Plínio Bortolotti

13.12.11 12:05

Unip mostra porque o jornalista tem de aprender matemática

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 1 Comentário

O Conar [Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária], órgão que regulamenta a publicidade, determinou que a Unip (Universidade Paulista) pare de veicular anúncios em que diga ser a que mais aprova no exame da OAB [Ordem dos Advogados do Brasil], como já fez. A universidade terá que dizer que seus dados referem-se aos números absolutos de aprovações, e não ao percentual de aproveitamento.

Aproveitamento

A Unip teve 230 aprovados no último exame, mas inscreveu 3.020 alunos – aproveitamento de 7,6%. A UnB, com 43 inscritos, aprovou 29 (67,4%). A USP teve 191 alunos aprovados, ou 63,4% dos 301 que prestaram o exame.

Comentário

É muito comum ouvir estudantes de Jornalismo dizerem que escolheram o curso por “odiarem” matemática. Se um dia foi verdade que jornalistas poderiam prescindir da disciplina, ela se torna cada vez necessária, pois – cada vez mais – defrontamo-nos, nós jornalistas, com números e banco de dados que têm de ser decifrados.

[Notícia publicada no jornal Folha de S. Paulo, 13/12/2011, na coluna de Monica Bergamo. Título, entretítulo e comentário de minha responsabilidade.]

07.12.11 21:51

Celso Furtado, navio da Transpetro, faz sua viagem inaugural a Fortaleza

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 1 Comentário

Convés do navio Celso Furtado, Beira Mar ao fundo

Fica atracado até amanhã no porto do Mucuripe o navio Celso Furtado. A embarcação, de 183 metros de comprimento, foi entrega pela presidente Dilma Rousseff no fim de novembro. O navio pertence à frota da Transpetro, subsidiária da Petrobras, sendo a primeira embarcação construída no Brasil depois de 14 anos de paralisação da indústria naval.

Navios

A retomada da construção de navios faz parte do Promef (Programa de Modernização e Expansão da Frota), que entregará outros 49 navios nos próximos quatro anos.

A viagem para Fortaleza – com carregamento de combustível -, que segue para Belém, foi a primeira da nova embarcação da Transpetro. Hoje houve uma visita guiada para que a imprensa pudesse conhecer o navio. Do O POVO, estivemos no evento eu e Érico Firmo (editor adjunto da editoria de Política).

01.12.11 18:16

Pau de arara, transporte “padrão” no interior, mata três estudantes por ano

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Estudante corta o pé em rolo de arame farpado levado como carga no pau de arara de transporte escolar. Foto de Edimar Soares (clique para ampliar)

Os frequentes acidentes em caminhões pau de arara, usados como transporte escolar no interior do Ceará  sempre me incomodaram. Muitos desses acidentes provocam a morte de crianças.

Neste blog, e em artigos no O POVO, escrevi várias vezes sobre o assunto. Ainda assim, achava que ficava faltando mais alguma coisa. Resolvi escrever uma reportagem sobre o assunto, tendo em vista  legislação específica que obriga as prefeituras a oferecerem ônibus padronizados para o transporte escolar.

Acidentes

Levantei, em matérias publicadas no O POVO, o número de acidentes nos últimos dez anos (2001-2010) e cheguei a 27 mortes de estudantes no período, contabilizando também 210 crianças e jovens feridos. Em média, são 2,7 mortes por ano.

Mais grave

No primeiro texto que escrevi, disse que os números poderiam ser maiores, pois os acidentes deixam muitos feridos graves – e algum acidente poderia não ter sido registrado. Nos comentário online à matéria, dois leitores deixaram informações de outros dois acidentes fatais.

Autoridades

Concluído o levantamento, falei com representantes do Ministério Público Estadual, com a Secretaria da Educação, com a Associação dos Municípios do Ceará (Aprece) e com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), responsável pela fiscalização dos veículos nas rodovias estaduais.

Viagem

Após isso, fiz uma viagem – acompanhado do motorista Valdir Gomes e do repórter-fotógrafico Edimar Soares – a quatro cidades do interior: Acopiara, Mombaça, Boa Viagem e Monsenhor Tabosa. Verifiquei como os estudantes são transportados e acompanhei os estudantes em cima de dois veículos pau de arara. Conversei também com um casal de agricultores que teve o filho de 10 anos morto em um acidente.

Prefeituras

Falei com representantes de prefeituras que tem “explicações” na ponta da língua para o uso de caminhões pau de arara: estradas intransitáveis para ônibus (as quais eles mesmos são responsáveis pela conservação), extensão do município e falta de recursos.

Governo

Tanto o governo federal como o governo estadual fazem repasses aos municípios para cobrir gastos com transporte escolar. Além disso, existe o programa do governo federal “Caminho da Escola”, que financia veículos padronizados com juros subsidiados, por meio do BNDES. O governo do Ceará, a cada ônibus comprado pelos prefeitos doa outro (até o limite de cinco), sem nenhum custo para a prefeitura.

Veja as matérias

Nos links abaixo, quem estiver interessado pode ler as matérias, com fotografias e vídeos de Edimar Soares. Para fazer a série, tivemos a ajuda inestimável do motorista Valdir Gomes. Continuar lendo

19.11.11 20:34

Ipea pesquisa Panorama da Comunicação e Telecomunicação no Brasil

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 1 Comentário

A pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) Panorama da Comunicação e Telecomunicação pretende, entre outras coisas, atualizar o perfil do profissional da comunicação no Brasil. A pesquisa está sendo feita entre os que atuam no mercado de trabalho da comunicação.

Equipes

Segundo o Ipea, foram formadas equipes “para produzir um profundo estudo” sobre a comunicação no Brasil. A pesquisa, iniciada no ano passado, visa a a atualização e ampliação dos dados já recolhidos.

Conjuntura

Para o grupo de pesquisa MID – Mídias Interativas Digitais, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a coleta de dados entre os profissionais atuantes no mercado “auxiliará a compreensão das relações da comunicação com a construção da autonomia, com atores sociais, com a dimensão sociopolítica da questão e com os outros elos da conjuntura”.

Questionário

Um dos métodos de coleta de dados dessa pesquisa é a aplicação de um questionário direcionado aos profissionais que atuam na área da comunicação, em toda a sua diversidade de ações e finalidades, ainda que não possuam formação específica na área da comunicação social. A pesquisa quer identificar a forma como os profissionais caracterizam suas atividades e seu trabalho, tanto as atividades consideradas tradicionais como as áreas emergentes da comunicação, onde atuam profissionais autodidatas.

Se você atua como profissional da Comunicação e quiser responder à pesquisa clique aqui.

12.11.11 19:25

Jornalismo literário e jornalismo de precisão

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 2 Comentários

O texto que se segue é de autoria do jornalista americano Philip Meyer, autor do livro “Precision journalism: A reporter’s introduction to social science methods” – considerado um dos mais importantes livros sobre jornalismo e comunicação de massa no século XX – e “Os jornais podem desaparecer? Como salvar o jornalismo na era de informação”.

O artigo, uma palestra do autor, foi publicado no Observatório da Imprensa, de onde o recolhi, reproduzindo-o na íntegra. O texto é bastante longo, mas jornalistas e aspirantes a, não podem deixar de lê-lo.

Jornalismo literário e jornalismo de precisão
Por Philip Meyer, em 08/11/2011, edição 667 do OI.

Em 3/10/2011, o veterano jornalista Philip Meyer, professor emérito na Escola de Jornalismo e Comunicação de Massa da Universidade da Carolina do Norte, fez o discurso reproduzido abaixo na Academia Austríaca de Ciências, como parte da Conferência Hedy Lamarr. Tradução: Leticia Nunes. Continuar lendo

04.11.11 10:10

Em nome da transparência, site americano passa a dar informações sobre jornalistas

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Na segunda-feira 31 de outubro, foi lançado nos Estados Unidos um novo site para que os internautas possam exigir responsabilidade e transparência dos jornalistas, informou a AFP.

Batizado de News Transparency (Transparência nas Notícias), o site foi criado por Ira Stoll, ex-chefe de redação do extinto diário New York Sun.

O objetivo do News Transparency é ajudar o usuário a “saber mais sobre as pessoas que produzem as notícias e permitir que você exija delas transparência, da mesma forma como os jornalistas exigem transparência e prestação de contas de outras instituições poderosas: publicando opiniões críticas e compartilhando informação”.

Três dias antes de seu lançamento, o site já contava com perfis de cerca de mil jornalistas, segundo a Forbes.

Trecho reproduzido do Blog Jornalismo nas Américas (Centro Knigth para Jornalismo nas Américas), onde a notícia poderá ser lida na íntegra.

23.10.11 19:06

Caco Barcelos mostra-se “preocupado” com atuação da imprensa brasileira

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 1 Comentário

Por indicação da estudante de Jornalismo Marina Solon (@marinaasolon) cheguei a este vídeo, do programa “Em Pauta” (20/9/2011), da Globo News, no qual o repórter Caco Barcelos, fala de sua “preocupação com esse momento da imprensa brasileira”, pois ele vê [e existe e é grande] diferença entre jornalismo investigativo e jornalismo feito a partir de “declarações de determinada fonte”.

Investigativo, investigação

No Brasil – digo eu – se confunde jornalismo investigativo – que depende da pesquisa e do esforço do repórter em desvelar determinado assunto – e jornalismo feito a partir de investigação de outra pessoa, da qual o jornalista se aproveita.

Aqui tanto pode entrar o caso (mais grave) 1. de alguém que faz uma denúncia por ver seus interesses contrariados e a imprensa publica sem verificação prévia ou 2. de repórteres que se valem de dados levantados por outras instituições oficiais ou não, como por exemplo um tribunal de contas, a Controladoria Geral da União ou alguma ONG.

Primeiro

Alguns colegas costumam chamar isso de jornalismo investigativo, mas no primeiro caso, é apenas temerário (e antijornalístico) publicar-se uma declaração acusando alguém fiando-se apenas na palavra do denunciante.

Segundo

No segundo, trata-se de jornalismo a respeito de algum levantamento (que foi entregue de mão beijada ao jornalista), portanto é jornalismo sobre uma investigação e não jornalismo investigativo (que depende do esforço do próprio repórter).

05.10.11 12:09

Sociedade de jornalistas americanos recomenda que imprensa deixe de usar expressão “imigrante ilegal”

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

Em sua conferência anual, a Sociedade dos Jornalistas Profissionais dos Estados Unidos (SPJ, na sigla em inglês) aprovou resolução recomendando que as expressões “imigrante ilegal” e “estrangeiro ilegal” deixem de ser usadas pelos meios de comunicação americanos.

Resolução

A resolução aprovada diz que “somente a Justiça, não os repórteres ou os editores, pode decidir se uma pessoa cometeu um ato ilegal”. A SPJ, organização com 7,8 mil integrantes, diz que “somente a Justiça, não os repórteres ou os editores, pode decidir se uma pessoa cometeu um ato ilegal”.

Informações reproduzidas do Blog Jornalismo nas Américas, do Knight Center, onde o texto pode ser lido na íntegra.

26.09.11 19:32

Copa do Mundo: ESPN faz matéria sobre remoções na Comunidade dos Trilhos

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: 2 Comentários

Por indicação de Mônica Mourão [@MonieM] cheguei à reprodução no Youtube de um programa da emissora ESPN abordando a remoção de populações pobres,  devido às obras da Copa do Mundo.

As informações que se pode obter  são bastante interessantes, apesar do tom melodramático da narração e da editorialização da matéria.

Em artigos que escrevo para O POVO, reproduzidos neste blog, abordei o assunto em duas ocasiões: VLT: duas perguntas sobre remoções e “Não é justo perder tudo assim”.

Veja o vídeo da reportagem da ESPN.

16.09.11 17:40

Novos Talentos – 10ª Turma

Por: Plínio Bortolotti | Comentários: Comente

O curso Novos Talentos O POVO para estudantes de Jornalismo recebe, a cada semestre, oitos estudantes, que passam três meses no Grupo de Comunicação O POVO (jornal, rádio, TV). No período, os estudantes têm aulas de Português, Redação e Apuração Jornalística – e conhecem a rotina das editorias.

Na foto, a 10ª turma, que fica até dezembro. Até o fim do ano deverão ser abertas inscrições para a 11ª turma. Para saber mais, clique aqui.

A partir da esquerda:

Aline de Sousa Moura (UFC)
Thaiane Carine Gomes de Moura (Estácio-FIC)
Marina Solon F. Torres Martins (Unifor)
Bárbara Almeida Pereira (UFC)
Plínio Bortolotti (coordenador do curso)
Yadine Brito Ximenes (FaC)
Natália Mendes Maia (UFC)
Danilo Cézar Castro Lima (UFC)
Daniel da Silva Araújo (Fanor)

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Plínio Bortolotti

Plínio Bortolotti

Jornalista. Diretor Institucional do Grupo de Comunicação O POVO, jornal, rádios […]

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