Plínio Bortolotti

18.08.11 00:01

VLT: duas perguntas sobre “remoções”

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 7 Comentários

Meu artigo publicado na edição de hoje (18/8/2011) do O POVO.

Arte: Hélio Rôla (clique para ampliar)

Duas perguntas sobre “remoções”
Plínio Bortolotti

Bilhões estão sendo gastos nos preparativos para a Copa do Mundo, boa parte em recursos públicos para construções privadas (como é o caso de estádios de propriedade de clubes).

É fato, parte desses gastos, são para obras de “mobilidade urbana”, que  ficarão como benefício para os moradores das cidades onde haverá jogos da Copa, isto é, se forem bem planejadas.

Mas quando se trata de indenizar as pessoas pobres, que terão de deixar as suas casas devido às obras, começa-se a regatear sobre o valor que elas merecem receber. Querem pagar-lhes um valor que indenize materialmente as suas residências simples, como se o local onde moram não dispusesse também de um valor imaterial: os laços de solidariedade formados aos longos dos anos, o suor que desprenderam para arrancharem-se em locais antes ermos e desprezados pelo “mercado”. Sem falar na proximidade do comércio, das escolas, do transporte público, equipamentos de saúde e de outras facilidades que todo mundo gosta de ter por perto.

Em artigo neste espaço, na edição de sábado, o presidente da CUT-CE, Jerônimo do Nascimento anotou: “Grandes obras somente se justificam casos as famílias atingidas forem tratadas com respeito, dignidade e justiça”. Não parece ser o tratamento que vêm recebendo as comunidades ao longo da linha por onde passará o Veículo Leve sobre Trilho (Paragaba-Mucuripe). Pois, após a “indenização”, o segundo passo será “remover” essas pessoas – como se objetos fossem – para a periferia da cidade.

A primeira pergunta que faço (sabendo que nenhuma autoridade se dará ao trabalho de responder) é a seguinte: por que, com tanto dinheiro envolvido, não se pode acomodar as pessoas nas proximidades dos locais onde moram hoje?

A segunda (que também tende a ficar sem resposta): onde anda uma certa militância de esquerda que, por muito menos, costumava ocupar as ruas e tribunas do parlamento para fazer discursos eloquentes, exigindo respeito das “elites” para com os trabalhadores, que dizia representar?

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17.08.11 10:24

Cursos de cinema e vídeo, fotografia e cinema de animação na Casa Amarela

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

A Casa Amarela Eusélio Oliveira (UFC) está com inscrições abertas para os cursos de fotografia, cinema e vídeo, e cinema de animação. As matrículas pode ser feitas até 9 de setembro.

Cursos e calendário de aulas

Fotografia: 60 horas/aula, início em 12 e 13 de setembro.
• Turma I (35 vagas): aulas às segundas, quartas e sextas-feiras – de 15h às 17h.
• Turma II (35 vagas): aulas às terças, quartas e quintas-feiras – de 19h às 21h.
Cinema e Vídeo (40 vagas): segunda a quinta-feira, das 19h às 21h, 90 horas/aula, início em 12 de setembro.
Cinema de Animação (20 vagas): terças, quartas e quintas-feiras, das 15h às 17h, 60 horas/aula. Início em 4 de outubro.

Mais informações: (85) 3366 7772.

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11.08.11 00:01

De repente, a “mídia” torna-se boa

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 12 Comentários

Meu artigo publicado na edição de hoje (11/8/2011) do O POVO.

Arete: Hélio Rôla (clique para ampliar)

De repente, a “mídia” torna-se boa
Plínio Bortolotti

O esporte preferido de governantes – e de uma certa turma de áulicos – é criticar a imprensa; criticar não, o que seria até saudável, mas atacá-la, desancá-la com um mal em si. Inventou-se até uma sigla para fazer referência aos meios de comunicação, o “PIG” (partido da imprensa golpista), no qual se atiram todos os meios que não rezam pela cartilha de uma certa esquerda, que costumava ser oposição.

Ficando aqui pelo Ceará, o governador Cid Gomes (PSB) já fez questão de desdenhar dos jornais dizendo que não os lia (talvez por isso tenha demorado algum tempo para manifestar-se no caso do “escândalo dos banheiros”). A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), escuda-se em sua condição de professora do curso de Comunicação da UFC para distribuir lições de jornalismo.

Obviamente, não estou dizendo que a imprensa nunca erra; que sempre apura tudo corretamente – e que toda a mídia age sempre com correção. E, muito menos, que esteja acima de críticas. Mas, a quem se dispõe a fazê-la, sugere-se um mínimo de coerência.

Pois, na visão de alguns críticos que usam antolhos, basta um leve agrado para que o vilão vire mocinho, pelo menos momentaneamente. A “mídia” passa, imediatamente, a certificadora da “verdade” quando publica algo a gosto do mandatário, seja realidade ou não.

Foi o que aconteceu com a matéria da revista “Isto É” desta semana, destacando alguns aspectos da gestão de Luizianne Lins, apresentados como positivos. A prefeita, que é minha colega de publicação neste espaço, escreveu artigo na terça-feira com o singelo título “Isto é verdade”, batendo palmas para a revista.

O dilema que esses “críticos da mídia” têm de resolver, portanto, é se vão manter a classificação de “PIG” para a imprensa ou serão seletivos a cada vez que algumas publicações, qual espelho, refletirem a sua imagem.

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08.08.11 23:06

“Dicta & Contradicta”: ensaios de filosofia não-herméticos

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Clique para ampliar

“Primeiro a devoção, depois a devoção”, acho que é mais ou menos assim o dito popular, pelo menos aos sábados quando se sai para ver Não se preocupe, nada vai dar certo (recomendo) - e depois se passa em uma livraria, no caso a Nobel.

Cauda longa

Mantenho o hábito de frequentar livrarias, mesmo sabendo que elas não podem aderir à cauda longa, pois o impresso ocupa muito espaço e, assim, eu sei que vou voltar sem alguns dos livros que estão na minha listinha.

Aí, tenho de apelar para a Internet, onde espreitam clonadores de cartões, que me atiram dos braços da “operadora”, que me faz passar por uma via crúcis de ligações telefônicas, até que resolvem o problema – o que demora – e deixa o sujeito mais compreensivo do mundo de mau humor.

Revista

Mas o caso é que, mesmo não encontrando os livros que procuro nas livrarias, outros acabam me achando, como foi o caso de Dicta & Contradicta, que não é bem um livro, mas uma revista que se parece com.

Ela, a revista, se apresenta como uma “aposta aloucada de um grupo de amigos que gostavam de discussões filosóficas regadas a café”. A “aposta aloucada” dos rapazes deu certo, por ter chegado, a Dicta, à “idade da razão”, quatro anos, e ao “número cabalístico” 7 – pois semestral -, o qual adquiri por R$ 29,90.

A DC não faz concessão à linguagem fácil – e nem aos textos curtos -, mas também foge da hermética, o gosto de alguns intelectuais que fazem pose de incompreendidos. Bem escrita, é o que se pode dizer.

Ensaios

Li, até agora, três dos ensaios, dos quais farei breves comentários. Pela amostra, a revista deve valer o preço de capa. Continuar lendo

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02.08.11 15:22

Livro analisa o “caso Battisti” e mostra o militante do PAC como um criminoso comum

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 1 Comentário

Lançamento na quinta-feira (4/8), às 19h30min, no Ideal Clube (clique para ampliar)

Na quinta-feira (4/8/2011) o promotor de Justiça Walter Filho lança o livro O caso Cesare Battisti – A palavra da Corte, no qual o autor considera “inadmissível” o fato de o Brasil não haver extraditado o italiano, para ele, um criminoso comum.

O lançamento será às 19h30min, no Ideal Clube.

Itália

Walter Filho foi até a Itália pesquisar o processo no qual Battisti foi condenado por quatro homicídios nos anos de 1978 e 1979, quando militava no grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC).

O autor levanta a vida de Battisti antes de seu envolvimento político, mostrando uma série de delitos que ele cometeu, o que o levou à prisão, onde conheceu um dos dirigentes do PAC.

Vingança

Para ele, há “sólidas decisões judiciais”, incluindo provas, que apontam a “culpabilidade” de Battisti nos quatro homicídios, “motivados por vingança e jamais por ideologia política”, o que tornaria o italiano um criminoso comum.

Conselho

Walter Filho disse que resolveu escrever o livro depois de debates havidos no Conselho de Leitores do O POVO sobre o assunto, no qual ele foi conselheiro no ano de 2009. Na época, Walter Filho já defendia a da extradição de Battisti, tese a que chegara depois de ler o processo e de outras pesquisas que vinha realizando.

Ceará

Interessante notar que  é no Ceará que se organizaram as duas principais teses em torno do caso. Uma deles, dos integrantes da Crítica Radical, considerando Battisti uma espécie de herói; a outra, representanda por Walter Filho, que pesquisou o assunto, chegando à conclusão que o italiano é um criminoso, que deveria ter sido enviado à Itália pára cumprir sua pena atrás das grades.

Crítica

Na matéria que publicou sobre o livro, O POVO procurou ouvir Rosa da Fonseca, uma das dirigentes da Crítica Radical, mas ela disse que somente se manifestaria após ler o livro.

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02.08.11 12:08

Prêmio Rei da Espanha: impresso, internet, rádio, TV e foto

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Estão abertas as inscrições ao Prêmio Ibero-americano de Jornalismo Rei da Espanha, ao melhor trabalho que contribua para a comunicação e o mútuo conhecimento entre os povos ibéricos, publicado na mídia impressa ou na internet, ou transmitido por rádio ou televisão. São aceitos trabalhos escritos em português e espanhol.

Trabalho

Os interessados podem apresentar um trabalho de imprensa, rádio, TV e jornalismo digital.  Candidatos ao prêmio de fotografia pode apresentar no máximo três fotos. Os trabalhos devem ter sido publicados ou transmitidos entre 1º de setembro de 2010 e 31 de agosto de 2011.  As inscrições terminam no dia 30 de setembro.

Prêmios

♦ Prêmio Internacional de Jornalismo Rei da Espanha de Imprensa (EU€ 6.000, cerca de US$ 8.500).
♦ Prêmio Internacional de Jornalismo Rei da Espanha de Televisão (EU€ 6.000, cerca de US$ 8.500).
♦ Prêmio Internacional de Jornalismo Rei da Espanha de Rádio (EU€ 6.000, cerca de US$ 8.500).
♦ Prêmio Internacional de Jornalismo Rei da Espanha de Fotografia (EU€ 6.000, cerca de US$ 8.500).
♦ Prêmio Internacional Rei da Espanha de Jornalismo Digital (EU€ 6.000, cerca de US$ 8.500).

Mais informações

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29.07.11 12:43

Curso para jornalistas e estudantes sobre cobertura de gênero, raça e etnia

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 1 Comentário

Nos dias dias 15 e 16 de agosto, em Fortaleza, será oferecido o curso Gênero, Raça e Etnia, destinado a profissionais e estudantes de Jornalismo (a partir do 6º período). O evento é promovido pela Fenaj (Federação Nacional dos jornalistas e pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Programa

O programa do curso tem os seguintes módulos e atividades pedagógicas: “Gênero, Raça e Etnia em Sociedade”; “Jornalismo, Ética e Diversidade”; “Leitura Crítica da Mídia”; e “Experiências e Trajetórias Locais: Identificando Novas Fontes”. As aulas serão entre as 18h e 22h.

As inscrições e podem ser feitas até o dia 3 de agosto.

Mais informações no blog Gênero, Raça e Etnia para Jornalistas.
E-mail: grejornalistas@gmail.com
[O mesmo curso, em diferentes datas, será também oferecido em outras capitais.]

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24.07.11 19:48

http://www.foraricardoteixeira.com.br

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 16 Comentários

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Foi criado um site na internet, o http://www.foraricardoteixeira.com.br – para “homenagear” o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, que também preside o comitê organizador da Copa do Mundo de 2014.

Matérias

Toda a publicação no Twitter com o marcador, hashtag, #ForaRicardoTeixeira, será automaticamente publicada no site. Na página também podem ser encontrados links para várias matérias de revista, jornal e TV, que tem como assunto o presidente da CBF. Uma delas, entrevista com Andrew Jennings, autor do livro Jogo sujo: o mundo secreto da Fifa, no qual há citações pouco elogiosas a Ricardo Teixeira e ao seu ex-sogro e ex-presidente da Fifa, João Havelange.

Uma das denúncias publicadas por Jennings refere-se à empresa de marketing esportivo ISL, que teria pago 100 milhões de dólares em propina a dirigentes da Fifa, no final da década de 1990. Desse valor, presidente da CBF teria ficado com 9,5 milhões de dólares. O processo corre em segredo de justiça na Suécia, mas os tribunal pode decidir por sua divulgação.

Twitter

Até o momento em que escrevi este post o site revelava 33.497 citações no Twitter ao presidente da CBF, com a hashtag #ForaRicardoTeixeira.

Twitter é um microblog no qual se pode escrever mensagens com até 140 caracteres. Quando se clica em uma hashtag no Twitter é possível ver o que todos que fazem o mesmo estão escrevendo sobre o assunto.

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14.07.11 00:01

News of the World: a ética na sarjeta

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 2 Comentários

Meu artigo publico na edição de hoje (14/7/2011) do O POVO.

"A mente", de Hélio Rôla (clique para ampliar)

A ética na sarjeta
Plínio Bortolotti

A última edição do News of the World circulou no domingo. A decisão de fechar o jornal foi de seu dono, o bilionário australiano Rupert Murdoch, controlador do conglomerado de mídia News Corp.

O fim do tablóide (na Grã-Bretanha sinônimo de jornal sensacionalista), que vendia 2,8 milhões de exemplares por semana, começou em 2006, quando se descobriu que o World grampeava telefones e subornava policiais, com o objetivo de dar notícias “exclusivas”, e sabe-se lá mais o quê. E o negócio era feito no atacado. O tabloide monitorou cerca de quatro mil telefones, entre eles, de integrantes da família real, de celebridades, de parentes de vítimas do ataque terrorista de 2005, e de uma adolescente desaparecida – o que chegou a atrapalhar investigações policiais –, depois encontrada morta.

O acontecido é um violento golpe na ética e na credibilidade dos jornais em um momento em que há uma luta de morte, principalmente nos países do Norte, pela sobrevivência da mídia impressa. Com o fechamento do tabloide – aparentemente uma medida profilática – o que Murdoch pretende é enterrar seus erros junto com o jornal.

Isso nos traz ao Brasil, com a proposta da Associação Nacional dos Jornais (ANJ) em criar um programa de autorregulação. Aparentemente, uma boa medida. Ocorre que o programa da ANJ limita-se a levantar experiências em curso em alguns jornais – ombudsman, conselho de leitores – recomendando a sua adoção. Ora, o jornal que quis fazer isso – como O POVO – já o fez.

E, mesmo que se adotassem essas importantes medidas, ainda seriam insuficientes, pois tais mecanismos não têm o poder de mandar fazer. Uma boa medida que a ANJ poderia patrocinar, seria uma comissão com independência para analisar as queixas sobre os jornais, atendendo, principalmente, o direito de resposta.

Ação que a ANJ vem desenvolvendo vai dar argumentos àqueles que advogam o “controle” externo dos jornais, medida que fragiliza a imprensa e, por consequência, a própria democracia.

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16.06.11 00:01

Greve dos professores da rede municipal de ensino: um texto e suas leituras

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 3 Comentários

Meu artigo publicado na edição de hoje do O POVO.

Ilustração de Hélio Rôla

Greve dos professores: um texto e suas leituras
Plínio Bortolotti

Depois que um texto se torna público, cada um o lê de seu jeito. “A forma como vemos as coisas é uma combinação do que está lá e do que queremos encontrar” (Walter Lippman, em Opinião pública).

Semana passada em A Kronstadt de Luizianne, comparei o fato ocorrido na Revolução Russa de 1917 com o ataque da Guarda Municipal aos professores em greve. Os marinheiros de Kronstadt, os mais entusiasmados revolucionários, desafiaram o Partido Bolchevique, depois que este tomou o poder – por isso, experimentaram a sua mão pesada. Obviamente, resguardei as oceânicas proporções dos feitos, tanto é que chamei o fato aqui ocorrido de “micro-Kronstad”.

Recebi diversas manifestações em meu blog agradecendo o “apoio” que eu teria dado ao movimento dos professores. Sinto desapontá-los, mas a rigor, meu texto não apoiava nenhum dos lados. O artigo versava mais sobre a lógica do poder do que a respeito da disputa entre professores e Prefeitura, que, objetivamente, prejudica milhares de crianças.

Na verdade, tanto a prefeita Luizianne Lins (PT), como dirigentes do movimento grevista, a corrente petista O Trabalho e o PSTU, têm origem trotskista: são seguidores de Leon Trotski – um dos principais líderes da Revolução Russa – o homem que organizou o Exército Vermelho, e deu a ordem para esmagar os marinheiros de Kronstadt.

Luizianne deve ter visto a ação da Guarda Municipal como necessária para não ser desmoralizada no exercício do poder. Os líderes da greve não querem demonstrar fraqueza. Portanto o texto tinha duplo endereço: a prefeita e seus adversários mais destacados (mas não, necessariamente, o conjunto dos professores).

Tanto tocou feridas, que um dos recados deixados pelo PSTU em meu Twitter, em defesa da ação bolchevique, foi: “Comparar a defesa da URSS contra marinheiros armados com a violência da Guarda de Luizianne, esse sim, é o absurdo dos absurdos”.

Pois é: aquela repressão foi boa, esta é má.

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Plínio Bortolotti

Plínio Bortolotti

Jornalista. Diretor Institucional do Grupo de Comunicação O POVO, jornal, rádios […]

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