23.04.12 17:07
“Os condomínios fechados do Twitter, do Facebook, do Google, da Apple, do ClubPenguin e tantos outros não têm compromisso algum com a internet em que habitam. Propriedades privadas, eles fazem o que quiserem com os dados em suas bases. Para censurá-los basta uma conversa rápida, como aquela que o governo chinês teve com o Google, e as liberdades de seus usuários se foram.”
Trecho do artigo do professor (Comunicação Digital, ECA-USP) Luli Radfahrer, publicado na edição de 23/4/2012 da Folha de S. Paulo.
É bom ver que não estou só
Eu disse alguma coisa parecida quando participei do Encontro de Tuiteiros Culturais e precisei enfrentar a ira de quem é adepto das seitas eletrônicas. Minha intervenção aqui: Steve Jobs é o Che Guevara das seitas tecnológicas.
Veja o artigo completo de Luli Radfahrer. Continuar lendo
Posts Relacionados
25.12.11 21:17
Alogoritmos: os novos gate keepers
Em um desses debates de que participei, em que a imprensa – chamada de “velha mídia” – é surrada sem piedade, e as redações de jornais são consideradas nada menos do que uma sucursal do inferno, normalmente por uma certa esquerda equivocada (que costuma enaltecer a internet como a nova força revolucionária mundial), me atrevi a dizer que chegaria o dia em que sentiríamos saudades dos velhos gate keepers. Isto é, dos editores que selecionam o que entra e o que não entra na edição do dia, ou seja o “porteiro” das notícias.
A bolha
Por sugestão da professora Eloísa Vidal, vi o vídeo em que Eli Pariser, autor de “The Filter Bubble: What The Internet is Hiding From You” (“A bolha-filtro: O que a internet está escondendo de você”), diz que os gate keepers não foram mandados embora, mas sim substituídos por novos gate keepers: os algoritmos, manejados pelo Google, Facebook e outras redes. Pariser falou em uma conferência da TED (Tecnologia, Entretenimento, Design).
Os novos gate keepers – os algoritmos -, sem a mesma ética dos “velhos” editores, estão olhando o que você clica em primeiro lugar, por isso, em vez de uma dieta equilibirada, você pode estar recebendo “informação lixo”, diz Pariser.
Veja o vídeo: tem 9 minutos.
[Também pode ser visto diretamente na página TED, com voz e legenda mais sincronizados e outras opções de legenda, além de português]
Posts Relacionados
23.12.11 14:44
Uso inadequado de redes sociais prejudica empresa e empregados
«Casos de “fogo amigo” como esse, em que o funcionário não tem a intenção, mas acaba prejudicando a empresa em que trabalha, tornaram-se bem mais comuns com o advento das redes sociais. Segundo a consultora Andrea Huggard-Caine, essas novas ferramentas de comunicação se difundiram com muita velocidade e as pessoas da geração anterior não tiveram tempo para se adaptar gradualmente. As mais jovens, por sua vez, não têm a referência de como as coisas funcionavam antes e acham tudo isso normal. “Muitas estão aprendendo da forma mais dura que ser transparente não significa escrever tudo o que vem à cabeça.”»
Trecho da matéria Uso inadequado das redes sociais aumenta casos de “fogo amigo”, no jornal Valor Econômico, onde a matéria poderá ser lida na íntegra;
Posts Relacionados
19.12.11 11:43
Reproduzido na íntegra do IJNET – Rede de Jornalistas Internacionais [14/12/2011]
“Jornalista diz que revolução digital é quase tão pertubadora a mídia tradicional como eletricidade para indústria de velas”
por Maite Fernandez
Se existe alguém que tem ideia sobre o que está acontecendo hoje com o jornalismo e a indústria de mídia, é o jornalista Ken Auletta.
Além de cobrir a mídia para o New Yorker desde 1992, Auletta já escreveu vários livros sobre o impacto da tecnologia no jornalismo, incluindo o bestseller “Googled: The end of the world as we know it.”
Nesta entrevista com a IJNet, Auletta pondera sobre a revolução digital, o jornal digital Huffington Post e por que ele não gasta tanto tempo quanto gostaria na mídia social. Continuar lendo
Posts Relacionados
04.10.11 19:04
El País cria blog exclusivo para o Brasil
O jornal espanhol El País, um dos mais importantes periódicos do mundo, abriu um blog para falar exclusivamente do Brasil: é o Vientos de Brasil.
O Brasil de Arias
O editor é o jornalista Juan Arias, que informa na epígrafe que o blog “pretende compartilhar com os leitores o Brasil em que vivo, esse gigante econômico americano, hoje objeto de desejo na cena mundial. O Brasil das pessoas e não só da política. O Brasil que prefere o diálogo à briga, a fé em lugar da incredulidade. O Brasil das mil raças e culturas, que convivem sem guerras”.
O jornalista mora há 12 anos no país.
Posts Relacionados
21.09.11 16:46
Primavera árabe: a revolução foi tuitada, mas não foi feita pelo Twitter
Quem se dá ao trabalho de acompanhar os rabisco que deixo por aqui, pode ter lido meus textos Twitter não faz revolução e Twitter faz revolução ou é dinossauro o presidente do Google?
Depois dos dois artigos, seguiram-se alguns comentários discordantes sobre a minha afirmativa no título do primeiro texto.
Verdade
Pois bem, como não sou latifundiário da verdade (expressão emprestada de Tarcísio Leitão), revolvi reproduzir matéria publicada pela Folha de S. Paulo “A revolução foi, sim, tuitada, mostra estudo”.
Mas de qualquer modo, creio que a minha afirmativa não foi completamente contraditada. Vejam este trecho:
“Conclui [a pesquisa] que, embora não tenham provocado a revolução em si, Twitter, Facebook, YouTube e blogs, nessa ordem, deram aos protestos velocidade suficiente para culminar na queda dos ditadores Zine Ben Ali, na Tunísia, em janeiro, e Hosni Mubarak, no Egito, em fevereiro.”
Link para a pesquisa completa (em inglês).
Segue o texto completo da Folha de S. Paulo. Continuar lendo
Posts Relacionados
14.07.11 16:04
“Portugal sem Passaporte”: o novo blog do O POVO, com notícias da lusofonia
O jornalista português Graciano Coutinho passou a fazer parte da equipe de blogueiros do O POVO com o blog Portugal sem Passaporte, no qual vai privilegiar notícias da terra-mãe e sobre a lusofonia.
Coutinho apresenta-se como um jornalista que dá “caráter construtivo à sua missão de crítica não apaixonada, de informação correta, na ação não divisionária”, pois seu objetivo profissional “tem o duplo sentido de informar e de unir”.
Arma poderosa
Para ele, “a comunicação é a arma mais poderosa do nosso tempo, formando um triangulo ideal-mental, em cujo ápice se encontram os três veículos principais da informação, da mensagem e da mobilização de massas: o jornal, o rádio e a Televisão”.
Para acessar o blog, clique no link acima. É também possível inscrever seu e-mail no item “Newsletter” (barra vertical, à direita) para receber as postagens.
Posts Relacionados
13.06.11 16:35
Veja texto reproduzido da PCWord.
e-Books são “um passo atrás na história dos livros”, diz Stallman
PC World/EUA
10-06-2011
(Katherine Noyes)
Para o fundador do projeto GNU*, livrarias virtuais restringem o uso das obras digitais e os usuários não são donos de seus arquivos.
À primeira vista, ebooks e e-readers parecem um bom avanço para clientes e empresas. Afinal, aumentam a quantidade de leitores e os preços dos dispositivos estão baixando, tornando-os acessíveis para mais gente.
E-books não são baratos, mas as vendas estão crescendo. Entre janeiro e fevereiro deste ano, o mercado vendeu mais de 164 milhões em livros digitais, de acordo com a Associação de Editores dos EUA. O crescimento foi de quase 170% comparado ao mesmo período em 2010. Mas as ferramentas de leitura atuais ainda não são boas para o público, afirma Richard Stallman, fundador do movimento software livre e do projeto GNU. Em um artigo chamado “The danger of e-books”, Stallman descreve a situação atual como “um passo atrás na história dos livros”. “Mais restritivos que a lei de direitos autorais”.
Livros podem ser comprados anonimamente, sem a necessidade de assinar qualquer tipo de licença de restrição de uso, declarou Satallman. Não é requerida nenhuma tecnologia do usuário e às vezes é mais adequado à lei de escaneamento e cópias.
Uma vez pago, o comprador é dono do livro e nem a editora, nem a livraria tem o poder de destruí-lo.
É um grande contraste em relação aos arquivos da Amazon, onde não apenas o usuário precisa se identificar, como também aceitar a “licença restritiva” de uso, acrescenta Stallman.“Em alguns países, a Amazon diz que o usuário não é dono do e-book. O formato é secreto e apenas o usuário que comprou o livro tem acesso a ele”.
Copiar livros digitais é “impossível devido ao recurso DRM (Digital Restrictions Management) presente no e-reader, o que é mais restritivo que os direitos autorais”, disse Stallman.
Além disso, a Amazon também pode deletar livros comprados, da mesma forma que fez em 2009 com “milhares de cópias da obra ’1984′, de George Orwell. Devemos rejeitar e-books”, afirmou Stallman.
O argumento de Stallman é que “devemos rejeitar os e-books até que eles respeitem a nossa liberdade”.
Ele sugere que melhores formas de apoiar os autores seriam ” distribuir os fundos fiscais aos autores com base na raiz cúbica de popularidade de cada um, e também “projetar os e-readers com um recurso para que usuários possam enviar doações aos autores”.
[O link para a Wikipedia foi colocado por mim.]
26.03.11 09:45
Huffington Post vai dispensar blogueiros e contratar apenas jornalistas
Recentemente blogueiros que ajudaram o blog Hunffington Post a ganhar fama e fazer fortuna, passaram a reivindicar pagamento pelas suas colaborações ao site de Arianna Huffington. Veja abaixo texto publicado no Portal Imprensa.
Huffington Post vai dispensar blogueiros e contratar apenas jornalistas colaboradores
De acordo com a revista Bussiner Insider, o site de Arianna Huffington absorveu parte da equipe de sites de notícias da AOL, que comprou o portal por US$ 315 milhões. Indicativo de que o conteúdo produzido até então pelos colaboradores será produzido por equipe própria. [Mesmo depois da venda para o AOL, Arianna continuou dirigindo a publicação.]
Na avaliação do site TechCrunch, a intenção do Huffington é clara: contratar apenas os colaboradores que são jornalistas profissionais e dispensar os milhares de blogueiros que ajudaram a tornar o site um dos mais prestigiados do mundo.
“Não podemos substituir o jornalismo profissional por um esquema de blogs [...]. Não queremos confundir jornalistas profissionais com blogueiros”, disse Peter Goodman, editor de negócios e tecnologia do Huffington Post, citado pelo TechCrunch.
21.01.11 12:39
Estudo mostra que cobrar por conteúdo não reduz significativamente a quantidade de leitores
Reproduzido na íntegra do Blog Jornalismo nas Américas, no qual há links para temas correlatos.
Jornais americanos que cobram por conteúdo online
não perdem muitos leitores nem anunciantes, revela estudo
Enquanto cada vez mais jornais americanos cobram pelo acesso a seus sites e o New York Times planeja fazer o mesmo em 2011, novos dados do serviço Journalism Online mostram que, em geral, o faturamento com publicidade e o tráfego dos sites de 12 jornais não diminuiu significativamente com a cobrança pelo acesso, informou o New York Times.
Segundo o estudo, as visitas únicas mensais a esses sites caíram 0 e 7% e as pages views, entre 0 e 20%. Nenhum dos jornais registrou queda no faturamento com publicidade.
No entanto, o levantamento não especifica quantos novos leitores online os jornais ganharam ou quanto foi gerado em novas receitas após a mudança para o sistema de acesso pago, informou a revista Columbia Journalism Review.
Além disso, os jornais analisados pelo estudo usam um modelo especial de cobrança, pelo qual apenas certos conteúdos custam dinheiroo – só os usuários que acessam uma certa quantidade de matérias mensalmente precisam pagar. “É um incentivo para a audiência que os editores estejam tendo algum sucesso em cobrar apenas dos usuários que usam mais os sites de seus jornais, [já que] bloquear o acesso a tudo certamente faria com que os leitores, a não ser os mais fiéis, buscassem notícias em outro lugar”, diz o site The Next Web.
Posts Relacionados
Posts Recentes
Categorias
Arquivos
Blogs O POVO