Plínio Bortolotti

10.06.10 19:24

Manifestantes mostram impossibilidade de transitar em calçada do Jacarecanga

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 1 Comentário

Arnaldo Aguiar mandou fotos de manifestantes, moradores do bairro Jacarecanga, mostrando a ocupção do espaço público por uma obra na esquina das ruas Padre Mororó e Guilherme Rocha – o Edifício Cidade.

O assunto foi tratado nest post – e também no Blog do Eliomar.

Compartilhar

01.06.10 00:17

Livro “Direito ambiental”, de João Alfredo, tem lançamento no Passeio Público

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

"Abstrações de meu quintal", de Hélio Rôla

O livro “Direito ambiental, luta social e ecossocialismo – Artigos acadêmicos e escritos militantes”, do vereador João Alfredo (Psol) será lançado nesta quarta-feira (2/6/2010). O evento será às 19 horas, no Passeio Público (Centro de Fortaleza). João Alfredo é advogado especialista em questões ambientais.

A obra será apresentada pelos professores Raquel Rigotto e José de Albuquerque Rocha – e haverá apresentação do cantor e compositor Parahyba e das cantoras Helô Salles e Gigi Castro.

O trabalho, organizado pela jornalista Helena Martins, tem ilustrações ilustração do artista plástico Hélio Rôla. A edição é da Fundação Demócrito Rocha, com o apoio do Instituto Brasileiro de Advocacia Pública e do curso de Direito da Faculdade 7 de Setembro.

Hélio Rôla, o ilustrador oficial deste blog, assina a capa do livro.

Compartilhar

24.04.10 12:53

Um assassinato e outra morte anunciada?

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 1 Comentário

Altino Afonso e dona Socorro, proprietária de uma das casas mais bem conservadas em Icó

Uma situação dramática e inaceitável, é que estamos vivenciando no Ceará.

Depois do assassinato em Limoeiro do Norte – foram 19 tiros de pistola ponto 40 – do líder comunitário José Maria Filho, que denunciava o uso abusivo de agrotóxicos na chapada do Apodi, leio no jornal Diário do Nordeste que um técnico da prefeitura de Icó, colaborador do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) vem sofrendo ameaças de morte [aqui].

O assassínio de José Maria também foi precedido de ameaças.

Altino Afonso

O técnico é  Altino Afonso de Medeiros – coordenador do sítio histórico -, que conheci quando fiz uma viagem pelo interior, no mês de janeiro deste ano, tendo me demorado três dias em Icó. [Veja alguns posts que fiz na época.]

A cidade tem toda a sua área histórica tombada pelo Iphan, o que provoca a resistência de proprietários, da Igreja e da própria Prefeitura, que é uma das acionadas na Justiça pelo Iphan, por alterar a calçada original, em frente ao prédio onde funciona a Câmara de Vereadores.

Altino Afonso, de modo voluntário, percorre a cidade com grupos de visitantes, estudantes e a quem lhe pede – como foi o meu caso – para conhecer o casario, os prédios e a rica história e as lendas que a cidade guarda – a sua maior riqueza.

Andar em Icó – com seus 300 anos – dá uma sensação física de viver a história, fora as belas histórias e lendas que Altino Afonso nos oferece generosamente.

Voluntário

Com as ameaças, Altino Afonso disse que vai abandonar a função de coordenador do sítio histórico e o trabalho que faz, voluntariamente, como guia: “Não quero mais fazer esse trabalho; levei cuspida na cara, empurrões e, por último, quase tiraram a minha vida”, disse, ao relatar o modo ameaçador como foi abordado por um mototaxista.

Ele se queixa que, nem a Prefeitura e nem o Iphan reconhecem o trabalho que ele faz. O salário que recebe do município: R$ 460,00.

O superintendente do Iphan, Clodoveu Arruda, que esteve em Icó, disse que um dos arquitetos do Instituto, Eric Mendes, também sofre ameaças de agressão física. Ele disse que vai pedir proteção ao funcionário do Iphan e a Altino Afonso.

Comentário

O governo do Estado tem de agir com presteza para prender os assassinos e mandantes de José Maria e para proteger a vida de Altino Afonso.

Já passou do tempo de as polícias terem uma ação mais dura para acabar com essa mancha que envergonha o Ceará: os chamados crimes de pistolagem.

Isso aqui tem governo ou é terra de ninguém?

Compartilhar

13.04.10 09:37

Tasso considera visita de Dilma "afronta ao Ciro", por que seria?

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 2 Comentários

Se não por outra coisa, campanha política é bom para se ouvir declarações disparatadas de políticos.

Ontem foi a vez do senador Tasso Jereissati, conforme relata o repórter Ítalo Coriolano em PT e Ciro afastam Tasso de Cid Gomes [O POVO, 13/4/2010].

O senador do PSDB disse que considerava a visita da pré-candidata do PT, Dilma Roussef, ao Ceará, como “quase uma afronta direta ao Ciro”. Ciro Gomes [PSDB] quer ser candidato a presidente, mas tudo indica que não será, pois seu partido não lhe dará legenda.

Para Tasso Dilma deveria esperar “o cenário nacional se definir para só depois vir [ao Ceará]“.

O que eu não sabia – e creio que ninguém – era da necessidade de autorização para visitar o Ceará, ainda mais o passaporte sendo fornecido por Tasso e seus amigos.

Dilma está em Fortaleza para dois eventos:

1. Receber o título de Cidadão Fortalezense, entregue ontem pela Câmara Municipal.

2. Para participar de um almoço, organizado pelo Grupo de Comunicação O POVO, que convidará outros candidatos – incluindo José Serra, que já recebeu o convite – para evento igual.

A propósito

Também na edição de hoje, O POVO publica Dilma nega ter criticado exilados; oposição a ataca.

A matéria traz explicação da pré-candidata do PT, Dilma Roussef, afirmando que não fazia nenhum tipo de referência a José Serra ou a outros exilados políticos quando afirmou que ela  “não fugia à luta”.

No post em que comentei o assunto, abaixo, publico nota explicativa da ministra, enviada ao blog.

Compartilhar

01.04.10 00:03

Heitor Férrer: um opocionista que votou em mais de 95% dos projeto do governo

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 1 Comentário

Quem também compareceu hoje para falar aos estudantes de Jornalismo dos Novos Talentos O POVO foi o deputado Heitor Férrer [PDT], um oposicionista sui generis, segundo se pode depreender de suas palavras.

Ele é um dos únicos deputados estaduais a contrariar decisões emanadas do governo estadual e a cobrar transparência, explicações e prestação de contas do governador Cid Gomes [PSB]

Primeiro, ele diz que um oposicionista não pode “nem se apaixonar” e “nem odiar” o governo que terá de fiscalizar. “O apaixonado não vê defeitos e quem odeia vê defeito em tudo”.

Depois afirma que um deputado, por força da Constituição, foi eleito para ser “isento”, e que para isso tem de se valer de sua consciência, do senso de justiça e do interesse público.

Para ele, um parlamentar deveria ser proibido de ser nomeado para um cargo no Executivo. “Quem é eleito para fiscalizar não pode ser fiscalizado”.

“Meu modus operandi baseia-se na justiça”, resume

Vai mais além

Defende que a principal atividade de um parlamentar deve ser a fiscalização do poder, “porque o Brasil é um dos países mais corruptos do mundo”.

Afirma que os partidos são a principal fonte de corrupção. “Os partidos existem para barganhar cargos no governo”. Diz que os cargos de confiança são distribuídos para que “os partidos se calem diante das coisas mais atrozes”.

Enumera: na Inglaterra, o Primeiro Ministro nomeia 107 pessoas de confiança; nos Estados Unidos são 7.000.  E que “só” Luizianne Lins [prefeita de Fortaleza, PT] nomeia 4.000; Cid nomeia 7.000 e Lula nomeia 24 mil cargos de confiança.

“Para quê?”, pergunta, e ele mesmo responde: “Para ‘adocicar’ os partidos – e muitos usam os cargos para patrocinar corrupção”. É por isso, diz, “que se criou no Brasil um sistema para todos fazerem parte da ‘base aliada’”.

É radical: “Queria ser mais estudioso para fundamentar uma tese de que não precisamos de partidos políticos, pois eles só existem para barganhar cargos”.

Transparência

Para Heitor Férrer, a maior dificuldade que os deputados enfrentam para exercer o papel fiscalizador do governo Cid Gomes é “a falta de transparência”. Cita que lhe foi negado pedido de ter acesso aos detalhes do gasto de manutenção dos carros do projeto Ronda do Quarteirão – um valor de R$ 21 milhões, equivalente a R$ 28 mil/ano para cada Hilux 4×4 utilizada no programa. [A maioria dos deputados, aliados do governo, votaram contra o requerimento.] Teriam lhe negado também acesso a detalhes da reforma de uma delegacia, ao preço de R$ 400 mil.

Lembra que foi o seu alerta que conseguiu sustar a reforma do Palácio da Abolição, ao preço de R$ 37 milhões, com cada torneira custando R$ 2.045. Foi feita novo edital de licitação, que ficou por R$ 19 milhões, “ainda considero o valor alto”.

Falou também do famoso caso do jato fretado em que o governador viajou para a Europa levando a sogra e mulheres de secretários, dizendo que os deputados situacionistas foram “mais realistas do que o rei” ao defenderam Cid gomes. Para o deputado, Cid teria reconhecido o erro, pois “nunca mais” fretou avião para as suas viagens ao exterior. “Se dependesse dos deputados aliados, ele ainda estaria fazendo a mesma coisa, pois eles não viram nada demais”.

Mensagens

Por fim, revelou o seguinte, para provar que faz oposição de modo isento: das 107 mensagens que o governo estadual enviou à Assembléia Legislativa, votou favoravelmente a 102 delas. Ou seja, Heitor Férrer é um oposicionista que votou 95,32% das vezes com o governo.

Mas vou contar um negócio para vocês: nessas outras cinco vezes, o deputado da oposição solitária fez bastante barulho.

Compartilhar

30.03.10 23:48

A Guarda Municipal de Fortaleza e a pistola Taser: o que virá em seguida?

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 17 Comentários

Na edição de domingo [28/3/2010] li no O POVO a matéria Treino para uso de arma não-letal, dando conta que a Guarda Municipal de Fortaleza comprara 50 armas Taser, pistola que dispara pinos de metal que provocam descarga elétrica capaz de paralisar a vítima por cerca de dez segundos, tempo suficiente para que seja imobilizada.

O diretor da Guarda Municipal, Arimá Rocha, fez questão de dizer – orgulhosamente – que Fortaleza seria a primeira cidade do Norte/Nordeste a utilizar o equipamento. [Vocês já observaram que qualquer coisa que um político faça, aquilo é sempre "o primeiro" em alguma categoria? O Marketing explica.]

Agora, o mais estranho, foi o responsável pelo treinamento, Alberto Marques Azevedo Marques, ter dito que o disparo “não provoca nenhum dano ao atingido”. Das duas uma:

1. ou ele desconhece o equipamento que vai ensinar os outros a usarem;
2. ou conhece, mas esconde informações.

Rápida pesquisa na internet desmente o instrutor: informe da Anistia Internacional relaciona 334 mortes, nos Estados Unidos, provocadas pela arma Taser, entre 2001 e 2008. Angela Wright, da Anistia Internacional, diz que a arma só deve ser utilizada como “último recurso” – e o estudo mostra como a pistola pode ser usada abusivamente pela polícia: 90% da vítimas que morreram estavam desarmadas.

Os estudos mostram que a arma leva pouco risco para adultos em boas condições de saúde. No entanto, o próprio fabricante da Taser já reconheceu que o disparo implica risco, principalmente para quem tem problemas no coração, e aconselha as polícias a evitarem o tiro no tórax da vítima, conforme informações da agência portuguesa Euronews.

Obviamente que não se trata de negar às polícias o uso dessa arma. De fato, elas são menos letais [diferente de "não-letal"] do que o armamento que dispara chumbo ou aço. Mas, chamá-las de “não letais” é um equívoco que não condiz com a transparência que deve ter o serviço público – e nem com os cuidados que se deve ter com o seu uso.

Se o próprio instrutor da Guarda Municipal desconhece, ou minimiza – levando em conta a declaração dada ao O POVO - o potencial ofensivo da arma,  dizendo que ela é “não-letal”, está – conscientemente ou não – incentivando o seu uso indiscriminado. Começa mal o instrutor. Além disso, a própria aparência da arma, que parece uma pistola de briquedo [o seu corpo é de plástico rígido colorido], pode sugerir que ela não provoca dano.

Quanto à Guarda Muncipal, o debate é outro

Se é legítimo que as polícias – com a devida prudência – utilizem a pistola Taser, com a Guarda Municipal o debate é outro.

Em Fortaleza a Guarda Municipal de Fortaleza vem tomando o caminho da militarização, o que me parece incompatível com a instituição. A Guarda deveria se ocupar cuidar dos prédios públicos, acompanhar autoridades e agir comunitariamente, e não como mais uma polícia armada – não é assim que o Município ajudará no combate à violência.

Além das “tonfas” [palavra inexistente na língua portuguesa], que é como a Guarda nomeia o velho cassetete, os agentes também dispõem de bombas de gás lacrimogêneo, bombas de “efeito moral” e gás pimenta. Agora, vão dispor também das pistolas de choque elétrico. O que virá em seguida?

A continuar nesse caminho, a Guarda Municipal corre o risco de ser tão temida quanto a PM, digo, pelos cidadãos de bem.

Veja como dispara arma Taser, em Como tudo Funciona. [Muito bom]
O portal do fabricante, aqui.

Compartilhar

24.03.10 11:59

Novos Talentos veem a história do O POVO

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 1 Comentário

Dona Lúcia (de vestido) e a jornalista Adísia Sá (à direita), que falou com os estudantes sobre o significado de ser jornalista

Sentadas: dona Lúcia (de vestido) e a jornalista Adísia Sá (à direita), que falou com os estudantes sobre o significado de ser jornalista

A 7ª turma do projeto Novos Talentos O POVO para estudantes de jornalismo visitou a casa de d. Lúcia Dummar, filha da fundadar do O POVO, Demócrito Rocha.

D. Lúcia tinha 10 anos de idade quando O POVO foi fundado em 1928. Ela conhece todas as histórias do jornal, por tê-las vivido. Trabalhou no O POVO, no período da Segunda Guerra Mundial, traduzindo telegramas da agência Havas, que depois de transformaria da Agência France Presse [AFP].

No ciclo de palestras, a primeira parte do curso, a visita à casa de Dona Lúcia, ouvir suas histórias e ver o acervo do O POVO que ela mantém, é uma das atividades mais interessantes.

Compartilhar

08.03.10 10:08

Daniel do Nascimento e Silva: linguista cearense mostra como a mídia trata o Nordeste de forma preconceituosa

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 2 Comentários

Daniel do Nascimento e Silva - Unicamp - linguistaNão foi somente o fato de ser um nordestino de Fortaleza e ter orgulho de sua terra que motivou o linguista Daniel do Nascimento e Silva a refutar em sua tese de doutorado a imagem do Nordeste retratada pejorativamente por segmentos da mídia impressa no Brasil. Sua pesquisa, apresentada no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Unicamp, teve como uma das principais conclusões a de que o Nordeste é apresentado na mídia como um território do passado, violento e da fome, no limiar entre a vida e a morte. E foi justamente este limiar que mais chamou a atenção de Silva, justamente porque, segundo o linguista, os nordestinos, estando nesta zona limítrofe, apresentam-se como possibilidade de crítica aos princípios desiguais da modernidade, pautada numa ideia de vida que triunfa sobre a morte.

A tese, orientada pelo professor do IEL Kanavillil Rajagopalan, alinhava o tema tomando como amostras dois jornais de São Paulo e um do Rio de Janeiro, além de uma revista de circulação nacional. Por vezes, o autor se amparou em outras mídias, como o Portal Centro de Mídia Independente, para obter dados subsidiários. Silva fez uma pesquisa documental. Trabalhou ainda com um corpus paralelo: o corpus literário, que se justifica, conforme o autor, para tentar compreender as condições históricas da inteligibilidade do Nordeste, uma memória que deve ser recuperada. Empregou ainda algumas renomadas obras literárias de autores que mostram o surgimento da figura do nordestino. São elas, dentre outras, Vidas Secas, de Graciliano Ramos, e A Fome, de Rodolfo Teófilo, as quais ajudaram a dar sustentação a um capítulo especial sobre a história do Nordeste.

[Os dois parágrafos acima são reprodução de texto de Isabel Gardenal, para o Jornal da Unicamp.  A foto é do mesmo jornal, de Antonio Scarpinetti. Para ler o texto completo clique aqui.]

Compartilhar

23.02.10 14:28

Casa Sol Nascente inaugura residência para crianças soropositivos; agora quer fazer a casa dos adultos

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 10 Comentários

Casa Sol NascenteAna Sudário [coordenadora] e Arilo Deodato, presidente da Casa Sol Nascente estiveram hoje no O POVO. A Casa Sol Nascente acolhe e cuida de crianças e adultos soropositivos. Eles vieram convidar para a inauguração da nova casa construída para as crianças, no CEU [Condomínio Espiritual Uirapuru]: será no dia 1º de março 2010 [segunda-feira] , às 9h.

Vieram também para agradecer ao O POVO pela campanha desenvolvida, que resultou doações no valor total de R$ 200 mil, possibilitando erguer uma casa de 370 m² – que contou também com a ajuda da Prefeitura de Fortaleza para a sua construção.

São 15 crianças atendidas, com idade entre um ano e 12 anos acolhidas da Casa, onde têm cuidados médicos, alimentação, aulas de informática, psicomotricidade e expressão corporal.

Antes, as crianças estavam em uma casa absolutamente precária, alugada nas proximidades do CEU, depois que as chuvas do ano passado derrubaram a casa original, também inadequada para atender as crianças.

Agora, Ana e Arilo enfrentam outro trabalho. Construir uma casa para os adultos. Eles dizem que, se foi um desafio socorrer as crianças, este será maior ainda – as pessoas são refratárias a ajudar adultos: “Ninguém quer saber dos adultos, ninguém se sensibiliza”, diz Ana.

A casa em que os 12 adultos moram hoje é inadequada para receber camas hospitalares – alguns não conseguem mais se levantar – e cadeiras de rodas. Além disso, dizem eles, “o piso está afundando”.

Devido às especificidades da casa, a avaliação é que sua construção custará R$ 1 milhão. Mas nem Ana e nem Arilo esmorecem. Eles se preparam para levantar o dinheiro necessário.

A Casa Sol Nascente faz parte da Obra Social Nosssa Senhora da Glória – Fazenda Esperança – instituição dirigida pelo frei Hans Stapel.

Na fotografia: O presidente da Casa Sol Nascente, Arilo Deodato e Ana Sudário [coordenadora]; eu estou à esquerda. Foto de Talita Rocha.

Compartilhar

22.02.10 18:05

Erosão ameaça casas em Canoa Quebrada

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 6 Comentários

Buraco gigante existe  há um ano

Buraco gigante existe há um ano

Casas e estrada nas proximidades do "Buraco do Expedito", como o chamam os moradores

Casas e estrada nas proximidades do "Buraco do Expedito", como o chamam os moradores

Desde que publiquei a postagem Canoa Quebrada: de paraíso a inferno, venho recebendo vários comentários sobre essa praia de Aracati. Pelo menos um deles rendeu outro post: Canoa Quebrada: o trânsito de bugues está destruindo as falésias?

Mais um me chega agora, mostrando uma grande erosão em um dos trechos da vila – na localidade de Estêvão -,  o “Buraco do Expedito”, alusão ao prefeito de Aracati, Expedito Ferreira (PP), em apelido dado pelos moradores, segundo as informações que recebi

Segundos as informações  o buraco teria origem em uma obra  do governo do estado, que calçou as ruas  da  vila em 2002. As obras não teriam sido dimensionadas adequadamente para receber um grande volumes de águas, como nas cheias de 2009.

Ainda, segundo as informações, a obra “causou diversas polêmicas, que nunca foram esclarecidas, como por exemplo: a passarela sobre as falésias, que vai do nada a lugar nenhum, orçada em um milhão de reais,  e considerada pelo Coema [Conselo Estadual do Meio Ambiente] em seu parecer ao Eia-Rima (estudos e relatórios de impactos ambientais) como altamente impactante e que desaconselhava sua instalação. Ignorando o parecer do Coema, foi instalada e hoje corre sérios riscos de desabar, devido a ferrugem e à falta de manutenção, além de ter se tornado um local de assaltos a turistas desavisados”.

O buraco existe há um ano e nenhuma providência teria sido tomada para resolver o problema.

Pelas fotos dá para ver que há várias casas nas proximidades, o que deve levar perigo aos moradores. O buracão também está próximo a uma estrada.

Compartilhar
Plínio Bortolotti

Plínio Bortolotti

Jornalista. Diretor Institucional do Grupo de Comunicação O POVO, jornal, rádios […]

Receba as postagens
do blog Pl?nio Bortolotti

Powered by Feedburner/Google