre se machucar;  se uma criança cair sobre a cerca?

De quem é a responsabilidade?

Do condomínio?

Da Prefeitura [pela Executiva Regional II ou pela Semam - Secretaria do Meio Ambiente e do Controle Urbano]?

Do Ministério Público?

Espaço dos leitores

Comentários | 22 Comentários

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Carlos Filho 24.11.09 | 16:35

É um absurdo, isso tem que ser retirado imediatamente, deveriam ser processados.

Plínio Bortolotti 24.11.09 | 17:17

O Leitor Luiz Carlos deixou este comentário no post abaixo, pois, por um problema técnico, durante algum período, este post não abria a caixa para comentários.

Comentário do leitor Luiz Carlos:

Testemunhei no Blog do Eliomar e repito aqui, afinal também tem a ver com a ignorância útil:
- “Já tivemos oportunidade de transitar no local e questionar um jardineiro do condomínio, que trabalhava no local, a respeito do tal monstrengo, e a sua resposta foi bem ‘convincente’:
- ” É pra espantar os cachorros da zona, pra num vim mais arriar massa no nosso canteirim. Aqui num passa menino não, nunca vi! ” ”
Tá explicado.

nelson filho 24.11.09 | 20:16

Com cachorro ou sem cachorro (até porque o cachorro não tendo o “canterim” vai “arriar massa” na calçada mesmo) para mim parece claro que em caso de lesão (leve, grave, gravíssima)corporal a responsabilidade é do(a) síndico(a) – e dá processo.

Renato Carvalho 25.11.09 | 10:47

“Já ouvi reclamações de assessores da Prefeitura por nomear de Fortaleza, terra de ninguém, a seção neste blog em que exponho as nossas demasiadas mazelas urbanas.”

O nome da seção é perfeito. Esse é mais um exemplo inegável. Os assessores da Prefeitura deviam se preocupar em modificar essa realidade, antes de reclamarem de um nome que a descreve fielmente.

José da Silva 25.11.09 | 11:31

minha sugestão é colocar agora um carcereiro no portão do prédio e não deixar ninguém sair de dentro. perfeito!

Marcus Lima 25.11.09 | 12:10

Essa é apenas mais um exemplo de falta de cidadania, de falta de senso coletivo e de respeito mútuo, características bastante comuns nas metrópoles que, como Fortaleza, explodem desordenadamente, repleta de acirramentos sociais e visões míopes e rasteiras do que seja urbanidade. Uma metrópole cidadã deveria ser medida por um Ìndice de Respeito Urbano. Fortaleza cai pelas tabelas. Urbanidade Já!
Marcus Lima, arquiteto

Alessandra Cavalcanti 25.11.09 | 14:30

Ignorância é um mal que não escolhe a que classe social atinge. Como pode em um condomínio localizado em uma área da cidade onde se espera que as pessoas sejam um pouco mais “esclarecidas”, o síndico não ter a noção do risco que uma cerca como essa, utilizada de tal maneira, pode oferecer aos transeuntes sejam eles adultos, crianças ou até mesmo o infeliz do animal que porventura se aproximar da mesma?

Felipe Gurgel 25.11.09 | 15:08

Que triste. Como a Semam já vinha prevendo fiscalização para restaurantes e bares da mesma área que ocupam irregularmente as calçadas, devia aproveitar e orientar os fiscais a caírem em cima desses casos também.

Eu ando a pé pela área e não tinha visto ainda. Mas é um perigo mesmo. Como pedestre que costuma circular por ali, fico assustado.

É irônico que, segundo o argumento do jardineiro do condomínio, se um vira lata distraído pára para “arriar a massa” por ali e se corta não tem problema, né? Já que é bicho… Quando algum ser humano se machucar é que vão pensar em fazer algo.

Se essa ratoeira pra cachorro for legitimada, Plínio, a gente constata de vez como é impressionante a capacidade do poder público local em ser desmoralizado por “pequenas” (em todos os sentidos) atitudes.

Wilame Januário 25.11.09 | 15:17

Provavelmente, os condôminos deste condomínio nem mesmo foram avisados ou consultados, pois talvez alguém em sã consciência já teria dito algo sobre esta cerca exposta.

Não se trata de “bairro nobre”, nem sua classe social, trate-se de senso de coletividade, cidadania, educação (como já havia dito o caro leitor Marcus Lima), pois isso realmente não corresponde necessariamente a classe em que se esta inserido.

Espero que as autoridades competentes façam algo para a resolução deste “pequeno problema”.

Inácio Carvalho 25.11.09 | 15:34

Plínio eu espero muito que essa sua denúncia repercuta de fato junto à SER II para que esse absurdo seja retirado imediatamente. Quase diariamente passo por esse local, mas como como sigo de carro nunca havia percebido. Vou ficar de olho até esse troço agressivo, egoísta e exemplo de falta de urbanidade seja retirado.

Onde já se viu usar algo assim para limitar a “arriada de massa canina” ? Na verdade é a paranóia louca das pessoas nada “esclarecidas”, cara Alessandra, que as leva a praticar uma insanidade dessas. Tudo vale para isolar do mundo exterior aqueles que nada têm a ver com a vida lá fora. O que importa é a tranqulidade dentro dos condomínios luxuosos, dentro de cercas inexpugnáveis. O mundo que se dane. É assim que pensam os “esclarecidos”, enquanto que os “não esclarecidos” optam por uma calçadinha que lhes permita botar uma cadeira no fim de tarde e prosear na boca da noite com os vizinhos.

valeu Plinio, espero que sua denúncia se amplifique. Da minha parte eu vou botar a boca no mundo.

João Gabriel 25.11.09 | 16:24

O maior problema não é a falta de fiscalização da prefeitura, mas o pensamento de alguém que acha correto e justificável esse absurdo.

Marcus Lima 25.11.09 | 17:56

Plínio, a despeito de tanta falta de consciência, sugiro aos leitores que indiquem ações de cidadania para o Prêmio Gentileza Urbana do IAB (www.iabce.org.br). Vamos dar visibilidade às boas iniciativas também.

Plínio Bortolotti 25.11.09 | 18:20

Ok, Marcus,
Vou fazer um post sobre o assunto. Agradeço a leitura e a sugestão.

johnnie perillo 25.11.09 | 18:55

o lugar não tem polícia nem promotoria ?, só falta permitirem campo minado.

SheL 25.11.09 | 20:56

Se fossse aki em SP ja tinham roubado ela e vendido para o ferro velho, boa ideia por sinal né ? bora pegar um alicate ?

Isac Sampaio 25.11.09 | 21:08

É a melhor foto da Fortaleza Bela. Descaso com a cidade e com com seus habitantes

Andre 26.11.09 | 04:23

AHAHAHAHAH! Gente inacreditável isso. Mt absurdo. Só Brasil mesmo.

Rogério Ferraz Alencar 26.11.09 | 10:54

Repetindo o comentário, que saiu com erros: Continue com Fortaleza, terra de ninguém. Foi exclente sacada. Agora, creio que essa cerca já apareceu em alguma coluna do próprio jornal O Povo, sendo elogiada, pois o síndico descobrira boa maneira de afastar mendigos que lá iam se sentar e recostarem-se no muro do condomínio.

Plínio Bortolotti 26.11.09 | 11:07

Caro Rogério,
Agradeço o alerta pela digitação errada em título.
Quanto as colunas, creio que v. sabe, expressam a opinião do titular. De qualquer modo, mão me lembro de ter lido algo parecido no O POVO – alguém defendendo a “cerca israelense” na calçada. Mas, caso v. tiver uma referência mais precisa, peço que me informe.

Victor 26.11.09 | 22:31

Adorei a ideia do José da Silva:

“minha sugestão é colocar agora um carcereiro no portão do prédio e não deixar ninguém sair de dentro. perfeito!”

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Antônio 29.11.09 | 17:03

Em todas as portas dos serviços públicos obrigatórios de Fortleza existem essas cercas.

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Jornalista. Diretor Institucional do Grupo de Comunicação O POVO, jornal, rádios […]

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