28.03.12 20:17
Provedor da Santa Casa visita O POVO em campanha para arrecadar mais doações
Visitou hoje O POVO (28/3/2012) Luiz Marques, provedor da Santa Casa de Misericórdia. Marques estava acompanhado de Raimundo Padilha, diretor do Instituto FA7, e que atua como mordomo (voluntário) da instituição.
Eles foram recebidos pela presidente do Grupo de Comunicação O POVO, jornalista Luciana Dummar. Participou também da reunião o diretor-geral de Jornalismo, Arlen Medina.
Campanha
Marques vai iniciar campanha para aumentar as doações à Santa Casa de Misericórdia, que administra também o Hospital de Psiquiatria São Vicente de Paulo (Parangaba) e o Cemitério São João Batista.
Profissionalização
O provedor diz que a administração da instituição está profissionalizada, as contas estão fechando, mas que há necessidade de fazer investimentos urgentes em infraestrutura e novos equipamentos. Com um prédio antigo, que exige manutenção cara e constante, a instituição beneficente completa 151 anos de fundação neste 2012, sendo o maior hospital do SUS no Estado.
Contas
Marques informa que as despesas giram em torno de R$ 3.300 milhões por mês. A instituição recebe R$ 1.450 milhão de repasses do SUS, mais R$ 450 mil da Prefeitura e R$ 100 mil do governo do Estado, como complementação à verba do Sistema Único de Saúde. Outros R$ 500 mil são arrecadados em doações pela conta de energia da Coelce – e o restante dos recursos vêm de parcerias, como a da Faculdade Christus e de outras instituições.
Hospital escola
Luiz Marques pretende, com a campanha, aumentar o número de doadores via conta da Coelce e conseguir doações mais vultosas com algumas de pessoas jurídicas, mostrando às empresas a importância social de manter e modernizar a Santa Casa. Ele também pretende transformar a Santa Casa em um hospital escola, como modo de melhorar a qualidade do atendimento, conseguindo mais recursos por meio de convênio com faculdades de medicina.
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14.03.12 16:47
Defensora Pública Geral visita O POVO
A Defensora Pública Geral, Andréa Coelho, visitou hoje O POVO, divulgando o balanço de seus primeiros 100 dias de gestão.
Convênio
Ela informou ainda sobre convênio que será assinado amanhã (15/3, quinta-feira) entre a Defensoria e a Secretaria Especial da Copa, com o objetivo de dar assistência jurídica aos trabalhadores do estádio do Castelão. O convênio será assinado às 15 horas, no próprio estádio.
Copa
A ação é a primeira etapa do projeto “Defensoria na Copa” que a instituição pública organiza para orientar juridicamente os trabalhadores que estão prestando serviços em obras da Copa de 2014.
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17.02.12 18:09
Associação dos Defensores quer reduzir evasão na carreira

O presidente da ADPEC, Roberto Leitinho, entre as diretoras Roberta Quaranta (esq) e Elizabeth Chagas
Recebi hoje a visita de diretores da Associação dos Defensores Públicos do Estado do Ceará (ADPEC). Eles preparam uma campanha para divulgar o trabalho dos defensores públicos.
Estiveram presentes o presidente da ADPEC, Adriano Leitinho, acompanhado das diretoras Roberta Quaranta e Elizabeth Chagas.
Importância
O objetivo da campanha será mostrar a importância da Defensoria, e buscar evitar a evasão na carreira. Os defensores reivindicam “reclassificação” da carreira de modo a equiparar o salário inicial dos defensores com outras instituições do sistema de Justiça.
Evasão
O problema, diz Adriano, é que o salário inicial dos defensores é menor do que das outras instituições do sistema de Justiça, o que provocaria uma “evasão” de concursados da Defensoria. Segundo ele, do último concurso havido (2008) 40 defensores pediram demissão, pois passaram em concurso para a Justiça ou Ministério Público, que têm salários iniciais mais vantajosos.
Salário
Leitinho reconhece que os defensores têm um bom salário – R$ 13.890, no início da carreira. Mas como os aprovados no concurso para a Defensoria, diz ele, são pessoas aptas a passar em outros concursos, a tendência é que essas concursados migrem para as carreiras da Justiça e do Ministério Público, nas quais o salário inicial supera os R$ 20 mil.
Carreira
A diretora Roberta Quaranta faz questão de dizer que não se trata de pedir aumento salarial, pois no fim da carreira, o salário da Justiça, Ministério Público e Defensoria Pública se equivalem. O objetivo principal, diz ela, é estancar a evasão na carreira de defensor público.
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09.02.12 18:21
Dom José Luís, bispo auxiliar de Fortaleza, visita O POVO

A partir da esquerda: bispo dom José Luís Ferreira Sales, Vanderlúcio Sousa, Yuri Soares, Tânia Alves, eu. Foto Fco Fontenele (clique para ampliar)
Visitou hoje (9/2/2012) O POVO o bispo auxiliar de Fortaleza, dom José Luís Ferreira Sales. Ele estava acompanhado de Vanderlúcio Sousa (assessoria de comunicação) e Yuri Soares, ambos do movimento católico Sahalom.
Dom José Luís está divulgando os preparativod para a Jornada Mundial da Juventude, que será em julho de 2013, com a presença do papa Bento XVI.
As atividades em Fortaleza começam em em 3 de março deste ano, com celebração no aterro da Praia de Iracema, organizada pelo movimento Bote Fé.
Eles foram recebidos por mim e pela editora-executivo do Núcleo de Cotidiano, Tânia Alves
14.11.11 17:11
“Fractais Sertanejos”: cineasta Heraldo Cavalcanti pede ajuda para Janjão
Conheci o cineasta Heraldo Cavalcanti quando ele foi do Conselho de Leitores do O POVO. De lá para cá, vez por outra, trocamos alguns e-mails.
Mensagem
A mensagem mais recente que recebi dele é a que segue abaixo; Heraldo pedindo ajuda para o Janjão, o personagem de um de seus filmes – Fractais Sertanejos -, que correu o mundo.
Sobre o filme de Heraldo, fiz dois posts, aqui e aqui.
A carta de Heraldo [entretítulos meus]
Olá amigos! Talvez alguns de vocês já tenham ouvido falar da história de Janjão, um pedreiro nascido na cidade de Aurora, interior do Ceará e que depois de uma cirurgia e uma experiência de quase morte, voltou querendo ser artista.
A vida em um filme
Começou a esculpir quando, em um canteiro de construção, pegou um pequeno pedaço de madeira e esse pedacinho de madeira foi lhe dizendo o que fazer.
Eu transformei a vida desse homem, em filme e o filme foi por aí…, dia desses atravessou a fronteira e passou na França e Bélgica, fez parte de uma mostra chamada OUTROS BRASIS. Que legal! O olhar de Janjão é puro BRASIL!
Fama
Bem, seria mais legal ainda se Janjão pudesse aproveitar melhor essa fama, mesmo que pequena. Ele me ligou e disse que a saúde vai mal. Esse ano já tinha tirado um câncer, mas ele apareceu em outro lugar. A situação dele não tá boa. Janjão perdeu peso e parou de fazer FRACTAIS, os TUDOENADA como ele chama, aquilo que ele gosta de fazer e que lhe paga as contas.
Lei da precisão
Bem, sou apenas um artista que nem o Janjão, e criei um blog, A Tenda do Janjão, onde estou botando o filme que fiz com ele, à venda na internet, para pelo menos ajudar no que puder. Ele uma vez me falou da LEI DA PRECISÃO, a precisão (exatidão) do escultor e a precisão (necessidade) do artista. Tem bom humor esse Janjão.
Depósito
É bem simples, você deposita na conta do Janjão (o dinheiro vai direto pra ele, não passa na minha mão), quanto você achar legal: 10, 20, 30, 50 reais, o que for, e manda o comprovante escaneado para o email abaixo.
Telefone
Eu respondo enviando um link na internet para você assistir o FRACTAIS SERTANEJOS inteirinho e se quiser até baixar pra ficar pra você, e ainda dou o telefone do artista, pra você saber como ele tá de saúde!
AH! E POR FALAR NISSO, O FILME É MUITO BOM! PODE ACREDITAR!!! APÓS ASSISTIR O FILME, VOCÊ NÃO VAI VER O MUNDO DA MESMA FORMA!!!
Conta
A conta para depósito é no Banco BRADESCO, Agência 456, conta corrente 609582-8.
O email para mandar o comprovante é: tendadojanjao@gmail.com
Um abraço,
Heraldo Cavalcanti.
Veja um trecho de “Fractais Sertanejos”.
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28.08.11 11:46
A consciência no “Planeta dos Macacos”
Creio que foi um filósofo a ter dito que o homem nunca se banha duas vezes na mesma água do rio; e foi Walter Lippman quem escreveu: “Aquilo que você vê é uma combinação do que está lá com aquilo que você quer encontrar”.
Filmes
Pois bem, assim são os filmes – e os livros -, nunca se os vê com os mesmos olhos vistos originalmente. Nunca esqueço o impacto que senti ao ver, por volta dos 19 anos, Sem destino, saindo meio sem rumo do cinema, as cenas me martelando a cabeça. Depois – muito depois – vi de novo em vídeo, achei o filme ok, ainda muito bom, mas perdera-se o choque original. Mudou o filme ou mudei eu?
O planeta
Com 12 anos eu vi o Planeta dos Macacos (o original), também saí atordoado do cinema, mas sem entender bem a cena final, quando o astronauta, interpretado por Charlton Heston, com a nova Eva na garupa do cavalo, exclama algo como: “Loucos, maníacos, destruíram tudo” – em frente à Estátua da Liberdade semidestruída, soterrada até à altura do peito. Creio que eu nem sabia que a famosa estátua era o símbolo dos Estados Unidos. Foi meu irmão mais velho que me explicou: eles voltaram a uma Terra do futuro.
Franquia
Vi todas as sequências da “franquia”, como se chama hoje (e é a única que acompanho, pois tenho rejeição a essas sequência e acabo não sabendo qual é qual). Uma delas, se não me trai a memória, também tenta explicar a “origem”, com os macacos, perdão, os símios, tendo sido escravizados pelos humanos para trabalharem nos mais diversos serviços – o que causa a revolta.
O Planeta dos macacos – A origem
Pois bem, fui ver o novo filme, que conta a “origem” de movo diverso, e aproveitando-se agora dos mais novos recurso da tecnologia – para dar uma expressão “humana” aos macacos, substituindo-se as máscaras usadas antes. Não é um filme ruim, apesar de algumas cenas que soam risíveis, como aquele em que César – o chimpanzé que lidera a revolta – ”conversa” com um orangotango por meio da linguagem de sinais.
Consciência
O que julguei mais interessante no filme foi a, digamos assim, “tomada de consciência” que assalta César quando, passeando em um parque com o seu dono, ele começa a questionar o que é: um animal de estimação? Não, responde o seu “pai” humano. “O que César é então?”, pergunta que fica sem resposta.
Humanidade
Creio que foi mais ou menos isso que se passou com a humanidade, que instante brilhante deve ter sido este – talvez o mais importante, pois fundador – quando os nossos antepassados, campeando nas planícies, começaram a perceber que eram seres individuais, que podiam pensar e transformar o mundo.
Bom, o que vem depois, e que não é tão bonito assim, todos conhecemos. (Incluindo outra lição do “Planeta”: os oprimidos de hoje são os opressores da amanhã, quando tomam o poder.)
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13.08.11 22:23
CBF quer apropriar-se do uniforme da seleção; seria o mesmo que privatizar a bandeira do Brasil
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), dirigida por Ricardo Teixeira, quer tornar-se dona da famosa ”amarelinha”, o uniforme da seleção brasileira de futebol. Apropriar-se da camisa amarela seria o mesmo que alguém arvorar-se dono da bandeira do Brasil.
Justiça?
Matéria publicada na Folha.com informa que a Justiça do Rio de Janeiro condenou a Coca-Cola, em segunda instância, a indenizar a CBF por utilizar, em comercial veiculado na TV, no ano passado, ex-jogadores da seleção brasileira vestindo a camisa amarela.
Mais casos
A Caixa Econômica Federal foi advertida, e Mastercard e Cervejaria Petrópolis, acionadas judicialmente pela CBF por, segundo a entidade, vincularem suas marcas à seleção.
Maravilha
No comercial da Coca-Cola, Bebeto, Biro-Biro e Dadá Maravilha vestem camisa amarela, mas sem o escudo da CBF. Pela decisão, nenhuma empresa, grupo ou entidade pode se associar à imagem de um jogador vestindo o uniforme amarelo, mesmo que sem o emblema da CBF.
E, com a iminência da Copa de 2014, no Brasil, é muito provável que novos e diferentes casos surjam, já que a publicidade nacional invariavelmente explora a “amarelinha” em períodos de Copa.
Comentário
Alguém pode dizer: tudo bem, são empresas grandes, podem pagar advogados caros, elas que se virem. Mas o problema é que uma entidade privada, a CBF, quer tomar para si algo que é um símbolo que pertence a todos os brasileiros.
E ainda: quem teria mais direito de vestir a camisa amarela, mesmo que seja para fazer comerciais, do que os jogadores que suaram com ela em campo?
Que a CBF proíba o uso de seu escudo, até aí tudo normal, mas apropriar-se do uniforme da seleção é algo inaceitável.
Veja a matéria na íntegra, com o vídeo dos comerciais, na Folha.com.
08.08.11 23:06
“Dicta & Contradicta”: ensaios de filosofia não-herméticos
“Primeiro a devoção, depois a devoção”, acho que é mais ou menos assim o dito popular, pelo menos aos sábados quando se sai para ver Não se preocupe, nada vai dar certo (recomendo) - e depois se passa em uma livraria, no caso a Nobel.
Cauda longa
Mantenho o hábito de frequentar livrarias, mesmo sabendo que elas não podem aderir à cauda longa, pois o impresso ocupa muito espaço e, assim, eu sei que vou voltar sem alguns dos livros que estão na minha listinha.
Aí, tenho de apelar para a Internet, onde espreitam clonadores de cartões, que me atiram dos braços da “operadora”, que me faz passar por uma via crúcis de ligações telefônicas, até que resolvem o problema – o que demora – e deixa o sujeito mais compreensivo do mundo de mau humor.
Revista
Mas o caso é que, mesmo não encontrando os livros que procuro nas livrarias, outros acabam me achando, como foi o caso de Dicta & Contradicta, que não é bem um livro, mas uma revista que se parece com.
Ela, a revista, se apresenta como uma “aposta aloucada de um grupo de amigos que gostavam de discussões filosóficas regadas a café”. A “aposta aloucada” dos rapazes deu certo, por ter chegado, a Dicta, à “idade da razão”, quatro anos, e ao “número cabalístico” 7 – pois semestral -, o qual adquiri por R$ 29,90.
A DC não faz concessão à linguagem fácil – e nem aos textos curtos -, mas também foge da hermética, o gosto de alguns intelectuais que fazem pose de incompreendidos. Bem escrita, é o que se pode dizer.
Ensaios
Li, até agora, três dos ensaios, dos quais farei breves comentários. Pela amostra, a revista deve valer o preço de capa. Continuar lendo
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28.07.11 18:01
Superintendente do Iphan visita O POVO

A partir da esquerda: eu, Magela Lima, Regina Ribeiro e Juçara Peixoto (superintendente do Iphan). Clique para ampliar
Juçara Peixoto da Silva, superintendente no Ceará do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), visitou hoje O POVO.
Receberam-na comigo Regina Ribeiro (editora da Fundação Demócrito Rocha), Magela Lima (editor-executivo do Núcleo de Cultura) e Tânia Alves (editora-executivo do Núcleo de Cotidiano).
Patrimônio Cultural
A superintendente anunciou que o instituto vai tombar como patrimônio cultural o orla marítima da cidade de Camocim. Patrimônio cultural, segundo Juçara, é um conceito novo, que leva em conta os elementos naturais e os elementos culturais (modo de vida) de determinado lugar.
No Ceará, estão tombados como patrimônio histórico, sítios em Icó, Sobral, Aracati e Viçosa do Ceará – e como patrimônio natural os monólitos de Quixadá.
Gestão
Um dos objetivos da gestão de Juçara, que tomou posse em maio será de “facilitação e articulação” com outras secretarias do governo e também com a iniciativa privada, pois, segundo disse, o trabalho de preservação do patrimônio material e imaterial é “algo que não se pode fazer só”.
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26.07.11 15:57
“Assalto ao Banco Central”: atriz responde a crítica escorregando no preconceito contra cearenses
Irritada com a crítica do jornalista Pablo Villaça ao filme Assalto ao Banco Central, a atriz Antonia Fontenelle, mulher do ator Marcos Paulo – diretor do longa – disse que o crítico tinha “cara de cearense”. Pablo é editor do blog Diário de Bordo [Veja a resposta que o Villaça dá a ela].
A atriz usou o Twitter para dizer: “Gente, quem é Pablo Vilaça? Essa pessoa se intitula critico de cinema, tem cara de cearense, percebi que ele quer 5 minutos de fama. Pablo Vilaça, nem me dei o trabalho de ver se o seu portal é do Ceará, mas se for, obrigada porque lá estamos bombando, logo se vê que você não tem credibilidade nenhuma, só falou besteira na sua critica. Você não é critico, você é desorientado. Internet é mesmo terra de ninguém”, escreveu.
Pablo Villaça respondeu, também pelo Twitter, dizendo que era mineiro, mas que teria “imensa honra” em ser cearense. [Com informações do portal Uol.]
A propósito
O jornalista Demitri Túlio do O POVO, que ganhou o Prêmio Esso regional (2005) pela cobertura que fez, junto com equipe, do assalto ao Banco Central em Fortaleza, também não gostou do que viu no filme.
A propósito, Demitri tem cara e demais apetrechos de cearense, incluindo a falta de paciência com gente ignorante.
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