16.10.11 17:56
Palestra na UFC aborda o direito à comunicação
Por um amanhã que cante: o direito à comunicação na América Latina será o tema em debate na sexta-feira (21/10/2011), às 16 horas, no auditório Rachel de Queiroz, no Centro de Humanidades 2, no campus Benfica da UFC.
Rádios comunitárias
Falarão no evento Néstor Busso, presidente da Federação Argentina de Rádios Comunitárias, e o jornalista Jonas Valente, mestre em Políticas de Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB) e integrante do Intervozes (Coletivo Brasil de Comunicação Social).
Comunicação
A palestra faz parte do “Direito à Comunicação – A sociedade quer discutir a sua mídia”, organizada pelo Intervozes e pela Universidade Federal do Ceará, por meio dos cursos de Jornalismo, de Publicidade e Propaganda, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e da Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC.
Experiência argentina
Segundo os organizadores, a proposta do ciclo “dialoga” com a experiência argentina de elaboração da chamada “Ley de Medios”, que regulamenta o setor de radiodifusão no país vizinho.
Ciclo
Dando continuidade às atividades do Ciclo, no sábado (22/10), haverá aula com Jonas Valente sobre os sistemas de comunicação de vários países, a exemplo dos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Alemanha e Japão. A aula será às 13h no auditório da Associação dos Docentes da UFC (Adufc), no Benfica.
A palestra é aberta ao público. Os que quiserem participar da aula no sábado, com limite de 50 pessoas, deverão se inscrever previamente.
Mais informações:
Iara Moura: (85) 8633 6220
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14.09.09 05:14
Murdoch e sua influência maligna

Três Quimeras", de Hélio Rôla
A respeito do post Esquerda ataca imprensa comercial, direita agride o jornalismo público, recebi o comentário que se segue, de Wanderley Neves Neto, estudante de jornalismo [UnB] e leitor deste blog:
A influência maligna de Murdoch
«Há pouco tempo, li artigo no Guardian sobre a investida de Murdoch e do Partido Conservador sobre o Ofcom [Office Communications], órgão regulador das comunicações no Reino Unido.
Escrito por Polly Toynbee, o artigo se chama “A influência maligna de Murdoch” e fala sobre a relação já bastante conhecida entre grandes empresários e políticos. [O australiano Rupert Murdoch é dono da News Corporation, um dos maiores conglomerados de mídia do mundo.]
Um exemplo dado no texto: 10 dias depois do Ofcom condenar a Sky por práticas monopolistas, David Cameron discursou no Parlamento defendendo uma reforma no Ofcom que faria com que o órgão deixasse de ter “um papel na elaboração de políticas”.
Nesses momentos pré-Conferência Nacional de Comunicação, precisamos pensar justamente sobre isso. Grande parte dos sindicatos patronais saiu da comissão organizadora da Confecom justamente por quererem controlar as discussões e fugir do controle social desses serviços públicos.
Acho que Murdoch busca inspiração em alguns empresários brasileiros; principalmente em um tal bispo.»
O texto da Polly Toynbee está disponível aqui.
Mais dois trechos reveladores do artigo de Polly Toynbee:
1. Ela diz que a Europa é a “obsesseão política” de Murdoch. A razão: a União Européia teria um poder de regulamentação mais poderoso do que a capacidade de Murdoch de “torcer o braço dos políticos”.
2. Toybbee escreve que nas suas memórias o ex-primeiro ministro britânico Tony Blair afirma ter começado a cair quando Murdoch, à maneira dos césares, deu-lhe o “polegar para baixo”.
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